quarta-feira, março 19, 2008

Músicas, que músicas?


Engana-se quem imagina que a única mudança no mundo da música deu-se por conta da facilitação da pirataria pelos novos formatos de mídia, que permitem a cópia e a troca de arquivos de música, sem que haja perda da qualidade do arquivo original. Na realidade a mudança é muito maior que isso e não abrange somente o aspecto técnico do formato como a mídia é disponibilizada, aliás esse é o aspecto menos importante na minha opinião. O que vemos é uma mudança radical na forma de ouvirmos músicas. A portabilidade dos aparelhos, que na década passada era representada pelo walkman, agora se traduz pelos tocadores de MP3 e MP4 que, pesando alguns gramas nos fornecem um som de primeira qualidade, através de sistemas de baterias recarregáveis e o melhor de tudo, não necessitam de fitas, pois possuem memórias regraváveis, são mais baratos e estragam menos por não terem mecanismos móveis.
Outro aspecto que mudou muito é que os usuários dos tocadores de MP3 e MP4 trocam playlists entre si e não mais músicas ou discos, como costumávamos fazer. Playlists são seleções completas, de determinados cantores, bandas ou gêneros de música, que são transmitidas facilmente de um computador para outro, através de softwares disponibilizados gratuitamente na Internet.
Também entraram no jogo os modernos aparelhos celulares, que atualmente além de agregarem as funcionalidades de máquinas fotográficas digitais com mais de 5 megapixels, também incorporaram as funcionalidades de tocadores de MP3, permitindo armazenar centenas de músicas em suas memórias, que por sua vez também são padronizadas, de forma que conseguimos tirar o cartão de memória de nosso celular e colocá-lo no nosso computador transferindo facilmente arquivos de uma máquina para outra, da mesma forma várias máquinas fotográficas também possuem cartões de memórias intercambiáveis com os computadores e celulares (uma salada completa!).
Várias bandas também começam a perceber que não dependem mais totalmente das distribuidoras para se lançarem no mercado, e já que a sua participação na receita gerada com a venda de CDs é pequena, começam a ensaiar a distribuição de seus álbuns diretamente na Internet, ou por downloads ou por venda direta de seus CDs. Percebam que essas mudanças implicam em uma revolução ainda maior em toda a cadeia de comunicação pois, se não lançarmos as bandas primeiramente nas rádios e TVs, que papel a própria mídia televisiva terá na divulgação desses novos trabalhos? Estamos aprendendo a trabalhar com essas mídias e com as possibilidades que ela nos abrem.

segunda-feira, março 10, 2008

VoG (Voice over Game)


A Skype, empresa adquirida pela e-bay que é o maior faturamento de e-commerce do mundo, vem oferecendo serviços de voz sobre a internet há muito tempo no mundo inteiro. Já fechou parcerias inclusive com empresas operadoras e com fabricantes de celular, permitindo nesses casos que se use o celular como conexão de dados, como se fosse uma conexão de internet, para se falar com o mundo todo a valores bem mais baixos que os cobrados pela telefonia celular convencional.
A notícia veiculada essa semana é que os Play Station Portable da Sony (a criançada fala PSP), já virão com Skype instalado.
O que sempre me chamou a atenção no caso do uso dos PSPs pelas crianças é a facilidade com que descobrem as dezenas ou centenas de funções que as diversas teclas assumem a cada jogo que carregam, isso tudo é claro, sem nem passar perto de um manual de instruções, aliás acredito que o tal do manual seja o limiar de separação entre os “plugados” e os excluídos digitalmente, segundo meu filho, toda vez que sentimos uma recaída, e nos dá a vontade de folhearmos um manual de instrução, temos que resistir à tentação, e continuar tentando, sem lançarmos mão desse subterfúgio.
Tenho notado que os manuais vêm emagrecendo a cada dia que passa, tendo assumido ultimamente o formato digital, através de downloads diretamente através da Internet. O problema é quando precisamos do manual para configurar nossa Internet!
Quando começamos a jogar com o PSP não tínhamos rede sem fio (Wi-Fi) instalada em casa, e esse recurso ficou adormecido nas mãos de meu filho, que se divertia com seu PSP. Não lembrei disso quando instalei um roteador sem fio e num belo dia o vi acessando a Internet através do seu equipamento. Perguntei como ele havia configurado, ao que ele respondeu: “não sei...”, na realidade aconteceu como sempre, o equipamento reconheceu a disponibilidade da rede em nossa casa, perguntou ao meu filho se queria configurar o PSP para acesso a Internet, ele foi fuçando, fuçando e deu certo, passou a se conectar na Internet através do joguinho e com isso agora joga com outros usuários ao redor do mundo, através da linguagem universal dos jogos que é o inglês.
Dessa forma ele já usa o joguinho para se conectar à internet, para falar com vários jogadores através do próprio jogo e agora vai poder também falar de maneira similar a um celular com jogadores do mundo todo, usando o Skype, e a pergunta que fica é: Onde guardamos o manual de instruções mesmo?

quarta-feira, março 05, 2008

Vídeo no celular


Muito se comenta sobre a baixa qualidade dos vídeos divulgados no YouTube e que portanto o conteúdo lá disponível, nunca competiria com o conteúdo existente nas TVs, de qualidade muito superior.
Acho errada essa nossa tendência de sempre querermos comparar coisas em termos exclusivistas, ou temos uma coisa OU outra, e normalmente colocamos essas opções em situação de confronto, como se estivessem competindo para ver quem ganha.
Na realidade entendo que a mudança nunca se dá de forma tão radical, e normalmente para novos formatos surgem novas mídias e novos usos. De meu lado divirto-me muito com vários vídeos e com conteúdo interessante na internet, mas confesso que ao ver alguns vídeos do YouTube no celular de meu filho fiquei impressionado com a qualidade da imagem, pois a tela é ideal para permitir uma visualização de boa definição, sendo que o formato de vídeos de curta duração também é adequado ao conforto de quem assiste a um vídeo em uma tela de três ou quatro polegadas.
Além de se tratar de conteúdo aberto e livre, sem nenhum tipo de censura ou processo de massificação (assiste quem acha interessante) ainda existe o apelo forte de podermos influenciar no que outras pessoas vêem, ou mesmo fazermos uploads de vídeos a partir de nossos próprios aparelhos celulares. Apesar de menor que a tela de um computador, o celular também é ideal para visualizarmos mapas e localizações de endereços, pois normalmente quando estamos perdidos temos sempre à mão nosso celular e nem sempre um computador.
O potencial de disseminação de conteúdo através do celular é fantástico, pois já temos mais de dois bilhões de celulares no mundo e caminhamos em no máximo dois ou três anos para os três bilhões, e mesmo que nem todos tenham tela com formato a permitir a visualização de vídeos, vemos que rapidamente essa tecnologia e formato vêm se popularizando.
É claro que não veremos ninguém assistindo a um longa metragem no seu celular, mas acredito que é uma ótima mídia para vídeo clips, trailers de filmes ou notícias, podendo inclusive servir como canal de venda de conteúdo convencional, ou seja poderíamos assistir gratuitamente a trailers de filmes que teriam a seguir a opção de aquisição através de modalidades como mobile-payment ou mesmo via cartão de credito para que fossem entregues em nossas casas ou mesmo recebêssemos o arquivo do filme via internet...mas aí já é tema para outro texto!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Duas notícias interessantes...


Nessa semana recebemos duas notícias interessantes na mídia especializada, primeiro que a Microsoft abrirá parte de seu código fonte, como forma de mostrar-se menos perigosa aos olhos dos organismos anti-trust norte americanos. Como se trata de uma estratégia de defesa, talvez não impacte muito nos seus números de crescimento de mercado, ao contrário do que está fazendo o Yahoo, que escolheu a mesma ação (abertura de código fonte) como uma estratégia para desenvolver-se mais rápido, me parece mais acertado!

A segunda notícia que lí, mostra que o Google está participando de um consórcio que investirá 300 Milhões de dólares no lançamento de um cabo submarino de fibras ópticas, que interligará os EUA ao Japão através do Pacífico. A capacidade final de trnsporte suplantará 7 Tbps e reduzirá o custo de banda IP com um dos maiores focos de tráfego mundial, a Ásia. Esse fato aliado à estratégia de participar no leilão de frequências no EUA mostra definitivamente que o Google começa a posicionar-se também no segmento de infra-estrutura de telecomunicações, deixando de ser apenas over the top player, o que pode impactar consideravelmente o perfil dos participantes do segmento, concordam?

domingo, fevereiro 24, 2008

Livro Digital




O livro digital já existe há mais de dez anos, desde a chegada no mercado dos palm ou organizadores eletrônicos, que possuíam uma facilidade que funcionava como display de um arquivo eletrônico, que permitiam algumas facilidades como luz de fundo para se ler no escuro, o texto ia correndo para cima na velocidade escolhida, de forma que não se precisasse “folhear” o livro e uma disponibilidade de títulos que já ultrapassa os milhões de títulos para download, já que os livros eletrônicos são comprados pela Internet, e estão disponibilizados em minutos para leitura. Atualmente temos dispositivos específicos para e-books (livros digitais) como por exemplo o e-Book reader, a venda por R$ 800,00 na Internet.
Mas se existem tantas facilidades, porque o livro digital não decolou até hoje, haja vista que poucas pessoas o utilizam?
Acho que tem o apelo da posse, do material, do ter algo físico que possa ser pego, que tenha peso e que colocamos na estante (alguém ainda usa estante em casa?) ao passo que o livro digital nada mais é do que um arquivo digital, que pode inclusive ter validade, e que não ocupa nenhum outro espaço, além daquele existente na memória virtual de seu computador ou leitor de livros digitais.
Esse é outro diferencial do livro digital, ele é ecologicamente correto, pois não demanda a derrubada de árvores para sua confecção. Mas, e aquele conforto de pegar seu livro, a qualquer hora, abri-lo e começar a ler imediatamente? Gosto de ler deitado no sofá, como fazer isso com um computador ou leitor digital? Gosto de ler na piscina nos domingos pela manhã, e levar computador para piscina é coisa de nerd! Então para alguns tipos de leitura, o bom e velho livro é imbatível. Por outro lado, o mercado das enciclopédias praticamente se rendeu aos arquivos digitais, adquiridos via CD ROM, downloads da Internet ou páginas de acesso livre, como a wikipedia. Também os livros técnicos em especial os de universidade, vem experimentando uma nova modalidade de venda, que é o download por capítulos, como se tratam de livros mais caros e especializados, por vezes os alunos precisam de apenas alguns capítulos para estudar e podem baixar esses capítulos pela Internet, pagando apenas pelo conteúdo que precisarão naquele período de estudo. Acho que por enquanto não se trata de um formato OU outro, mas de um formato E outro, unindo o útil e o agradável.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Microsoft compra ou não o Yahoo?


A oferta começou no mês passado como um possível hostile takeover bilionário (quando a compra é forçada, através de aquisição de controle acionário) de 44 Bi US$, mas que não foi suficiente para convencer os principais acionistas do Yahoo de que seria um bom negócio a aquisição do seu portal pela Microsoft.

Apesar do Yahoo estar avaliado pelo mercado em 38 US$ Bi, o Wall Street Journal anuncia que a venda somente se efetivará caso o valor da transação alcance os 50 US$ Bi. Esse namoro entre as duas empresas vem do final de 2006, e é uma tentativa clara de fazer frente ao Google. Já pensaram a possibilidade do Google acabar adquirindo o Yahoo, o impacto que seria para a Microsoft?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E o 3G chega ao Brasil


Depois de lançada na Europa, a tecnologia 3G levou quase 5 anos para aparecer aqui em terras verde-amarelas, mas finalmente aportou, e bem aportada diga-se de passagem, pois no momento temos uma variedade muito maior de aparelhos celulares para essa tecnologia, bem como estabilidade tecnológica para oferecer maiores velocidades de acesso para os seus usuários.
A tecnologia 3G é aquela que possibilita utilizarmos acesso de dados e Internet em alta velocidade no sistema de telefonia móvel celular, pois até então somente possuíamos a tecnologia ADSL (rede telefônica convencional) ou Cable (rede de TV a cabo) para acessarmos a Internet via Banda Larga em nossas casas, através do 3G poderemos também utilizar a Banda Larga no celular para navegarmos no próprio celular, ou mesmo para utilizarmos nosso PC em casa ou Lap Top.
A grande vantagem da banda larga 3G é a mobilidade que é diretamente associada a cobertura, pois conforme as operadoras celulares forem instalando e melhorando seus sistemas, passaremos a ter uma cobertura suficiente para fazermos acesso à Internet de nossos LapTops na maioria dos pontos de nossas cidades, com todo o conforto. Por enquanto ainda serão necessários modens e placas de conexão em nossos computadores, mas rapidamente veremos essa tecnologia ser embarcada nas máquinas, assim como já é feito atualmente com a tecnologia Wi-Fi que equipa praticamente todos os Lap Tops disponíveis no mercado, através do Centrino ®.
A tecnologia sem fio para acesso Banda Larga não é a melhor tecnologia para transporte de sinais em larga escala, pela banda que utiliza e por conta do custo da solução, mas tem o apelo inegável da mobilidade, que aliada a planos flexíveis por parte das operadoras, poderá alavancar grandes negócios. É claro que os planos deverão ser repensados, não podemos voltar a experimentar planos baseados na quantidades de Bytes trafegados, como já ocorre em quase todas as operadoras, pois isso representa uma linguagem estranha a maioria dos usuários, o ideal seria mesmo o plano flat, onde fosse cobrada sempre o mesmo valor, independentemente do tempo utilizado ou dos Bytes trafegados, permitindo a todos os clientes controle de suas contas e simplicidade na interpretação de suas contas telefônicas.
Nem começamos a esbarrar nas imensas possibilidades dessa tecnologia ainda, imaginem uma alta capacidade de trafegarmos dados sobre os celulares, aliada a utilização de mapas de localização e posicionamento por satélites, teremos navegadores altamente eficientes, por valores eventualmente até subsidiados, dependendo do modelo comercial que se utilize!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Mais do mesmo


Uma amiga minha me contava recentemente que ao juntar-se a um grupo que discutia, de forma preocupada, sobre a Febre Amarela, foi motivo de caçoada geral, por não estar totalmente a par da epidemia ou risco de epidemia que estávamos vivendo. Estivesse desatualizada há meses, faria sentido a estranheza, mas tratava-se de uma desatualização de horas ou minutos, provavelmente não havia ouvido rádio naquela manhã ou tido tempo de ler os jornais, pois qualquer jornal aberto, estação de rádio sintonizada, ou mesmo página de notícia da Internet que fosse aberta daria a mesma informação (exagerada por sinal) de que estávamos a beira do caos na saúde!
O que temos assistido com a proliferação dos meios de comunicação e a penetração da mídia de forma geral, é um bombardeio de informações, que nos chega de todas as formas, pelo celular nas mensagens de texto, pelos jornais, rádio, TV, newsletters que recebemos de páginas especializadas através de nossos correios eletrônicos, além dos famosos grupos de discussão do café, famosa rádio peão, que sempre reforça o que já sabemos.
Não quero abordar aqui a questão da privacidade, que também é um problema, pois essas notícias nos chegam em quase qualquer situação, estando trabalhando ou em férias, restando-nos pouco ou nada a fazer. Queria sim discutir a qualidade ou até a variedade das notícias.
Já que receberemos as mesmas notícias, às pencas, de todas as formas possíveis e imagináveis, poderíamos pelo menos ter a opção de escolhermos receber também boas notícias, e não somente aquelas relativas às tragédias, desconfianças e caos urbanos. Já imaginaram como seria agradável se tivéssemos a opção de escolher ou filtrar o tipo de notícia que receberíamos, de forma seletiva e eficiente?
Assim ao invés de receber a notícia de quantas pessoas morreram, poderíamos escolher receber quantas nasceram, gostaria de saber quantas pessoas encontraram uma carteira com dinheiro na rua e a devolveram ao seu dono (apesar de que essa situação, de incomum, já virou notícia também), sabermos quantos assaltos e tragédias foram evitados, sabermos quantas de nossas praias possuem suas águas próprias para banho e não o contrário. Mas como diria Zé Ramalho, esse não é o meu País!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Googlezon




Em 2004 Robin Sloan e Matt Thompson criaram um documentário, denominado EPIC 2014 (http://epic.makingtihappen.co.uk/), onde previam, entre várias outras coisas, que o Google se juntaria a Amazon (http://www.amazon.com/ – maior livraria da Internet, que começou suas atividades em 1994, vendendo livros através da Internet, e que atualmente comercializa de tudo e entrega no mundo inteiro), e isso mudaria o rumo do mundo das notícias para sempre. O documentário é muito bem feito e vale a pena de se ver, pelas grandes sacadas e visão do que poderia acontecer, caso a previsão de fato ocorresse.
Mas que sentido faria essa fusão? Um site de busca e uma loja de venda de artigos pela Internet? Essa é uma visão incompleta dos dois portais, senão vejamos:
O Google na realidade é uma poderosa máquina de indexação de palavras que vasculha a Internet inteira e que de acordo com a relevância e importância das palavras, artigos, fotos e filmes, nos apresenta em forma de relação e em ordem decrescente de importância, resultados de buscas, facilitando-nos em muito a pesquisa na rede mundial de computadores. Também possui o Google News que é um portal que indexa notícias em portais no mundo inteiro e nos apresenta como uma versão digital e eletrônica de uma página que na realidade é uma mistura de todos os jornais e informativos de várias partes do mundo.
A Amazon por sua vez além da oferta e respectiva venda de artigos variados, ainda faz uma correlação entre os artigos comprados, verificando necessidades e afinidades entre os artigos, de forma que ao comprar determinado artigo nessa loja, ela nos apresenta outros artigos que possuem relação com o artigo comprado ou pesquisado, de forma a melhorar a experiência dos compradores em sua loja virtual. Ela também reconhece o seu cliente e lhe mostra sempre as últimas compras e eventuais novidades que tenham alguma relação com o que compramos ou pesquisamos preços.
As duas empresas unidas poderiam oferecer um portal de informações que analisasse o perfil de quem o acessa, e decidir quais informações são mais relevantes para aquele leitor especificamente, deixando a oferta da notícia de forma bruta para as mídias tradicionais como jornais, TV e rádio e passando a oferecer conteúdo personalizado, atendendo especificamente o interesse de cada um de seus usuários. Personalização total a baixo custo é uma ferramenta imbatível para um mercado competitivo como o mercado de informações!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Nunca se perca


Conversava com meu amigo Leonardo Cardoso, criador do portal Zymboo (http://www.zymboo.com.br/) e da ferramenta de busca de rotas e mapas zymaps (http://www.zymaps.com.br) o quanto que os aplicativos de localização e mapas têm evoluído, em especial na Internet. Lembro-me de, quando adolescente e assistindo a filmes de agentes secretos, assistir a agências de segurança manuseando satélites e obtendo fotos de qualquer lugar do mundo. Aquilo era a mais pura ficção, principalmente se pensássemos na disponibilidade daquelas informações para o mundo todo, pelo custo envolvido em solução semelhante. Pois não é que entramos nesse novo século com a possibilidade de vermos qualquer lugar do mundo pela Internet, de graça e ainda com possibilidades de acrescermos rotas de origem e destino, bem como localizarmos estabelecimentos comerciais, notícias locais do endereço que buscamos, bem como pontos de interesse e turismo?
Em 2002 aluguei um carro na cidade de Atlanta e por apenas mais 17 dólares o veículo veio equipado com o “never lost” um equipamento que traçava rotas para destinos escolhidos, bem como calculava distâncias e tempo necessário para o percurso, e ia nos falando, através de uma voz feminina muito educada, quando tínhamos que virar à esquerda ou à direita, bem como recalculando a rota quando errávamos o caminho (nunca fui muito bom de direção...).
A Nokia, maior fabricante de aparelhos celulares do mundo percebeu o potencial dos aplicativos dedicados a navegação e adquiriu a Navteq por mais de 8 bilhões de dólares, como a consolidação de uma estratégia de se transformar em empresa de conteúdo e não apenas de aparelhos (foram mais de 20 empresas de conteúdo adquiridas somente em 2007). Com isso os usuários passaram a ter aplicativos poderosíssimos de navegação e localização baseados em sistemas satelitais do tipo GPS, de forma gratuita em seus celulares e dispositivos móveis, podendo ainda optar por pagarem uma mensalidade em torno de 30 reais por mês para terem inclusive o mesmo sistema que utilizei em Atlanta, onde um software analisa seus destinos, traça rotas e vai avisando passo a passo como chegar até determinado destino. Já temos alguns veículos no mercado nacional que são fornecidos com esse equipamento incluso. Estamos vivendo uma época de rápida evolução, onde o que existe de mais moderno no mundo inteiro propaga-se em uma velocidade incrível, e estamos apenas no começo dessa mudança toda, temos muito mais ainda por ver.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Agradecimento


Escrevo normalmente aos finais de semana, e sei como foi minha semana pelas idéias que aparecem em minha mente para colocar no Blog, se a semana foi inspiradora e li artigos interessantes, ouvi bons podcastings, aparecem várias idéias sobre o que escrever, senão...

Semana passada foi uma daquelas em que trabalhei muito, resolvi muitos problemas, e infelizmente li pouco,conseqüência direta disso é que ontem me faltavam idéias para colocar no Blog :-(

Foi aí que os amigos de plantão (Alexandre, Sandra, Leonardo) entraram em ação, me sugerindo vários temas, que foram todos anotados e aparecerão no MundoConectado ASAP. Valeu pela força!

domingo, janeiro 20, 2008

Tecnologia ou...


A vantagem de escrever sobre tecnologia e não sobre saúde, é que não preciso ser mais um dizendo a quantas anda a febre amarela ou a dengue no país, muito menos tendo que explicar como deixamos a situação chegar a esse ponto, desde que Oswaldo Cruz erradicou essas duas endemias no Brasil.
Pois bem, voltando então à tecnologia, sabemos que neste ano, o senhor Bill Gates se aposentará de suas atividades à frente da Microsoft, a maior empresa de software do mundo, que investe mais de 7 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento ao ano. Suas idéias e soluções renderam-lhe o título de homem mais rico do mundo, e uma posição de destaque de sua empresa no mundo dos negócios, posição essa que será difícil de arrebatar, haja vista que representa um modelo de negócio que ele mesmo criou, onde se vende uma expectativa de que receberemos mais facilidades na nova versão do software que temos, onde sequer utilizamos uma pequena parte do que já está disponível, que sabemos que assim que instalarmos a nova versão em nossas máquinas, várias funcionalidades não estarão operando adequadamente, fazendo nossos computadores literalmente pararem (são os chamados bugs), onde várias versões são “piratas” ou seja, são adquiridas de formas a não se pagar nenhum centavo para a empresa que a produziu, onde a sua principal concorrente é a Apple, uma das empresas mais inovadoras do mundo, e que mesmo assim, em um cenário tão adverso, consegue se destacar e liderar o mercado com folga.
Mas não queria falar da empresa, mas sim do senhor que a idealizou. Que errou inúmeras vezes, mas teve a perspicácia e a humildade necessárias para perceber seus erros e corrigi-los rapidamente, de forma a não perder as oportunidades que se lhe apareceram. Colecionou acertos, como a previsão da Internet móvel, do lançamento do X-BOX, do lançamento do MSN Messenger além do lançamento do Microsoft Internet Explorer, que dominou o mercado de navegadores de Internet, desbancando o Netscape. Da mesma forma colecionou oportunidades que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, como o Zune que não conseguiu ser mais popular que o iPod, como o MSN.com que não ganhou do Google, como sua previsão de que o Spam seria resolvido até 2006 (nunca esteve tão forte, para nosso aborrecimento).
O engraçado é que esse homem, com tantos feitos para comemorar, vai deixar definitivamente o comando da Microsoft para se dedicar exclusivamente a atividades filantrópicas, através da fundação que leva o seu nome e o de sua mulher Melinda. Acho que nessa fase que se inicia é que veremos as melhores realizações desse grande homem!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

A inovação pode ou não ser aceita


Todos conhecem o Palm Pilot, aquele pequeno computadorzinho de mão da década de 90, feito pela Palm, que no início era fornecido apenas com tela em uma única cor, no qual podia se escrever através de toques na tela (touch screen) com uma canetinha que era fornecida junto com ele. Esse equipamento tinha uma interface sofrível e era caro, mas todo mundo queria ter um em casa. Servia para anotar endereços, telefones, alguns compromissos e ao final virou até telefone (família de celulares TREO). Atualmente ele é fornecido com tela colorida, capacidade de memória da ordem de GigaBytes e possui câmera fotográfica e conexão bluetooth. Vendeu milhões de unidades no mundo todo.
Analisando esses fatos sob essa ótica, quem poderia imaginar que o lançamento dos computadores de mão foi um fracasso retumbante?
Uma das empresas mais inovadoras do mundo, a Apple, lançou o conceito do computador de mão através do Newton em 1993. Foram investidos mais de 500 milhões de dólares no seu lançamento e após uma recusa geral do público em adquirir o equipamento, a Apple acabou por desistir do mesmo, o que ajudou a montar o cenário que quase levou essa empresa a falência nessa década.
Uma outra empresa muito promissora da época, a GO Corporation investiu 75 milhões de dólares em um computador de mão lançado em 1994 chamado Zoomer, também foi um fracasso total.
Diante desses dois fracassos a Pilot investiu apenas 3 milhões de dólares e fez pequenas adequações no mesmo produto trabalhado pela Apple e pela GO corporation. Trabalhou um pouco mais o conceito da interface homem-máquina e o resultado foi estrondoso. Em 1997 recebeu o título de “dispositivo de alta tecnologia do ano”. Venderam mais de 1 bilhão de dólares no ano de 2000, chegaram a marca de mais de 20 milhões de dispositivos vendidos no ano, sendo que dominam mais de 80% do mercado atual de computadores de mão.
Onde está o milagre? O que a Palm viu no mesmo mercado que a Go corporation e a própria Apple não viram? Na realidade eles vislumbraram que não adiantava tentar fazer a interface ideal, que os usuários pudessem interagir de forma ideal, ao invés disso fizeram algo mais barato e imaginaram que o usuário sendo mais inteligente que a máquina, poderia se adaptar rapidamente a algumas regras de escrita, que fariam do graffiti (software de escrita da Palm) um padrão de mercado.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

PC invisível


Leio muito a respeito de futurologia, pois é uma área que me interessa muito e serve de base para meus textos, que normalmente fazem menção a esse tema. Foi numa dessas andanças que me deparei com um texto do senhor Jean Paul Jacob, cientista emérito da IBM na Califórnia – EUA e professor em Berkeley.
Em uma entrevista para o IDGnow (http://idgnow.uol.com.br/10anos/podcast/) Jean Paul afirmou que enxerga o fim dos PCs como os conhecemos até então, e decretou a era do PC invisível. Confesso que, em meio a uma discussão imensa sobre inclusão digital, ouvir falar do fim do PC me deixou no mínimo curioso. A idéia do PC invisível é aquela máquina que não vemos, mas que cada vez mais freqüenta nossas vidas, no painel de nossos carros, nas máquinas que estão em nossa casa (fornos de micro ondas, máquinas de lavar, DVD players e gravadores de DVD, TVs e etc.). Nessas situações torna-se cada vez mais comum a tecnologia que dizemos “embarcada”, pois está presente mas não pode ser dissociada do equipamento em si.
Se por um lado começa a crescer o PC invisível, por outro já se enxerga a diminuição da popularidade do PC como conhecemos hoje, ou seja, composto de CPU, teclado, mouse e monitor, isso em decorrência de que sua interface para comunicar-se conosco humanos, não é natural e sim através de teclado e mouse. O uso de teclado já está tão difundido (nunca pensei que com o PC ao invés de ser o fim dos cursos de datilografia, todos teriam que aprender como datilografar, ou melhor, digitar) que não costumamos pensar que isso não é nossa forma tradicional de comunicação, mas temos que admitir que seria muito mais confortável falar com a máquina do que ter que ficar digitando. Ao invés de estar digitando esse texto, eu poderia estar ditando-o e observando o efeito estético na tela, que já teria um software mais avançado do que os atualmente disponíveis, para ir fazendo as correções mais indicadas para que o texto fizesse sentido, pois normalmente não estruturamos tão bem o pensamento quando falamos, se comparado ao que fazemos quando escrevemos.
Outra previsão do cientista da IBM é que caminhamos inexoravelmente para a substituição do teclado e mouse, pela tela sensitiva (o Surface da Microsoft já é um exemplo disso), nesse dispositivo passaríamos a mão diretamente sobre uma grande tela e escolheríamos as ações (abertura de arquivos, escrita, desenhos, planilhas e navegação por exemplo) através do contato de nossas mãos com uma tela sensível ao toque. Para terem uma idéia disso basta assistir ao filme Minority Report do renomado Spielberg, onde nosso herói Tom Cruise pesquisa seus arquivos através de grandes painéis suspensos no ar, de forma virtual, aliás o senhor Jean Paul Jacob foi consultor de Steven Spielberg na construção dessa realidade virtual do futuro. Bom filme!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Telemig, Claro, CTBC e Oi arrematam licenças de 3G no Triângulo Mineiro


BRASÍLIA (Valor Online - 19/12/2007 21:22) As operadoras Telemig, Claro, CTBC e Oi arremataram as licenças para a oferta do serviço de terceira geração de telefonia móvel (3G) em 57 municípios do interior de Minas Gerais. As quatro operadoras levaram as licenças para a região durante leilão que ocorreu hoje na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.
As licenças para as faixas de 10 Mhz, cujo preço mínimo era de R$ 11,19 milhões, foram arrematadas por Telemig, CTBC e Oi. Dona da maior proposta, a Oi se dispôs a pagar R$ 24,39 milhões, com ágio de 117,85%. A CTBC ofereceu R$ 22,5 milhões, com ágio de 101%, enquanto a Telemig se propôs a desembolsar R$ 15,23 milhões, com ágio de 36,02%.
Já a faixa de 15 Mhz, de maior capacidade de transmissão, acabou ficando com a Claro, que ofereceu R$ 28,738 milhões pela licença, com ágio de 71,11% sobre o preço mínimo estabelecido, de R$ 16,79 milhões.
Ao todo, o leilão para essa região movimentou R$ 90,86 milhões, valor que supera em 80,3% o preço mínimo estabelecido.
Desde o começo do leilão, com a licitação de sete áreas organizadas em cinco lotes, o governo arrecadou um total de R$ 5,118 bilhões com as licenças. Esse montante representa um ágio médio de 89,5% sobre o preço mínimo de todas as concessões envolvidas, que era de R$ 2,7 bilhões.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Big Brother


A partir de 2008 os automóveis de São Paulo receberão um chip de RFID (Identificação por Rádio Freqüência), onde constarão o número do chassi, registro de licenciamento, nome do proprietário, endereço e etc. Também serão instaladas 2.500 antenas na cidade, de forma que se tenha uma boa cobertura de sinal, assim será possível identificar se um automóvel está se deslocando em dias e horários permitidos (sistema de rodízio que é utilizado em São Paulo para melhorar o trânsito) sem que se dependa de um guarda de trânsito que supervisione, o que permitirá o monitoramento de todos os carros em circulação, sem exceção. Poderemos averiguar se os documentos estão em ordem, se existem taxas a serem pagas (multas, licenciamento ou IPVA, por exemplo), também será possível a verificação de velocidades e se o veículo está trafegando nas pistas adequadas. Esse sistema deverá permitir uma melhor adequação do trânsito em São Paulo, cidade onde isso é mais necessário, mas a lei é nacional, e todas as cidades do Brasil deverão se adaptar.
Apesar dos benefícios de tal sistema, ficamos a matutar a respeito do efeito “Big Brother”, ou seja, estaremos sendo monitorados o tempo todo, para qualquer lugar que nos desloquemos com nosso veículo. Já tínhamos o aparelho celular que em várias situações permite a mesma funcionalidade de localização. Percebo que algumas crianças na escola de minha filha já utilizam sistemas de rastreamento pessoais, que permite aos pais, saberem onde elas estão, também nossos veículos agora terão dispositivo semelhante. Por uma questão de segurança, alguns veículos recebem um rastreador, que permite que seja averiguada a posição exata do veículo pela Internet. Será que no futuro não teremos mais nenhuma privacidade? Já li vários artigos citando o chip pessoal, que seria um substituto do RG, as pessoas receberiam um sistema de RFID quando nascessem, que as acompanharia pelo resto de suas vidas, e com isso seria possível identificar imediatamente cada indivíduo, não sendo mais necessário a utilização de outros documentos. Em que pese a praticidade de todos esses dispositivos, acho que é inevitável que apareça um sentimento de invasão de privacidade, estaríamos o tempo todo sendo observados por sistemas rastreadores, ou câmeras, que cada dia se multiplicam mais em nossas cidades. Será que algum dia, antes de nos dizerem bom dia, alguém nos apontará um leitor de código de barra? Espero que até lá, tenhamos desenvolvido o bom senso necessário a uma vida mais equilibrada e mais segura.

terça-feira, dezembro 11, 2007

O fim de todo pai "moderno"

E por falar em tecnologia (já que falamos nisso o tempo todo.....) o fim de todo pai moderno é ir parar no YouTube, por obra e graça de seu filho :-) (http://www.youtube.com/watch?v=7J6NGH8Hu5I).

Divirtam-se com os momentos fotografados e montados pelo meu filho Luck.

O preço da desonestidade


Quando eu era criança e assistia aos filmes e seriados americanos na TV, sempre me chamava a atenção algumas características que eram mostradas, que nunca havia visto de forma semelhante aqui no Brasil como, por exemplo, o fato dos americanos nunca trancarem as portas de suas casas, ou deixarem os carros abertos (até porque vários carros são conversíveis), isso sem falar naquelas caixas de vidro que ficavam em estações de trem ou mesmo na calçada com os jornais do dia, e o cidadão colocando uma moeda abria a tampa e pegava apenas o seu jornal, apesar de ter acesso a quantos jornais quisesse.
Recebi um texto de meu irmão, citando o caso da França, onde bicicletas podem ser alugadas por ano (custam algo em torno de uma centena de Euros) para deslocamentos entre uma estação de metrô e uma estação de trem ou universidade. Para tanto basta pagar-se uma anuidade e tem-se à disposição uma bicicleta ao lado da estação de metro, que pode ser retirada sem qualquer burocracia, e deixada próxima ao destino de interesse, e o melhor de tudo é que não ocorrem roubos e nem vandalismos. Estive em Barcelona e vi que lá o sistema é mais avançado ainda, pois a bicicleta possui GPS onde é calculado, automaticamente, a distância percorrida e então basta ter um cartão de crédito cadastrado e usar normalmente a bicicleta, que os custos são debitados, de acordo com a distância percorrida, diretamente no seu cartão de crédito.
Quando estive em uma estação de metrô na Alemanha distraidamente me percebi na plataforma de acesso aos trens, sem haver pago por minha passagem ou comprado bilhete, pois lá não existem catracas, o bilhete deve ser comprado em máquinas de auto-atendimento, e guardado no bolso para que, caso algum inspetor entre no trem, ela seja apresentada. Em uma semana que estive andando nesse sistema de trens, nunca vi esses tais inspetores, pelo que deduzi que devem ser raras essas aparições.
Que bom seria se pudéssemos contar com a mesma honestidade em nosso país não? Poder abrir mão dos vários e vários controles de segurança que carregamos pela vida afora aqui no Brasil, e junto com eles, os bilhões de reais que são gastos tentando-se evitar as fraudes e a ação dos mais “espertos” que insistem em não pagar impostos, furarem filas, trafegarem pelos acostamentos, andarem de ônibus sem pagar e que compram e não pagam. Quanta coisa útil poderia ser feita, com o dinheiro que é gasto nessas tentativas de se evitar a desonestidade.

domingo, dezembro 02, 2007

Estamos mirando no alvo correto?


Caso os fabricantes nacionais não voltem atrás na informação de que os conversores do novo padrão de TV digital brasileira o (SBTVD) custarão 750 reais, o governo já avisou que estimulará a importação, como forma de forçar o preço almejado de 250 reais.
E vejam que quem investir os citados 750 reais adquirindo um conversor acabará por pagar mais do que eventualmente pagou em uma TV de 29 polegadas. Visto por esse ângulo então o Governo está certo em forçar uma redução do preço dos conversores? Errado de novo. Se pensarmos assim, como estimularíamos a produção dos conversores se no início, por falta de escala de fabricação, as empresas não tivessem lucro? Por outro lado se para viabilizar a fabricação necessitaremos pagar mais pelo conversor do que pela TV, então eventualmente não faça sentido fazermos a mudança do sistema agora? Bingo!
Isso sem falar que depois de adquirir uma TV novinha, e ainda ter de desembolsar mais o valor do conversor, ao chegar em casa o conteúdo vai ser o mesmo que vemos atualmente na nossa TV analógica, e com a mesma qualidade, pois utilizando o conversor não podemos aumentar a qualidade da TV que já existe em nossa casa. Somente será possível a percepção de melhora de qualidade para quem trocar seu aparelho televisor por um modelo já preparado para o novo sistema, e nesse caso serão necessários mais economias do que as previstas aqui na aquisição do conversor.
Agora se pensarmos nas necessidades do nosso Brasil, e do que poderíamos fazer com o que foi investido na discussão, pesquisa de padrão, consultoria, propaganda e lobby para que tivéssemos a escolha do modelo japonês de TV digital, talvez chegássemos a conclusão que foi um mal investimento, poderíamos ter feito mais através do investimento em conteúdo adequado à melhora das condições de ensino de milhões de crianças em idade escolar. Quando vemos que as poucas opções de canais educacionais e culturais que nossa TV aberta disponibiliza mal se equilibram nas pernas e têm seu equilíbrio financeiro abalado todo fim de mês, ficamos na dúvida se seria mesmo a hora de investirmos na tecnologia mais avançada do mundo para vermos a novela das oito, como sempre vimos, ou que senão poderíamos investir parte desse valor em alguns programas de reconhecido valor educacional.

terça-feira, novembro 27, 2007

no e-mail day


Várias empresas adotam o casual day na sexta-feira, dia em que todos os funcionários deixam o terno e a gravata em casa, e vão trabalhar em roupas mais casuais. De forma semelhante, algumas empresas vem atualmente adotando o no e-mail day, que é o dia da semana onde o e-mail é evitado e todos os problemas do dia são resolvidos pessoalmente pelos funcionários da empresa.
Confesso que, apesar da tentação de adotar tal prática semanal, sempre acabo deixando para a semana que vem, receando os efeitos nefastos que um dia sem e-mail possa causar em minha vida profissional.
Bem essa foi a situação até a última segunda-feira, onde por problemas em nosso sistema de correio corporativo, ficamos sem e-mail praticamente o dia todo. A princípio o dia parecia que seria um caos, pois ninguém se lembrava de suas agendas, principalmente em uma segunda-feira que sucede um bom e merecido final de semana, onde as atividades do dia-a-dia corporativo ficam mais distantes. Mas não é que sobrevivemos?
É claro que houve vários impactos na operação da empresa, pois várias situações oficiais são suportadas por documentos enviados através desse meio, mas por outro lado, todos aqueles correios não tão importantes, que costumam lotar nossa caixa de correio, não vieram e, portanto não precisaram ser lidos e sumariamente descartados, o que sempre merece um tempo considerável de nosso dia.
Também não houve aquela frustração de, ao chegar a um final de dia repleto de reuniões, sentar frente a seu micro-computador e observar estarrecido a quantidade de e-mails recebidos ao longo do dia. Isso para não citar os e-mails com arquivos enormes anexados.
E é interessante de se observar que, apesar dos tropeços causados pela falta de agenda de todos os funcionários da empresa nesse dia, conseguimos resolver ou encaminhar todos os problemas que pretendíamos. Sabe aquela vontade de enviar um correio eletrônico para sugerir que alguém atentasse para determinado problema? Pois bem, ao invés de fazermos isso, fomos obrigados a telefonar ou mesmo nos dirigirmos à mesa desse colega e apresentar-lhe o problema, e apesar da sensação de perda de produtividade pela falta da ferramenta, ao final do dia notamos que o dia foi muito produtivo...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Um prêmio de US $ 10 milhões



O Google está oferecendo prêmios que totalizam US$ 10 milhões aos melhores softwares que forem desenvolvidos em sua plataforma aberta, o Android. É uma iniciativa da Open Handset Alliance (OHA), entidade internacional liderada pelo Google e formada por empresas como Intel, Motorola, Qualcomm e Telefônica (http://code.google.com/android/adc.html).
Essa é uma maneira criativa e barata de desenvolver produtos em um novo mundo. O que se fazia anteriormente por meio de altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e com equipes internas, faz-se agora com plataformas de software abertas, com desenvolvedores independentes e externos à empresa, e custos muitíssimos mais baixos, e por vezes o custo do desenvolvimento ainda pode ser considerado como investimento em divulgação, como é o caso desse concurso lançado pelo Google, já que provoca grande alvoroço no meio dos analistas e programadores, pois além do valor considerável da premiação, ainda existe o sonho de ter um programa aproveitado por empresas que o utilizarão mundialmente.
Os desenvolvimentos podem ser para redes sociais, localização, auxílio médico, compartilhamento de arquivos, games, monitoramento de doenças, enfim uma série de aplicativos que possam dar uma nova dimensão em termos de funcionalidade aos aparelhos celulares.
Estamos vivendo a era das alianças globais, já víamos a aliança da Apple com operadoras de telefonia celular no mundo todo para o lançamento do Iphone, e agora vemos a aliança de uma empresa bilionária, que começou como um simples site de busca com uma fabricante de aparelhos celulares, uma operadora de telecomunicações e fornecedoras de tecnologia embarcada para celulares. Através dessas alianças obtêm-se diferencial competitivo, com baixo custo e baixo risco, haja vista que os investimentos são compartilhados.
A forma do desenvolvimento também evoluiu, passou a se dar através de iniciativas de comunidades de desenvolvimento, que são estimuladas através de incubadoras, parcerias de empresas com universidades ou mesmo com desenvolvedores independentes.
O investimento em P&D vem sendo feito através de plataformas abertas, que são disponibilizadas à comunidade, para que de forma descentralizada e rica, se obtenha as mais inovadoras soluções.

domingo, novembro 11, 2007

Um novo modelo de propaganda


As predições erradas, proferidas por personalidades de peso na indústria, são famosas pelos erros retumbantes que colecionam, nesse sentido tivemos as célebres afirmações de que o cinema falado não atrairia ninguém e que as pessoas continuariam preferindo o cinema mudo, também tivemos a afirmação que não havia mercado para mais que uma centena de computadores pessoais, pois ninguém almejaria ter um PC em casa, houve até quem afirmasse que a Internet era uma moda passageira. Normalmente essas afirmações advêm de líderes de segmentos afetados pela novidade, é como se fosse uma ode contrária à inovação, enxergando uma possibilidade de dar mais alguns anos para negócios que começam a naufragar, ao invés de re-inventar esses mesmos negócios de forma radicalmente nova.
Agora é a vez da propaganda. Na semana passada vimos uma propaganda nas páginas da revista Veja dizendo que a mídia tradicional vai “bem obrigado” e que enganam-se os que pensam o contrário. A leitura que faço é que quando começamos a ver esses sinais explícitos de reação, o que ocorre é exatamente o contrário, na realidade existe uma crença que os meios de divulgação (ou mídia) estão mudando rapidamente, e que ninguém está muito certo do que deve ser feito, o que incomoda sobremaneira os líderes atuais desse mercado.
A consultoria Accenture divulgou resultado de pesquisa nessa semana, realizada com 70 presidentes de empresas, onde concluem que os anúncios em TV aberta e a cabo, que hoje representam 45% do investimento em propaganda, devem cair dramaticamente nos próximos anos. A Internet deverá atingir até 2011 o montante de US$ 44 bilhões em verbas de propaganda, mais da metade do total investido em todas as mídias atuais.
A aposta da consultoria é que a banda larga deverá ser o carro chefe da propaganda digital (22%) seguida de perto pela publicidade via Internet (21%) e celulares (11%). Esse último veículo é até o momento totalmente desconhecido no campo da publicidade, mas sabemos que temos o dobro de aparelhos celulares no Brasil (110 milhões) do que televisores (50 milhões).
E sabem porque está acontecendo essa revolução? Pelo simples fato de que o consumidor está mudando! Os adolescentes de hoje dedicam mais tempo a Internet do que a televisão, então continuar investindo nos meios tradicionais de mídia é remar contra a corrente.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Mente Terceirizada


Um amigo enviou-me um artigo do David Brooks, colunista do New York Times, que falava sobre a mente terceirizada, ou seja, sobre as tarefas corriqueiras às quais costumávamos nos dedicar, e que agora deixamos por conta de nossos acessórios tecnológicos, como calculadoras, GPS, agendas do celular, computadores e outros tantos equipamentos que povoam nosso dia a dia.
De forma divertida ele narra uma grande dependência do GPS instalado no seu carro, recorrendo a esse equipamento para ir a qualquer destino, chegando a errar propositadamente o caminho, apenas para ver as novas opções que lhe são dadas pelo sistema.
De forma análoga, nós também já não recorremos mais à nossa agenda de telefones, que ficava sobre o móvel, ao lado do aparelho telefônico, por vários motivos: primeiro porque a quantidade de telefones que temos que anotar aumentou em muito, lembrem-se que há dez anos atrás o Brasil não possuía mais que trinta milhões de telefones e hoje possui mais de cento e cinqüenta milhões, outro motivo que nos inibe a anotarmos os números em uma agenda escrita é a freqüência com que se muda de número telefônico, o que no passado era impensável, no máximo colocávamos um “oito” ou um “sete” à frente do número antigo, que já pertencia a família por mais de trinta anos e por fim, mas não menos importante, não telefonamos mais em pé, ao lado do telefone fixo, fazemos isso cada vez mais com mobilidade, em qualquer lugar que estivermos, o que nos leva a termos uma agenda móvel, que é a própria agenda do nosso celular, que já contém além dos telefones, também as datas de aniversários e endereços de e-mail.
Trata-se de aumentarmos em muito nossa dependência com as inovações tecnológicas? Sem dúvida que sim, mas acho que é por um bom motivo, pois deixamos tarefas menores para serem executadas por nossos assessores tecnológicos e dedicamo-nos ao mais nobre, que é viver nossa vida da melhor maneira possível, sem termos que levar conosco a preocupação de lembrarmos um quilo de endereços, datas, telefones e mais uma série de informações que não agregam nada além da própria informação em si.

domingo, outubro 28, 2007

Legal ilegal


Quem me conhece pessoalmente ou acompanha meus textos sabe de minhas convicções relativas ao que não é legal, como pirataria, contrabando e etc. Talvez eu seja uma das poucas pessoas que ainda adquire CDs e DVDs em lojas e sites especializados, pagando normalmente pelos mesmos e quando baixo músicas da Internet, o faço através do site http://www.esom.com.br/, pagando pelas músicas que adquiro.
Na semana passada me preparava para receber meu N95 da Nokia, um super aparelho, já preparado para terceira geração, com tecnologia Wi-Fi e preparado para navegação GPS (por satélite), pelo qual paguei mil e setecentos reais, quando um amigo me mostrou um Iphone recém comprado pelo mercado livre totalmente desbloqueado e com menus em português. O Iphone foi lançado primeiramente nos EUA e com a política de sempre estar disponível apenas em uma única operadora por país.
Essa foi a resposta do mercado a uma política da Apple totalmente contrária ao que estamos vivendo no mundo atualmente, onde tudo é disponível o tempo todo para quem quiser adquirir. Como então fazer o lançamento de um produto bloqueado para as demais operadoras, com uma política de exclusividade em todos os países? O que assistimos foi uma corrida intensa para que se conseguisse quebrar o código do iphone, e com o tempo foram quebrando um a um, cada um dos sistemas deste aparelho, e atualmente seu código esta na Internet, para que todos possam utilizá-lo.
Não estou aqui fazendo uma apologia a que saiamos adquirindo tudo que quisermos, sem pagar impostos, nem tampouco respeitando direitos autorias, mas também não dá para entender uma empresa mundial e globalizada como a Apple, que lança um produto com uma estratégia totalmente inconsistente com a era da informação e da conectividade que ora vivemos.
Atualmente qualquer ação de qualquer empresa é imediatamente notada, comentada e discutida imediatamente no mundo inteiro após a sua consecução, e quando na opinião do mercado essa ação é inadequada, começa uma reação em cadeia que tem o poder de atravessar o mundo em questão de horas. A pergunta que não quer calar é se a Apple, sabendo disso, aproveitou-se do fato para causar maior impacto no lançamento de seu produto, ou simplesmente ignorou o poder do mercado.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Interessa a conversa e não o meio


Quando era adolescente, havia uma esquina no condomínio onde morava, que era o ponto de encontro com meus amigos. Quando saíamos de casa, bastava irmos para aquela esquina para encontrar os colegas e poder trocar idéias, falar de nosso dia a dia, das namoradas que tínhamos ou das que não tínhamos, combinar as festas que faríamos, falar de nossos desejos e frustrações. Do outro lado da rua, existe até hoje uma padaria, que era o ponto de encontro dos adultos daquele bairro, onde por vezes se ia após um dia inteiro de trabalho, conversava-se muito, e ao final voltava-se para casa, às vezes até esquecendo-se de levar o pão para o jantar!
Certamente todos nós temos na memória lugares ou situações, que eram referências para gostosos bate-papos, alguns perduram até os dias de hoje.
Eu conversava com um aluno nesse final de semana, e ele me lembrava como era a vida dos rádio-amadores, que colecionavam contatos distantes, sendo um de seus objetivos conseguir falar com alguém o mais distante possível, se fosse do outro lado do mundo, melhor ainda. Essas incursões podiam ser premiadas depois com um cartão postal que comprovava o feito. Outro amigo me contou inclusive que utilizava código Morse via satélite, para se comunicar com o mundo todo. Confesso até que meu primeiro carro tinha um rádio PX, mas que tive que deixar de utilizar pois interferia tanto nos sinais de TV de meus vizinhos, que acabaria sendo linchado por eles.
Encaro as conversas de esquina, de padarias, no pátio da escola e de rádio-amador da mesma forma que as conversas via Internet (Messenger, e-mails, salas de bate-papo, redes sociais, etc). Na realidade a Internet apenas deixou essas possibilidades de comunicação mais acessíveis, uma vez que não depende das condições atmosféricas para a propagação do sinal de rádio, sem mencionar que é muito mais fácil nos comunicarmos com países do mundo inteiro através da escrita do que da falada.
A idéia aqui é que nos comunicamos mais na atual era da Internet, pois a mesma trouxe-nos novas oportunidades, no entanto o que sempre nos guiou foi a necessidade de comunicação em si, e não a maneira pela qual nos comunicávamos. Isso deixa para a Internet, uma classificação muito mais de fenômeno social, do que tecnológico. Bom seria que a segurança dos dias atuais continuasse permitindo as gostosas conversas de esquina, onde além de trocarmos idéias, ainda aproveitávamos para viver o espaço urbano, fora de nossas casas, atividade essa cada vez mais rara hoje em dia.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Planejado ou ao acaso?


Estive na Amana Key (http://www.amanakey.com.br/) no final de semana passado. A Amana é minha referência absoluta de inovação em gestão. Estudamos duas personalidades que trabalham com o futuro, um deles, Bruce Mau, disse que o processo é mais importante que o resultado, pois quando o resultado conduz o processo somente iremos para onde já estivemos, ou seja, não pode haver inovação!
À primeira vista essa afirmação muito me incomodou, pois ficou a percepção de que fazemos algumas coisas, só por fazer, sem objetivo direto e concreto, o que poderia ser classificado facilmente como perda de tempo. Esse pensamento cartesiano foi abandonado quando lembrei de algumas inovações e rupturas que surgiram nos últimos anos, onde podemos notar claramente que o resultado obtido foi obra do acaso e não fruto de forte planejamento. É o caso do Youtube, que foi criado para compartilhamento de fotos e vídeos com os amigos, e acabou virando um fenômeno de utilização. A própria Internet tinha objetivos militares e de segurança na comunicação quando foi criada, visava disponibilizar um sistema de comunicação por computadores que resistisse a um desastre e perda de parte da rede, sem que perdesse a capacidade de se comunicar – estava criada a Arpanet, avó da Internet. E assim ocorre com tantos outros produtos e serviços que são criados para um determinado objetivo e acabam servindo a outro objetivo totalmente distinto, que acaba por lhes promover o uso.
É fácil de imaginar que, quanto mais ruptura for provocada no processo de inovação, maior é a possibilidade de que tenha sido inventada “sem querer” o que, de forma alguma desqualifica a inovação ou deve ser motivo de demérito, pois as inovações devem ser mensuradas com base nos benefícios que trazem e no ineditismo de suas soluções e não pelo processo ao qual se submeteram.
Mesmo assim é inevitável que vejamos inúmeros comentários tecidos a respeito do processo de inovação de algumas soluções. Ora o processo somente passa a ser metodológico depois de estabelecido como sucesso. É o caso da Microsoft, da HP e de tantas outras inovações que nasceram literalmente nas garagens de bairros de subúrbio, e que depois de consolidadas como sucessos absolutos, passam por processos rigorosos para novas especificações e melhorias, mas que a meu ver, já não se tratam mais de inovações, senão de melhorias no que já foi uma inovação no passado...

segunda-feira, outubro 08, 2007

TV Digital ou IPTV?


Tenho conversado com alguns amigos que se dizem desapontados após adquirirem uma TV de Plasma ou de LCD, pois descobrem que a qualidade da imagem é praticamente a mesma que viam na TV convencional de tubo, com o inconveniente de que por ser em dimensões diferentes (wide 16:9) ou vemos a imagem distorcida para que caiba na tela inteira, ou ficamos com uma imagem menor do que o tamanho da tela. Na realidade para aproveitarmos a boa qualidade de uma TV digital, devemos ter alta qualidade de imagem também na geração, assim é necessário que o DVD que pretendemos assistir também tenha alta qualidade de imagem, Blue Ray, por exemplo, ou então que usemos uma conversor.
Ao final desse ano, em São Paulo, teremos a TV digital sendo transmitida por sinal aberto (antenas), poderemos então experimentar melhor qualidade de imagem. Nesse momento provavelmente o que nos incomodará será a qualidade do conteúdo...mas aí já são outros quinhentos.
Por outro lado, já temos muito conteúdo digital de imagem sendo transmitido através do protocolo IP, com a vantagem que não existe limite de distância para as transmissões, pois os sinais não são transmitidos por antenas, mas através da Internet. E com o acréscimo das velocidades dos acessos, a qualidade de imagem se aproxima rapidamente da qualidade que estamos acostumados a experimentar na nossa TV. Com isso notamos outro fato interessante que é o fato de nossa disponibilidade de acesso a Internet ter que mudar do quarto ou escritório para a sala, pois é lá que assistimos a nossos programas prediletos.
Com a imagem de TV sendo transmitida sobre protocolo IP, podemos aproveitar as imensas facilidades da Internet para interagirmos com o que assistimos, por exemplo, visualizando as mesmas cenas através de posições e câmeras diferenciadas, criando fã clubes organizados na web, sendo avisados do momento que nossos programas favoritos estarão sendo disponibilizados, ou mesmo gravando-os caso não tenhamos disponibilidade de vê-los naquele exato momento. Tudo isso independentemente do local de acesso, e sem a necessidade de antenas, pois o conteúdo que é gerado em determinado país, pela cobertura da rede mundial, pode ser visualizado em qualquer lugar do Planeta!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Fotografia digital


Há algum tempo atrás, durante uma reunião preparatória a uma viagem que meu filho faria pela escola, ouvi do diretor da escola a afirmação de que em função das fotos serem atualmente digitais, e que portanto não necessitavam de revelação em papel fotográfico para serem vistas, acabava por levar as crianças a baterem muito mais fotos do que o necessário. Que aquela preocupação sobre qual recordação levar registrada em nossas fotos havia acabado, e que no seu lugar havia uma despreocupação com o fato, pois com as imensas capacidades de armazenamento das máquinas de hoje, podemos armazenar centenas de fotos sem nenhum custo adicional, e depois as vemos no computador, sem necessidade de gastarmos com a revelação.
Apesar de concordar que com o barateamento do processo e também com a facilidade de gravar quantas fotos quiser e depois simplesmente apagá-las, ficou muito mais fácil a vida dos fotógrafos amadores, e me incluo nessa categoria sem dúvida, mas confesso que a constatação de que o ato de fotografar evoluiu para algo inconseqüente me incomodou um pouco, primeiro porque a emoção que queremos guardar para sempre não mudou em função do avanço tecnológico, e assim continuamos guardando na lembrança, através de fotos (digitais ou não) os aniversários de nossos familiares, passeios, aquelas férias que deixarão saudades, os primeiros passos de nossos filhos, nosso primeiro carro, enfim tudo que entendemos como importante o suficiente para levarmos para o futuro através de uma boa fotografia.
Entendo que com o avanço das facilidades e da tecnologia passamos a ter a opção de utilizarmos as mesmas técnicas de fotógrafos profissionais, que fotografam dezenas e até centenas de vezes mais que o necessário para poderem depois escolher dentre as várias fotos, as que realmente são as melhores, e essas sim merecerão serem mostradas, guardadas e eventualmente até impressas para manuseio em álbuns de família, sem mudar uma vírgula o hábito dos antigos fotógrafos de outrora.
Essa visão da tecnologia nos ajudando a mantermos os bons hábitos, de forma facilitada e seletiva me agrada mais que a banalização dos melhores momentos de nossas vidas, pelo simples fato de que “ficou mais fácil”. Então click, e tenho dito!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ainda falando de baterias...

E por falar em baterias, tenho utilizado um aparelho celular de terceira geração para testes. Consegui taxas de conexão superiores a 1,2 Mbp/s, que são velocidades excelentes para uma configuração de teste. A utilização da tecnologia proporciona duas aventuras, uma é surfar na internet em uma velocidade que anos atrás não imaginaria ser possível, outra é fazer a bateria do aparelho durar pelo menos durante o dia. Pelas exigências do equipamento, a durabilidade das baterias em celulares 3G ainda é um desafio, pois acostumados como estamos a termos a bateria carregada por pelo menos dois dias, na tecnologia atual, é de se estranhar termos que voltar a andar com uma bateria sobressalente no bolso... :-(

domingo, setembro 23, 2007

Baterias também evoluem...


Por vezes fica-nos mais evidente a evolução tecnológica nos aparelhos propriamente dito do que nas baterias que os alimentam, e pode ser que não notemos a evolução silenciosa que vem se dando no segmento das baterias.
Lembrando dos primeiros aparelhos celulares, não há como não mencionar o tamanho de suas baterias, para não falar do tempo de duração de sua carga e do pequeno período de vida útil das mesmas. Há dez anos atrás éramos obrigados a carregar uma bateria sobressalente no bolso, para não ficarmos sem celular durante o dia, e olha que essa bateria sobressalente era maior que os aparelhos inteiros de hoje.
O que ocorreu foi uma evolução tecnológica grande, em especial nos materiais utilizados como acumuladores das baterias, e vindo da antiga e conhecida bateria de chumbo, passamos para as baterias de Níquel Cádmio e mais recentemente as de Íon Lítio. Já temos vários protótipos de baterias ecológicas, que não poluem o ambiente quando descartadas, é o caso das baterias biológicas que produzem energia através do processamento de materiais como o álcool etanol, por exemplo.
E o mais engraçado é que continuamos com os mesmos hábitos que tínhamos quando manuseávamos as baterias de geração mais antiga, como o de não recarregarmos a bateria antes de terminar totalmente a sua carga. Ora esse é um hábito que não vale para as novas baterias de Íon Lítio, muito pelo contrário, essas baterias têm um chip que impede que descarreguem totalmente, pois isso danifica a sua capacidade de recarga, dessa forma quando estão quase descarregadas, o chip faz com que se desliguem, guardando um pouco de carga para não viciá-las. Da mesma forma essas baterias não deveriam ficar muito tempo na tomada em processo de carga, pois também por conta do mesmo chip, ao atingirem a capacidade máxima são desconectadas, mas em caso de falha nesse chip têm o risco de explodirem. Isso mesmo baterias explodem, principalmente as de Íon Lítio que equipam a maioria dos LapTops e celulares mais modernos. Atualmente o tempo de carga das baterias é sempre superior a um dia com uso intenso e sua vida útil é semelhante ao do aparelho celular em si. Que diferença dos primeiros dias da telefonia celular, onde a bateria chegava a ser maior que o próprio aparelho, e durava apenas algumas horas de uso!

domingo, setembro 16, 2007

Second Life



O Second Life (http://secondlife.com/) é um software que simula uma segunda vida, onde criamos um personagem (ou avatar) que passa a viver uma vida virtual dentro do programa, lá existe uma economia virtual, e que se pode comprar e vender itens, além de espaços para propaganda, que é uma de suas principais receitas.
É como um grande Shopping Center, onde circulam milhares de pessoas, e que se oferecem à grandes marcas, a possibilidade de abrirem lojas para oferta de seus produtos.
Esse modelo de negócios prosperou muito nos Estados Unidos, e dentro da realidade virtual criada pelo Second Life, encontram-se universidades, programas do governo, partidos políticos, lojas de griffe, exposição de novas marcas de automóveis para testar a sua aceitação junto ao público e uma infinidade de outras coisas, que podem ser oferecidas e testadas, face à diversidade de pessoas que freqüentam o programa.
Já no Brasil a realidade tem sido um pouco diferente. Sabe-se do sucesso que foi o Orkut entre os internautas verde-amarelos, pois é gratuito e possibilita o encontro de pessoas que há muito não se viam, e facilita relacionamentos, encontros e reuniões por interesses de cada comunidade. O Second Life tem sido utilizado da mesma forma, então o que mais se vê nesse programa são utilizações para relacionamento, namoro, encontros e sexo virtual. Isso tem limitado em muito o interesse de empresas em exporem suas marcas nesse ambiente.
A Internet oferece inúmeras oportunidades de negócio, além de uma facilidade natural de ofertas segmentadas por nicho de interesse, já que consegue catalogar todos os interesses de seus usuários, e com isso trabalha em uma base de dados muito grande, que possibilita ofertar aquilo que tem maior probabilidade de despertar interesse em quem recebe a oferta.
Por outro lado, os sites de relacionamento aqui no Brasil, tem tido sua utilização restrita a conversas fortuitas e de interesse no mínimo duvidoso, e como diz a diretora de criação da agência África, Suzana Apelbaum (http://idgnow.uol.com.br/podcast/), tem havido uma grande dificuldade de retorno sobre os investimentos feitos em mídia no Second Life.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Estou de luto


Não há tecnologia ou inovação tecnológica suficiente para afogar o desapontamento de ver uma instituição importante como o nosso Senado Federal ceder ao menor indício de pressão, e votar a favor da absolvição de renan calheiros (escrevo em letras minúsculas propositalmente).

Então declaro luto no meu Blog!

domingo, setembro 09, 2007

Censura com "C" maiúsculo


Todos conhecem a wikipedia (http://www.wikipedia.org/), maior enciclopédia online e colaborativa do mundo, onde qualquer pessoa pode não só pesquisar mas também colaborar com o artigo que lhe parecer mais adequado, corrigindo ou acrescentando informações sempre que quiser.
O formato Wiki já ultrapassou em muito a própria wikipedia, e atualmente é utilizado nas empresas de gestão mais avançadas do mundo, para que seus funcionários tenham a possibilidade de interagir e trabalhar de forma colaborativa na elaboração de documentos e especificações diversas, mostrando-se ferramenta valiosa, também nesse campo.
Não é de se estranhar que seu uso esteja cada vez mais difundido e que todos estejam divulgando seu conceito certo? Errado! Na China proibiram o acesso e utilização da Wikipedia, por considerarem-na de conteúdo duvidoso e principalmente perigoso para a estrutura política do maior país do mundo. Ela foi liberada para consulta e uso em junho desse ano, e bloqueada mais uma vez no mês passado. Se no passado conhecíamos a Grande Muralha da China, vemos agora o Grande Firewall da China, conjunto de parafernália tecnológica utilizada para barrar o acesso de conteúdos considerados inadequados pelo Governo Chinês (tanto faz se pensam na emancipação do Tibet, conteúdo adulto ou temas políticos, todos são considerados inadequados).
Mesmo conhecendo a China, é difícil de acreditar em uma ação como essa em pleno século 21.
Dez em dez especialistas em planejamento estratégico vêm divulgando os novos tempos como a era do conhecimento, e algum governante ou sistema de governo resolve deliberadamente que ter acesso a informação de forma ampla, geral e irrestrita não é adequado.
A China é o maior participante do bloco conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), bloco esse que vem sendo alvo de investimento e expansão econômica por investidores do mundo todo, que vêm nesses países possibilidades de crescimento e retorno econômico maiores que nos países do velho continente. E como que o governo reage? Impedindo o acesso a um dos conteúdos mais democráticos da Internet. Como diz minha filha “ninguém merece!”.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Som automotivo à prova de roubo


Já tive vários CD player roubados no meu carro e no de minha esposa. Isso para não lembrar dos gastos adicionais com portas que os ladrões amassam, vidros e painéis que são quebrados enquanto roubam impunemente. Por fim decidi que somente faria sentido colocar aqueles sistemas de som que são originais, que apesar de mais caros, por possuírem controle no volante e painel digital integrado no painel, acabam por inibir os roubos.
Já para o meu carro fiz a adaptação de um amplificador, instalado dentro do painel e fora da vista dos apreciadores do alheio, e passei a ouvir meu Ipod no carro. Funcionou muito bem. Nada fica à vista, o Ipod é facilmente transportável, como não existem peças móveis como no caso dos CD players, as músicas nunca pulam e não existe desgaste como no caso dos mecanismos de leitura de CD, sem falar que em um simples Ipod podemos colocar mais de duas mil músicas, o que daria para ouvir mais de 48 horas seguidas sem repetir uma única música, nada mal não é mesmo?
Fiquei pensando no porquê da indústria automobilística ainda não ter acordado para isso. Existem os equipamentos de som com entrada para Ipod ou com portas USB, que permitem a conexão de Pen Drives com milhares de músicas, mas esses dispositivos são oferecidos no próprio CD player, o que não resolve o problema dos furtos. Acho que o ideal seria a conexão para MP3 ou mesmo para o Pen Drive disponibilizado diretamente no painel do carro, não deixando a mostra o amplificador, que ficaria em algum ponto menos acessível, dentro do painel do carro, ou então os carros teriam apenas rádios, já que esses são pouco visados pelos ladrões, e o tocador de MP3 poderia facilmente substituir o CD. Esses sistema impediria o roubo, sairia inúmeras vezes mais barato, pois somem a quantidade de vezes que somos roubados e temos que reparar os estragos feitos em nossos carros, e o que é melhor, teria uma vida útil muito maior que a de um CD player convencional.
Poderíamos gravar, em nossos computadores, nossas músicas favoritas, carregá-las em um Pen Drive (são baratíssimos) e trocar as músicas de nosso carro de tempos em tempos, para termos sempre algo novo para ouvir. Imaginem agora as possibilidades de um sistema de som automotivo que tivesse a capacidade de se conectar à Internet, através de uma cobertura adequada de nossas ruas e estradas com sinal Wi-Fi.
Será que estamos muito longe de algo semelhante em nossos carros?

domingo, agosto 26, 2007

O que consideramos como cultura...


Depois do último texto que publiquei sobre a inclusão digital no Brasil e dos problemas que esse tema vem enfrentando, face ao despreparo de educadores e até de falta de metodologia e acompanhamento do programa de inclusão digital do governo, recebi alguns comentários no Blog, e-mails e até bate-papos de alguns amigos com novas idéias sobre como corrigir o problema.
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...

domingo, agosto 19, 2007

O futuro das tecnologias renováveis


Prever o futuro em algumas áreas costuma ser muito difícil, face à quantidade de variáveis que podem influenciá-lo. Deixando de lado o charlatanismo e os especuladores de plantão, existem trabalhos sérios a respeito do futuro? Sem dúvida! É o caso do engenheiro Ray Kurzweil (http://www.kurzweiltech.com/aboutray.html), cientista e inventor, que nos últimos 30 anos tem se dedicado a estudar o futuro através de modelos matemáticos, que desvendam curvas de evolução tecnológica em campos onde consegue-se boa previsibilidade, como miniaturização de componentes, nanotecnologia e evolução das tecnologias da informação.
Prevê que em 20 anos os painéis solares custarão centavos de dólar o metro quadrado, imagine as possibilidades que se abrem no sentido de aplicação desses dispositivos em veículos, ou mesmo em nossas residências, pois sabemos da crescente demanda por energia que nosso mundo vem enfrentando e os impactos que as formas convencionais de geração de energia causam ao meio ambiente.
Outra evolução prevista por Ray é a de acumuladores de energia (mais conhecidos como pilhas ou baterias), que por utilização de nanotecnologia, poderão ser utilizados em células de energia de tamanho muito reduzido e que terão grandes capacidades de armazenamento, imaginem, por exemplo, um automóvel que pudesse ser alimentado por um célula de energia renovável, do tamanho de uma caixa de fósforos.
Nosso pensamento sobre evolução é de certa forma linear, o que nos impede por vezes de enxergarmos algumas rupturas que certamente ocorrerão na evolução dos materiais utilizados em painéis solares, microprocessadores e na física de nanotecnologia, que além de permitir forte miniaturização, permitirão o barateamento do processo fabril. Essa evolução será fundamental, pois em qualquer cenário que traçamos para o futuro, a análise da matriz energética é sempre de grande impacto, e se por um lado temos uma demanda eternamente crescente por energia, por outro temos claramente um gargalo nas formas atualmente conhecidas de geração de energia, seja pelo impacto que trazem ao meio-ambiente, ou pelo esgotamento dos materiais utilizados como combustível, como carvão e petróleo. Atualmente 80% do combustível utilizado no mundo é de origem fóssil enquanto que o Sol fornece dez mil vezes mais energia do que temos utilizado atualmente. É uma boa equação não é?

domingo, agosto 12, 2007

Somente o computador não basta


Há algum tempo atrás comentei neste espaço sobre o programa OLPC – um computador por criança, criado no MIT pelo senhor Nicholas Negroponte, e que estava sendo adotado no Brasil. Sempre achei uma iniciativa louvável e, apesar de não ser suficiente para garantir a tão propalada inclusão digital, sempre reconheci a sua importância.
Sempre foi discutida que a iniciativa de fornecer a máquina nas escolas, à razão de um computador por criança, deveria ser acompanhada de ação tão ou mais importante, no sentido de capacitar o corpo docente das escolas, para que também nesse nível se desse a inclusão digital, caso contrário os computadores pouca ou nenhuma valia teriam, pois seriam utilizados de maneira inadequada pelos alunos.
Pois muito me inquietou ler uma reportagem na semana passada sobre uma pesquisa conduzida pelo LSI – Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, que era o órgão responsável pela metodologia de integração das máquinas e pelo acompanhamento do uso dos computadores. Depois de seis meses de implantação do sistema em algumas escolas piloto, a conclusão da pesquisa é que na maioria das escolas, houve atraso dos alunos para com a matéria, em função de estarem participando da experiência. Explica-se, como não houve capacitação de todos os professores envolvidos, o computador acaba sendo subutilizado, ou mesmo utilizado para fins diversos dos da educação, como navegação em sites de relacionamento ou utilização para integrar-se em salas de bate-papo, e o que é pior, esse uso é feito durante o horário das aulas.
Conheci alguns programas bem sucedidos de inclusão digital, e lembro que em todos encontrei alguns pontos em comum como a aceitação por parte da comunidade da importância do projeto, capacitação do corpo de professores, preocupação na elaboração e pesquisa de conteúdo adequado ao sistema de ensino informatizado, equipe disponibilizada para manutenção das máquinas e de seus programas instalados além de obviamente as máquinas em configuração adequada.
Pesquisei e encontrei recomendações explícitas no sentido de se fazer uma experiência consistente, contando com todos os quesitos que mencionei, pelo próprio LSI, quando em dezembro de 2005 elaborou o relatório “Utilização Pedagógica Intensiva das TIC nas Escolas”, sinal de que já sabemos o que tem que ser feito, basta fazer.

segunda-feira, agosto 06, 2007

A evolução dos acessórios


Lembro-me bem, quando meu pai comprou o seu primeiro carro com relógio no painel. Era uma peça destacada, pois era o diferencial daquele modelo de carro, juntamente com alguns outros acessórios, como espelho retrovisor direito, acendedor de cigarros e ventilador de ar forçado. Apesar dos meus tempos de infância trazerem-me ótimas recordações, certamente estas não me ocorrem pelas facilidades e inovações que tínhamos à época.
Atualmente temos relógios em nossos aparelhos celulares (que são também agenda e despertador, dentre outras inúmeras funções), também os temos em nossas cozinhas em vários eletrodomésticos, também estão presentes em nossos aparelhos de som, TVs, DVDs, chaveiros, em algumas bicicletas e motos e na telinha de nossos computadores. Está em tantos lugares que fico me perguntando o porquê de ainda usamos relógio de pulso. Li que os usamos porque nos fornecem uma noção de espaço também, e não somente de tempo, pelo curso dos ponteiros podemos ter a sensação do espaço a percorrer até que determinado horário ocorra, por exemplo.
Mas acho mesmo que os usamos como adorno, pois sua função básica de fornecer as horas é suprida por um número imenso de dispositivos que nos cercam no dia-a-dia.
Como será no futuro quando quisermos dar uma referência da mão esquerda, e dizermos “mão do relógio”?
É engraçado como alguns usos e costumes vão se alterando conforme os dispositivos vão evoluindo e passam a permitir algumas facilidades adicionais. Música portátil na década de 70, era sinônimo de vitrolinha à pilha, tocando disco compacto, e não MP3 como hoje. Algumas máquinas fotográficas mais baratas exigiam que comprássemos flashes descartáveis para fotografarmos à noite ou em interiores, hoje nossos celulares ultrapassam 5 Megapixels na função máquina fotográfica e já trazem o flash embutido. E os carros que tinham como acessório relógios e acendedores de cigarro, hoje são confrontados com o Punto da Fiat, que faz conectividade com até 5 celulares via bluetooth, possui entrada USB para Pen Drive ou MP3 player no porta-luvas, permite visualizar os SMS no painel do computador de bordo, ou mesmo ouvi-los através de software desenvolvido pela Microsoft que aceita comando de voz. A única preocupação é que, por ser Microsoft, de quando em vez não funcionará, e será necessário desenvolverem um outro acessório no carro, que será a tecla “Control+Alt+Del”.

quarta-feira, agosto 01, 2007

A difícil realidade da exclusão digital

Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=aM2afI-fCwc) vemos uma realidade difícil de ignorar, que nos lembra a dura realidade de EXCLUSÃO DIGITAL e do tanto que temos ainda por fazer, no sentido de promover uma sociedade mais justa, onde todos tenham mais oportunidades de vencer e se desenvolver economicamente.