domingo, maio 20, 2007

Como vai a internet como negócio? Bem obrigado!


Na década de noventa, o mundo inteiro presenciou o que veio a se chamar “bolha da internet”, época em que qualquer negócio que estivesse na Internet, independentemente de quanto gerasse de receita, era considerado nas bolsas de valores, como um bom negócio. Obviamente à essa fase sucedeu-se o “estouro da bolha” pois negócios não sustentáveis, são sempre um mal negócio, estejam eles na Internet ou não. Um amigo meu entrou em uma empresa de Internet exatamente nessa época, e me dizia que não conseguia entender como a empresa tinha uma saída de caixa tão grande com uma entrada quase nula, o tempo mostrou que não era mesmo para entender, pois todas os negócios que não eram baseados em princípios de geração de riqueza sumiram do mapa.
Embora o ser humano goste de extremos, na natureza e na economia, normalmente as coisas se dão no intervalo intermediário entre extremos. Assim a Internet não era sempre rentável como se dizia, mas por outro lado existiam modelos seguros de negócios, baseados na oferta sólida de serviços e de valores, aos quais os internautas estavam dispostos a pagar, e assim cresceram e se estruturaram empresas sérias como Yahoo, eBay, Google, Buscapé, Katatudo e Submarino para citar apenas algumas. Essas empresas perceberam que havia luz no fim do túnel, e persistiram nos seus modelos de negócio, buscando aperfeiçoá-los e melhorar sua competitividade, de forma que cresceram, geram milhões em receita anualmente, empregam milhares de pessoas, e muitas delas inclusive estão na bolsa de valores, vejam só, e são muito bem recebidas por investidores, que sabem reconhecer que o negócio de Internet ganhou maturidade nesses últimos anos, e como qualquer outra atividade econômica, possui altos e baixos, modelos confiáveis de negócios e modelos passageiros e oportunistas, que devem ser analisados com cuidado antes de se fazer uma aposta de investimento considerável.
Como no entanto a Internet é um meio, através do qual a economia convencional transaciona bilhões de operações diariamente (usamos a Internet inclusive para investir em empresas convencionais) temos a expectativa que, enquanto a economia mundial continuar evoluindo, ela evoluirá junto, tornando-se cada vez mais especializada na comunicação, controle de sistemas logísticos, buscas e divulgação de informações, instrumento de ensino e porque não, de diversão.

quarta-feira, maio 16, 2007

Lendas Urbanas

A Internet é um espaço absolutamente democrático, onde cada pessoa tem a liberdade de ali colocar o que bem entende. Celebremos, pois, o aspecto positivo que esse fato possui, pois nunca se viu na história da humanidade tamanha liberdade de expressão aliada a tão forte ferramenta que possibilita a divulgação de uma idéia para o mundo inteiro instantaneamente. Por outro lado devemos encarar o que circula na rede mundial de computadores sendo muito críticos, já que circula muita informação enganosa ou fabricada propositadamente para causar impacto na sociedade, e em função desse aspecto, são divulgadas rapidamente através de e-mails ou mesmo de páginas pseudo-informativas.
Que atire a primeira pedra quem ainda não recebeu um e-mail ou viu uma foto na Internet de um Tatuí gigante (Tatuís são aqueles tatuzinhos de praia, tão criativamente explorados em um comercial de cerveja na TV brasileira). O texto fala que foi encontrado em determinada praia um exemplar de Tatuí com quase um metro de comprimento, e obviamente apresenta-se uma foto do representante “turbinado” de nossas praias. Também existe uma mensagem semelhante, falando que determinada pessoa, ao fazer manutenção no esgoto deparou-se com uma barata de mais de sessenta quilos, que teria inclusive tentado atacá-lo. Já vi também uma foto de uma pessoa com um gato no colo, que deveria tranqüilamente chegar a casa dos setenta quilos, de tão grande que era. Essas notícias, ganham autenticidade à medida que são acompanhadas de fotos, que aparentam de fato tratarem-se de material verídico, mas que não resistem a uma análise mais criteriosa. Normalmente são fotos manipuladas por softwares como o Photoshop ou similares, que simplesmente aumentam o tamanho desses bichinhos inofensivos, e os colocam ao lado de seres humanos normais, para darem a impressão de que são exemplares gigantes.
Existem outras tantas mentiras andando na Internet, que posso abordar em outras ocasiões ou podem ser enviadas por vocês no meu Blog. Tratam-se de “Lendas Urbanas”, que nada mais são do que mentiras, contadas de forma tal, que parecem verídicas, e são propagadas com o único intuito de criar celeuma no mundo de leitores incautos. Então, façamos nossa parte, não propagando ou reenviando esse tipo de notícia pela Internet!

sábado, maio 05, 2007

Games como coisa séria


Foi-se o tempo em que games eram coisas de crianças. Sob vários aspectos, a cada dia que passa, os games (escrevo em inglês por ser a forma mais comumente divulgada) passam a fazer parte das conversas de negócios e da grade de formação de estrategistas e de empresários. Sejam nos negócios bilionários de desenvolvimento e distribuição de games de entretenimento, seja nas discussões das áreas de RH de cada empresa, sobre as formas alternativas de capacitação de talentos, onde os jogos empresariais ganham cada vez mais espaço, ou mesmo na escola, onde buscamos preparar cada vez melhor nossos filhos, nossas promessas para o futuro. Neste campo também temos descoberto que os games têm um importante papel a desempenhar.
Lembro-me que nos meus tempos de adolescência paulistana, o assunto game era relacionado a fliperamas, lugares nem sempre bem freqüentados, como o são atualmente as LanHouses (casas que se especializam em entregar infra-estrutra e jogos online para que as pessoas se divirtam). Onde a maior parte das máquinas era eletro-mecânicas, com problemas de manutenção eternos (sempre tinham algumas quebradas) e com grandes limitações de experiência do usuário, pois o som era deficiente, jogava-se normalmente em pé, as máquinas tinham qualidade de imagem duvidosa e além do mais éramos importunados o tempo todo com as benditas fichas, que acabavam e que tínhamos que inserir nas máquinas.
Atualmente a tecnologia gráfica de jogos online ou de console avançou muito, melhorando a sensação do jogador durante o uso.
Por outro lado, consultorias especializadas em treinamento, estão percebendo o potencial de jogos empresariais, que tendem a passar o conteúdo necessário à formação e preparação de determinados profissionais, de forma lúdica e prazerosa. E as escolas e centros de treinamento, também têm percebido que alunos podem simular situações de estratégias, negociação, relacionamento em vários idiomas e inclusive testar sua resiliência em situações onde, por vezes, estão muito bem em determinada fase, e logo em seguida perdem tudo e têm que recomeçar do zero novamente, em função de alguma batalha mal sucedida.
Então falando sério, ou não, seja encarando os games como oportunidade de negócio, ou se divertindo com seus filhos no chão da sala ou junto ao computador, vamos aos games!

segunda-feira, abril 30, 2007

Colocando em prática a teoria


Já havia comentado nesse espaço sobre duas novidades que vinham sendo preparadas: uma na área de telefonia móvel celular, que era a possibilidade de efetuarmos pagamentos através de nossos celulares e a outra uma novidade em Internet, que era a volta dos inventores do Kazaa (programa para troca de músicas pela Internet) e do Skype (programa de voz sobre Internet) que estavam lançando um novo programa que se chamava Joost (www.joost.com), e que servia para colocar-se conteúdo televisivo na Internet. Nessa semana tive a oportunidade de testar ambas as tecnologias na vida real.
O sistema de pagamento através do aparelho celular é rápido, funcional e seguro. Após comer uma pizza com minha família, avisei ao garçom que faria o pagamento utilizando meu celular, ele me perguntou o número do mesmo (anotou na palma de sua mão...) e em seguida recebi uma mensagem de texto informando que uma transação de pagamento do restaurante em questão estava sendo realizada com meu celular, no valor de minha conta e solicitando minha autorização, inseri minha senha e em seguida recebi uma outra mensagem dizendo que a transação havia sido efetuada. A operação toda foi mais rápida do que passar um cartão de crédito e mais seguro também, pois ninguém manuseou minha senha ou meu cartão de crédito. Eu poderia ter solicitado a pizza de minha casa, e nesse caso pagaria exatamente da mesma forma, já que a transação é feita pelo celular e não de maneira local, assim ao solicitar a pizza, já receberia uma mensagem dizendo o valor da compra e teria a opção de autorizar o pagamento imediatamente.
Se por um lado a experiência de pagamento com o celular foi positiva, não posso falar a mesma coisa da minha experiência com o Joost. Esperei pela minha senha de utilização por mais de um mês, e ontem resolvi ver com funcionava, fiquei decepcionado! Em primeiro lugar o programa exige muito mais velocidade de conexão do que os similares do tipo YouTube, segundo eu esperava encontrar conteúdo aberto de TV, colocado no ar pelos próprios usuários, na realidade tratam-se de conteúdos restritos, de exibição limitada à região em que se assiste. Até os DVDs que utilizamos atualmente em nossas casas já estão capacitados a lerem filmes e shows do mundo inteiro, já na contra-mão da história, o Joost limita determinados conteúdos a determinadas regiões. Quem está errado, eu com minha expectativa de cliente ou os criadores do programa? Experimentem vocês essas duas novidades que tornam o mundo cada vez mais conectado!

segunda-feira, abril 23, 2007

O Google já concorre com o seu negócio?


Soube nessa semana que o Google está lançando um pacote com aplicativos corporativos que se chama Google Apps Premier Edition, que inclui e-mail, calendário, aplicação para troca de mensagens, conversação instantânea, bem como processador de texto e planilhas. O principal apelo é o preço, ele sairá por 50 dólares por usuário ao ano, contra o valor de 500 dólares que é cobrado pelo Office 2007 da Microsoft. Mas que o Google concorre com a Microsoft nós já sabíamos, mas ele concorre também com as emissoras de TV, pois depois da compra do YouTube, agora exibem filmes pela Internet. Bem se você não é dono de uma emissora de TV (e não existem muitas por aí...) não há com o que se preocupar, certo? Errado! Eles concorrem também com as rádios, pois hospedam milhões de Podcasts, que são programas de áudio elaborados por pessoas independentes ou não e ficam disponíveis na Internet, também concorrem com editoras de livros e jornais, pois também hospedam milhões e milhões de Blogs, que de longe, são os textos mais lidos na Internet. O cerco está apertando, pois o Goolge já atua em muitas frentes, mas tem mais, muito mais. Também concorrem com praticamente qualquer loja que exista em seu bairro, pois através de anúncios vendem praticamente de tudo na Internet. Também disponibilizam informações extremamente precisas de satélites e de mapas gratuitamente na Internet, onde podemos ver até o telhado de nossa casa em uma foto tirada do satélite (coisa de ficção científica há uns dez anos atrás). Também possuem tradutores que trabalham através da Internet, obviamente de forma gratuita, traduzindo dezenas de idiomas. Concorrem com os provedores de Internet, pois fornecem hospedagem de páginas e serviços de e-mail, também gratuitamente. Concorrem com imobiliárias e lojas que vendem carros pois veiculam anúncios, aliás é o que fazem de melhor, vender o que anunciam. Concorrem com as empresas de telecomunicações, pois oferecem o Talk, que é um programa que permite que se fale pela Internet, gratuitamente é claro.
Fazendo uma análise mais aprofundada, descobrimos que os serviços oferecidos pelo Google não são gratuitos, na realidade eles são subsidiados pela receita advinda da venda do que é anunciado, ou seja exatamente a mesma forma utilizada há dezenas de anos pela televisão, a diferença é a eficiência com que a Internet permite que se faça essa operação de venda, por preços baixos. Depois de ler esse texto, você é capaz de dizer se o Google concorre ou não com o seu negócio? E se a resposta é não, até quando você imagina que continuará assim?

sábado, abril 14, 2007

Novidades da Europa


Esse post é curto, pois o faço da Europa. Estou em Paris, viajando e conversando com parceiros de tecnologia e outras operadoras daqui, sobre o que tem tido de novidade no mundo e de como estão as ofertas de inovações tecnológicas para o mercado. O que se vê aqui é a oferta de vídeo conjudada a voz e dados, ao valor mágico de 30 Euros. Nesse valor estão incluídos um pacote de voz (VoIP) ilimitada local, mais de cem canais de TV e Banda larga. Já vimos a Itália, Alemanha e França, conversamos com o Deutshe Telekon, FastWeb e France Telecom (atual Orange) e os desafios são os mesmos, como diferenciar-se pela qualidade do serviço, agregando conteúdo adequado e de qualidade a rede, saindo do lugar comum de ofertar apenas o acesso. Tudo isso de forma simples, sem complicar a vida dos clientes. As ofertas de convergência FIxo-Móvel (como a que registrei em um post anterior) já é realidade, principalmente na Orange, mas na semana que vem estaremos na Inglaterra, conversando com os executivos da British Telecom sobre os desafios dessa, que é uma das maiores operadoras (junto com Orange e Deutshe Telekom) da Europa. Volto com mais novidades, por enquanto sintam-se em casa no MundoConectado!

sexta-feira, abril 06, 2007

Rafinha


Já conversamos aqui nesse espaço sobre o Youtube, site da Internet recentemente adquirido pelo Google que permite que milhões de internautas publiquem seus vídeos para que o mundo inteiro os veja. Pois foi no Youtube mesmo que meu irmão me mostrou um vídeo interessantíssimo sobre um personagem especial, o Rafinha (http://www.youtube.com/watch?v=JMRF_ZXms9E). Esse vídeo produzido por uma agência de comunicação integrada, a TV1 (www.tv1.com.br) já foi visualizado milhares de vezes, e mostra a vida e o perfil do Rafinha, ele é uma pessoa que nasceu em uma era em que tudo é conectado, já conheceu a Internet através da banda larga, não compra CDs, pelo contrário os compartilha com seus amigos através da Internet e de sites especializados, também não assiste TV, mas sabe de tudo através da Internet, de onde fica atualizado com tudo que acontece no mundo todo. Não utiliza enciclopédias em papel (aliás o que é mesmo uma enciclopédia em papel?) ele conhece e colabora ativamente com a WIkipedia (www.wikipedia.org), nasceu em uma época em que as fotos são digitais, e de preferência tiradas com seu aparelho celular, a inovação para ele tem outro sabor, pois não conheceu o mundo das TVs em preto e branco e que ainda por cima era censurada, da escolha entre dois únicos partidos políticos pelo voto indireto, das filas para aquisição de linhas telefônicas, dos Long Plays tocados em vitrolinhas, a bem da verdade ele nem sabe direito para que serve um vídeo cassete...Ele faz parte da geração C (conteúdo, conectada e da colaboração). Essas três palavras fazem toda a diferença, pois são as responsáveis pela imensa quantidade de informações que são colocadas à disposição do mundo na Internet diariamente (sabemos que, a cada dezoito dias, colocamos em informações na Internet o equivalente ao que a população mundial levou cem anos para produzir no passado), para ter esse conteúdo todo e principalmente poder distribuí-lo, a conectividade é essencial. E a palavra da vez é colaboração, ou seja eu coloco algum conteúdo na Internet, que imediatamente é alterado e melhorado por você, que em seguida o disponibiliza para que mais alguém trabalhe sobre o mesmo, e assim por diante, de maneira interminável, o que vem garantindo qualidade às informações e possibilidades de expressão nunca vistas anteriormente.
Sejam bem vindos ao Mundo Conectado, o mundo dos “Rafinhas”.

domingo, abril 01, 2007

Convergência Fixo-Móvel


Acostumamo-nos a utilizar o telefone celular para ligar para um outro telefone celular, mesmo estando com um telefone fixo ao alcance de nossas mãos, e de forma análoga, as vezes olhamos na agenda de nosso aparelho celular, para então utilizarmos o telefone fixo. Por que fazemos isso? Porque fazer chamadas cruzadas (de fixo para celular ou de celular para fixo) custa mais caro. Esse cenário está mudando com o que chamamos de convergência Fixo-Móvel ou do inglês FMC (Fixed and Mobile Convergence, http://www.fixedmobileconvergence.net/).
Essa nova tecnologia nos permite utilizar nosso aparelho celular, independentemente de ligarmos para fixo ou para outro celular, e termos a certeza de estarmos pagando a melhor tarifa possível, e de forma análoga, ligarmos de nosso telefone fixo para um celular ou para outro fixo, deixando por conta da tecnologia a análise de sua ligação e a escolha do melhor número para receber a tarifação, fixa ou celular, pagando assim os preços mais adequados.
No mundo inteiro, as ligações entre redes distintas são mais caras, por exemplo, quando utilizamos nosso telefone fixo para fazer uma ligação para algum amigo ou parente no seu número celular, pagaremos mais caro por essa ligação do que se estivéssemos utilizando a telefonia celular diretamente. Isso porque estamos utilizando duas redes, a rede da telefonia fixa, de onde partiu a chamada e a rede da telefonia, e para remunerar as duas redes, a chamada acaba ficando mais cara.
Com a FMC, existe um dispositivo na rede, que analisa a origem e o destino das chamadas, e escolhe qual é a melhor tarifa a ser aplicada, porque não existe nada mais desagradável do que ficar se preocupando com a escolha da melhor maneira de utilizar seu telefone, pensando se estamos ligando para fixo ou para celular e então decidir sobre como faremos a ligação.
O principal objetivo da convergência é tornar a vida de quem utiliza a telefonia mais simples e mais fácil. Na seqüência serão desenvolvidos planos de tarifas que consigam colocar o cliente, no momento da chamada, no melhor plano possível, e também fazer a acomodação ao final do mês, analisando o total de chamadas de cada cliente, no plano que mais se adapte ao seu consumo. Ao invés de possuir um plano de 200 minutos o tempo todo, será possível ficar em um plano de 200 minutos nesse mês, aumentar o consumo no mês seguinte, reduzir no próximo e por aí vai, sempre tendo a certeza de estarmos no plano, automaticamente, que melhor nos atende do ponto de vista de perfil de uso e de tarifa, sem precisarmos nos preocupar.
Essa é a principal utilidade das inovações, tornar o nosso dia-a-dia mais simples e melhor de se viver.

quarta-feira, março 28, 2007

Telefonia Móvel no mundo


Colhi várias informações durante a visita que fiz à 3GSM World Congress em Barcelona, maior exibição de tecnologia móvel do mundo, e que acontece anualmente na Espanha.
Contamos com 2,5 bilhões de celulares no mundo, ou seja 4 em cada dez habitantes no mundo possui celular, e chegaremos ao próximo bilhão entre 2010 e 2011. Nesse momento teremos mais da metade da população mundial conectada através de tecnologia móvel celular. Para se ter uma idéia da popularidade dessa tecnologia, atualmente contamos com cerca de um bilhão de aparelhos televisores no mundo todo, esse é um dos motivos que faz tantas pessoas pensarem no celular como um dispositivo alternativo de mídia. Esse fato vem reforçando a possibilidade de sua utilização como instrumento de pagamento de compras, entradas de cinema e passagens de ônibus, trem ou metro. Se quase metade da população do mundo possui um aparelho celular, ele também pode ser utilizado para difundir o uso de músicas MP3, fazendo às vezes de um tocador de músicas digitais.
Sendo seu uso tão popular, pode ajudar a difundir também o acesso à Internet, pois rapidamente as tecnologias utilizadas nas conexões dos aparelhos celulares vêm permitindo acesso às redes de dados e, por conseguinte, à Internet, contribuindo para a inclusão digital.
Também presenciei presidentes de gravadoras referirem-se ao celular como sendo futuramente o principal canal de distribuição de músicas no mercado, quem poderia imaginar uma coisa dessas no passado?
As tecnologias de vídeo sobre celular também se popularizam muito rapidamente, já sendo possível a utilização desse aparelho para rápidas referências de vídeo, como clipes de músicas e até para os conhecidíssimos vídeos do You Tube.
Presenciei conexões de dados através de celular com velocidades de até 17 Mbits/s (35 vezes mais rápido que as velocidades normalmente utilizadas para acesso à Internet via banda larga, que usamos habitualmente). E uma grande evolução que pude ver, é que a diferença tecnológica que nos separa desse novo mundo já não é mais tão grande quanto costumava ser na década passada, muito pelo contrário, o que vi são facilidades que se apresentam à nossa porta e que brevemente povoarão nossas vidas, aqui em terras verde-amarelas, quem viver verá!

segunda-feira, março 19, 2007

IP na torradeira


Ouvi uma expressão no início dos anos 90, que apregoava que os endereços IP (endereços de Internet) estariam em todos os dispositivos que nos cercam no dia a dia “IP to the toast” (ou seja, IP na torradeira), teríamos todos os equipamentos de nossa casa conectados a Internet. Dei tanta importância à frase quanto daria se me tivessem dito que em dez anos estaríamos indo para nosso trabalho com um jato amarrado às costas, no melhor estilo dos Jetsons (desenho animado da década de setenta).
Acho que minha avaliação estava errada, os endereços IP e a internet não chegaram ainda às torradeiras (pelo menos não na que eu tenho em minha casa), mas chegaram aos aviões, às geladeiras, às televisões e obviamente aos celulares. No mês passado estive na maior feira de tecnologia celular do mundo em Barcelona, e todos os mais de mil expositores da feira estavam de alguma forma conectados à Internet ou ofereciam seus produtos através da mesma.
Nessa semana começou a Cebit, feira de eletrônicos que ocorre anualmente em Hannover – Alemanha, e li que a empresa Fydel SNT está lançando um computador para automóveis que ficará no painel, possuirá conectividade Internet via banda larga celular 3G e permitirá o controle de vários itens do automóvel como consumo, autonomia, tabela de manutenções e controle de itens de segurança, prestando-se também para a utilização plena, como se fosse um computador de nossa residência oferecendo acesso à Internet, aplicativos Windows e central multimídia de músicas, filmes e imagens.
É o que se tem chamado ultimamente de ubiqüidade da Internet - em todo o tempo e em todo o lugar. Esse conceito está adequado ao uso que a sociedade vem fazendo da Internet, que vem se mostrando como a maior plataforma de comunicação do Planeta. Se já permitia às pessoas se comunicarem entre si, passará a permitir que as máquinas também se comuniquem, de forma que nosso automóvel verificará a necessidade de combustível e calculará qual o melhor posto para abastecimento já calculando a diferença de preços entre os combustíveis dos postos de gasolina pelos quais passaremos, da mesma forma nossa geladeira “pedirá” ao supermercado, pela Internet, o que está faltando em seu interior, assim nunca faltará nada. Parece uma realidade muito distante? Que nada, está batendo à nossa porta.

sexta-feira, março 16, 2007

Olha a inclusão digital aí gente!


Divulgado ontem na PC World (http://pcworld.uol.com.br/) que o Brasil fechou o ano de 2006 em terceiro colocado no ranking de PC desktops vendidos, com a quantidade de 6 milhões de PCs, sendo que desse total, 2 milhões tratavam-se do primeiro PC (o primeiro PC a gente nunca esquece...). Sabemos que o programa PC conectado do governo Federal contribuiu bastante com esse número (não tanto quanto poderia), mas de fato o que estamos vendo é a popularização e uma maior penetração dos PCs em todas as classes sociais. Juntamente ao número de máquinas adquiridas, aumentará também o de aplicativos em geral que serão utilizados, aumentando gradualmente a quantidade de conhecimento produzido e distribuido. De fato uma boa notícia para comemorarmos.

domingo, março 11, 2007

Secretária Eletrônica




Outro dia, ao pegar meu aparelho celular, notei que haviam algumas ligações não atendidas, acessei meu serviço de secretária eletrônica, que é gratuito, para saber o que queriam, as pessoas que me ligaram e que eu não havia tido a oportunidade de atender, para minha surpresa não havia nenhuma mensagem!
Fico imaginando, porque será que algumas pessoas ainda relutam em deixar mensagens em secretárias eletrônicas. Seria algum assunto com prazo de validade, que somente pudesse ser discutido naquele instante? Será que algumas pessoas esquecem sobre o que iriam falar e ao serem atendidos pela secretária eletrônica se dão conta disso e desligam sem deixar mensagem? Será que algumas pessoas têm vergonha em falar com a minha secretária eletrônica? Talvez sejam saudades das secretárias eletrônicas antigas, aquelas que ficavam ao lado de nossos telefone, que usavam fitas para gravação, custavam caro, quebravam com freqüência e nem sempre gravavam de fato nossas mensagens.
Não pode ser o valor da chamada que inibiria as pessoas, pois quem faz uma ligação está preparado pelo menos para arcar com os custos dessa ligação, e falar com a secretária é muito mais barato do que falar com as pessoas diretamente, pois a ligação telefônica dura muito menos e o resgate das mensagens é gratuito.
O serviço é extremamente útil, pois podemos deixar a informação que nos motivou a fazer a ligação naquele momento, tento a certeza de que a informação não se perderá e nem que esqueceremos depois de ligar novamente.
Fica o enigma do porquê de algumas pessoas não utilizarem os serviços de secretária eletrônica de nossos telefones fixos e celulares.
Temos em desenvolvimento serviços que chamamos de mensagem unificada, onde será possível aos nossos clientes acessarem suas mensagens através de fax (transcrição de áudio em texto) através de e-mails (receberemos uma arquivo de áudio anexado a nossos e-mails), poderemos ver quem nos deixou mensagens através da internet, e de lá mesmo ouvir as mensagens, respondê-las, enviá-las a outra pessoa ou armazená-las em nossos computador ou no servidor de mensagens para serem ouvidas depois, e o mais interessante desse serviço na minha opinião, é o fato dos clientes serem entendidos de forma completa e única, não havendo diferenciação entre os diversos serviços utilizados como e-mail, celular, telefone fixo ou internet.
Talvez substitua a voz de minha secretária eletrônica pela da cantora Ana Carolina, como forma de estimular as pessoas a deixarem sempre mensagens para mim, que tal?

segunda-feira, março 05, 2007

O celular do próximo bilhão


Li uma entrevista do senhor John Chambers, presidente mundial da Cisco, há uns seis anos atrás, que me impressionou muito, dizia que 3 bilhões de pessoas nunca haviam feito uma única ligação telefônica na vida, ou seja, metade da população mundial na virada do milênio, estava de fora do processo de inclusão digital.
Desde essa época venho acompanhando esse processo e reforçando uma tese de que, a inclusão digital também é um caminho para a inclusão social, pois vemos que invariavelmente andam juntas. Nesse período, foram vários os esforços para alcançar o objetivo de transpor o enorme fosso de desigualdade social, representado aqui pela quantidade de pessoas no mundo que nunca tiveram acesso a nenhuma tecnologia de comunicações. A boa notícia é que esse esforço vem dando frutos. No momento em que escrevo esse artigo, já constamos com mais de 2,5 bilhões de aparelhos celulares no mundo. De todas as tecnologias existentes, sem dúvida foi a tecnologia celular a que mais se prestou para a popularização das telecomunicações ao redor do mundo, e caminhamos nos próximos 5 anos para o próximo bilhão de celulares, assim em 2012 já teremos mais da metade do planeta com acesso à tecnologia celular, podendo se comunicar com qualquer parte do globo, instantaneamente.
Lembram-se que quando foi lançada, a telefonia móvel celular era sinônimo de status social, pelo custo que tinha (linha mais aparelho)? Pois então, no Brasil já temos mais de 110 milhões de celulares, mais da metade do país possui aparelho celular em nosso País. Em muitos países emergentes do mundo, o que se vê é um movimento similar que faz crescer rapidamente a cobertura celular na Ásia e África, não só através de ações assistencialistas dos governos, mas principalmente através da iniciativa privada, que vem encontrando alternativas economicamente sustentáveis para implantar a tecnologia celular em países em desenvolvimento.
O aparelho celular deixou de ser símbolo de status e assumiu papel importante como ferramenta de desenvolvimento social e econômico.
Não há dúvida que nesse processo de desenvolvimento do mercado celular, também surgiram algumas formas não ortodoxas de incentivos. Aqui no Brasil existe um desequilíbrio de receitas, que faz com que as operadoras de telefonia fixas banquem parte do custo das redes móveis celulares, mas já está provado que é possível desenvolver o mercado, desenvolver a região em que se está inserido e ainda fazer isso de forma sustentável, basta trabalhar no modelo mais adequado. Então caminhemos para o nosso próximo bilhão de celulares!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O remédio que faz mal ao paciente


Estive em Barcelona acompanhando a 3GSM World, maior exposição de tecnologia celular no mundo, e presenciei os presidentes de grandes gravadoras, como EMI e Warner, defendendo o direito do cliente de músicas digitais (baixadas pela Internet ou por aparelhos celulares) de perceberem uma experiência à altura de suas expectativas. Essa preocupação faz todo o sentido, pois apesar de serem os principais representantes de uma indústria que recua 5% ao ano, já perceberam que a saída para esse mercado está na distribuição digital, que já representa dez por cento do faturamento, ou seja 2 bilhões de dólares por ano. E como fomentar um canal de distribuição de conteúdo como a Internet, se a experiência do cliente não é boa quando utiliza esse canal? Quando compramos músicas através de canais digitais acabamos pagando o equivalente ao que pagaríamos se comprássemos um CD nas lojas convencionais, o que parece não fazer sentido, pois o canal de distribuição digital possui preço muito mais baixo, também não existem as preocupações com logística e distribuição, o que deveria estar refletido em preços mais acessíveis. Também temos que lembrar da facilidade de aquisição, ouvi do próprio presidente da Warner, que o objetivo de sua empresa é que o cliente possa adquirir suas músicas com no máximo 3 “clickes” no computador ou no seu celular, ou seja os menus precisam ser mais amigáveis e em menor quantidade, o que valorizaria a experiência do cliente. E por fim, o que considero de maior impacto, que são os direitos autorais e as ferramentas que se utiliza para garanti-los, as chamadas DRM (Digital Right Management ou gerenciamento de direitos autorais). É aqui que identifico que possa estar havendo algum tipo de excesso de preocupação contra pirataria em detrimento do prazer e direitos do consumidor. Steve Jobs, fundador da Apple, escreveu um artigo que publicou no site da empresa recentemente, onde se coloca favorável a um controle de direitos autorais mais amigável, ou mesmo que isso seja substituído por uma forma de repasse equivalente ao que ocorre nas rádios, onde é arrecadado um valor percentual que é repassado aos autores e gravadores, de acordo com a freqüência de exibição de suas músicas. Por outro lado, o que vemos atualmente, é que pagamos caro pela aquisição digital, o processo de compra é complicado, pois temos que vencer inúmeras etapas nos sistemas disponíveis e além do mais, ao recebermos a música, somente podemos ouvi-la naquele dispositivo em que a instalamos (Ipod, tocador de MP3, celular ou computador), o que não acontece quando compramos um CD e o tocamos onde bem entendermos. Me parece que a dose do remédio pode colocar em risco a vida do paciente...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A nova TV

Enganou-se quem pensou, através do título, que este artigo tratava do novo sistema de televisão digital brasileiro (SBTVD) que entra em experimentação ainda esse ano. Tampouco é a respeito de algum novo modelo de TV digital de Plasma ou LCD, aparelhos que, com muita freqüência, encontramos em todas as lojas de eletrônicos, propagandas em jornal e revistas que se nos aparece pela frente, não, não é desse tipo de TV que vou falar.
Quero abordar aqui uma revolução silenciosa que vem ocorrendo na Internet, que só seus usuários têm percebido, e que certamente colocará em xeque o modelo tradicional de transmissão de conteúdo de forma permanente. Trata-se da onda de inserção e geração de conteúdo pelo próprio internauta. Essa onda vem se confirmando com o tempo e encontra-se reforçada pelas atuais facilidades disponibilizadas pelos softwares do tipo do You Tube (www.youtube.com) que se presta a colocar pequenos vídeos capturados de forma caseira normalmente, e mais recentemente pelo Joost (www.joost.com). Neste caso o que se pretende é uma plataforma que suporta conteúdo de maior duração, como se o próprio cliente pudesse capturar vídeo como o de canais abertos de TV e disponibilizasse através da Internet. O Joost foi desenvolvido e disponibilizado pela mesma dupla de inventivos e empreendedores, que desenvolveu o Kazaa (programa de troca de arquivos de música pela Internet) e o Skype (programa de voz sobre a Internet).
E depois da Internet através de computadores, certamente esse uso de conteúdo gerado pelo próprio usuário avançará também para os aparelhos celulares. Atualmente já existem programas e portais onde se pode disponibilizar o conteúdo capturado pelos celulares com câmera, na Internet, para que qualquer pessoa possa acessar, mas seu uso ainda não é massificado e a velocidade disponibilizada em alguns casos pelas redes celulares, ainda é baixa para transportarem informação de vídeo. Mas qualquer conteúdo gerado pode ser disponibilizado a outras pessoas como fundos de tela, ringtones (aquelas músicas que instalamos em nosso celular para personalizá-lo), ou mesmo vídeos. Com o desenvolvimento de novos programas e facilidades para os celulares, essa tendência certamente será reforçada, e como a quantidade de celulares aumentando dia-a-dia (já são dois celulares para cada aparelho de televisão no Brasil) isso deve acontecer rapidamente. E você, já colocou algum conteúdo na rede?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Ausência Justificada

Me desculpem a falta de regularidade nessa útlima semana, estive em Barcelona acompanhando as últimas inovações da área de telefonia celular GSM, e garanto que teremos muito assunto para discutir, pois estou voltando com muitas novas idéias de produtos e tecnologias que possam facilitar ainda mais a vida de nossos clientes. Aguardem.
A próxima discussão será a respeito das TVs de próxima geração.
PS (esse post está sendo feito do aeroporto de Barcelona, enquanto aguardo meu vôo para Lisboa, de onde irei para Guarulhos - São Paulo e finalmente Uberlândia, onde passarei o Carnaval. O acesso a internet é feito através de uma acesso Wi-Fi público, aqui do aeroporto, à bagatela de sete euros e conqüenta por 60 minutos de uso...)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Ao cliente, tudo!


A história das Telecomunicações brasileiras sofreu uma evolução tremenda na última década. Houve mudanças significativas nas áreas de tecnologia, de atendimento ao cliente, nos preços cobrados pela prestação dos serviços, no tempo necessário para se instalar uma linha telefônica, e em mais uma dezena de processos que acabaram por impactar positivamente na qualidade do serviço prestado.
O monopólio em Telecomunicações, é uma ferramenta conhecida e foi utilizada no mundo inteiro, como forma de alavancar os primeiros sistemas de telecomunicações em diversos países, pois viabilizava os grandes investimentos necessários a implantação de um sistema de dimensão nacional, para as comunicações do país, o que foi fundamental para o desenvolvimento econômico, social e político do Brasil. Mas agora vivemos uma realidade totalmente diferente. Estamos em um ambiente de concorrência de diversas operadoras e tecnologias, que se prestam ao mesmo serviço e concorrem entre si, o que é muito bom para o cliente, que fica com mais opções na hora de escolher qual operadora usar e qual serviço lhe será mais útil. Aliás a própria denominação cliente já é uma evolução, pois ele já foi chamado de assinante e usuário, ambos com uma conotação muito mais contratual do que mercadológica. E isso refletia bem como nós clientes éramos tratados nesse período, onde os telefones públicos eram mais escassos e precisávamos mais deles, pois não tínhamos tantos telefones fixos e celulares (atualmente já ultrapassamos a barreira dos 100 milhões de celulares no Brasil). Quando comprávamos uma linha telefônica, que era traduzido por uma adesão a um plano de expansão, pagávamos antecipadamente pela linha, que seria instalada com sorte dali a um ou dois anos.Hoje temos abundância de ofertas e de tecnologias que nos conectam ao mundo, e podemos escolher dentre as oportunidades que nos são apresentadas quase que diariamente. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer, pois apesar da concorrência, ainda existem várias necessidades não atendidas. Entre elas aquela tão conhecida nossa, quando nosso micro-computador literalmente “trava” ou perde alguma configuração, negando-se a fazer aquilo que fazia de forma costumeira, também por vezes necessitamos do serviço celular em algumas situações em que a cobertura não está disponível. Então que tal recebermos todos os serviços de que precisamos de forma unificada, cobrados em uma única conta, incluídos automaticamente nos melhores planos tarifários, atendidos por telefonistas que entendam nosso problema e possam resolvê-lo rapidamente bem como contar com suporte para os problemas de informática também, não seria fantástico?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Celular faz mal à saúde?




Muito se fala, e principalmente muito se transmite pela Internet, através daqueles e-mails que invadem nossas caixas postais sem permissão, sobre os riscos existentes na radiação proveniente de aparelhos celulares e de estações transmissoras e antenas de sistemas celulares, que algumas vezes se avizinham de nossas residências. Mas afinal das contas, a exposição a esse tipo de radiação pode levar ao câncer? A resposta é NÃO!
Os sistemas celulares utilizam-se de um método de transmissão de sinais que chamamos de micro-ondas, o mesmo tipo que é utilizado para transmissão de sinais de rádio, TV e também nos equipamentos de micro-ondas domésticos que utilizamos para fazer nossa pipoca. Apesar de termos micro-ondas em todos esses sistemas, nos equipamentos celulares a potência (força com que o sinal é gerado) é muito mais baixa do que a potência de um forno de micro-ondas ou mesmo de uma retransmissora de TV ou rádio. No sistema celular de telefonia, como existem várias antenas, ou células, o que ocorre é que o sinal é muito mais baixo, pois está distribuído em toda a cidade. Sem falar que a potência de uma antena, por estar sobre uma torre normalmente acima dos trinta metros de altura, chega até nós extremamente dissipada, a ponto de podermos garantir que a potência de nossos aparelhos portáteis celulares, que levamos em nossas bolsas ou cintura, possui uma potência maior do que as grandes antenas existentes pela cidade.
Outro ponto que deve ser salientado, é que os sistemas de transmissão de sinais de telecomunicações emitem radiação eletromagnética que, por definição, é apenas energia, não existindo emissão de fato de partículas atômicas ou sub-atômicas, como ocorre na radiação nuclear, por exemplo. Como nas ondas eletromagnéticas não existe emissão de partículas, o que ocorre é apenas um aquecimento do material exposto à radiação (esse é o efeito que atua sobre a comida que colocamos no forno de micro-ondas), o material se aquece, porém obviamente não fica radioativo. Por outro lado, quando somos expostos à radiação nuclear (fazendo uma radiografia ou tratamento radiológico, por exemplo) as partículas atômicas que são irradiadas podem se chocar com os núcleos das células humanas, provocando eventualmente em alguns casos algumas mutações celulares que levem a formações cancerígenas. O mesmo ocorre quando ficamos expostos ao sol por muito tempo, a radiação ultra-violeta do sol pode provocar também algumas mutações celulares, que podem levar a formação de células cancerígenas, para isso existe uma ação de nosso próprio organismo que elimina essas formações e nos mantém sadios.Então a dica é, usar sempre filtro solar e lembrar que o maior mal que pode advir de um aparelho celular é se ele cair em seu pé, ou a conta telefônica que ele pode representar ao final do mês.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Até onde vai a miniaturização?


Todos devem se lembrar dos primeiros aparelhos celulares, não? Eram verdadeiros tijolos, que carregávamos em nossos cintos e malas (com muito custo...), isso para não falar dos rádios transistorizados, ou carinhosamente chamados de “radinhos de pilha” e na mesma linha de comparação, podemos citar outros tantos aparelhos que freqüentavam nossos lares, como vídeo cassetes, aparelhos de som e eletrodomésticos em geral. Quase todos tinham características semelhantes, ou seja, eram pesados, grandes e pouco eficientes (em geral consumiam muita energia das pilhas e eram de difícil manuseio).
Após esse período da popularização do uso dessas tecnologias, o que se viu foi um processo de miniaturização geral, onde se buscou colocar as mesmas funções em aparelhos mais compactos, leves e com maior facilidade para levarmos conosco. Mas como tudo em eletrônica, o processo de fazer mais, em menos tempo, e a um custo menor não tem fim, e continuamos evoluindo nossos aparelhos, até notarmos as primeiras impressões negativas referentes aos diminutos novos aparelhos, que começaram a ficar difíceis de utilizar, seja pelo tamanho das letras, seja pelo tamanho dos botões, haja vista que nossos dedos não passaram pelo mesmo processo de miniaturização, ainda bem!
Enxergo que essa tendência se comporta de forma mais adequada atualmente, assim comprimimos e compactamos o que chamamos de tecnologia embarcada, de forma que agregamos novas funções e usos, aos equipamentos que já existiam, sem, no entanto, mexer no seu tamanho final, o que acaba por facilitar o seu manuseio pelo cliente final.
A velocidade com que tais mudanças vêm ocorrendo, também contribui para a percepção que temos que à cada dia, as coisas tornam-se obsoletas mais rapidamente. Se isso é bom para a economia e para as empresas que produzem essas maravilhas da tecnologia moderna, por outro lado devem ser motivo de análise cuidadosa por parte do comprador, para evitarmos investir muito dinheiro em algo que certamente, estará desatualizado em poucos meses.
De minha parte, já me vi analisando a possibilidade de adquirir alguns equipamentos que, apesar de avançados, integrados e extremamente modernos, faziam exatamente a mesma coisa que os modelos anteriores que eu já possuía.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

iPhone - a melhor inovação da Apple


Publiquei em agosto do ano passado neste jormal e no Blog MundoConectado (http://www.mundoconectado.blogspot.com/) um texto que abordava a convergência digital a partir dos aparelhos celulares, já que eles vêm abrangendo diversos usos, dentre eles câmera digital, tocador de música digital, agenda eletrônica, acesso a Internet e e-mail além de jogos e uma série de outros aplicativos que aumentam dia-a-dia. Pois na semana passada Steve Jobs, co-fundador e CEO da Apple, anunciou o lançamento comercial do iPhone, a evolução dos tocadores de música mais populares no mundo, os iPod, adicionado de uma série de facilidades, incluindo a de aparelho celular. Parece que será outro sucesso dessa empresa que utiliza a inovação, design e facilidade de uso como seus diferenciais competitivos.
Apesar de já existirem mais de uma centena de aparelhos celulares com funcionalidade de tocadores de música, esse será o primeiro tocador de música com funcionalidade de celular, e para ilustrar a inovação contida nesse lançamento, foram mais de 200 registros de patentes durante o desenvolvimento do iPhone, tamanha é a inovação oferecida, na forma de utilizar o celular ou abrir os aplicativos, já que ele não conta com os tradicionais botões, tudo é feito através do toque dos dedos na tela do aparelho, fácil não?
O que faz o sucesso desse tipo de aparelhinho no mundo todo? Acho que é a mistura na dose certa, de simplicidade de uso, um design que alia linhas simples e arrojadas ao mesmo tempo, que traz modernidade ao modelo e por fim uma filosofia de inovação que transborda de todos os produtos que a Apple coloca no mercado, seja na maneira simples de utilização, nas cores, nos aplicativos e até na embalagem que o acompanha. Quando abrimos um produto Apple, as diversas faces da caixa vão nos preparando para o que encontraremos no seu interior, um show de inovação.
O preço ainda é salgado para nosso mercado, possuirá duas versões, com preços de 500 e 600 dólares. É o valor equivalente à celulares do tipo smartphone que existem no mercado brasileiro.
Espero que essa onda de inovação tenha chegado para ficar, e que o lançamento do iPhone provoque uma reação nas empresas concorrentes da Apple, de forma a que sejamos brindados cada vez com dispositivos mais modernos, mais avançados e claro, mais fáceis de usar, já que ler manual de aparelho, como dia minha filha, ninguém merece!

domingo, janeiro 07, 2007

Mais facilidades em fotos digitais


Com o avanço das máquinas fotográficas digitais, (a previsão é que no Brasil em três anos as máquinas digitais suplantarão as convencionais) crescem na mesma proporção os serviços que são disponibilizados para facilitar a vida dos fotógrafos, amadores ou não.
Existe uma infinidade de sites na Internet (http://www.gigacolor.com.br/, http://www.abafilm.com.br/, http://www.datapixcell.com.br/, etc), através dos quais é possível enviar o arquivo de suas fotos por e-mail e receber as fotos impressas, no tamanho pretendido, no conforto de sua casa.
Os grandes provedores de acesso a Internet também disponibilizam álbuns de foto para que possamos compartilhar nossas fotos com amigos e familiares, sem falar nos Fotologs que permitem além da publicação das fotos, que agreguemos comentários às mesmas, o que torna o processo mais divertido e interativo.
Ainda existe uma série de facilidades que começam a ser exploradas, relativas a troca de arquivos de fotos, seja através de softwares específicos, ou mesmo através de dispositivos com ou sem fio, como o Ipod da Apple ou o Zune da Microsoft, que permitem que troquemos fotos com nossos amigos de forma facilitada.
Com o aumento do uso de fotos digitais, aumenta também a necessidade de utilizarmos softwares que nos facilitem encontrar as fotos em nossos computadores, pois após algum tempo de arquivamento podemos facilmente contar com milhares de fotos, e sem algum aplicativo que facilite nossa vida, achar aquela foto do aniversário de nossos filhos pode se tornar muito difícil.
A Kodak vem se posicionando de forma inovadora nesse mercado, haja vista que seu principal produto, rolos de filme fotográfico, teve uma grande queda, já venderam mais de 90 milhões de rolos ao ano e atualmente comercializam algo em torno de 45 milhões de rolos.
A primeira novidade já foi lançada através da máquina DC290, que possui além das facilidades normalmente encontradas em câmeras digitais, também um sistema de posicionamento global por satélite, mais conhecido como GPS, ou seja, toda foto que é batida registra hora e local exato, assim depois podemos achar determinada foto pelo lugar onde foi tirada, por exemplo, podemos localizar em nosso computador aquela série de fotos tiradas nas férias de 2001 na praia de Ubatuba...
Outra facilidade avançada, ainda em fase de desenvolvimento, é um software que reconhece a fisionomia das pessoas nas fotos, assim podemos localizar todas as fotos existentes em nosso computador que contenham alguma pessoa em especial. Poderíamos localizar, por exemplo, todas as fotos que tivessem nossos filhos, esposa, namorados, etc, fantástico não? Então vamos aos “clicks”.

domingo, dezembro 24, 2006

LapTop de US$ 100 chega ao Brasil


Chegaram ao Brasil os primeiros LapTops do programa OLPC (One Lap Top per Child http://www.laptop.org/index.pt_BR.html), criado pelo Cientista da Computação Nicholas Negroponte. Enganaram-se os que diziam que não seria possível a entrega da promessa do LapTop de cem dólares, destinado ao nobre princípio da inclusão digital. Os equipamentos já se encontram em fase experimental com crianças, isso mesmo, com crianças, pois nada melhor para efetuar esses testes do que os próprios usuários para os quais ele foi desenvolvido. Chegaram nessa semana que antecede ao Natal, em torno de cem computadores portáteis, e foram distribuídos para universidades em todo o País, para a fase de testes, mas as primeiras impressões foram extremamente positivas. As máquinas se mostraram com bateria adequada ao uso escolar, a qualidade da tela impressionou pela definição apresentada, a velocidade de acesso aos aplicativos foi muito boa e o dispositivo para acesso à Internet sem fio funcionou perfeitamente.
Parece que estamos um pouquinho mais perto do sonho de diminuir a cruel exclusão que aflige aos países em desenvolvimento, em especial a exclusão causada pelo acesso quase inexistente das populações mais pobres aos recursos educacionais mais avançados.
Que esperamos de futuro, se a maioria de nossos jovens, somente têm acesso à educação básica escolar? Na grande maioria das vezes em escolas municipais ou estaduais, que apesar do esforço do corpo docente ali existente, normalmente não conta com recursos educacionais que possibilitem uma familiaridade maior de nossas crianças com aquelas ferramentas que poderiam acompanhá-las a vida toda, tornando seu processo de aprendizado mais fácil e eficaz.
Pois bem, com essa iniciativa do programa OLPC, esse futuro parece estar mais delineado, e começamos a ver uma luz no fim do túnel. Sabemos que, cada vez mais, as profissões criam maior dependência da eletrônica, apoiando-se fortemente nas ferramentas de interatividade e Internet, e ter a parte mais promissora de nossa sociedade, as crianças, alijadas desse processo nunca pareceu fazer sentido. Se conseguirmos dar sustentabilidade a esse programa no Brasil, através de um processo educacional eficiente, manutenção adequada das máquinas e principalmente oferecendo um conteúdo de qualidade, ninguém segurará os nossos profissionais do futuro.

domingo, dezembro 17, 2006

Pirataria

No texto impecável dos irmãos Wachowski, em determinada cena do filme Matrix (www.whatisthematrix.warnerbros.com), temos um diálogo em que Mr. Smith apresenta uma tese ao personagem Neo, em que diz que o único organismo vivo que se assemelha com o ser humano é o vírus, no sentido que toma conta de determinado corpo, do qual depende sua sobrevivência, e mesmo assim o aniquila. É claro que a intenção dos autores é provocar a percepção do mal que estamos causando ao meio-ambiente, sem o qual não vivemos.
Além de uma ótima dica para quem ainda não assistiu a trilogia Matrix, gostaria de me aprofundar um pouco no significado dessa frase, que sempre me intrigou muito. Apesar de concordar com a importância do tema preservação do meio-ambiente, queria aqui tomar a visão da pirataria, de forma análoga à citação do filme Matrix. Acho totalmente aplicável, pois não consigo entender pessoas que gostam muito de jogar vídeo games, por exemplo, mas ao invés de comprarem seus jogos e pagarem aos autores e produtores, preferem comprar CDs “piratas” ou baixarem de forma gratuita através da internet. Ora, no extremo, se todas as pessoas fizessem a mesma coisa, não haveria mais jogos, pois ninguém seria capaz de continuar trabalhando de graça, sem receber nada em troca. Se isso não acontece, é porque ainda existe uma quantidade razoável de pessoas que preferem adquirir legalmente seus programas, o que estimula os desenvolvedores e programadores a fazerem mais programas. Então fica outra pergunta, se alguns aceitam pagar pelo que estão recebendo, porque outras pessoas aceitariam tranqüilamente utilizar gratuitamente jogos não oficiais, sabendo que isso é ilegal? E por fim, o que nunca consigo entender, é como alguns pais conseguem estimular seus filhos a fazerem o mesmo, ou seja destravam os consoles de jogos de seus filhos, assim que os compram, para que possam utilizar-se de CDs não originais, ou mais comumente chamados “piratas”.
Será que existe alguma razão que diga que a utilização de jogos “piratas”, é menos considerado como infração, do que um roubo de carro ou de carteira, por exemplo? Confesso que como engenheiro, a interpretação das leis não é meu forte, mas sempre achei que fosse a mesma coisa.
E por outro lado fico imaginando que, se todos pagássemos, haveria uma diversidade maior de jogos, o que seria melhor para todos e acabaria estimulando que mais empresas e programadores desenvolvessem novos jogos, o que acabaria por baratear os jogos, pela maior competição, enfim seria melhor para todos. Então nesse fim de ano, fica meu conselho, se comprar um console de games para seu filho, seja X-Box, Nintendo ou Play Station, deixe-o original, não demonstre a seu filho que a lei tem duas interpretações, afinal é contra isso que temos brigado tanto como cidadãos, não é?

sábado, dezembro 09, 2006

RFID - Identificação por Rádio Freqüência

Recentemente, em uma viagem pela rodovia Anhanguera e depois de muito ler a respeito, resolvi instalar um “Sem Parar” no meu carro, que me possibilitaria passar de forma mais rápida nos pedágios dessa rodovia (que não são poucos), economizando tempo, me livrando do transtorno dos trocos e moedas e ainda com o conforto e segurança de pagar ao final do mês, no meu cartão de crédito.
O “Sem Parar” nada mais é do que um chip de rádio freqüência, que vem acondicionado em uma caixinha de plástico e fica colado pelo lado interno do pára-brisa, e avisa ao pedágio quando vamos passar, de forma que sejamos identificados para que possa ser feito o débito do valor correspondente em nosso cartão de crédito, simples e rápido!
Já existe convênio de utilização desse mesmo dispositivo em vários estacionamentos de lojas, shoppings e aeroportos, que passam a oferecer o mesmo conforto na hora de pagar.
RFID é uma sigla que vem do inglês e que significa Radio Frequency Identification, ou seja identificação por rádio freqüência. A utilização do RFID para pagamento automático de pedágios é a ponta do iceberg, na realidade a capacidade de automação que esse simples dispositivo proporciona é assombrosa. Com o barateamento dessa tecnologia, passaremos a ter a disponibilidade de etiquetas de supermercado com essa tecnologia, ou seja, entraremos no supermercado, colocaremos tudo o que quisermos no nosso carrinho e poderemos tranqüilamente levar diretamente todas as compras para nossos carros, sem preocuparmo-nos com as longas e sempre existentes filas nos caixas de pagamento. Isso será possível porque as mercadorias adquiridas serão lidas automaticamente assim que passarmos com o carrinho pela saída da loja, bem como nossa identificação pessoal e, existindo crédito, o valor total da compra será debitado automaticamente.
As mesmas etiquetas permitirão controle de validade de alimentos, estoques de produtos nas lojas e em nossas casas.
Um cartão com essa tecnologia, e de uso pessoal em nossas carteiras, permitirá pagarmos o ônibus, metrôs, trens urbanos, entrada em cinemas e teatros, enfim um sem número de utilizações de pagamento, de forma segura, rápida e integrada.
Quem viver verá.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Comércio Eletrônico

Soubemos do recente interesse das empresas Americanas.com e Submarino de juntarem suas operações. Tratam-se da maior e da segunda maior empresas de comércio eletrônico (e-commerce) do Brasil, que juntas faturarão mais de dois bilhões de reais por ano. E o mais interessante é que suas operações têm pouco mais de seis anos. Mesmo sabendo que no caso das Lojas Americanas já existia a loja convencional como base para a operação, a forma de administração de custos e de logística de uma operação de venda eletrônica é muito diferente de uma loja tradicional.
Comparando o ritmo de crescimento do comércio de varejo tradicional, conseguimos observar que o comércio eletrônico vem crescendo a taxas mais altas. Isso é fruto da expansão da Internet banda larga e da penetração de computadores nos nosso lares, bem como de uma mudança de hábito da nossa população, que vai pouco a pouco experimentando novas formas de compra, e se acostumando com o conforto e economia de poder escolher antecipadamente o que se vai comprar, tendo todas as informações à disposição, ao alcance de um simples “clique” e, depois de definido o bem que se pretende adquirir, basta acessar um site de comparação de preços, como o Buscapé por exemplo (www.buscape.com.br) e temos em instantes, o lugar mais seguro e em que a mercadoria que pretendemos comprar apresenta-se com o menor preço. É difícil concorrer assim não?
Existe certamente espaço para todos que queiram prestar um bom serviço, seja com o modelo baseado no relacionamento e diferenciação, seja no modelo baseado na diversificação ou então no modelo baseado em preços.E a tão procurada segurança, será que teremos a mesma segurança em nossas compras eletrônicas que temos quando fazemos nossas compras em lojas físicas? Nesse quesito, o comércio eletrônico é imbatível, pois permite que paguemos somente após recebermos em nossas casas, permite ainda que em caso de desistirmos da compra, façamos a devolução do bem e que não tenhamos que pagar nada a mais por isso, isso sem falar as inúmeras formas de pagamento e parcelamento através de cartões de crédito, que sem dúvida possuem uma transação bem mais segura de forma eletrônica pela Internet, do que quando o utilizamos em lojas e restaurantes, e que ficam passando de mão em mão, até que assinemos o recibo da transação, autorizando a operação. Então, vamos às compras de natal, pela Internet é claro!

quarta-feira, novembro 22, 2006

O spam nosso de cada dia

De tempos em tempos, recebemos em nossas caixas de correios de e-mail, notícias de crimes e novas formas de agressão, cometidas por criminosos digitais. Essas notícias normalmente chegam até nós de forma espontânea e não solicitada (ou o que chamamos de spam), pois invadem a privacidade de nossos e-mails sem pedir licença e, não raro, trazem textos de alerta, que mais do que nada, servem mais para nos deixar preocupados do que informados propriamente dito, pois ora mostram fulano que foi seqüestrado, com base nas informações retiradas do Orkut, ora beltrano que foi vítima de um pseudo-seqüestro, elaborado com base nas informações retiradas do perfil existente no MSN, ora relatam o caso de uma pessoa que ao acordar, descobriu que tinha sido vítima de vários transplantes de órgãos não autorizados, e que ainda de quebra havia adquirido alguma (ou algumas) doenças incuráveis, e para não falar das não menos freqüentes, mensagens na forma de cadeia, que trazem alegria, felicidade, riqueza e saúde, mas que se forem quebradas, serão implacáveis pelos males que trarão ao incauto leitor que não re-enviar esses mal intencionados e-mails a uma dúzia de pobres amigos, que de novo terão suas caixas de entrada abarrotadas de conteúdo inútil.
Também recebemos falsas notícias de crimes cometidos nos sinais de nossas cidades, nos caixas eletrônicos, nos telefones que ao serem atendidos propiciam clonagens dos números telefônicos, que a partir de então gerarão contas telefônicas astronômicas, sem que nada possa ser feito.
E quem já não recebeu mensagens de bancos, de associações de proteção ao crédito, de lojas eletrônicas, ou mesmo de pessoas que não conhecemos nos oferecendo fotos desinibidas, ou envio de cartões pessoais, onde links maliciosos no texto esperam nossos “cliques” desatentos, para que programas maliciosos se instalem em nossos computadores?Todos esses casos são spam, ou seja informações recebidas e não solicitadas, que atrapalham o tráfego na Internet e que, além de não possuírem o caráter informativo, ainda propagam o pânico nas pessoas crédulas que levam a sério seus conteúdos. Pense bem, alguém conhece de fato alguém que foi vítima real de clonagem, seqüestro, transplante ilegal ou mesmo chantagem pela Internet, através de e-mails recebidos ou fatos retirados na Internet? Convenhamos que na grande maioria das vezes, a fonte não é verificada e apenas propagamos esses boatos entre nossos amigos, ajudando a reforçar essa rede de bobagens na Internet. Façamos nossa parte então, dando um fim ao Spam, deletando de forma impiedosa esses e-mails, e poupando nossos amigos de recebê-los.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Músicas em formato Digital

Ao final do ano passado, uma revista feminina muito popular no Brasil (Contigo) divulgou uma pesquisa em que as entrevistadas diziam o que mais queriam, e o primeiro lugar foi tocador de MP3 (formato compactado de músicas digitais), em segundo lugar sexo, e em terceiro lugar CDs ou DVDs...
Pois bem, a música é universal, desperta sentimentos positivos, acalma, nos faz viajar e diverte muito. Bem, se a maioria das pessoas gosta de músicas e as gravadoras e distribuidoras trabalham todas com exclusividade, era de se esperar que o negócio da música estivesse em franca expansão correto? Errado! Na realidade é um mercado que está encolhendo.
As gravadoras e distribuidoras não entenderam o negócio da música, e ao invés de tentarem desenvolver novas maneiras de distribuírem seus conteúdos, pura e simplesmente fizeram-se de lesadas, e buscaram formas de inibir a distribuição de conteúdo digital na Internet. Grande erro estratégico, pois enquanto a penetração de computadores e de Internet cresce a olhos vistos, o mercado de distribuição de CDs patina, correndo sério risco de perder o bonde da história.
Adquirimos um CD da banda preferida de meu filho, que há muito tempo ele almejava. Chegando em casa, sua primeira reação foi gravar as músicas preferidas em seu tocador de MP3 para que pudesse ouvi-las onde quisesse, qual não foi sua surpresa ao descobrir que o disco veio com uma proteção de DRM (do inglês – Digital Right Management, ou controle de direitos autorais), esse aplicativo na prática impede que as músicas sejam copiadas para qualquer outro dispositivo digital. Ou seja, se ele tivesse “baixado” as músicas gratuitamente pela Internet, sem pagar nada a ninguém, poderia gravar e distribuir essas músicas sem nenhum problema, como as adquiriu legalmente, pagando direitos autorais, fica impedido de ouvir essas mesmas músicas em outro dispositivo, parece irônico não?
Por essas e outras é que vemos que o negócio de distribuição de músicas somente cresce na forma digital, inclusive de forma legal, através dos portais oficiais como iTunes, iMusica, Terra e Uol, e como o mercado digital está só começando, existe muito espaço para ser ocupado, por empresas empreendedoras e que se dêem ao trabalho de entender o que seus consumidores querem: boa música, adquiridas de forma segura e confortável, sem o risco de infestarem suas máquinas com vírus ou softwares mal-intencionados, e acima de tudo pagando um preço justo por esse prazer.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Lap Top de 100 dólares chega ao Brasil no ano que vem

Fiquei muito contente de ver essa notícia no site comparatel (www.comparatel.com.br), relativa ao início do processo de fornecimento do LapTop destinado à inclusão digital. Acendamos uma vela para que tal iniciativa chegue ao final da maneira correta.

"O fabricante do laptop para fins educacionais do projeto One Laptop Per Child (OLPC), a taiwanesa Quanta Computer, confirmou que Brasil está na lista dos países que já encomendaram unidades do notebook.
A empresa taiwanesa, maior fabricante terceirizada de notebooks do mundo, tinha estimado anteriormente que só começaria a produção em volume no segundo trimestre do próximo ano. A previsão agora é que a produção em massa seja iniciada no primeiro trimestre de 2007. As primeiras unidades já começaram a ser fabricadas ainda este ano. A expectativa é de produzir de 5 milhões a 10 milhões de unidades de laptops no próximo ano. Segundo a Quanta, já formam confirmados pedidos da Argentina, Brasil, Líbia, Nigéria e Tailândia.
O projeto OLPC tem como objetivo assegurar que estudantes em países em desenvolvimento acompanhem a evolução digital das nações mais ricas, colocando em suas mãos um laptop dotado de recursos wireless.
Desenvolvido em conjunto por acadêmicos e grupos da indústria, o laptop de 100 dólares vai rodar Linux, com processador de 500MHz da AMD, será pronto para conexão sem fio, e terá 128 MB de memória e 500 MB de armazenamento em memória flash. O aparelho não terá disco rígido."

quinta-feira, novembro 09, 2006

Os desafios do VoIP

Na palestra desta semana no CenterConvention em Uberlândia, durante o seminário de tendências tecnológicas, abordei os desafios do VoIP (voz sobre protocolo Internet). Além da já muito comentada inclusão digital, haja vista possuirmos no Brasil mais de 70 milhões de usuários de telefonia celular, 55 milhões de usuários de telefonia fixa e apenas 32 milhões de internautas, acredito que a tecnologia de voz sobre protocolo Internet - VoIP, apresente três grandes desafios ainda por vencer:
O primeiro é relativo a qualidade dos aparelhos, pois enquanto no passado o telefone que nossas avós tinham em casa, normalmente em posição de destaque na sala, era fornecido pela concessionária de telefonia e durava décadas (sendo inclusive declarado no imposto de renda) os acessórios para VoIP podem ser comprados em qualquer lojinha, a partir de 6 reais e esses microfones e fones de ouvido, de qualidade duvidosa, interferem na qualidade da transmissão e recepção de voz.
Outro desafio é decorrente das especificidades do Brasil. O protocolo IP foi pensado através da flexibilidade oferecida pela tecnologia de compressão de voz, que parte do princípio que em uma conversação telefônica, apenas 22% da informação é útil, sendo 26% passível de compressão e os restantes 52% silêncio, ou seja, podem ser suprimidos. Quando estamos pensando em voz, não há problemas, e conseguimos sistemas perfeitamente inteligíveis de conversação, agora quando pensamos em FAX, esse mesmo sistema torna-se preocupante, pois por vezes comprime ou suprime o que não pode se perder na ligação e acabamos por não conseguir transmitir nosso fax pela VoIP, isso sem falar nas ligações a cobrar, características também do sistema brasileiro de telefonia, que por vezes não encontram respaldo nas tecnologias de VoIP. Essas dificuldades são passíveis de solução, mas têm exigido dedicação de nossos técnicos no momento da ativação das facilidades.
E por fim temos o desafio da concorrência, pois no mercado nacional de VoIP existem mais de 140 empresas oferecendo serviços, dessas apenas 6 são empresas de grande porte e apenas 4 oferecem numeração telefônica. Não me atreveria a dizer quantas pagam seus impostos ou dispõem de técnicos dedicados ao atendimento de seus clientes. Tenho notado no mercado empresas que vendem a tecnologia de VoIP através de marketing de relacionamento (semelhante ao modelo de venda de cosméticos), ou mesmo modelos de cascata, onde a cada usuário indicado, ganha-se um valor em dinheiro pela indicação.
Frente aos desafios dessa tecnologia, que não são poucos, me parece adequada a escolha de um parceiro tecnológico que possa no mínimo entender nossas necessidades e identificar as melhores opções, dentre as muitas existentes, que possam melhor nos atender, e tenho dito!

domingo, novembro 05, 2006

Conceito de Ética

Nessa semana tive o privilégio de assistir a uma palestra com o filósofo e teólogo Leonardo Boff e com o também teólogo, psicanalista, educador e escritor Rubem Alves. Ambos abordaram o conceito de ética sob um novo prisma. Definem a ética como aquela ação que expande e desenvolve a humanidade e o meio ambiente, e não mais o conceito filosófico e exato. Entendem o meio ambiente como a expansão do Ethos, que é o meio que nos circunda e abriga, anteriormente entendido como nossa casa, e que agora assume novas fronteiras, não falamos de nossas cidades, de Minas ou Gerais ou do Brasil, mas sim do nosso planeta.
Nesse conceito, é correto dizer que amar ao próximo é a mais pura expressão da ética (entendam aqui que a palavra próximo não se refere apenas aos seres humanos, mas a todos os seres vivos do planeta). Vale aqui a máxima ou regra de ouro, que nos ensina a querer para outro o mesmo que queremos para nós próprios, ou ainda fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você.
De forma análoga, podemos entender com anti-ético a falta de compaixão (paixão ou sensibilidade pelo outro), a exclusão em todos os sentidos (exclusão digital, social, econômica, etc).
Sempre defendi a inclusão digital como fundamental ao processo educacional, e me preocupa o fato de termos apenas um terço de nossa população no Brasil com acesso à informática. Sabendo da importância da Internet nos processos de automação, comércio, educacional e de formação do conceito de cidadania através das iniciativas do governo eletrônico, transações comerciais e até entretenimento, como podemos dormir com um barulho desses, sabendo que dois terços da população não tem acesso a esse universo? E o mais crítico desse cenário é o que está por vir, pois sabemos que a ferramenta com maior potencial de desenvolvimento dos últimos anos é a Internet, portanto a grande maioria dos movimentos inovadores, incluindo os educacionais de base, certamente passarão também por ela. Ou seja temos uma das maiores ferramentas, com potencial para melhorar em muito nossa situação de país em desenvolvimento, e simultaneamente temos a maior parte de nossa população alijada desse processo, por total incapacidade de relacionar-se com esse meio. É dessa realidade que estou falando, e desse conceito, agora ampliado, do que é ética e de como podemos trabalhar para mudar essa realidade que aqui se apresenta.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Que venha o Wimax!

Tenho comentado sobre a possibilidade de conexão à Internet através de antenas, trata-se da tecnologia Wi-Fi, já bastante comum na maioria dos aeroportos do mundo e do Brasil, também disponível em shoppings, restaurantes, algumas cadeias de lanchonetes e cafés e outros lugares onde pessoas podem freqüentar e acessar a Internet através de seus computadores portáteis ou PDAs (como palms e organizadores pessoais por exemplo).
Gostaria de abordar agora o WiMax, que equivale a mesma tecnologia Wi-Fi, porém com uma capacidade inúmeras vezes amplificada, de forma a permitir coberturas muito grandes, assim através de uma única antena, conseguimos oferecer acesso a internet em um raio de até 50 quilômetros, em condições especiais.
Para algumas cidades poderemos oferecer acesso a internet para cidade inteira através de uma única antena (há também um compromisso com a visibilidade, por se tratar de propagação de ondas e da quantidade de usuários que utilizarão o sistema simultaneamente). Para operar a tecnologia WiMax, é necessário que a operadora possua uma licença da Agencia Reguladora de Telecomunicações, que é a Anatel. A aquisição das freqüências necessárias à prestação desse serviço se dará através de licitação pública, e existirão compromissos de utilização da freqüência, de forma a possibilitar a melhor utilização possível desse serviço.
As vantagens dessa tecnologia permitirão não somente o acesso a banda larga sem fio, pois uma vez que disponhamos de aparelhos celulares com tecnologia de dados, poderemos fazer Voz sobre IP (protocolo Internet) nos próprios aparelhos celulares. Assim a tão esperada tecnologia de terceira geração – 3G, que levou as maiores empresas de telecomunicações da Europa a investirem mais de 40 Bilhões de dólares nas aquisições de licenças para operar, pode se ver em situação de ter que enfrentar uma tecnologia concorrente, com muito maior capacidade de dados, e por um preço muitíssimas vezes menor.
Para se ter uma idéia do avanço da tecnologia de VoIP nos celulares, já existem no mercado 25 modelos de aparelhos celulares com essa tecnologia, sendo que todos os fornecedores planejam grandes investimentos nessa área. Acredito que mais uma vez, a velocidade de introdução de novas tecnologias e possibilidades de novos serviços impulsionará a utilização de novos meios de comunicação, que eventualmente nem tenham sido ainda discutidos no âmbito da agência reguladora. Bom para o usuário e para a sociedade em geral, que experimentarão novos usos da tecnologia e terão a seu dispor um maior número de concorrentes oferecendo serviços.

sexta-feira, outubro 20, 2006

One Laptop per Child

O cientista da computação Nicholas Negroponte, que criou o Media Laboratory, do MIT, que é reconhecido atualmente como o maior centro de desenvolvimento tecnológico de informações do mundo, vem pregando essa máxima, One Laptop per Child, ou seja um Laptop por criança.
Ele defende que todas as crianças do planeta devem possuir um computador portátil, com valor de no máximo cem dólares, e que essa plataforma serviria para elevar a educação do mundo a um patamar jamais visto. Entendo que não caiba aqui nesse espaço a discussão de qual necessidade é mais premente no mundo atual, se a fome, se o amor ou se a educação, que aqui se reveste do termo “inclusão digital’. Obviamente uma criança sem ter o que comer não pode ter condições de desenvolver-se intelectualmente, por outro lado, face à velocidade com que a tecnologia tem se desenvolvido, aliado ao fato de que até o ano 2003 mais da metade do globo nunca havia feito uma única ligação telefônica na vida (ou seja a exclusão digital de qualquer tipo de tecnologia suplantava 3 bilhões de pessoas) mostra o quanto temos que investir na inclusão, seja ela tecnológica ou social, pois estamos vendo o resultado dessa diferenciação de realidades em nossa sociedade dia após dia.
Nossos filhos nascem dentro de uma realidade educacional e de relacionamentos que já considera a tecnologia como algo natural, e entendo aqui natural como sendo a falta da necessidade de se recorrer a um manual para utilizar-se de qualquer traquitanice tecnológica, enquanto que a imensa maioria dos jovens na atualidade, sequer têm acesso comunitário a qualquer tipo de tecnologia. Como falamos de estar preparados para um futuro que ainda não visualizamos o contorno claramente, somente sabendo que se molda de forma totalmente diferente do que conhecemos, não há como tolerar uma realidade dessas, que só faz piorar a diferenciação social experimentada pela nossa atual sociedade.
O computador de baixo custo já é uma realidade também no Brasil, onde temos exemplos como o da empresa Novatium (www.novatium.com.br), que vem se especializando nesse tipo de máquina. De qualquer forma, seja através de um sistema tecnológico mais acessível, seja através de políticas governamentais inclusivas ou seja através da nobre ação voluntária de pessoas com essa disponibilidade, o fato é que devemos fazer algo para mudar essa realidade que se nos apresenta no momento.
Concorda comigo quanto a essa necessidade? Então junte-se aos bons, inicie alguma ação política ou social, que auxilie a mudar a realidade que aí está!

quarta-feira, outubro 11, 2006

O poder está com o usuário

Já tinha comentado sobre os modelos comerciais e financeiros que utilizamos para valorizar uma empresa, e citei como exemplo o YouTube, que não gera receita nenhuma e ainda investia mais de US$ 500.000,00 por mês na manutenção e ampliação de sua infra-estrutura, e que mesmo assim tinha uma valorização superior a um bilhão de dólares, pois bem com a finalização da venda do YouTube para a Google nessa semana por nada menos que 1,6 Bilhões de dólares fica comprovado que uma empresa vale mesmo muito mais que sua capacidade de geração de caixa, ou mesmo seu faturamento.
Estaríamos vivendo então uma nova bolha da Internet, época em que todas as empresas com faturamento menor que despesas e custos valiam uma fortuna? A resposta é não! Então de onde vem o valor de um programa de vídeos amadores, onde mais de 100.000 vídeos são postados diariamente?
Estamos vivendo um momento em que o conteúdo gerado pelo próprio usuário tem um valor incrível, pois cada vez mais, é esse conteúdo que gera interesse e gera audiência, seja ele conteúdo de vídeo, de texto (Blogs e páginas pessoais), de áudio (podcastings) ou mesmo conteúdos pessoais (é o caso dos sites de relacionamento). Com isso o poder está migrando das grandes corporações das comunicações (jornais, televisão e rádios) para os usuários que colaboram e criam o seu próprio conteúdo. Algumas empresas da era da Internet já perceberam isso, e vem daí a valorização atingida nessa semana pelo YouTube. Não se discute aqui a qualidade da imagem, o tempo de duração da transmissão, se o vídeo é dublado ou legendado, e mesmo se nele trabalha alguém conhecido, em contra-partida se tem a sensação de poder assistir o que quiser, quando quiser, e quantas vezes quiser, e mais, caso o conteúdo lhe pareça de gosto duvidoso ou possua caráter ofensivo, ainda pode-se denunciá-lo e o mesmo é rapidamente retirado do ar, ou seja, a censura é feita diretamente pelo usuário, nada mais democrático! Se eu não gosto de determinada forma de escrita ou redação, não visito mais aquela página, pois iguais a ela existem milhões, se não concordo com determinada notícia ou artigo, escrevo e me comunico diretamente com quem a escreveu, cada vez mais vemos mídias convencionais publicando mídias novas e alternativas, assim temos programas de rádio que são divulgados também em podcasting, programas de TV que são divulgados também através de vídeo na Internet, jornais e revistas que publicam simultaneamente seu conteúdo em Papel e na Internet. Enfim estamos vivendo em uma época onde quem manda é o leitor ou ouvinte, que bom!

sexta-feira, outubro 06, 2006

Os tons de nossos aparelhos celulares

E por falar em personalização, não tem nada mais personalizado do que diferenciar a campainha do seu aparelho celular, com a música com que mais nos identificamos.
Junto com a tecnologia dos aparelhos móveis celulares, fomos brindados com a possibilidade de escolhermos, dentre uma lista de possibilidades, aqueles tons de campainha que mais gostássemos nos nossos aparelhos, de forma que quando alguém nos chamasse ao telefone poderíamos diferenciar pelo toque, que se trata de nosso aparelho, e em alguns modelos, até saber quem nos chama pelo toque apresentado. Mas até esse momento, somente era possível escolher o toque de uma lista fixa, contida com próprio celular. Com a evolução da tecnologia dos aparelhos e da transmissão de dados e mensagens sobre o celular, tornou-se possível escolhermos várias músicas em um portal de opções, o que aumentou incrivelmente a possibilidade de personalizarmos nossos celulares.
Depois dos downloads de tons, vieram os crazytones (ou tons malucos), onde podemos escolher, ao invés de músicas, sons engraçados como o de uma vidraça quebrando, crianças chorando, portas batendo, e até mesmo imitações de artistas e apresentadores famosos, que falam frases como “atenda esse telefone”. Mais recentemente, foram lançados os Nametones que nada mais são do que uma série de nomes gravados, com frase que nos lembram de atender ao celular, assim quando meu telefone tocar, poderei ouvir a voz do Faustão dizendo “atende o telefone Eduardo, ô loco meu”.
São opções divertidas que vão possibilitando mais e mais que cada aparelho celular fique com o jeitão de seu dono.
Agora a última novidade do sistema celular em termos de personalização, são os Ring Back Tones, ou também conhecidos RBT. Nesse serviço, o usuário escolhe a música que será ouvida por quem ligar para ele, ou seja, ao invés de ouvirmos aquele som monótono “tu tu tu” enquanto esperamos que alguém atenda a chamada, poderíamos ouvir Beatles por exemplo (bem melhor não?).
Como podemos observar, multiplicam-se diariamente as opções de serviços avançados e novas possibilidades de tornar nosso relacionamento com a tecnologia uma experiência mais personalizada e única. Por outro lado aumenta também a responsabilidade das empresas prestadoras desses serviços, de tornarem o uso dessa tecnologia mais simples, fáceis de usar e até mesmo intuitivos, pois como diz minha filha, ninguém merece ficar perdendo tempo lendo manuais, parece castigo!

sábado, setembro 30, 2006

A tão buscada personalização

Quem se lembra do tempo que tínhamos à nossa disposição apenas o sistema de telefonia convencional, ou seja, o bom e velho telefone preto com disco, que ficava em posição de destaque na sala de nossas casas, normalmente com uma toalhinha sob ele?
É desse tempo também o hábito de decorarmos os números de telefones dos nossos amigos e parentes. Havia sempre uma agenda ao lado do telefone, onde anotávamos os números de telefones das pessoas com as quais nos relacionávamos, e para aquelas que mereciam contatos mais freqüentes, sabíamos de cor seus respectivos números telefônicos.
Pois é, logo depois vieram os telefones celulares, que foram recebendo memórias cada vez maiores, que hoje já têm capacidade de armazenar centenas de nomes e números telefônicos, e não são somente os números que são armazenados, também aceitam os endereços de e-mails, afinal de contas a maior parte dos celulares atuais já permitem o envio de e-mail. Mas o interessante é que com o celular, quando pensamos em ligar para alguma pessoa, procuramos pelo nome dela na lista de contatos de nosso aparelho. De forma semelhante, para mandarmos um e-mail ou SMS através de nossos computadores ou aparelhos celulares, também procuramos na nossa lista de contatos pelo nome da pessoa com quem pretendemos nos corresponder.
E mais recentemente com a onda dos messengers, que são os comunicadores online da Internet (ICQ, Yahoo Messenger, MSN, TudoMais, etc), passamos a nos comunicar com as pessoas buscando-as em nossa lista de apelidos! Quer uma coisa mais pessoal e amigável que chamar alguém pelo apelido?
E com o tempo, vão ficando para trás as preocupações com agendas em papel e a necessidade de decorarmos o número de cada telefone, acostumamos a apenas apertar um botão de nosso celular, ou computador e pronto, achamos quem queremos pelo nome.
Não precisamos saber a cidade da pessoa com quem queremos falar, pois não necessitamos mais saber o código DDD dessa pessoa, também não precisamos saber seu endereço e CEP, pois entregamos eletronicamente a mensagem, e de quebra podemos anexar fotos, filmes, nossa voz ou a música que nos veio a cabeça naquele momento.
Sem falar na vantagem que é sermos chamados pelo nome, que comprovadamente é o som que mais gostamos de ouvir, ao invés de um número, código ou endereço.

sexta-feira, setembro 22, 2006

O bem sempre vence no final

A tão propalada catástrofe do convívio social e eterna briga do bem contra o mal, aparentemente privilegiará ao bem no final, pelo menos na Internet.
Perto de tantos atentados à razão com que somos bombardeados diariamente, sobre crimes digitais, seqüestros bolados com dados extraídos da Internet, vírus que invadem nossos computadores e buscam fragilidades de segurança para roubar nossos dados pessoais, páginas importantes da internet que são atacadas por criminosos digitais, buscando unicamente provar que conseguem fazê-lo, parece inconsistente dizermos que o bem prevalecerá ao mal. Mas é isso que nos mostra o exemplo da wikipedia (http://www.wikipedia.org/).
Quando soube que existia na Internet um serviço equivalente a uma enciclopédia, mas que podia ser editada por absolutamente qualquer pessoa, imediatamente imaginei a bagunça em que isso se tornaria, pois certamente os textos não seriam confiáveis, pois seriam escritos por pessoas comuns e não especialistas, sem falar que mesmo que o autor de determinada nota estivesse bem intencionado, ainda corria o risco de que alguém entrasse livremente no que ele havia escrito e mudasse deliberadamente para uma definição incorreta. Isso se daria pelo simples prazer de atrapalhar algo sério, ou mesmo pela incapacidade de se fazer algo confiável através da contribuição de pessoas simples.
Pois bem, não é isso que a Wikipedia vem nos mostrando, muito pelo contrário. Ela recebe milhares de contribuições diariamente (em dezenas de idiomas) e na maioria absoluta dos exemplos, as definições encontram-se adequadas e corretas.
Quando algo inadequado é ali colocado, como uma definição errada, por exemplo, ela é corrigida por alguém, em apenas quatro horas. Lembro também o benefício que a essa organização nos dá, através da crítica e da dúvida, pois nada do que achamos pode ser automaticamente dado como certo, há que se passar ainda por análise criteriosa do conteúdo, ou seja, ainda nos aguça a inteligência e crítica sobre o que estamos lendo.
É um exemplo de uma organização caórdica (definição criada por Dee Hock fundador da Visa) pois é uma ordem que surge de uma aparente desordem ou oriunda do caos, já que é um exemplo de um sistema que pode evoluir em qualquer direção, certa ou errada, e que invariavelmente tem evoluído rapidamente para um aprimoramento de suas definições e pela complementação por novas definições.
Acho isso um exemplo muito bom do potencial das pessoas, se acreditarmos e lhes dermos as ferramentas adequadas.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Os modelos de negócio da internet

Discute-se muito sobre a bolha da internet, e de todos os que nela apostaram e se deram mal, quando o valor de vários negócios despencou e muito investidor deu adeus a seu rico dinheirinho. Isso foi o fim dos negócios na Internet? Absolutamente não!
Estamos vivendo um processo que na minha visão é natural, onde pelo ineditismo do modelo de negócio, ainda não amadurecemos o suficiente para entendermos na plenitude as oportunidades e riscos envolvidos nos negócios eletrônicos, traduzidos e oferecidos pela Internet.
A experiência da década passada, conhecida como “a explosão da bolha da Internet”, serviu para nos ensinar vários aspectos:
- Existe vida depois da explosão: isso é verificado pela infinidade de negócios que nasceram ou sobreviveram depois dessa fase, e que vão bem do ponto de vista comercial.
- Também nos mostrou que o modelo de análise que fazemos para avaliação de negócios, eventualmente não se presta para tudo, haja vista que nessa semana foi divulgado que o You Tube (www.youtube.com) , que investe cerca de 500 mil dólares mensalmente na sua infra-estrutura, que praticamente não tem receita nenhuma, pois não é explorado comercialmente, vale perto de 1 Bilhão de dólares.
- Que nem tudo que está sendo oferecido pela Internet é o mesmo negócio. Esse na realidade é o aprendizado principal. A Internet é instrumento de colaboração para relacionamento e organização de empresas e pessoas, é instrumento de distribuição de produtos e logística, é instrumento de venda de produtos e serviços, é canal de distribuição de entretenimento, é meio de divulgação de comunicação e marketing, é instrumento de aprendizado e estudo, é ferramenta de automação de processos, enfim seu poder está exatamente na sua capacidade de oferecer inúmeros serviços e produtos, que mudam o tempo todo.
Nesse contexto, parece que não faz sentido querer mensurar o sucesso ou insucesso da Internet, usando-se para isso os meios convencionais de análise e medida. Equivaleria a tentarmos apertar parafuso utilizando-se de um martelo, estaríamos certamente utilizando a ferramenta inadequada.
Assim aproveitemos a diversidade e inovação de negócios proporcionada por essa que, certamente é a vedete das tecnologias desse século, usando adequadamente a poderosíssima ferramenta representada pela Internet, que tem potencial de tornar nossas vidas mais seguras, mais interessantes e mais divertidas.

sábado, setembro 02, 2006

Pelas ondas da internet

E o Japão foi o primeiro país do mundo a ter um número maior de usuários acessando a internet através de aparelhos celulares do que através de PC (computadores pessoais).
Ao final do ano passado, eram 69 milhões de usuários acessando a web pelo celular, contra 66 milhões que acessavam pelo PC.
É claro que não podemos analisar esse dado isoladamente, e traçar a partir dele teorias relativas a abrangência desse mesmo fato por todo o mundo. Sabemos que existe uma infinidade de situações que propiciam esse fenômeno no Japão, sabemos que o tráfego intenso obriga milhões de japoneses a gastarem horas e horas de seu dia, dentro de ônibus, trens e metrôs (no Japão as linhas de metrô, possuem cobertura de celular), nessas situações acessar a Internet através de seus celulares é uma distração. O alto poder aquisitivo também facilita o consumo e a demanda por serviços avançados, o avanço tecnológico do mercado japonês também é destacado e se não fosse essa série de fatores, ainda temos a cultura do povo japonês, que se relaciona extremamente bem com inovações tecnológicas. Mas acredito que mesmo com essa série de fatores específicos, ainda assim o fato é relevante e demonstra o potencial de uma ferramenta que somente muito recentemente, começamos a utilizar de forma mais intensiva.
Essa tendência de utilização do celular para acesso a Internet já pode ser sentida nos Bancos, que cada dia fazem mais investimentos nessa forma de transação, buscando conforto para seus usuários a um custo menor.
Tivemos experiências recentes bastante interessantes na disponibilização de serviços úteis na Internet celular, como por exemplo o acesso ao catálogo telefônico. Quando estamos em nossas casas e escritórios, eventualmente o catálogo encadernado pode ser mais confortável de consultarmos do que nossos celulares, por outro lado, se estivermos dirigindo e nossos carros apresentarem problemas, garanto que o mais confortável é termos acesso a uma lista com todos os mecânicos, borracheiros e chaveiros da cidade, bem ao alcance de nossas mãos, dentro de nossos celulares. De forma semelhante, podemos ter acesso a informações de emergência como endereços e telefones de hospitais, pronto-socorros, delegacias, correios e etc.
E se precisarem de uma mãozinha, em caso de emergência, não hesitem, lancem mão de seus celulares.