domingo, setembro 23, 2007

Baterias também evoluem...


Por vezes fica-nos mais evidente a evolução tecnológica nos aparelhos propriamente dito do que nas baterias que os alimentam, e pode ser que não notemos a evolução silenciosa que vem se dando no segmento das baterias.
Lembrando dos primeiros aparelhos celulares, não há como não mencionar o tamanho de suas baterias, para não falar do tempo de duração de sua carga e do pequeno período de vida útil das mesmas. Há dez anos atrás éramos obrigados a carregar uma bateria sobressalente no bolso, para não ficarmos sem celular durante o dia, e olha que essa bateria sobressalente era maior que os aparelhos inteiros de hoje.
O que ocorreu foi uma evolução tecnológica grande, em especial nos materiais utilizados como acumuladores das baterias, e vindo da antiga e conhecida bateria de chumbo, passamos para as baterias de Níquel Cádmio e mais recentemente as de Íon Lítio. Já temos vários protótipos de baterias ecológicas, que não poluem o ambiente quando descartadas, é o caso das baterias biológicas que produzem energia através do processamento de materiais como o álcool etanol, por exemplo.
E o mais engraçado é que continuamos com os mesmos hábitos que tínhamos quando manuseávamos as baterias de geração mais antiga, como o de não recarregarmos a bateria antes de terminar totalmente a sua carga. Ora esse é um hábito que não vale para as novas baterias de Íon Lítio, muito pelo contrário, essas baterias têm um chip que impede que descarreguem totalmente, pois isso danifica a sua capacidade de recarga, dessa forma quando estão quase descarregadas, o chip faz com que se desliguem, guardando um pouco de carga para não viciá-las. Da mesma forma essas baterias não deveriam ficar muito tempo na tomada em processo de carga, pois também por conta do mesmo chip, ao atingirem a capacidade máxima são desconectadas, mas em caso de falha nesse chip têm o risco de explodirem. Isso mesmo baterias explodem, principalmente as de Íon Lítio que equipam a maioria dos LapTops e celulares mais modernos. Atualmente o tempo de carga das baterias é sempre superior a um dia com uso intenso e sua vida útil é semelhante ao do aparelho celular em si. Que diferença dos primeiros dias da telefonia celular, onde a bateria chegava a ser maior que o próprio aparelho, e durava apenas algumas horas de uso!

domingo, setembro 16, 2007

Second Life



O Second Life (http://secondlife.com/) é um software que simula uma segunda vida, onde criamos um personagem (ou avatar) que passa a viver uma vida virtual dentro do programa, lá existe uma economia virtual, e que se pode comprar e vender itens, além de espaços para propaganda, que é uma de suas principais receitas.
É como um grande Shopping Center, onde circulam milhares de pessoas, e que se oferecem à grandes marcas, a possibilidade de abrirem lojas para oferta de seus produtos.
Esse modelo de negócios prosperou muito nos Estados Unidos, e dentro da realidade virtual criada pelo Second Life, encontram-se universidades, programas do governo, partidos políticos, lojas de griffe, exposição de novas marcas de automóveis para testar a sua aceitação junto ao público e uma infinidade de outras coisas, que podem ser oferecidas e testadas, face à diversidade de pessoas que freqüentam o programa.
Já no Brasil a realidade tem sido um pouco diferente. Sabe-se do sucesso que foi o Orkut entre os internautas verde-amarelos, pois é gratuito e possibilita o encontro de pessoas que há muito não se viam, e facilita relacionamentos, encontros e reuniões por interesses de cada comunidade. O Second Life tem sido utilizado da mesma forma, então o que mais se vê nesse programa são utilizações para relacionamento, namoro, encontros e sexo virtual. Isso tem limitado em muito o interesse de empresas em exporem suas marcas nesse ambiente.
A Internet oferece inúmeras oportunidades de negócio, além de uma facilidade natural de ofertas segmentadas por nicho de interesse, já que consegue catalogar todos os interesses de seus usuários, e com isso trabalha em uma base de dados muito grande, que possibilita ofertar aquilo que tem maior probabilidade de despertar interesse em quem recebe a oferta.
Por outro lado, os sites de relacionamento aqui no Brasil, tem tido sua utilização restrita a conversas fortuitas e de interesse no mínimo duvidoso, e como diz a diretora de criação da agência África, Suzana Apelbaum (http://idgnow.uol.com.br/podcast/), tem havido uma grande dificuldade de retorno sobre os investimentos feitos em mídia no Second Life.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Estou de luto


Não há tecnologia ou inovação tecnológica suficiente para afogar o desapontamento de ver uma instituição importante como o nosso Senado Federal ceder ao menor indício de pressão, e votar a favor da absolvição de renan calheiros (escrevo em letras minúsculas propositalmente).

Então declaro luto no meu Blog!

domingo, setembro 09, 2007

Censura com "C" maiúsculo


Todos conhecem a wikipedia (http://www.wikipedia.org/), maior enciclopédia online e colaborativa do mundo, onde qualquer pessoa pode não só pesquisar mas também colaborar com o artigo que lhe parecer mais adequado, corrigindo ou acrescentando informações sempre que quiser.
O formato Wiki já ultrapassou em muito a própria wikipedia, e atualmente é utilizado nas empresas de gestão mais avançadas do mundo, para que seus funcionários tenham a possibilidade de interagir e trabalhar de forma colaborativa na elaboração de documentos e especificações diversas, mostrando-se ferramenta valiosa, também nesse campo.
Não é de se estranhar que seu uso esteja cada vez mais difundido e que todos estejam divulgando seu conceito certo? Errado! Na China proibiram o acesso e utilização da Wikipedia, por considerarem-na de conteúdo duvidoso e principalmente perigoso para a estrutura política do maior país do mundo. Ela foi liberada para consulta e uso em junho desse ano, e bloqueada mais uma vez no mês passado. Se no passado conhecíamos a Grande Muralha da China, vemos agora o Grande Firewall da China, conjunto de parafernália tecnológica utilizada para barrar o acesso de conteúdos considerados inadequados pelo Governo Chinês (tanto faz se pensam na emancipação do Tibet, conteúdo adulto ou temas políticos, todos são considerados inadequados).
Mesmo conhecendo a China, é difícil de acreditar em uma ação como essa em pleno século 21.
Dez em dez especialistas em planejamento estratégico vêm divulgando os novos tempos como a era do conhecimento, e algum governante ou sistema de governo resolve deliberadamente que ter acesso a informação de forma ampla, geral e irrestrita não é adequado.
A China é o maior participante do bloco conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), bloco esse que vem sendo alvo de investimento e expansão econômica por investidores do mundo todo, que vêm nesses países possibilidades de crescimento e retorno econômico maiores que nos países do velho continente. E como que o governo reage? Impedindo o acesso a um dos conteúdos mais democráticos da Internet. Como diz minha filha “ninguém merece!”.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Som automotivo à prova de roubo


Já tive vários CD player roubados no meu carro e no de minha esposa. Isso para não lembrar dos gastos adicionais com portas que os ladrões amassam, vidros e painéis que são quebrados enquanto roubam impunemente. Por fim decidi que somente faria sentido colocar aqueles sistemas de som que são originais, que apesar de mais caros, por possuírem controle no volante e painel digital integrado no painel, acabam por inibir os roubos.
Já para o meu carro fiz a adaptação de um amplificador, instalado dentro do painel e fora da vista dos apreciadores do alheio, e passei a ouvir meu Ipod no carro. Funcionou muito bem. Nada fica à vista, o Ipod é facilmente transportável, como não existem peças móveis como no caso dos CD players, as músicas nunca pulam e não existe desgaste como no caso dos mecanismos de leitura de CD, sem falar que em um simples Ipod podemos colocar mais de duas mil músicas, o que daria para ouvir mais de 48 horas seguidas sem repetir uma única música, nada mal não é mesmo?
Fiquei pensando no porquê da indústria automobilística ainda não ter acordado para isso. Existem os equipamentos de som com entrada para Ipod ou com portas USB, que permitem a conexão de Pen Drives com milhares de músicas, mas esses dispositivos são oferecidos no próprio CD player, o que não resolve o problema dos furtos. Acho que o ideal seria a conexão para MP3 ou mesmo para o Pen Drive disponibilizado diretamente no painel do carro, não deixando a mostra o amplificador, que ficaria em algum ponto menos acessível, dentro do painel do carro, ou então os carros teriam apenas rádios, já que esses são pouco visados pelos ladrões, e o tocador de MP3 poderia facilmente substituir o CD. Esses sistema impediria o roubo, sairia inúmeras vezes mais barato, pois somem a quantidade de vezes que somos roubados e temos que reparar os estragos feitos em nossos carros, e o que é melhor, teria uma vida útil muito maior que a de um CD player convencional.
Poderíamos gravar, em nossos computadores, nossas músicas favoritas, carregá-las em um Pen Drive (são baratíssimos) e trocar as músicas de nosso carro de tempos em tempos, para termos sempre algo novo para ouvir. Imaginem agora as possibilidades de um sistema de som automotivo que tivesse a capacidade de se conectar à Internet, através de uma cobertura adequada de nossas ruas e estradas com sinal Wi-Fi.
Será que estamos muito longe de algo semelhante em nossos carros?

domingo, agosto 26, 2007

O que consideramos como cultura...


Depois do último texto que publiquei sobre a inclusão digital no Brasil e dos problemas que esse tema vem enfrentando, face ao despreparo de educadores e até de falta de metodologia e acompanhamento do programa de inclusão digital do governo, recebi alguns comentários no Blog, e-mails e até bate-papos de alguns amigos com novas idéias sobre como corrigir o problema.
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...

domingo, agosto 19, 2007

O futuro das tecnologias renováveis


Prever o futuro em algumas áreas costuma ser muito difícil, face à quantidade de variáveis que podem influenciá-lo. Deixando de lado o charlatanismo e os especuladores de plantão, existem trabalhos sérios a respeito do futuro? Sem dúvida! É o caso do engenheiro Ray Kurzweil (http://www.kurzweiltech.com/aboutray.html), cientista e inventor, que nos últimos 30 anos tem se dedicado a estudar o futuro através de modelos matemáticos, que desvendam curvas de evolução tecnológica em campos onde consegue-se boa previsibilidade, como miniaturização de componentes, nanotecnologia e evolução das tecnologias da informação.
Prevê que em 20 anos os painéis solares custarão centavos de dólar o metro quadrado, imagine as possibilidades que se abrem no sentido de aplicação desses dispositivos em veículos, ou mesmo em nossas residências, pois sabemos da crescente demanda por energia que nosso mundo vem enfrentando e os impactos que as formas convencionais de geração de energia causam ao meio ambiente.
Outra evolução prevista por Ray é a de acumuladores de energia (mais conhecidos como pilhas ou baterias), que por utilização de nanotecnologia, poderão ser utilizados em células de energia de tamanho muito reduzido e que terão grandes capacidades de armazenamento, imaginem, por exemplo, um automóvel que pudesse ser alimentado por um célula de energia renovável, do tamanho de uma caixa de fósforos.
Nosso pensamento sobre evolução é de certa forma linear, o que nos impede por vezes de enxergarmos algumas rupturas que certamente ocorrerão na evolução dos materiais utilizados em painéis solares, microprocessadores e na física de nanotecnologia, que além de permitir forte miniaturização, permitirão o barateamento do processo fabril. Essa evolução será fundamental, pois em qualquer cenário que traçamos para o futuro, a análise da matriz energética é sempre de grande impacto, e se por um lado temos uma demanda eternamente crescente por energia, por outro temos claramente um gargalo nas formas atualmente conhecidas de geração de energia, seja pelo impacto que trazem ao meio-ambiente, ou pelo esgotamento dos materiais utilizados como combustível, como carvão e petróleo. Atualmente 80% do combustível utilizado no mundo é de origem fóssil enquanto que o Sol fornece dez mil vezes mais energia do que temos utilizado atualmente. É uma boa equação não é?

domingo, agosto 12, 2007

Somente o computador não basta


Há algum tempo atrás comentei neste espaço sobre o programa OLPC – um computador por criança, criado no MIT pelo senhor Nicholas Negroponte, e que estava sendo adotado no Brasil. Sempre achei uma iniciativa louvável e, apesar de não ser suficiente para garantir a tão propalada inclusão digital, sempre reconheci a sua importância.
Sempre foi discutida que a iniciativa de fornecer a máquina nas escolas, à razão de um computador por criança, deveria ser acompanhada de ação tão ou mais importante, no sentido de capacitar o corpo docente das escolas, para que também nesse nível se desse a inclusão digital, caso contrário os computadores pouca ou nenhuma valia teriam, pois seriam utilizados de maneira inadequada pelos alunos.
Pois muito me inquietou ler uma reportagem na semana passada sobre uma pesquisa conduzida pelo LSI – Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, que era o órgão responsável pela metodologia de integração das máquinas e pelo acompanhamento do uso dos computadores. Depois de seis meses de implantação do sistema em algumas escolas piloto, a conclusão da pesquisa é que na maioria das escolas, houve atraso dos alunos para com a matéria, em função de estarem participando da experiência. Explica-se, como não houve capacitação de todos os professores envolvidos, o computador acaba sendo subutilizado, ou mesmo utilizado para fins diversos dos da educação, como navegação em sites de relacionamento ou utilização para integrar-se em salas de bate-papo, e o que é pior, esse uso é feito durante o horário das aulas.
Conheci alguns programas bem sucedidos de inclusão digital, e lembro que em todos encontrei alguns pontos em comum como a aceitação por parte da comunidade da importância do projeto, capacitação do corpo de professores, preocupação na elaboração e pesquisa de conteúdo adequado ao sistema de ensino informatizado, equipe disponibilizada para manutenção das máquinas e de seus programas instalados além de obviamente as máquinas em configuração adequada.
Pesquisei e encontrei recomendações explícitas no sentido de se fazer uma experiência consistente, contando com todos os quesitos que mencionei, pelo próprio LSI, quando em dezembro de 2005 elaborou o relatório “Utilização Pedagógica Intensiva das TIC nas Escolas”, sinal de que já sabemos o que tem que ser feito, basta fazer.

segunda-feira, agosto 06, 2007

A evolução dos acessórios


Lembro-me bem, quando meu pai comprou o seu primeiro carro com relógio no painel. Era uma peça destacada, pois era o diferencial daquele modelo de carro, juntamente com alguns outros acessórios, como espelho retrovisor direito, acendedor de cigarros e ventilador de ar forçado. Apesar dos meus tempos de infância trazerem-me ótimas recordações, certamente estas não me ocorrem pelas facilidades e inovações que tínhamos à época.
Atualmente temos relógios em nossos aparelhos celulares (que são também agenda e despertador, dentre outras inúmeras funções), também os temos em nossas cozinhas em vários eletrodomésticos, também estão presentes em nossos aparelhos de som, TVs, DVDs, chaveiros, em algumas bicicletas e motos e na telinha de nossos computadores. Está em tantos lugares que fico me perguntando o porquê de ainda usamos relógio de pulso. Li que os usamos porque nos fornecem uma noção de espaço também, e não somente de tempo, pelo curso dos ponteiros podemos ter a sensação do espaço a percorrer até que determinado horário ocorra, por exemplo.
Mas acho mesmo que os usamos como adorno, pois sua função básica de fornecer as horas é suprida por um número imenso de dispositivos que nos cercam no dia-a-dia.
Como será no futuro quando quisermos dar uma referência da mão esquerda, e dizermos “mão do relógio”?
É engraçado como alguns usos e costumes vão se alterando conforme os dispositivos vão evoluindo e passam a permitir algumas facilidades adicionais. Música portátil na década de 70, era sinônimo de vitrolinha à pilha, tocando disco compacto, e não MP3 como hoje. Algumas máquinas fotográficas mais baratas exigiam que comprássemos flashes descartáveis para fotografarmos à noite ou em interiores, hoje nossos celulares ultrapassam 5 Megapixels na função máquina fotográfica e já trazem o flash embutido. E os carros que tinham como acessório relógios e acendedores de cigarro, hoje são confrontados com o Punto da Fiat, que faz conectividade com até 5 celulares via bluetooth, possui entrada USB para Pen Drive ou MP3 player no porta-luvas, permite visualizar os SMS no painel do computador de bordo, ou mesmo ouvi-los através de software desenvolvido pela Microsoft que aceita comando de voz. A única preocupação é que, por ser Microsoft, de quando em vez não funcionará, e será necessário desenvolverem um outro acessório no carro, que será a tecla “Control+Alt+Del”.

quarta-feira, agosto 01, 2007

A difícil realidade da exclusão digital

Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=aM2afI-fCwc) vemos uma realidade difícil de ignorar, que nos lembra a dura realidade de EXCLUSÃO DIGITAL e do tanto que temos ainda por fazer, no sentido de promover uma sociedade mais justa, onde todos tenham mais oportunidades de vencer e se desenvolver economicamente.

segunda-feira, julho 30, 2007

A simplicidade é a sofisticação máxima


Todos sabemos a importância da simplicidade em nossas vidas, o que me surpreendeu foi deparar-me com essa máxima de que “a simplicidade é a sofisticação máxima” em uma exposição de Leonardo da Vinci. Essa frase veio provar que há quinhentos anos atrás já existiam mentes brilhantes preocupando-se em simplificar métodos, processos e tecnologia.
É inegável que a função maior da tecnologia seja simplificar nossas vidas, dando-nos mais tempo disponível, melhorando nossa qualidade de vida e tornando-nos mais eficientes. Também é inegável, no entanto, que o mau uso da tecnologia pode provocar exatamente efeito inverso. Diariamente somos obrigados a apagar e-mails que nos chegam sem que tenhamos enxergado nenhuma utilidade para os mesmos. Entrei em uma agência do Banco do Brasil, totalmente automatizada, da retirada da senha ao atendimento personalizado, e depois de ficar mais de uma hora esperando para ser atendido, recebi a informação que a operação que esperava fazer não era possível de ser feita na agência. Assistimos atônitos, um mau uso da tecnologia provocar a morte de duas centenas de vidas, no maior desastre aéreo que o Brasil já vivenciou, e na seqüência temos sido informado através de vários termos técnicos, que o acidente era inevitável.
Isso serve para nos mostrar que, apesar de ser o maior desejo de todos, nem sempre é fácil utilizar-se da tecnologia para simplificar nossas vidas, pelo contrário facilmente gastamos um tempo enorme em uma agência bancária totalmente automatizada (nesse caso a tecnologia foi utilizada para simplificar a vida do banco e não a nossa). E a tecnologia da informática, por vezes nos atrai tanto que corremos o risco de passamos mais tempo sobre o computador do que gastaríamos se fizéssemos determinadas atividades de forma manual. E no caso do caos aéreo que assola nosso País, é uma salada de erros, alguns inclusive de tecnologias ultrapassadas, outros de mau uso, outros de treinamento inadequado, para não citar os que fogem dessa esfera como a incompetência administrativa dos órgãos que atualmente estão a frente da aviação brasileira e controle dos aeroportos.
Pensando que o gênio mais brilhante que nossa era conheceu já estudava meios mais simples e seguros de automatizar tarefas, de voar de construir máquinas, fica-me a impressão de que, em alguns casos, estamos demorando muito a aprender.

domingo, julho 22, 2007

E por falar em férias...


Nada melhor que viajar para dar mais valor a nossa operadora de telecomunicações local.

Viajei por Natal e Fernando de Noronha, é claro que em Fernando de Noronha, por se tratar de uma ilha com pequena população (apesar do público de alto poder aquisitivo) não existia cobertura adequada de GSM e muito menos de Edge ou mesmo GPRS (somente consegui sincronizar meu palm no aeroporto local).

Estranhou-me no entanto a cobertura das três operadoras celulares locais de Natal, pois mesmo no aeroporto internacional Augusto Severo, somente consegui fazer uma ligação celular depois de mais de vinte tentativas (testei os celulares de meu filho e esposa para garantir que não era um problema de meu aparelho e também vários destinos).

Dependendo das condições dos aeroportos que nos servem (nos servem?), já estou com mais de uma hora e meia de atraso, e sem conexão ou cobertura de celular pelas operadoras locais (Oh saudade de Uberlândia...), o que me salva é que a cobertura do meu plano de banda larga WiFi (Net Super Wi Fi) está com qualidade excelente e me permite entrar em contato com meus parentes para avisar do atraso nos vôos (falei através de VoIP TudoMais -http://tudomais.netsite.com.br/ - é claro....).

Olhando as praias de Natal e Fernando de Noronha, é difícil imaginar que falta algo....talvez um pouco mais de dinheiro no bolso e uma cobertura celular mais adequada para contar aos amigos o quanto isso aqui é bonito!

Facilidades para quem?


Trabalhei no desenvolvimento de um produto para mobile payment (pagamentos através do aparelho celular). Fizemos o início da operação cadastrando usuários e estabelecimentos que passaram a aceitar também essa forma de pagamento. Nas entrevistas que dei, confesso que sempre me incomodou um pouco, informar que uma das vantagens do sistema era o fato de não haver aluguel dos POS (Point of Sale – pontos de venda são aquelas maquininhas nas quais passamos nossos cartões, e que são cobradas dos estabelecimentos comerciais em forma de aluguel) e que também trabalhávamos com taxas mais atrativas que as operadoras convencionais. Não que não retratasse a verdade, pois de fato é assim que operamos, incomodava por estarmos dando muito foco em uma facilidade para o comércio e não para o usuário. E todo o sistema foi pensado para oferecer maior conveniência também aos usuários, permitindo uma forma complementar de execução da operação financeira de pagamentos.
Pois bem, estou em férias e utilizando a Internet através de meu Net Super WiFi (por esse motivo o meu Blog não está atualizado na mesma freqüência com que costumava estar) e em viagem pelo Nordeste me deparei com estabelecimentos, que preferiam trabalhar com cheque ao cartão de débito ou crédito (fora alguns que a aceitavam somente dinheiro mesmo). Perguntei sobre a inadimplência, cheques sem fundo e etc, me responderam que a inadimplência era uma possibilidade, ao passo que os aluguéis das máquinas de cartão e as taxas cobrada pelas administradoras eram certas, e preferiam correr o risco de uma eventual inadimplência a terem suas margens reduzidas pelo pagamentos das taxas pertinentes.
De novo colocando o conforto dos estabelecimentos comerciais na frente da conveniência dos pobres clientes. Essas formas de operação somente são aceitas porque não há alternativas, já que todos os estabelecimentos comerciais nas proximidades adotavam o mesmo procedimento, caso houvesse loja com maior flexibilidade, certamente ganharia a preferência dos clientes. Apesar do esforço que temos feito para atendermos as necessidades de nossos clientes, vejo que não temos muita companhia nessa luta, às vezes tenho mesmo a sensação que estamos sós...

quarta-feira, julho 11, 2007

Global Warming



Ganhei de meu irmão e cunhada, entradas para assistir ao show do Blue Man Group. Além de divertidíssimos, trazem um conteúdo consistente e sério, sobre nossas vidas, as máscaras que usamos no dia-a-dia, as técnicas de marketing utilizadas para se "vender" algo e um alerta relativo ao aquecimento global (http://www.youtube.com/watch?v=snPdEl0Duoo) que merece ser visto, seja pela criatividade, seja pela seriedade do tema, seja porque eu sugeri, não interessa.

Falamos tanto nesse Blog dos desenvolvimentos e tecnologias que vivenciamos, e é fundamental termos também um olho sobre o impacto que estamos provocando no meio ambiente com essas maquininhas que usamos e desenvolvemos. Confiram.

segunda-feira, julho 09, 2007

Até quando?

Já discutimos o quanto o aparelho celular da Apple, o Iphone é avançado e inovador. Sem dúvida essa empresa está lançando mais um sucesso mundial em termos de marketing, pois o aparelho foi anunciado há mais de seis meses e nunca houve tanta expectativa em cima de um aparelho celular, como essa que foi criado para o Iphone. Ora, que os produtos da Apple são desejo de consumo no mundo, nós já sabíamos, a vantagem é que basta entrar numa loja que tenha a famosa maçã branca como símbolo, ou então as milhares de representantes ao redor do mundo, escolher o melhor modelo de M3 player ou Computador que melhor se adapte às nossas necessidades e levá-lo para casa. É assim com qualquer produto Apple, menos com o Iphone. Houveram filas em todos Estados Unidos no fim de semana do lançamento do tão esperado aparelhinho celular. Foram vendidos mais de um milhão de aparelhos em poucos dias. Como em todo lançamento, existem alguns pontos a serem melhorados ainda. Mas o mais restritivo no meu ponto de vista, é o fato de venderem e habilitarem somente em uma única operadora Norte-Americana. Ele foi desenvolvido com exclusividade de dois anos para a AT&T em território Americano, e poderá ser vendido na Europa apenas em 2008 (não se tem previsão ainda de quando poderá ser vendido aqui no Brasil).
Enquanto outras empresas mostram que a possibilidade de vender aparelhos celulares desbloqueados é uma novidade, a empresa em que trabalho divulga que sempre fez isso, desde o lançamento dos aparelhos de tecnologia GSM, respeitando o direito dos clientes de usarem os aparelhos nas operadoras que quiserem. Nesses tempos de liberdade de escolha parece que a restrição da Apple é descabida.
Sabemos de algumas limitações do Iphone, quanto a duração da bateria, não trabalhar com mensagens, velocidade de conexão à Internet baixa, enfim algumas decisões que foram tomadas para o seu lançamento que certamente impactarão no seu desempenho. Mas acredito que a mais grave tenha sido a decisão de restringir o uso a uma única operadora em um único país. Até quando haverão consumidores dispostos a ficarem na fila para comprarem algo caro, que tem limitações grandes quanto ao uso, e que, ainda por cima, exigem uma fidelização mínima de dois anos no plano celular adquirido?
Quero acreditar que esse consumidor é espécie em extinção!

quarta-feira, julho 04, 2007

Boas notícias de Inclusão Digital

Divulgada nota do Ministério das Telecomunicações na última sexta-feira, de que pretendem adquirir 5,4 mil kits de inclusão digital, para favorecerem igual número de municípios, através da implantação de Telecentros. Como temos algo em torno de 5.6oo prefeituras no Brasil, sabemos que a cobertura desse serviço pode ser próxima do total. Antes que os críticos de plantão digam que se vem do governo não dará cero, aviso que, na minha opinião, todo e qualquer esforço no sentido da inclusão digital é bem vindo. Estamos falando de mais de um milhão de pessoas beneficiados por esse programa, o que faz muita diferença, mesmo em um país de dimensões continentais como o nosso. Celebremos pois, e que 2008 já nos traga esse projeto transformado em realidade!

domingo, julho 01, 2007

Omelete sem quebrar os ovos?


Existe uma certa dicotomia no mundo da tecnologia. Se por um lado todos almejam soluções simples que tornem suas vidas mais fáceis, por outro existe uma expectativa em obter os melhores recursos e mais poderosos aparelhos disponíveis no mercado, com a maior quantidade de funcionalidades possível. E nem sempre essas características andam juntas. Aliás, normalmente são diametralmente opostas.
Um dos grandes trunfos do lançamento do iPhone, da Apple, é a simplicidade de uso, aliada a avançadas facilidades que prometem fazer deste um grande aparelho, porém nessa semana que foi o seu lançamento em loja, já houveram vários fóruns e listas de discussão abordando algumas facilidades não disponíveis no aparelho, como banda larga e envio de mensagens multimídia, que obviamente eram esperadas em um aparelho desse nível e preço.
Essa discussão não é nova, é nossa conhecida de longa data. Lembram do nosso bom e velho vídeo cassete? Pois bem, custava sempre o mesmo preço, e a cada ano lançavam-se novas facilidades, com mais cabeças de reprodução (para que servia isso?), e mais botões disponíveis no controle remoto. E a imensa maioria das pessoas fazia o quê? Apenas reproduziam seus filmes prediletos e muito raramente faziam, ou tentavam fazer, algumas gravações. Mas na hora da escolha do novo vídeo cassete, invariavelmente escolhíamos os que tinham mais botões. Esse equipamento é um exemplo de dispositivo de grande penetração em nossas casas, mas que pouquíssimas pessoas sabiam como utilizar, de fato, todas as suas potencialidades.
Estou passando por um momento de escolha desse tipo no momento. Meu aparelho celular é um smartphone TREO 650, mas que está perto de fazer seu segundo aniversário comigo. A principal vantagem do TREO está longe de ser a leveza e facilidade de uso, então me passa pela cabeça, o tempo todo, a possibilidade de trocá-lo por um modelo mais simples, menor e mais leve, que sirva basicamente para falar. Mas no mesmo momento em que penso assim, me vem à cabeça abrir mão de meu cartão de memória com 1 Giga, minhas centenas de músicas gravadas, o acesso aos meus e-mails, a facilidade em navegar na Internet, e acessar meus arquivos em Excell, Power Point, Word ou Acrobat. Vou pensando nessas duas opções e, quando vejo, não troquei de celular.
Se alguém souber como fazer omeletes sem quebrar os ovos me avise!

segunda-feira, junho 25, 2007

A Web 2.0


Falar que diariamente, mais e mais usuários colocam o próprio conteúdo na rede mundial de computadores, seria no mínimo “chover no molhado”. Conhecemos a explosão que os Blogs representam, e conseguimos verificar o interesse que geram na Internet, onde representam um dos maiores usos da rede. O interessante é a democratização da informação que está por trás disso, atualmente qualquer pessoa pode dizer o que pensa a respeito de qualquer coisa, e publicar em um Blog que, instantaneamente estará disponível a um bilhão de internautas no mundo inteiro.
Isso é a Web 2.0, que permite ainda comentar notícias que se lê na Internet, bem como selecioná-las e enviá-las ou mesmo relacioná-las em minha página pessoal, também permite uma personalização nunca vista antes, pois deixa as páginas na Internet do jeito predileto do usuário, publicando as notícias escolhidas com o destaque pretendido, avisando quando existirem novidades nos seus sites de maior interesse, através das ferramentas de rss feed, fazendo sugestões de compra tremendamente acertadas nos sites de e-commerce, através da análise de perfil de usuário. Também permitem publicação e compartilhamento de fotos, bem como a impressão em laboratório profissional com envio pelo correio das mesmas.
Sem dúvida é um mundo novo de possibilidades, e o mais interessante disso tudo é a forma com que vem ocorrendo. Sem provocar grandes comoções, ninguém ficou à espera da Web 2.0 ou dos pacotes de facilidades que viriam a ela atrelados. Apenas aconteceu, e foi uma introdução natural, onde os usuários foram percebendo as facilidades que mais lhe chamavam a atenção, e foram utilizando-as passo a passo, e em pouco tempo estamos todos experimentando e divulgando o que convencionou-se chamar de Web 2.0.
Mudança semelhante, no passado, demandaria treinamento, substituição de máquinas, testes de verificação de compatibilidade de aplicativos existentes, divulgação mercadológica extensa, desenvolvimento de grandes canais de venda, enfim tudo aquilo a que estamos acostumados presenciar sempre que se dá uma mudança de hábito. No entanto essa mudança foi silenciosa, não demandou uma única hora investida em treinamento e mesmo assim foi um sucesso, pois as novas aplicações já estão em uso há tempos, e são sucesso absoluto, pois obtiveram o principal selo de aceitação do mercado, que é a utilização plena e satisfatória pelos usuários.
Parabéns a Web 2.0!

domingo, junho 17, 2007

Tecnologia para quem?


A Microsoft Digital Advertising Solutions, conduziu uma entrevista recentemente, junto ao público jovem de oito países, o objetivo era verificar o relacionamento desse público com a tecnologia. Os resultados são muito interessantes.
Confirmamos o que já vínhamos ouvindo em outros estudos, que o jovem conhece mais termos técnicos que a maioria do público usuário de Internet, e que também gasta mais do seu tempo no computador pessoal do que frente a TV, até ai nada de novo.
A novidade foi descobrir que menos de 20% deles utiliza os termos “redes sociais”, “podcast” e pasmem, menos de 8% utiliza o termo “Web 2.0”. Esses resultados são contraditórios? Acho que não, senão vejamos:
O que chamamos de tecnologia na realidade tem esse sabor para nós, os chamados “velhos” para os jovens isso é apenas Blog, Stuff, Músicas, Orkut, favoritos e etc.
Fazendo um paralelo das inovações que vivenciamos há uns vinte ou trinta anos atrás, entendemos perfeitamente o que se passa na cabeça dos jovens. Quem se atreve a dizer a “tecnologia da TV em cores...” ou então que “a nova tecnologia do forno de micro-ondas...” na realidade essas novidades foram se instalando em nossas vidas, sendo que muitos de nós já nasceram frente a essa realidade, e portanto não nos acostumamos a entender esses termos como sendo “tecnologia”, fácil não?
Em compensação a grande maioria dos jovens entende a comunicação como sendo um misto de Messenger, e-mail, telefone celular, SMS. Utilizam regularmente organizadores e tocadores de música em seus PCs, nunca utilizam manuais, para nada (se um manual for necessário é melhor mudar de programa...) fazem downloads regularmente, ou seja tudo que para a minha geração é tecnologia.
É fácil de imaginar que para a geração que vem se familiarizando agora com tudo que temos na atualidade (atualmente os jovens tomam contato com a Internet já aos dois ou três anos) nem sequer pensarão em tecnologia, achando plenamente natural terem acesso a praticamente qualquer conteúdo instantaneamente, e de preferência de forma gratuita. Então pensar nessas novidades como sendo tecnologia é sinal de que o tempo está passando para nós, e por falar nisso, tecnologia? O que significa tecnologia mesmo?

terça-feira, junho 12, 2007

Tudo ao mesmo tempo


Outro dia, em uma reunião na escola de meus filhos (que saudades dos tempos em que podíamos chamar esses encontros de reuniões entre pais e mestres, e olha que de nosso lado continuamos sendo pais...) ouvi que a escola recomendava que as tarefas ou lições de casa fossem feitas em um lugar calmo da casa, onde não houvesse distração com outros temas, e que o livro ou o caderno não estivesse rivalizando com TVs, rádios, outras conversas e etc.
Consigo enxergar a lógica desse conselho, mas fico me perguntando se o mundo que mostram aos nossos filhos diariamente realmente existe. Não falo de valores, pois esses são necessários, e têm sobrevivido ao tempo na maioria das vezes. Falo de forma, de como encarar o mundo, de enxergar um adolescente hoje com os mesmos olhos que nossos pais e mestres nos enxergavam trinta ou quarenta anos atrás.
Muita coisa mudou, e independentemente de acharmos que foi para melhor ou para pior, torna-se perda de tempo termos atitudes de avestruzes, construindo castelos no ar e imaginando que as crianças de hoje morarão nele. Isso só faz aumentar a distância entre o mundo real e o que idealizamos ou mesmo entre o mundo real e o que achamos que ainda existe. E na minha opinião, que não sou especialista em educação, sou apenas pai, acho que essas situações vão mostrando a nossas crianças que é assim mesmo, existe o mundo real, onde habitamos, nos comunicamos (de todo o jeito e ao mesmo tempo, através de todas as formas possíveis e imagináveis, cada vez mais e cada vez ao mesmo tempo) e existe o mundo pensado na teoria, onde é cada coisa a seu tempo, cada coisa no seu lugar, onde se pede a licença para falar levantando-se a mão, onde somos preparados para responder e não para questionar (apesar que depois de adultos somos cobrados exatamente pela nossa capacidade de questionar e por fazer várias coisas ao mesmo tempo, e tudo cada vez mais rápido e com mais qualidade).
Se queremos nos aproximar mais da escola, é fundamental que nesse ambiente se reflitam situações reais e que expressem o mundo atualmente, não aquele idealizado em nossas cabeças e nos livros. Sob pena de continuarmos pregando no deserto com relação ao que devemos e não devemos fazer, em se tratando de comunicação e de jovens.

domingo, junho 03, 2007

Crimes na Internet


Está para ser votado o projeto de lei, redigido pelo senador do PSDB mineiro, Eduardo Azeredo, que tipifica os crimes cometidos pela Internet. Nesse projeto existe a obrigatoriedade de se manter um arquivo, por até três anos, das conexões realizadas por cada internauta, ou seja, a informação de quem fez o acesso a Internet, por determinado período de tempo.
Para se ter uma idéia da polêmica criada por essa lei, o maior provedor da Alemanha a T-online, foi obrigado pela justiça, a apagar o arquivo que continha exatamente as mesmas informações que se quer colocar na lei brasileira. A justiça Alemã entendeu que se tratava de invasão de privacidade.
Existe uma discussão mundial (Convenção de Budapeste), sobre como conseguiremos transformar a Internet em um lugar mais seguro para freqüentarmos. Pode-se imaginar o tamanho do desafio, pois se tratam de representantes das principais nações do mundo, discutindo simultaneamente, com todas as diferenças políticas, econômicas e culturais que cada nação traz. Não temos como esperar portanto uma legislação convergente, em âmbito mundial, em um curto espaço de tempo. Até que esse acordo mundial ocorra, cada país continuará fazendo as suas legislações específicas, como achar mais conveniente, o que deixa a solução mais complexa, pois um internauta americano que acesse alguma página no Brasil, certamente não trará registro de acesso, pois em seu país essa lei não existe, então a lei servirá apenas para brasileiros que acessarem a Internet, de dentro do Brasil, digo de dentro do Brasil porque existem vários programas que simulam uma conexão vinda de fora, que obviamente não se submeterá à restrição, ou seja, alguém mal intencionado terá acesso a ferramentas que burlem essa regra que estamos estipulando no projeto de lei em análise. Ora qual a serventia de uma regra que não serve para todos?
Existe uma questão em jogo, que é se conseguiremos de fato tornar a Internet um lugar seguro, e supondo que passe a ser um lugar seguro, se alguém vai querer entrar nela novamente após se tornar segura, tamanha serão as amarrações que teremos que fazer para que tal situação aconteça!

segunda-feira, maio 28, 2007

Muito de fala e algo se faz


Já apresentei, nessa coluna, o XO, o computador elaborado por uma das cabeças mais brilhantes da Internet dos dias de hoje, Nicholas Negroponte, que desenvolveu o programa OLPC (One Laptop Per Child – Um computador portátil por criança) nos laboratórios do MIT, nos Estados Unidos. Muitas foram as críticas quando publiquei esse artigo, pois se colocava muito em questionamento a real efetividade em se dar um computador para que o aluno pudesse inclusive levá-lo para casa, sem que se olhasse para o problema de forma mais abrangente, incluindo no programa, além do computador, a questão do acompanhamento sobre o projeto, análise didática do material utilizado para fazer o repasse ao aluno, pois não adianta enfiar o conteúdo garganta abaixo no estudante, e até uma determinada vigilância sobre a utilização do equipamento e acompanhamento de desenvolvimento do aluno usuário e participante do programa educacional.
Defendo que o tema inclusão digital está calcado em alguns pilares que precisam ser resolvidos e previstos de maneira estruturada, para que atinjamos os resultados esperados, são eles: Computador a baixo custo, sistema educacional e didático com conteúdo adequado, equipe de manutenção das máquinas, equipe de treinamento e capacitação e por fim, acesso a Internet com velocidade adequada. Olhando por esse prisma, vemos que a iniciativa do OLPC é apenas uma das variáveis da equação, em que pese a importância de obtenção de PCs a baixo custo, ainda assim temos que olhar para as demais necessidades do programa.
Nessa semana estive conversando com profissionais do Banco do Brasil que tiveram uma iniciativa bastante interessante, contemplando todas as necessidades para que se faça uma inclusão digital de fato. Através desse programa já fizeram a doação de milhares de computadores através da criação de Telecentros.
Outra iniciativa muito interessante é a do CDI – Comitê de democratização da Informação (http://www.cdi.org.br/), uma instituição que já fez a implantação de mais de oito mil computadores, em comunidades carentes, todos acompanhados de sistemática de manutenção e conteúdo educacional para que a iniciativa seja auto-sustentável.
Com esse texto, gostaria de elucidar que a atenção para com a inclusão digital deve ser ampla e conter todos os ingredientes de sustentabilidade que possibilitem que o programa de inclusão digital ocorra de forma estruturada, e não somente o fornecimento de computador a baixo custo.

domingo, maio 20, 2007

Como vai a internet como negócio? Bem obrigado!


Na década de noventa, o mundo inteiro presenciou o que veio a se chamar “bolha da internet”, época em que qualquer negócio que estivesse na Internet, independentemente de quanto gerasse de receita, era considerado nas bolsas de valores, como um bom negócio. Obviamente à essa fase sucedeu-se o “estouro da bolha” pois negócios não sustentáveis, são sempre um mal negócio, estejam eles na Internet ou não. Um amigo meu entrou em uma empresa de Internet exatamente nessa época, e me dizia que não conseguia entender como a empresa tinha uma saída de caixa tão grande com uma entrada quase nula, o tempo mostrou que não era mesmo para entender, pois todas os negócios que não eram baseados em princípios de geração de riqueza sumiram do mapa.
Embora o ser humano goste de extremos, na natureza e na economia, normalmente as coisas se dão no intervalo intermediário entre extremos. Assim a Internet não era sempre rentável como se dizia, mas por outro lado existiam modelos seguros de negócios, baseados na oferta sólida de serviços e de valores, aos quais os internautas estavam dispostos a pagar, e assim cresceram e se estruturaram empresas sérias como Yahoo, eBay, Google, Buscapé, Katatudo e Submarino para citar apenas algumas. Essas empresas perceberam que havia luz no fim do túnel, e persistiram nos seus modelos de negócio, buscando aperfeiçoá-los e melhorar sua competitividade, de forma que cresceram, geram milhões em receita anualmente, empregam milhares de pessoas, e muitas delas inclusive estão na bolsa de valores, vejam só, e são muito bem recebidas por investidores, que sabem reconhecer que o negócio de Internet ganhou maturidade nesses últimos anos, e como qualquer outra atividade econômica, possui altos e baixos, modelos confiáveis de negócios e modelos passageiros e oportunistas, que devem ser analisados com cuidado antes de se fazer uma aposta de investimento considerável.
Como no entanto a Internet é um meio, através do qual a economia convencional transaciona bilhões de operações diariamente (usamos a Internet inclusive para investir em empresas convencionais) temos a expectativa que, enquanto a economia mundial continuar evoluindo, ela evoluirá junto, tornando-se cada vez mais especializada na comunicação, controle de sistemas logísticos, buscas e divulgação de informações, instrumento de ensino e porque não, de diversão.

quarta-feira, maio 16, 2007

Lendas Urbanas

A Internet é um espaço absolutamente democrático, onde cada pessoa tem a liberdade de ali colocar o que bem entende. Celebremos, pois, o aspecto positivo que esse fato possui, pois nunca se viu na história da humanidade tamanha liberdade de expressão aliada a tão forte ferramenta que possibilita a divulgação de uma idéia para o mundo inteiro instantaneamente. Por outro lado devemos encarar o que circula na rede mundial de computadores sendo muito críticos, já que circula muita informação enganosa ou fabricada propositadamente para causar impacto na sociedade, e em função desse aspecto, são divulgadas rapidamente através de e-mails ou mesmo de páginas pseudo-informativas.
Que atire a primeira pedra quem ainda não recebeu um e-mail ou viu uma foto na Internet de um Tatuí gigante (Tatuís são aqueles tatuzinhos de praia, tão criativamente explorados em um comercial de cerveja na TV brasileira). O texto fala que foi encontrado em determinada praia um exemplar de Tatuí com quase um metro de comprimento, e obviamente apresenta-se uma foto do representante “turbinado” de nossas praias. Também existe uma mensagem semelhante, falando que determinada pessoa, ao fazer manutenção no esgoto deparou-se com uma barata de mais de sessenta quilos, que teria inclusive tentado atacá-lo. Já vi também uma foto de uma pessoa com um gato no colo, que deveria tranqüilamente chegar a casa dos setenta quilos, de tão grande que era. Essas notícias, ganham autenticidade à medida que são acompanhadas de fotos, que aparentam de fato tratarem-se de material verídico, mas que não resistem a uma análise mais criteriosa. Normalmente são fotos manipuladas por softwares como o Photoshop ou similares, que simplesmente aumentam o tamanho desses bichinhos inofensivos, e os colocam ao lado de seres humanos normais, para darem a impressão de que são exemplares gigantes.
Existem outras tantas mentiras andando na Internet, que posso abordar em outras ocasiões ou podem ser enviadas por vocês no meu Blog. Tratam-se de “Lendas Urbanas”, que nada mais são do que mentiras, contadas de forma tal, que parecem verídicas, e são propagadas com o único intuito de criar celeuma no mundo de leitores incautos. Então, façamos nossa parte, não propagando ou reenviando esse tipo de notícia pela Internet!

sábado, maio 05, 2007

Games como coisa séria


Foi-se o tempo em que games eram coisas de crianças. Sob vários aspectos, a cada dia que passa, os games (escrevo em inglês por ser a forma mais comumente divulgada) passam a fazer parte das conversas de negócios e da grade de formação de estrategistas e de empresários. Sejam nos negócios bilionários de desenvolvimento e distribuição de games de entretenimento, seja nas discussões das áreas de RH de cada empresa, sobre as formas alternativas de capacitação de talentos, onde os jogos empresariais ganham cada vez mais espaço, ou mesmo na escola, onde buscamos preparar cada vez melhor nossos filhos, nossas promessas para o futuro. Neste campo também temos descoberto que os games têm um importante papel a desempenhar.
Lembro-me que nos meus tempos de adolescência paulistana, o assunto game era relacionado a fliperamas, lugares nem sempre bem freqüentados, como o são atualmente as LanHouses (casas que se especializam em entregar infra-estrutra e jogos online para que as pessoas se divirtam). Onde a maior parte das máquinas era eletro-mecânicas, com problemas de manutenção eternos (sempre tinham algumas quebradas) e com grandes limitações de experiência do usuário, pois o som era deficiente, jogava-se normalmente em pé, as máquinas tinham qualidade de imagem duvidosa e além do mais éramos importunados o tempo todo com as benditas fichas, que acabavam e que tínhamos que inserir nas máquinas.
Atualmente a tecnologia gráfica de jogos online ou de console avançou muito, melhorando a sensação do jogador durante o uso.
Por outro lado, consultorias especializadas em treinamento, estão percebendo o potencial de jogos empresariais, que tendem a passar o conteúdo necessário à formação e preparação de determinados profissionais, de forma lúdica e prazerosa. E as escolas e centros de treinamento, também têm percebido que alunos podem simular situações de estratégias, negociação, relacionamento em vários idiomas e inclusive testar sua resiliência em situações onde, por vezes, estão muito bem em determinada fase, e logo em seguida perdem tudo e têm que recomeçar do zero novamente, em função de alguma batalha mal sucedida.
Então falando sério, ou não, seja encarando os games como oportunidade de negócio, ou se divertindo com seus filhos no chão da sala ou junto ao computador, vamos aos games!

segunda-feira, abril 30, 2007

Colocando em prática a teoria


Já havia comentado nesse espaço sobre duas novidades que vinham sendo preparadas: uma na área de telefonia móvel celular, que era a possibilidade de efetuarmos pagamentos através de nossos celulares e a outra uma novidade em Internet, que era a volta dos inventores do Kazaa (programa para troca de músicas pela Internet) e do Skype (programa de voz sobre Internet) que estavam lançando um novo programa que se chamava Joost (www.joost.com), e que servia para colocar-se conteúdo televisivo na Internet. Nessa semana tive a oportunidade de testar ambas as tecnologias na vida real.
O sistema de pagamento através do aparelho celular é rápido, funcional e seguro. Após comer uma pizza com minha família, avisei ao garçom que faria o pagamento utilizando meu celular, ele me perguntou o número do mesmo (anotou na palma de sua mão...) e em seguida recebi uma mensagem de texto informando que uma transação de pagamento do restaurante em questão estava sendo realizada com meu celular, no valor de minha conta e solicitando minha autorização, inseri minha senha e em seguida recebi uma outra mensagem dizendo que a transação havia sido efetuada. A operação toda foi mais rápida do que passar um cartão de crédito e mais seguro também, pois ninguém manuseou minha senha ou meu cartão de crédito. Eu poderia ter solicitado a pizza de minha casa, e nesse caso pagaria exatamente da mesma forma, já que a transação é feita pelo celular e não de maneira local, assim ao solicitar a pizza, já receberia uma mensagem dizendo o valor da compra e teria a opção de autorizar o pagamento imediatamente.
Se por um lado a experiência de pagamento com o celular foi positiva, não posso falar a mesma coisa da minha experiência com o Joost. Esperei pela minha senha de utilização por mais de um mês, e ontem resolvi ver com funcionava, fiquei decepcionado! Em primeiro lugar o programa exige muito mais velocidade de conexão do que os similares do tipo YouTube, segundo eu esperava encontrar conteúdo aberto de TV, colocado no ar pelos próprios usuários, na realidade tratam-se de conteúdos restritos, de exibição limitada à região em que se assiste. Até os DVDs que utilizamos atualmente em nossas casas já estão capacitados a lerem filmes e shows do mundo inteiro, já na contra-mão da história, o Joost limita determinados conteúdos a determinadas regiões. Quem está errado, eu com minha expectativa de cliente ou os criadores do programa? Experimentem vocês essas duas novidades que tornam o mundo cada vez mais conectado!

segunda-feira, abril 23, 2007

O Google já concorre com o seu negócio?


Soube nessa semana que o Google está lançando um pacote com aplicativos corporativos que se chama Google Apps Premier Edition, que inclui e-mail, calendário, aplicação para troca de mensagens, conversação instantânea, bem como processador de texto e planilhas. O principal apelo é o preço, ele sairá por 50 dólares por usuário ao ano, contra o valor de 500 dólares que é cobrado pelo Office 2007 da Microsoft. Mas que o Google concorre com a Microsoft nós já sabíamos, mas ele concorre também com as emissoras de TV, pois depois da compra do YouTube, agora exibem filmes pela Internet. Bem se você não é dono de uma emissora de TV (e não existem muitas por aí...) não há com o que se preocupar, certo? Errado! Eles concorrem também com as rádios, pois hospedam milhões de Podcasts, que são programas de áudio elaborados por pessoas independentes ou não e ficam disponíveis na Internet, também concorrem com editoras de livros e jornais, pois também hospedam milhões e milhões de Blogs, que de longe, são os textos mais lidos na Internet. O cerco está apertando, pois o Goolge já atua em muitas frentes, mas tem mais, muito mais. Também concorrem com praticamente qualquer loja que exista em seu bairro, pois através de anúncios vendem praticamente de tudo na Internet. Também disponibilizam informações extremamente precisas de satélites e de mapas gratuitamente na Internet, onde podemos ver até o telhado de nossa casa em uma foto tirada do satélite (coisa de ficção científica há uns dez anos atrás). Também possuem tradutores que trabalham através da Internet, obviamente de forma gratuita, traduzindo dezenas de idiomas. Concorrem com os provedores de Internet, pois fornecem hospedagem de páginas e serviços de e-mail, também gratuitamente. Concorrem com imobiliárias e lojas que vendem carros pois veiculam anúncios, aliás é o que fazem de melhor, vender o que anunciam. Concorrem com as empresas de telecomunicações, pois oferecem o Talk, que é um programa que permite que se fale pela Internet, gratuitamente é claro.
Fazendo uma análise mais aprofundada, descobrimos que os serviços oferecidos pelo Google não são gratuitos, na realidade eles são subsidiados pela receita advinda da venda do que é anunciado, ou seja exatamente a mesma forma utilizada há dezenas de anos pela televisão, a diferença é a eficiência com que a Internet permite que se faça essa operação de venda, por preços baixos. Depois de ler esse texto, você é capaz de dizer se o Google concorre ou não com o seu negócio? E se a resposta é não, até quando você imagina que continuará assim?

sábado, abril 14, 2007

Novidades da Europa


Esse post é curto, pois o faço da Europa. Estou em Paris, viajando e conversando com parceiros de tecnologia e outras operadoras daqui, sobre o que tem tido de novidade no mundo e de como estão as ofertas de inovações tecnológicas para o mercado. O que se vê aqui é a oferta de vídeo conjudada a voz e dados, ao valor mágico de 30 Euros. Nesse valor estão incluídos um pacote de voz (VoIP) ilimitada local, mais de cem canais de TV e Banda larga. Já vimos a Itália, Alemanha e França, conversamos com o Deutshe Telekon, FastWeb e France Telecom (atual Orange) e os desafios são os mesmos, como diferenciar-se pela qualidade do serviço, agregando conteúdo adequado e de qualidade a rede, saindo do lugar comum de ofertar apenas o acesso. Tudo isso de forma simples, sem complicar a vida dos clientes. As ofertas de convergência FIxo-Móvel (como a que registrei em um post anterior) já é realidade, principalmente na Orange, mas na semana que vem estaremos na Inglaterra, conversando com os executivos da British Telecom sobre os desafios dessa, que é uma das maiores operadoras (junto com Orange e Deutshe Telekom) da Europa. Volto com mais novidades, por enquanto sintam-se em casa no MundoConectado!

sexta-feira, abril 06, 2007

Rafinha


Já conversamos aqui nesse espaço sobre o Youtube, site da Internet recentemente adquirido pelo Google que permite que milhões de internautas publiquem seus vídeos para que o mundo inteiro os veja. Pois foi no Youtube mesmo que meu irmão me mostrou um vídeo interessantíssimo sobre um personagem especial, o Rafinha (http://www.youtube.com/watch?v=JMRF_ZXms9E). Esse vídeo produzido por uma agência de comunicação integrada, a TV1 (www.tv1.com.br) já foi visualizado milhares de vezes, e mostra a vida e o perfil do Rafinha, ele é uma pessoa que nasceu em uma era em que tudo é conectado, já conheceu a Internet através da banda larga, não compra CDs, pelo contrário os compartilha com seus amigos através da Internet e de sites especializados, também não assiste TV, mas sabe de tudo através da Internet, de onde fica atualizado com tudo que acontece no mundo todo. Não utiliza enciclopédias em papel (aliás o que é mesmo uma enciclopédia em papel?) ele conhece e colabora ativamente com a WIkipedia (www.wikipedia.org), nasceu em uma época em que as fotos são digitais, e de preferência tiradas com seu aparelho celular, a inovação para ele tem outro sabor, pois não conheceu o mundo das TVs em preto e branco e que ainda por cima era censurada, da escolha entre dois únicos partidos políticos pelo voto indireto, das filas para aquisição de linhas telefônicas, dos Long Plays tocados em vitrolinhas, a bem da verdade ele nem sabe direito para que serve um vídeo cassete...Ele faz parte da geração C (conteúdo, conectada e da colaboração). Essas três palavras fazem toda a diferença, pois são as responsáveis pela imensa quantidade de informações que são colocadas à disposição do mundo na Internet diariamente (sabemos que, a cada dezoito dias, colocamos em informações na Internet o equivalente ao que a população mundial levou cem anos para produzir no passado), para ter esse conteúdo todo e principalmente poder distribuí-lo, a conectividade é essencial. E a palavra da vez é colaboração, ou seja eu coloco algum conteúdo na Internet, que imediatamente é alterado e melhorado por você, que em seguida o disponibiliza para que mais alguém trabalhe sobre o mesmo, e assim por diante, de maneira interminável, o que vem garantindo qualidade às informações e possibilidades de expressão nunca vistas anteriormente.
Sejam bem vindos ao Mundo Conectado, o mundo dos “Rafinhas”.

domingo, abril 01, 2007

Convergência Fixo-Móvel


Acostumamo-nos a utilizar o telefone celular para ligar para um outro telefone celular, mesmo estando com um telefone fixo ao alcance de nossas mãos, e de forma análoga, as vezes olhamos na agenda de nosso aparelho celular, para então utilizarmos o telefone fixo. Por que fazemos isso? Porque fazer chamadas cruzadas (de fixo para celular ou de celular para fixo) custa mais caro. Esse cenário está mudando com o que chamamos de convergência Fixo-Móvel ou do inglês FMC (Fixed and Mobile Convergence, http://www.fixedmobileconvergence.net/).
Essa nova tecnologia nos permite utilizar nosso aparelho celular, independentemente de ligarmos para fixo ou para outro celular, e termos a certeza de estarmos pagando a melhor tarifa possível, e de forma análoga, ligarmos de nosso telefone fixo para um celular ou para outro fixo, deixando por conta da tecnologia a análise de sua ligação e a escolha do melhor número para receber a tarifação, fixa ou celular, pagando assim os preços mais adequados.
No mundo inteiro, as ligações entre redes distintas são mais caras, por exemplo, quando utilizamos nosso telefone fixo para fazer uma ligação para algum amigo ou parente no seu número celular, pagaremos mais caro por essa ligação do que se estivéssemos utilizando a telefonia celular diretamente. Isso porque estamos utilizando duas redes, a rede da telefonia fixa, de onde partiu a chamada e a rede da telefonia, e para remunerar as duas redes, a chamada acaba ficando mais cara.
Com a FMC, existe um dispositivo na rede, que analisa a origem e o destino das chamadas, e escolhe qual é a melhor tarifa a ser aplicada, porque não existe nada mais desagradável do que ficar se preocupando com a escolha da melhor maneira de utilizar seu telefone, pensando se estamos ligando para fixo ou para celular e então decidir sobre como faremos a ligação.
O principal objetivo da convergência é tornar a vida de quem utiliza a telefonia mais simples e mais fácil. Na seqüência serão desenvolvidos planos de tarifas que consigam colocar o cliente, no momento da chamada, no melhor plano possível, e também fazer a acomodação ao final do mês, analisando o total de chamadas de cada cliente, no plano que mais se adapte ao seu consumo. Ao invés de possuir um plano de 200 minutos o tempo todo, será possível ficar em um plano de 200 minutos nesse mês, aumentar o consumo no mês seguinte, reduzir no próximo e por aí vai, sempre tendo a certeza de estarmos no plano, automaticamente, que melhor nos atende do ponto de vista de perfil de uso e de tarifa, sem precisarmos nos preocupar.
Essa é a principal utilidade das inovações, tornar o nosso dia-a-dia mais simples e melhor de se viver.

quarta-feira, março 28, 2007

Telefonia Móvel no mundo


Colhi várias informações durante a visita que fiz à 3GSM World Congress em Barcelona, maior exibição de tecnologia móvel do mundo, e que acontece anualmente na Espanha.
Contamos com 2,5 bilhões de celulares no mundo, ou seja 4 em cada dez habitantes no mundo possui celular, e chegaremos ao próximo bilhão entre 2010 e 2011. Nesse momento teremos mais da metade da população mundial conectada através de tecnologia móvel celular. Para se ter uma idéia da popularidade dessa tecnologia, atualmente contamos com cerca de um bilhão de aparelhos televisores no mundo todo, esse é um dos motivos que faz tantas pessoas pensarem no celular como um dispositivo alternativo de mídia. Esse fato vem reforçando a possibilidade de sua utilização como instrumento de pagamento de compras, entradas de cinema e passagens de ônibus, trem ou metro. Se quase metade da população do mundo possui um aparelho celular, ele também pode ser utilizado para difundir o uso de músicas MP3, fazendo às vezes de um tocador de músicas digitais.
Sendo seu uso tão popular, pode ajudar a difundir também o acesso à Internet, pois rapidamente as tecnologias utilizadas nas conexões dos aparelhos celulares vêm permitindo acesso às redes de dados e, por conseguinte, à Internet, contribuindo para a inclusão digital.
Também presenciei presidentes de gravadoras referirem-se ao celular como sendo futuramente o principal canal de distribuição de músicas no mercado, quem poderia imaginar uma coisa dessas no passado?
As tecnologias de vídeo sobre celular também se popularizam muito rapidamente, já sendo possível a utilização desse aparelho para rápidas referências de vídeo, como clipes de músicas e até para os conhecidíssimos vídeos do You Tube.
Presenciei conexões de dados através de celular com velocidades de até 17 Mbits/s (35 vezes mais rápido que as velocidades normalmente utilizadas para acesso à Internet via banda larga, que usamos habitualmente). E uma grande evolução que pude ver, é que a diferença tecnológica que nos separa desse novo mundo já não é mais tão grande quanto costumava ser na década passada, muito pelo contrário, o que vi são facilidades que se apresentam à nossa porta e que brevemente povoarão nossas vidas, aqui em terras verde-amarelas, quem viver verá!

segunda-feira, março 19, 2007

IP na torradeira


Ouvi uma expressão no início dos anos 90, que apregoava que os endereços IP (endereços de Internet) estariam em todos os dispositivos que nos cercam no dia a dia “IP to the toast” (ou seja, IP na torradeira), teríamos todos os equipamentos de nossa casa conectados a Internet. Dei tanta importância à frase quanto daria se me tivessem dito que em dez anos estaríamos indo para nosso trabalho com um jato amarrado às costas, no melhor estilo dos Jetsons (desenho animado da década de setenta).
Acho que minha avaliação estava errada, os endereços IP e a internet não chegaram ainda às torradeiras (pelo menos não na que eu tenho em minha casa), mas chegaram aos aviões, às geladeiras, às televisões e obviamente aos celulares. No mês passado estive na maior feira de tecnologia celular do mundo em Barcelona, e todos os mais de mil expositores da feira estavam de alguma forma conectados à Internet ou ofereciam seus produtos através da mesma.
Nessa semana começou a Cebit, feira de eletrônicos que ocorre anualmente em Hannover – Alemanha, e li que a empresa Fydel SNT está lançando um computador para automóveis que ficará no painel, possuirá conectividade Internet via banda larga celular 3G e permitirá o controle de vários itens do automóvel como consumo, autonomia, tabela de manutenções e controle de itens de segurança, prestando-se também para a utilização plena, como se fosse um computador de nossa residência oferecendo acesso à Internet, aplicativos Windows e central multimídia de músicas, filmes e imagens.
É o que se tem chamado ultimamente de ubiqüidade da Internet - em todo o tempo e em todo o lugar. Esse conceito está adequado ao uso que a sociedade vem fazendo da Internet, que vem se mostrando como a maior plataforma de comunicação do Planeta. Se já permitia às pessoas se comunicarem entre si, passará a permitir que as máquinas também se comuniquem, de forma que nosso automóvel verificará a necessidade de combustível e calculará qual o melhor posto para abastecimento já calculando a diferença de preços entre os combustíveis dos postos de gasolina pelos quais passaremos, da mesma forma nossa geladeira “pedirá” ao supermercado, pela Internet, o que está faltando em seu interior, assim nunca faltará nada. Parece uma realidade muito distante? Que nada, está batendo à nossa porta.

sexta-feira, março 16, 2007

Olha a inclusão digital aí gente!


Divulgado ontem na PC World (http://pcworld.uol.com.br/) que o Brasil fechou o ano de 2006 em terceiro colocado no ranking de PC desktops vendidos, com a quantidade de 6 milhões de PCs, sendo que desse total, 2 milhões tratavam-se do primeiro PC (o primeiro PC a gente nunca esquece...). Sabemos que o programa PC conectado do governo Federal contribuiu bastante com esse número (não tanto quanto poderia), mas de fato o que estamos vendo é a popularização e uma maior penetração dos PCs em todas as classes sociais. Juntamente ao número de máquinas adquiridas, aumentará também o de aplicativos em geral que serão utilizados, aumentando gradualmente a quantidade de conhecimento produzido e distribuido. De fato uma boa notícia para comemorarmos.

domingo, março 11, 2007

Secretária Eletrônica




Outro dia, ao pegar meu aparelho celular, notei que haviam algumas ligações não atendidas, acessei meu serviço de secretária eletrônica, que é gratuito, para saber o que queriam, as pessoas que me ligaram e que eu não havia tido a oportunidade de atender, para minha surpresa não havia nenhuma mensagem!
Fico imaginando, porque será que algumas pessoas ainda relutam em deixar mensagens em secretárias eletrônicas. Seria algum assunto com prazo de validade, que somente pudesse ser discutido naquele instante? Será que algumas pessoas esquecem sobre o que iriam falar e ao serem atendidos pela secretária eletrônica se dão conta disso e desligam sem deixar mensagem? Será que algumas pessoas têm vergonha em falar com a minha secretária eletrônica? Talvez sejam saudades das secretárias eletrônicas antigas, aquelas que ficavam ao lado de nossos telefone, que usavam fitas para gravação, custavam caro, quebravam com freqüência e nem sempre gravavam de fato nossas mensagens.
Não pode ser o valor da chamada que inibiria as pessoas, pois quem faz uma ligação está preparado pelo menos para arcar com os custos dessa ligação, e falar com a secretária é muito mais barato do que falar com as pessoas diretamente, pois a ligação telefônica dura muito menos e o resgate das mensagens é gratuito.
O serviço é extremamente útil, pois podemos deixar a informação que nos motivou a fazer a ligação naquele momento, tento a certeza de que a informação não se perderá e nem que esqueceremos depois de ligar novamente.
Fica o enigma do porquê de algumas pessoas não utilizarem os serviços de secretária eletrônica de nossos telefones fixos e celulares.
Temos em desenvolvimento serviços que chamamos de mensagem unificada, onde será possível aos nossos clientes acessarem suas mensagens através de fax (transcrição de áudio em texto) através de e-mails (receberemos uma arquivo de áudio anexado a nossos e-mails), poderemos ver quem nos deixou mensagens através da internet, e de lá mesmo ouvir as mensagens, respondê-las, enviá-las a outra pessoa ou armazená-las em nossos computador ou no servidor de mensagens para serem ouvidas depois, e o mais interessante desse serviço na minha opinião, é o fato dos clientes serem entendidos de forma completa e única, não havendo diferenciação entre os diversos serviços utilizados como e-mail, celular, telefone fixo ou internet.
Talvez substitua a voz de minha secretária eletrônica pela da cantora Ana Carolina, como forma de estimular as pessoas a deixarem sempre mensagens para mim, que tal?

segunda-feira, março 05, 2007

O celular do próximo bilhão


Li uma entrevista do senhor John Chambers, presidente mundial da Cisco, há uns seis anos atrás, que me impressionou muito, dizia que 3 bilhões de pessoas nunca haviam feito uma única ligação telefônica na vida, ou seja, metade da população mundial na virada do milênio, estava de fora do processo de inclusão digital.
Desde essa época venho acompanhando esse processo e reforçando uma tese de que, a inclusão digital também é um caminho para a inclusão social, pois vemos que invariavelmente andam juntas. Nesse período, foram vários os esforços para alcançar o objetivo de transpor o enorme fosso de desigualdade social, representado aqui pela quantidade de pessoas no mundo que nunca tiveram acesso a nenhuma tecnologia de comunicações. A boa notícia é que esse esforço vem dando frutos. No momento em que escrevo esse artigo, já constamos com mais de 2,5 bilhões de aparelhos celulares no mundo. De todas as tecnologias existentes, sem dúvida foi a tecnologia celular a que mais se prestou para a popularização das telecomunicações ao redor do mundo, e caminhamos nos próximos 5 anos para o próximo bilhão de celulares, assim em 2012 já teremos mais da metade do planeta com acesso à tecnologia celular, podendo se comunicar com qualquer parte do globo, instantaneamente.
Lembram-se que quando foi lançada, a telefonia móvel celular era sinônimo de status social, pelo custo que tinha (linha mais aparelho)? Pois então, no Brasil já temos mais de 110 milhões de celulares, mais da metade do país possui aparelho celular em nosso País. Em muitos países emergentes do mundo, o que se vê é um movimento similar que faz crescer rapidamente a cobertura celular na Ásia e África, não só através de ações assistencialistas dos governos, mas principalmente através da iniciativa privada, que vem encontrando alternativas economicamente sustentáveis para implantar a tecnologia celular em países em desenvolvimento.
O aparelho celular deixou de ser símbolo de status e assumiu papel importante como ferramenta de desenvolvimento social e econômico.
Não há dúvida que nesse processo de desenvolvimento do mercado celular, também surgiram algumas formas não ortodoxas de incentivos. Aqui no Brasil existe um desequilíbrio de receitas, que faz com que as operadoras de telefonia fixas banquem parte do custo das redes móveis celulares, mas já está provado que é possível desenvolver o mercado, desenvolver a região em que se está inserido e ainda fazer isso de forma sustentável, basta trabalhar no modelo mais adequado. Então caminhemos para o nosso próximo bilhão de celulares!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O remédio que faz mal ao paciente


Estive em Barcelona acompanhando a 3GSM World, maior exposição de tecnologia celular no mundo, e presenciei os presidentes de grandes gravadoras, como EMI e Warner, defendendo o direito do cliente de músicas digitais (baixadas pela Internet ou por aparelhos celulares) de perceberem uma experiência à altura de suas expectativas. Essa preocupação faz todo o sentido, pois apesar de serem os principais representantes de uma indústria que recua 5% ao ano, já perceberam que a saída para esse mercado está na distribuição digital, que já representa dez por cento do faturamento, ou seja 2 bilhões de dólares por ano. E como fomentar um canal de distribuição de conteúdo como a Internet, se a experiência do cliente não é boa quando utiliza esse canal? Quando compramos músicas através de canais digitais acabamos pagando o equivalente ao que pagaríamos se comprássemos um CD nas lojas convencionais, o que parece não fazer sentido, pois o canal de distribuição digital possui preço muito mais baixo, também não existem as preocupações com logística e distribuição, o que deveria estar refletido em preços mais acessíveis. Também temos que lembrar da facilidade de aquisição, ouvi do próprio presidente da Warner, que o objetivo de sua empresa é que o cliente possa adquirir suas músicas com no máximo 3 “clickes” no computador ou no seu celular, ou seja os menus precisam ser mais amigáveis e em menor quantidade, o que valorizaria a experiência do cliente. E por fim, o que considero de maior impacto, que são os direitos autorais e as ferramentas que se utiliza para garanti-los, as chamadas DRM (Digital Right Management ou gerenciamento de direitos autorais). É aqui que identifico que possa estar havendo algum tipo de excesso de preocupação contra pirataria em detrimento do prazer e direitos do consumidor. Steve Jobs, fundador da Apple, escreveu um artigo que publicou no site da empresa recentemente, onde se coloca favorável a um controle de direitos autorais mais amigável, ou mesmo que isso seja substituído por uma forma de repasse equivalente ao que ocorre nas rádios, onde é arrecadado um valor percentual que é repassado aos autores e gravadores, de acordo com a freqüência de exibição de suas músicas. Por outro lado, o que vemos atualmente, é que pagamos caro pela aquisição digital, o processo de compra é complicado, pois temos que vencer inúmeras etapas nos sistemas disponíveis e além do mais, ao recebermos a música, somente podemos ouvi-la naquele dispositivo em que a instalamos (Ipod, tocador de MP3, celular ou computador), o que não acontece quando compramos um CD e o tocamos onde bem entendermos. Me parece que a dose do remédio pode colocar em risco a vida do paciente...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A nova TV

Enganou-se quem pensou, através do título, que este artigo tratava do novo sistema de televisão digital brasileiro (SBTVD) que entra em experimentação ainda esse ano. Tampouco é a respeito de algum novo modelo de TV digital de Plasma ou LCD, aparelhos que, com muita freqüência, encontramos em todas as lojas de eletrônicos, propagandas em jornal e revistas que se nos aparece pela frente, não, não é desse tipo de TV que vou falar.
Quero abordar aqui uma revolução silenciosa que vem ocorrendo na Internet, que só seus usuários têm percebido, e que certamente colocará em xeque o modelo tradicional de transmissão de conteúdo de forma permanente. Trata-se da onda de inserção e geração de conteúdo pelo próprio internauta. Essa onda vem se confirmando com o tempo e encontra-se reforçada pelas atuais facilidades disponibilizadas pelos softwares do tipo do You Tube (www.youtube.com) que se presta a colocar pequenos vídeos capturados de forma caseira normalmente, e mais recentemente pelo Joost (www.joost.com). Neste caso o que se pretende é uma plataforma que suporta conteúdo de maior duração, como se o próprio cliente pudesse capturar vídeo como o de canais abertos de TV e disponibilizasse através da Internet. O Joost foi desenvolvido e disponibilizado pela mesma dupla de inventivos e empreendedores, que desenvolveu o Kazaa (programa de troca de arquivos de música pela Internet) e o Skype (programa de voz sobre a Internet).
E depois da Internet através de computadores, certamente esse uso de conteúdo gerado pelo próprio usuário avançará também para os aparelhos celulares. Atualmente já existem programas e portais onde se pode disponibilizar o conteúdo capturado pelos celulares com câmera, na Internet, para que qualquer pessoa possa acessar, mas seu uso ainda não é massificado e a velocidade disponibilizada em alguns casos pelas redes celulares, ainda é baixa para transportarem informação de vídeo. Mas qualquer conteúdo gerado pode ser disponibilizado a outras pessoas como fundos de tela, ringtones (aquelas músicas que instalamos em nosso celular para personalizá-lo), ou mesmo vídeos. Com o desenvolvimento de novos programas e facilidades para os celulares, essa tendência certamente será reforçada, e como a quantidade de celulares aumentando dia-a-dia (já são dois celulares para cada aparelho de televisão no Brasil) isso deve acontecer rapidamente. E você, já colocou algum conteúdo na rede?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Ausência Justificada

Me desculpem a falta de regularidade nessa útlima semana, estive em Barcelona acompanhando as últimas inovações da área de telefonia celular GSM, e garanto que teremos muito assunto para discutir, pois estou voltando com muitas novas idéias de produtos e tecnologias que possam facilitar ainda mais a vida de nossos clientes. Aguardem.
A próxima discussão será a respeito das TVs de próxima geração.
PS (esse post está sendo feito do aeroporto de Barcelona, enquanto aguardo meu vôo para Lisboa, de onde irei para Guarulhos - São Paulo e finalmente Uberlândia, onde passarei o Carnaval. O acesso a internet é feito através de uma acesso Wi-Fi público, aqui do aeroporto, à bagatela de sete euros e conqüenta por 60 minutos de uso...)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Ao cliente, tudo!


A história das Telecomunicações brasileiras sofreu uma evolução tremenda na última década. Houve mudanças significativas nas áreas de tecnologia, de atendimento ao cliente, nos preços cobrados pela prestação dos serviços, no tempo necessário para se instalar uma linha telefônica, e em mais uma dezena de processos que acabaram por impactar positivamente na qualidade do serviço prestado.
O monopólio em Telecomunicações, é uma ferramenta conhecida e foi utilizada no mundo inteiro, como forma de alavancar os primeiros sistemas de telecomunicações em diversos países, pois viabilizava os grandes investimentos necessários a implantação de um sistema de dimensão nacional, para as comunicações do país, o que foi fundamental para o desenvolvimento econômico, social e político do Brasil. Mas agora vivemos uma realidade totalmente diferente. Estamos em um ambiente de concorrência de diversas operadoras e tecnologias, que se prestam ao mesmo serviço e concorrem entre si, o que é muito bom para o cliente, que fica com mais opções na hora de escolher qual operadora usar e qual serviço lhe será mais útil. Aliás a própria denominação cliente já é uma evolução, pois ele já foi chamado de assinante e usuário, ambos com uma conotação muito mais contratual do que mercadológica. E isso refletia bem como nós clientes éramos tratados nesse período, onde os telefones públicos eram mais escassos e precisávamos mais deles, pois não tínhamos tantos telefones fixos e celulares (atualmente já ultrapassamos a barreira dos 100 milhões de celulares no Brasil). Quando comprávamos uma linha telefônica, que era traduzido por uma adesão a um plano de expansão, pagávamos antecipadamente pela linha, que seria instalada com sorte dali a um ou dois anos.Hoje temos abundância de ofertas e de tecnologias que nos conectam ao mundo, e podemos escolher dentre as oportunidades que nos são apresentadas quase que diariamente. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer, pois apesar da concorrência, ainda existem várias necessidades não atendidas. Entre elas aquela tão conhecida nossa, quando nosso micro-computador literalmente “trava” ou perde alguma configuração, negando-se a fazer aquilo que fazia de forma costumeira, também por vezes necessitamos do serviço celular em algumas situações em que a cobertura não está disponível. Então que tal recebermos todos os serviços de que precisamos de forma unificada, cobrados em uma única conta, incluídos automaticamente nos melhores planos tarifários, atendidos por telefonistas que entendam nosso problema e possam resolvê-lo rapidamente bem como contar com suporte para os problemas de informática também, não seria fantástico?