domingo, dezembro 24, 2006

LapTop de US$ 100 chega ao Brasil


Chegaram ao Brasil os primeiros LapTops do programa OLPC (One Lap Top per Child http://www.laptop.org/index.pt_BR.html), criado pelo Cientista da Computação Nicholas Negroponte. Enganaram-se os que diziam que não seria possível a entrega da promessa do LapTop de cem dólares, destinado ao nobre princípio da inclusão digital. Os equipamentos já se encontram em fase experimental com crianças, isso mesmo, com crianças, pois nada melhor para efetuar esses testes do que os próprios usuários para os quais ele foi desenvolvido. Chegaram nessa semana que antecede ao Natal, em torno de cem computadores portáteis, e foram distribuídos para universidades em todo o País, para a fase de testes, mas as primeiras impressões foram extremamente positivas. As máquinas se mostraram com bateria adequada ao uso escolar, a qualidade da tela impressionou pela definição apresentada, a velocidade de acesso aos aplicativos foi muito boa e o dispositivo para acesso à Internet sem fio funcionou perfeitamente.
Parece que estamos um pouquinho mais perto do sonho de diminuir a cruel exclusão que aflige aos países em desenvolvimento, em especial a exclusão causada pelo acesso quase inexistente das populações mais pobres aos recursos educacionais mais avançados.
Que esperamos de futuro, se a maioria de nossos jovens, somente têm acesso à educação básica escolar? Na grande maioria das vezes em escolas municipais ou estaduais, que apesar do esforço do corpo docente ali existente, normalmente não conta com recursos educacionais que possibilitem uma familiaridade maior de nossas crianças com aquelas ferramentas que poderiam acompanhá-las a vida toda, tornando seu processo de aprendizado mais fácil e eficaz.
Pois bem, com essa iniciativa do programa OLPC, esse futuro parece estar mais delineado, e começamos a ver uma luz no fim do túnel. Sabemos que, cada vez mais, as profissões criam maior dependência da eletrônica, apoiando-se fortemente nas ferramentas de interatividade e Internet, e ter a parte mais promissora de nossa sociedade, as crianças, alijadas desse processo nunca pareceu fazer sentido. Se conseguirmos dar sustentabilidade a esse programa no Brasil, através de um processo educacional eficiente, manutenção adequada das máquinas e principalmente oferecendo um conteúdo de qualidade, ninguém segurará os nossos profissionais do futuro.

domingo, dezembro 17, 2006

Pirataria

No texto impecável dos irmãos Wachowski, em determinada cena do filme Matrix (www.whatisthematrix.warnerbros.com), temos um diálogo em que Mr. Smith apresenta uma tese ao personagem Neo, em que diz que o único organismo vivo que se assemelha com o ser humano é o vírus, no sentido que toma conta de determinado corpo, do qual depende sua sobrevivência, e mesmo assim o aniquila. É claro que a intenção dos autores é provocar a percepção do mal que estamos causando ao meio-ambiente, sem o qual não vivemos.
Além de uma ótima dica para quem ainda não assistiu a trilogia Matrix, gostaria de me aprofundar um pouco no significado dessa frase, que sempre me intrigou muito. Apesar de concordar com a importância do tema preservação do meio-ambiente, queria aqui tomar a visão da pirataria, de forma análoga à citação do filme Matrix. Acho totalmente aplicável, pois não consigo entender pessoas que gostam muito de jogar vídeo games, por exemplo, mas ao invés de comprarem seus jogos e pagarem aos autores e produtores, preferem comprar CDs “piratas” ou baixarem de forma gratuita através da internet. Ora, no extremo, se todas as pessoas fizessem a mesma coisa, não haveria mais jogos, pois ninguém seria capaz de continuar trabalhando de graça, sem receber nada em troca. Se isso não acontece, é porque ainda existe uma quantidade razoável de pessoas que preferem adquirir legalmente seus programas, o que estimula os desenvolvedores e programadores a fazerem mais programas. Então fica outra pergunta, se alguns aceitam pagar pelo que estão recebendo, porque outras pessoas aceitariam tranqüilamente utilizar gratuitamente jogos não oficiais, sabendo que isso é ilegal? E por fim, o que nunca consigo entender, é como alguns pais conseguem estimular seus filhos a fazerem o mesmo, ou seja destravam os consoles de jogos de seus filhos, assim que os compram, para que possam utilizar-se de CDs não originais, ou mais comumente chamados “piratas”.
Será que existe alguma razão que diga que a utilização de jogos “piratas”, é menos considerado como infração, do que um roubo de carro ou de carteira, por exemplo? Confesso que como engenheiro, a interpretação das leis não é meu forte, mas sempre achei que fosse a mesma coisa.
E por outro lado fico imaginando que, se todos pagássemos, haveria uma diversidade maior de jogos, o que seria melhor para todos e acabaria estimulando que mais empresas e programadores desenvolvessem novos jogos, o que acabaria por baratear os jogos, pela maior competição, enfim seria melhor para todos. Então nesse fim de ano, fica meu conselho, se comprar um console de games para seu filho, seja X-Box, Nintendo ou Play Station, deixe-o original, não demonstre a seu filho que a lei tem duas interpretações, afinal é contra isso que temos brigado tanto como cidadãos, não é?

sábado, dezembro 09, 2006

RFID - Identificação por Rádio Freqüência

Recentemente, em uma viagem pela rodovia Anhanguera e depois de muito ler a respeito, resolvi instalar um “Sem Parar” no meu carro, que me possibilitaria passar de forma mais rápida nos pedágios dessa rodovia (que não são poucos), economizando tempo, me livrando do transtorno dos trocos e moedas e ainda com o conforto e segurança de pagar ao final do mês, no meu cartão de crédito.
O “Sem Parar” nada mais é do que um chip de rádio freqüência, que vem acondicionado em uma caixinha de plástico e fica colado pelo lado interno do pára-brisa, e avisa ao pedágio quando vamos passar, de forma que sejamos identificados para que possa ser feito o débito do valor correspondente em nosso cartão de crédito, simples e rápido!
Já existe convênio de utilização desse mesmo dispositivo em vários estacionamentos de lojas, shoppings e aeroportos, que passam a oferecer o mesmo conforto na hora de pagar.
RFID é uma sigla que vem do inglês e que significa Radio Frequency Identification, ou seja identificação por rádio freqüência. A utilização do RFID para pagamento automático de pedágios é a ponta do iceberg, na realidade a capacidade de automação que esse simples dispositivo proporciona é assombrosa. Com o barateamento dessa tecnologia, passaremos a ter a disponibilidade de etiquetas de supermercado com essa tecnologia, ou seja, entraremos no supermercado, colocaremos tudo o que quisermos no nosso carrinho e poderemos tranqüilamente levar diretamente todas as compras para nossos carros, sem preocuparmo-nos com as longas e sempre existentes filas nos caixas de pagamento. Isso será possível porque as mercadorias adquiridas serão lidas automaticamente assim que passarmos com o carrinho pela saída da loja, bem como nossa identificação pessoal e, existindo crédito, o valor total da compra será debitado automaticamente.
As mesmas etiquetas permitirão controle de validade de alimentos, estoques de produtos nas lojas e em nossas casas.
Um cartão com essa tecnologia, e de uso pessoal em nossas carteiras, permitirá pagarmos o ônibus, metrôs, trens urbanos, entrada em cinemas e teatros, enfim um sem número de utilizações de pagamento, de forma segura, rápida e integrada.
Quem viver verá.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Comércio Eletrônico

Soubemos do recente interesse das empresas Americanas.com e Submarino de juntarem suas operações. Tratam-se da maior e da segunda maior empresas de comércio eletrônico (e-commerce) do Brasil, que juntas faturarão mais de dois bilhões de reais por ano. E o mais interessante é que suas operações têm pouco mais de seis anos. Mesmo sabendo que no caso das Lojas Americanas já existia a loja convencional como base para a operação, a forma de administração de custos e de logística de uma operação de venda eletrônica é muito diferente de uma loja tradicional.
Comparando o ritmo de crescimento do comércio de varejo tradicional, conseguimos observar que o comércio eletrônico vem crescendo a taxas mais altas. Isso é fruto da expansão da Internet banda larga e da penetração de computadores nos nosso lares, bem como de uma mudança de hábito da nossa população, que vai pouco a pouco experimentando novas formas de compra, e se acostumando com o conforto e economia de poder escolher antecipadamente o que se vai comprar, tendo todas as informações à disposição, ao alcance de um simples “clique” e, depois de definido o bem que se pretende adquirir, basta acessar um site de comparação de preços, como o Buscapé por exemplo (www.buscape.com.br) e temos em instantes, o lugar mais seguro e em que a mercadoria que pretendemos comprar apresenta-se com o menor preço. É difícil concorrer assim não?
Existe certamente espaço para todos que queiram prestar um bom serviço, seja com o modelo baseado no relacionamento e diferenciação, seja no modelo baseado na diversificação ou então no modelo baseado em preços.E a tão procurada segurança, será que teremos a mesma segurança em nossas compras eletrônicas que temos quando fazemos nossas compras em lojas físicas? Nesse quesito, o comércio eletrônico é imbatível, pois permite que paguemos somente após recebermos em nossas casas, permite ainda que em caso de desistirmos da compra, façamos a devolução do bem e que não tenhamos que pagar nada a mais por isso, isso sem falar as inúmeras formas de pagamento e parcelamento através de cartões de crédito, que sem dúvida possuem uma transação bem mais segura de forma eletrônica pela Internet, do que quando o utilizamos em lojas e restaurantes, e que ficam passando de mão em mão, até que assinemos o recibo da transação, autorizando a operação. Então, vamos às compras de natal, pela Internet é claro!

quarta-feira, novembro 22, 2006

O spam nosso de cada dia

De tempos em tempos, recebemos em nossas caixas de correios de e-mail, notícias de crimes e novas formas de agressão, cometidas por criminosos digitais. Essas notícias normalmente chegam até nós de forma espontânea e não solicitada (ou o que chamamos de spam), pois invadem a privacidade de nossos e-mails sem pedir licença e, não raro, trazem textos de alerta, que mais do que nada, servem mais para nos deixar preocupados do que informados propriamente dito, pois ora mostram fulano que foi seqüestrado, com base nas informações retiradas do Orkut, ora beltrano que foi vítima de um pseudo-seqüestro, elaborado com base nas informações retiradas do perfil existente no MSN, ora relatam o caso de uma pessoa que ao acordar, descobriu que tinha sido vítima de vários transplantes de órgãos não autorizados, e que ainda de quebra havia adquirido alguma (ou algumas) doenças incuráveis, e para não falar das não menos freqüentes, mensagens na forma de cadeia, que trazem alegria, felicidade, riqueza e saúde, mas que se forem quebradas, serão implacáveis pelos males que trarão ao incauto leitor que não re-enviar esses mal intencionados e-mails a uma dúzia de pobres amigos, que de novo terão suas caixas de entrada abarrotadas de conteúdo inútil.
Também recebemos falsas notícias de crimes cometidos nos sinais de nossas cidades, nos caixas eletrônicos, nos telefones que ao serem atendidos propiciam clonagens dos números telefônicos, que a partir de então gerarão contas telefônicas astronômicas, sem que nada possa ser feito.
E quem já não recebeu mensagens de bancos, de associações de proteção ao crédito, de lojas eletrônicas, ou mesmo de pessoas que não conhecemos nos oferecendo fotos desinibidas, ou envio de cartões pessoais, onde links maliciosos no texto esperam nossos “cliques” desatentos, para que programas maliciosos se instalem em nossos computadores?Todos esses casos são spam, ou seja informações recebidas e não solicitadas, que atrapalham o tráfego na Internet e que, além de não possuírem o caráter informativo, ainda propagam o pânico nas pessoas crédulas que levam a sério seus conteúdos. Pense bem, alguém conhece de fato alguém que foi vítima real de clonagem, seqüestro, transplante ilegal ou mesmo chantagem pela Internet, através de e-mails recebidos ou fatos retirados na Internet? Convenhamos que na grande maioria das vezes, a fonte não é verificada e apenas propagamos esses boatos entre nossos amigos, ajudando a reforçar essa rede de bobagens na Internet. Façamos nossa parte então, dando um fim ao Spam, deletando de forma impiedosa esses e-mails, e poupando nossos amigos de recebê-los.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Músicas em formato Digital

Ao final do ano passado, uma revista feminina muito popular no Brasil (Contigo) divulgou uma pesquisa em que as entrevistadas diziam o que mais queriam, e o primeiro lugar foi tocador de MP3 (formato compactado de músicas digitais), em segundo lugar sexo, e em terceiro lugar CDs ou DVDs...
Pois bem, a música é universal, desperta sentimentos positivos, acalma, nos faz viajar e diverte muito. Bem, se a maioria das pessoas gosta de músicas e as gravadoras e distribuidoras trabalham todas com exclusividade, era de se esperar que o negócio da música estivesse em franca expansão correto? Errado! Na realidade é um mercado que está encolhendo.
As gravadoras e distribuidoras não entenderam o negócio da música, e ao invés de tentarem desenvolver novas maneiras de distribuírem seus conteúdos, pura e simplesmente fizeram-se de lesadas, e buscaram formas de inibir a distribuição de conteúdo digital na Internet. Grande erro estratégico, pois enquanto a penetração de computadores e de Internet cresce a olhos vistos, o mercado de distribuição de CDs patina, correndo sério risco de perder o bonde da história.
Adquirimos um CD da banda preferida de meu filho, que há muito tempo ele almejava. Chegando em casa, sua primeira reação foi gravar as músicas preferidas em seu tocador de MP3 para que pudesse ouvi-las onde quisesse, qual não foi sua surpresa ao descobrir que o disco veio com uma proteção de DRM (do inglês – Digital Right Management, ou controle de direitos autorais), esse aplicativo na prática impede que as músicas sejam copiadas para qualquer outro dispositivo digital. Ou seja, se ele tivesse “baixado” as músicas gratuitamente pela Internet, sem pagar nada a ninguém, poderia gravar e distribuir essas músicas sem nenhum problema, como as adquiriu legalmente, pagando direitos autorais, fica impedido de ouvir essas mesmas músicas em outro dispositivo, parece irônico não?
Por essas e outras é que vemos que o negócio de distribuição de músicas somente cresce na forma digital, inclusive de forma legal, através dos portais oficiais como iTunes, iMusica, Terra e Uol, e como o mercado digital está só começando, existe muito espaço para ser ocupado, por empresas empreendedoras e que se dêem ao trabalho de entender o que seus consumidores querem: boa música, adquiridas de forma segura e confortável, sem o risco de infestarem suas máquinas com vírus ou softwares mal-intencionados, e acima de tudo pagando um preço justo por esse prazer.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Lap Top de 100 dólares chega ao Brasil no ano que vem

Fiquei muito contente de ver essa notícia no site comparatel (www.comparatel.com.br), relativa ao início do processo de fornecimento do LapTop destinado à inclusão digital. Acendamos uma vela para que tal iniciativa chegue ao final da maneira correta.

"O fabricante do laptop para fins educacionais do projeto One Laptop Per Child (OLPC), a taiwanesa Quanta Computer, confirmou que Brasil está na lista dos países que já encomendaram unidades do notebook.
A empresa taiwanesa, maior fabricante terceirizada de notebooks do mundo, tinha estimado anteriormente que só começaria a produção em volume no segundo trimestre do próximo ano. A previsão agora é que a produção em massa seja iniciada no primeiro trimestre de 2007. As primeiras unidades já começaram a ser fabricadas ainda este ano. A expectativa é de produzir de 5 milhões a 10 milhões de unidades de laptops no próximo ano. Segundo a Quanta, já formam confirmados pedidos da Argentina, Brasil, Líbia, Nigéria e Tailândia.
O projeto OLPC tem como objetivo assegurar que estudantes em países em desenvolvimento acompanhem a evolução digital das nações mais ricas, colocando em suas mãos um laptop dotado de recursos wireless.
Desenvolvido em conjunto por acadêmicos e grupos da indústria, o laptop de 100 dólares vai rodar Linux, com processador de 500MHz da AMD, será pronto para conexão sem fio, e terá 128 MB de memória e 500 MB de armazenamento em memória flash. O aparelho não terá disco rígido."

quinta-feira, novembro 09, 2006

Os desafios do VoIP

Na palestra desta semana no CenterConvention em Uberlândia, durante o seminário de tendências tecnológicas, abordei os desafios do VoIP (voz sobre protocolo Internet). Além da já muito comentada inclusão digital, haja vista possuirmos no Brasil mais de 70 milhões de usuários de telefonia celular, 55 milhões de usuários de telefonia fixa e apenas 32 milhões de internautas, acredito que a tecnologia de voz sobre protocolo Internet - VoIP, apresente três grandes desafios ainda por vencer:
O primeiro é relativo a qualidade dos aparelhos, pois enquanto no passado o telefone que nossas avós tinham em casa, normalmente em posição de destaque na sala, era fornecido pela concessionária de telefonia e durava décadas (sendo inclusive declarado no imposto de renda) os acessórios para VoIP podem ser comprados em qualquer lojinha, a partir de 6 reais e esses microfones e fones de ouvido, de qualidade duvidosa, interferem na qualidade da transmissão e recepção de voz.
Outro desafio é decorrente das especificidades do Brasil. O protocolo IP foi pensado através da flexibilidade oferecida pela tecnologia de compressão de voz, que parte do princípio que em uma conversação telefônica, apenas 22% da informação é útil, sendo 26% passível de compressão e os restantes 52% silêncio, ou seja, podem ser suprimidos. Quando estamos pensando em voz, não há problemas, e conseguimos sistemas perfeitamente inteligíveis de conversação, agora quando pensamos em FAX, esse mesmo sistema torna-se preocupante, pois por vezes comprime ou suprime o que não pode se perder na ligação e acabamos por não conseguir transmitir nosso fax pela VoIP, isso sem falar nas ligações a cobrar, características também do sistema brasileiro de telefonia, que por vezes não encontram respaldo nas tecnologias de VoIP. Essas dificuldades são passíveis de solução, mas têm exigido dedicação de nossos técnicos no momento da ativação das facilidades.
E por fim temos o desafio da concorrência, pois no mercado nacional de VoIP existem mais de 140 empresas oferecendo serviços, dessas apenas 6 são empresas de grande porte e apenas 4 oferecem numeração telefônica. Não me atreveria a dizer quantas pagam seus impostos ou dispõem de técnicos dedicados ao atendimento de seus clientes. Tenho notado no mercado empresas que vendem a tecnologia de VoIP através de marketing de relacionamento (semelhante ao modelo de venda de cosméticos), ou mesmo modelos de cascata, onde a cada usuário indicado, ganha-se um valor em dinheiro pela indicação.
Frente aos desafios dessa tecnologia, que não são poucos, me parece adequada a escolha de um parceiro tecnológico que possa no mínimo entender nossas necessidades e identificar as melhores opções, dentre as muitas existentes, que possam melhor nos atender, e tenho dito!

domingo, novembro 05, 2006

Conceito de Ética

Nessa semana tive o privilégio de assistir a uma palestra com o filósofo e teólogo Leonardo Boff e com o também teólogo, psicanalista, educador e escritor Rubem Alves. Ambos abordaram o conceito de ética sob um novo prisma. Definem a ética como aquela ação que expande e desenvolve a humanidade e o meio ambiente, e não mais o conceito filosófico e exato. Entendem o meio ambiente como a expansão do Ethos, que é o meio que nos circunda e abriga, anteriormente entendido como nossa casa, e que agora assume novas fronteiras, não falamos de nossas cidades, de Minas ou Gerais ou do Brasil, mas sim do nosso planeta.
Nesse conceito, é correto dizer que amar ao próximo é a mais pura expressão da ética (entendam aqui que a palavra próximo não se refere apenas aos seres humanos, mas a todos os seres vivos do planeta). Vale aqui a máxima ou regra de ouro, que nos ensina a querer para outro o mesmo que queremos para nós próprios, ou ainda fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você.
De forma análoga, podemos entender com anti-ético a falta de compaixão (paixão ou sensibilidade pelo outro), a exclusão em todos os sentidos (exclusão digital, social, econômica, etc).
Sempre defendi a inclusão digital como fundamental ao processo educacional, e me preocupa o fato de termos apenas um terço de nossa população no Brasil com acesso à informática. Sabendo da importância da Internet nos processos de automação, comércio, educacional e de formação do conceito de cidadania através das iniciativas do governo eletrônico, transações comerciais e até entretenimento, como podemos dormir com um barulho desses, sabendo que dois terços da população não tem acesso a esse universo? E o mais crítico desse cenário é o que está por vir, pois sabemos que a ferramenta com maior potencial de desenvolvimento dos últimos anos é a Internet, portanto a grande maioria dos movimentos inovadores, incluindo os educacionais de base, certamente passarão também por ela. Ou seja temos uma das maiores ferramentas, com potencial para melhorar em muito nossa situação de país em desenvolvimento, e simultaneamente temos a maior parte de nossa população alijada desse processo, por total incapacidade de relacionar-se com esse meio. É dessa realidade que estou falando, e desse conceito, agora ampliado, do que é ética e de como podemos trabalhar para mudar essa realidade que aqui se apresenta.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Que venha o Wimax!

Tenho comentado sobre a possibilidade de conexão à Internet através de antenas, trata-se da tecnologia Wi-Fi, já bastante comum na maioria dos aeroportos do mundo e do Brasil, também disponível em shoppings, restaurantes, algumas cadeias de lanchonetes e cafés e outros lugares onde pessoas podem freqüentar e acessar a Internet através de seus computadores portáteis ou PDAs (como palms e organizadores pessoais por exemplo).
Gostaria de abordar agora o WiMax, que equivale a mesma tecnologia Wi-Fi, porém com uma capacidade inúmeras vezes amplificada, de forma a permitir coberturas muito grandes, assim através de uma única antena, conseguimos oferecer acesso a internet em um raio de até 50 quilômetros, em condições especiais.
Para algumas cidades poderemos oferecer acesso a internet para cidade inteira através de uma única antena (há também um compromisso com a visibilidade, por se tratar de propagação de ondas e da quantidade de usuários que utilizarão o sistema simultaneamente). Para operar a tecnologia WiMax, é necessário que a operadora possua uma licença da Agencia Reguladora de Telecomunicações, que é a Anatel. A aquisição das freqüências necessárias à prestação desse serviço se dará através de licitação pública, e existirão compromissos de utilização da freqüência, de forma a possibilitar a melhor utilização possível desse serviço.
As vantagens dessa tecnologia permitirão não somente o acesso a banda larga sem fio, pois uma vez que disponhamos de aparelhos celulares com tecnologia de dados, poderemos fazer Voz sobre IP (protocolo Internet) nos próprios aparelhos celulares. Assim a tão esperada tecnologia de terceira geração – 3G, que levou as maiores empresas de telecomunicações da Europa a investirem mais de 40 Bilhões de dólares nas aquisições de licenças para operar, pode se ver em situação de ter que enfrentar uma tecnologia concorrente, com muito maior capacidade de dados, e por um preço muitíssimas vezes menor.
Para se ter uma idéia do avanço da tecnologia de VoIP nos celulares, já existem no mercado 25 modelos de aparelhos celulares com essa tecnologia, sendo que todos os fornecedores planejam grandes investimentos nessa área. Acredito que mais uma vez, a velocidade de introdução de novas tecnologias e possibilidades de novos serviços impulsionará a utilização de novos meios de comunicação, que eventualmente nem tenham sido ainda discutidos no âmbito da agência reguladora. Bom para o usuário e para a sociedade em geral, que experimentarão novos usos da tecnologia e terão a seu dispor um maior número de concorrentes oferecendo serviços.

sexta-feira, outubro 20, 2006

One Laptop per Child

O cientista da computação Nicholas Negroponte, que criou o Media Laboratory, do MIT, que é reconhecido atualmente como o maior centro de desenvolvimento tecnológico de informações do mundo, vem pregando essa máxima, One Laptop per Child, ou seja um Laptop por criança.
Ele defende que todas as crianças do planeta devem possuir um computador portátil, com valor de no máximo cem dólares, e que essa plataforma serviria para elevar a educação do mundo a um patamar jamais visto. Entendo que não caiba aqui nesse espaço a discussão de qual necessidade é mais premente no mundo atual, se a fome, se o amor ou se a educação, que aqui se reveste do termo “inclusão digital’. Obviamente uma criança sem ter o que comer não pode ter condições de desenvolver-se intelectualmente, por outro lado, face à velocidade com que a tecnologia tem se desenvolvido, aliado ao fato de que até o ano 2003 mais da metade do globo nunca havia feito uma única ligação telefônica na vida (ou seja a exclusão digital de qualquer tipo de tecnologia suplantava 3 bilhões de pessoas) mostra o quanto temos que investir na inclusão, seja ela tecnológica ou social, pois estamos vendo o resultado dessa diferenciação de realidades em nossa sociedade dia após dia.
Nossos filhos nascem dentro de uma realidade educacional e de relacionamentos que já considera a tecnologia como algo natural, e entendo aqui natural como sendo a falta da necessidade de se recorrer a um manual para utilizar-se de qualquer traquitanice tecnológica, enquanto que a imensa maioria dos jovens na atualidade, sequer têm acesso comunitário a qualquer tipo de tecnologia. Como falamos de estar preparados para um futuro que ainda não visualizamos o contorno claramente, somente sabendo que se molda de forma totalmente diferente do que conhecemos, não há como tolerar uma realidade dessas, que só faz piorar a diferenciação social experimentada pela nossa atual sociedade.
O computador de baixo custo já é uma realidade também no Brasil, onde temos exemplos como o da empresa Novatium (www.novatium.com.br), que vem se especializando nesse tipo de máquina. De qualquer forma, seja através de um sistema tecnológico mais acessível, seja através de políticas governamentais inclusivas ou seja através da nobre ação voluntária de pessoas com essa disponibilidade, o fato é que devemos fazer algo para mudar essa realidade que se nos apresenta no momento.
Concorda comigo quanto a essa necessidade? Então junte-se aos bons, inicie alguma ação política ou social, que auxilie a mudar a realidade que aí está!

quarta-feira, outubro 11, 2006

O poder está com o usuário

Já tinha comentado sobre os modelos comerciais e financeiros que utilizamos para valorizar uma empresa, e citei como exemplo o YouTube, que não gera receita nenhuma e ainda investia mais de US$ 500.000,00 por mês na manutenção e ampliação de sua infra-estrutura, e que mesmo assim tinha uma valorização superior a um bilhão de dólares, pois bem com a finalização da venda do YouTube para a Google nessa semana por nada menos que 1,6 Bilhões de dólares fica comprovado que uma empresa vale mesmo muito mais que sua capacidade de geração de caixa, ou mesmo seu faturamento.
Estaríamos vivendo então uma nova bolha da Internet, época em que todas as empresas com faturamento menor que despesas e custos valiam uma fortuna? A resposta é não! Então de onde vem o valor de um programa de vídeos amadores, onde mais de 100.000 vídeos são postados diariamente?
Estamos vivendo um momento em que o conteúdo gerado pelo próprio usuário tem um valor incrível, pois cada vez mais, é esse conteúdo que gera interesse e gera audiência, seja ele conteúdo de vídeo, de texto (Blogs e páginas pessoais), de áudio (podcastings) ou mesmo conteúdos pessoais (é o caso dos sites de relacionamento). Com isso o poder está migrando das grandes corporações das comunicações (jornais, televisão e rádios) para os usuários que colaboram e criam o seu próprio conteúdo. Algumas empresas da era da Internet já perceberam isso, e vem daí a valorização atingida nessa semana pelo YouTube. Não se discute aqui a qualidade da imagem, o tempo de duração da transmissão, se o vídeo é dublado ou legendado, e mesmo se nele trabalha alguém conhecido, em contra-partida se tem a sensação de poder assistir o que quiser, quando quiser, e quantas vezes quiser, e mais, caso o conteúdo lhe pareça de gosto duvidoso ou possua caráter ofensivo, ainda pode-se denunciá-lo e o mesmo é rapidamente retirado do ar, ou seja, a censura é feita diretamente pelo usuário, nada mais democrático! Se eu não gosto de determinada forma de escrita ou redação, não visito mais aquela página, pois iguais a ela existem milhões, se não concordo com determinada notícia ou artigo, escrevo e me comunico diretamente com quem a escreveu, cada vez mais vemos mídias convencionais publicando mídias novas e alternativas, assim temos programas de rádio que são divulgados também em podcasting, programas de TV que são divulgados também através de vídeo na Internet, jornais e revistas que publicam simultaneamente seu conteúdo em Papel e na Internet. Enfim estamos vivendo em uma época onde quem manda é o leitor ou ouvinte, que bom!

sexta-feira, outubro 06, 2006

Os tons de nossos aparelhos celulares

E por falar em personalização, não tem nada mais personalizado do que diferenciar a campainha do seu aparelho celular, com a música com que mais nos identificamos.
Junto com a tecnologia dos aparelhos móveis celulares, fomos brindados com a possibilidade de escolhermos, dentre uma lista de possibilidades, aqueles tons de campainha que mais gostássemos nos nossos aparelhos, de forma que quando alguém nos chamasse ao telefone poderíamos diferenciar pelo toque, que se trata de nosso aparelho, e em alguns modelos, até saber quem nos chama pelo toque apresentado. Mas até esse momento, somente era possível escolher o toque de uma lista fixa, contida com próprio celular. Com a evolução da tecnologia dos aparelhos e da transmissão de dados e mensagens sobre o celular, tornou-se possível escolhermos várias músicas em um portal de opções, o que aumentou incrivelmente a possibilidade de personalizarmos nossos celulares.
Depois dos downloads de tons, vieram os crazytones (ou tons malucos), onde podemos escolher, ao invés de músicas, sons engraçados como o de uma vidraça quebrando, crianças chorando, portas batendo, e até mesmo imitações de artistas e apresentadores famosos, que falam frases como “atenda esse telefone”. Mais recentemente, foram lançados os Nametones que nada mais são do que uma série de nomes gravados, com frase que nos lembram de atender ao celular, assim quando meu telefone tocar, poderei ouvir a voz do Faustão dizendo “atende o telefone Eduardo, ô loco meu”.
São opções divertidas que vão possibilitando mais e mais que cada aparelho celular fique com o jeitão de seu dono.
Agora a última novidade do sistema celular em termos de personalização, são os Ring Back Tones, ou também conhecidos RBT. Nesse serviço, o usuário escolhe a música que será ouvida por quem ligar para ele, ou seja, ao invés de ouvirmos aquele som monótono “tu tu tu” enquanto esperamos que alguém atenda a chamada, poderíamos ouvir Beatles por exemplo (bem melhor não?).
Como podemos observar, multiplicam-se diariamente as opções de serviços avançados e novas possibilidades de tornar nosso relacionamento com a tecnologia uma experiência mais personalizada e única. Por outro lado aumenta também a responsabilidade das empresas prestadoras desses serviços, de tornarem o uso dessa tecnologia mais simples, fáceis de usar e até mesmo intuitivos, pois como diz minha filha, ninguém merece ficar perdendo tempo lendo manuais, parece castigo!

sábado, setembro 30, 2006

A tão buscada personalização

Quem se lembra do tempo que tínhamos à nossa disposição apenas o sistema de telefonia convencional, ou seja, o bom e velho telefone preto com disco, que ficava em posição de destaque na sala de nossas casas, normalmente com uma toalhinha sob ele?
É desse tempo também o hábito de decorarmos os números de telefones dos nossos amigos e parentes. Havia sempre uma agenda ao lado do telefone, onde anotávamos os números de telefones das pessoas com as quais nos relacionávamos, e para aquelas que mereciam contatos mais freqüentes, sabíamos de cor seus respectivos números telefônicos.
Pois é, logo depois vieram os telefones celulares, que foram recebendo memórias cada vez maiores, que hoje já têm capacidade de armazenar centenas de nomes e números telefônicos, e não são somente os números que são armazenados, também aceitam os endereços de e-mails, afinal de contas a maior parte dos celulares atuais já permitem o envio de e-mail. Mas o interessante é que com o celular, quando pensamos em ligar para alguma pessoa, procuramos pelo nome dela na lista de contatos de nosso aparelho. De forma semelhante, para mandarmos um e-mail ou SMS através de nossos computadores ou aparelhos celulares, também procuramos na nossa lista de contatos pelo nome da pessoa com quem pretendemos nos corresponder.
E mais recentemente com a onda dos messengers, que são os comunicadores online da Internet (ICQ, Yahoo Messenger, MSN, TudoMais, etc), passamos a nos comunicar com as pessoas buscando-as em nossa lista de apelidos! Quer uma coisa mais pessoal e amigável que chamar alguém pelo apelido?
E com o tempo, vão ficando para trás as preocupações com agendas em papel e a necessidade de decorarmos o número de cada telefone, acostumamos a apenas apertar um botão de nosso celular, ou computador e pronto, achamos quem queremos pelo nome.
Não precisamos saber a cidade da pessoa com quem queremos falar, pois não necessitamos mais saber o código DDD dessa pessoa, também não precisamos saber seu endereço e CEP, pois entregamos eletronicamente a mensagem, e de quebra podemos anexar fotos, filmes, nossa voz ou a música que nos veio a cabeça naquele momento.
Sem falar na vantagem que é sermos chamados pelo nome, que comprovadamente é o som que mais gostamos de ouvir, ao invés de um número, código ou endereço.

sexta-feira, setembro 22, 2006

O bem sempre vence no final

A tão propalada catástrofe do convívio social e eterna briga do bem contra o mal, aparentemente privilegiará ao bem no final, pelo menos na Internet.
Perto de tantos atentados à razão com que somos bombardeados diariamente, sobre crimes digitais, seqüestros bolados com dados extraídos da Internet, vírus que invadem nossos computadores e buscam fragilidades de segurança para roubar nossos dados pessoais, páginas importantes da internet que são atacadas por criminosos digitais, buscando unicamente provar que conseguem fazê-lo, parece inconsistente dizermos que o bem prevalecerá ao mal. Mas é isso que nos mostra o exemplo da wikipedia (http://www.wikipedia.org/).
Quando soube que existia na Internet um serviço equivalente a uma enciclopédia, mas que podia ser editada por absolutamente qualquer pessoa, imediatamente imaginei a bagunça em que isso se tornaria, pois certamente os textos não seriam confiáveis, pois seriam escritos por pessoas comuns e não especialistas, sem falar que mesmo que o autor de determinada nota estivesse bem intencionado, ainda corria o risco de que alguém entrasse livremente no que ele havia escrito e mudasse deliberadamente para uma definição incorreta. Isso se daria pelo simples prazer de atrapalhar algo sério, ou mesmo pela incapacidade de se fazer algo confiável através da contribuição de pessoas simples.
Pois bem, não é isso que a Wikipedia vem nos mostrando, muito pelo contrário. Ela recebe milhares de contribuições diariamente (em dezenas de idiomas) e na maioria absoluta dos exemplos, as definições encontram-se adequadas e corretas.
Quando algo inadequado é ali colocado, como uma definição errada, por exemplo, ela é corrigida por alguém, em apenas quatro horas. Lembro também o benefício que a essa organização nos dá, através da crítica e da dúvida, pois nada do que achamos pode ser automaticamente dado como certo, há que se passar ainda por análise criteriosa do conteúdo, ou seja, ainda nos aguça a inteligência e crítica sobre o que estamos lendo.
É um exemplo de uma organização caórdica (definição criada por Dee Hock fundador da Visa) pois é uma ordem que surge de uma aparente desordem ou oriunda do caos, já que é um exemplo de um sistema que pode evoluir em qualquer direção, certa ou errada, e que invariavelmente tem evoluído rapidamente para um aprimoramento de suas definições e pela complementação por novas definições.
Acho isso um exemplo muito bom do potencial das pessoas, se acreditarmos e lhes dermos as ferramentas adequadas.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Os modelos de negócio da internet

Discute-se muito sobre a bolha da internet, e de todos os que nela apostaram e se deram mal, quando o valor de vários negócios despencou e muito investidor deu adeus a seu rico dinheirinho. Isso foi o fim dos negócios na Internet? Absolutamente não!
Estamos vivendo um processo que na minha visão é natural, onde pelo ineditismo do modelo de negócio, ainda não amadurecemos o suficiente para entendermos na plenitude as oportunidades e riscos envolvidos nos negócios eletrônicos, traduzidos e oferecidos pela Internet.
A experiência da década passada, conhecida como “a explosão da bolha da Internet”, serviu para nos ensinar vários aspectos:
- Existe vida depois da explosão: isso é verificado pela infinidade de negócios que nasceram ou sobreviveram depois dessa fase, e que vão bem do ponto de vista comercial.
- Também nos mostrou que o modelo de análise que fazemos para avaliação de negócios, eventualmente não se presta para tudo, haja vista que nessa semana foi divulgado que o You Tube (www.youtube.com) , que investe cerca de 500 mil dólares mensalmente na sua infra-estrutura, que praticamente não tem receita nenhuma, pois não é explorado comercialmente, vale perto de 1 Bilhão de dólares.
- Que nem tudo que está sendo oferecido pela Internet é o mesmo negócio. Esse na realidade é o aprendizado principal. A Internet é instrumento de colaboração para relacionamento e organização de empresas e pessoas, é instrumento de distribuição de produtos e logística, é instrumento de venda de produtos e serviços, é canal de distribuição de entretenimento, é meio de divulgação de comunicação e marketing, é instrumento de aprendizado e estudo, é ferramenta de automação de processos, enfim seu poder está exatamente na sua capacidade de oferecer inúmeros serviços e produtos, que mudam o tempo todo.
Nesse contexto, parece que não faz sentido querer mensurar o sucesso ou insucesso da Internet, usando-se para isso os meios convencionais de análise e medida. Equivaleria a tentarmos apertar parafuso utilizando-se de um martelo, estaríamos certamente utilizando a ferramenta inadequada.
Assim aproveitemos a diversidade e inovação de negócios proporcionada por essa que, certamente é a vedete das tecnologias desse século, usando adequadamente a poderosíssima ferramenta representada pela Internet, que tem potencial de tornar nossas vidas mais seguras, mais interessantes e mais divertidas.

sábado, setembro 02, 2006

Pelas ondas da internet

E o Japão foi o primeiro país do mundo a ter um número maior de usuários acessando a internet através de aparelhos celulares do que através de PC (computadores pessoais).
Ao final do ano passado, eram 69 milhões de usuários acessando a web pelo celular, contra 66 milhões que acessavam pelo PC.
É claro que não podemos analisar esse dado isoladamente, e traçar a partir dele teorias relativas a abrangência desse mesmo fato por todo o mundo. Sabemos que existe uma infinidade de situações que propiciam esse fenômeno no Japão, sabemos que o tráfego intenso obriga milhões de japoneses a gastarem horas e horas de seu dia, dentro de ônibus, trens e metrôs (no Japão as linhas de metrô, possuem cobertura de celular), nessas situações acessar a Internet através de seus celulares é uma distração. O alto poder aquisitivo também facilita o consumo e a demanda por serviços avançados, o avanço tecnológico do mercado japonês também é destacado e se não fosse essa série de fatores, ainda temos a cultura do povo japonês, que se relaciona extremamente bem com inovações tecnológicas. Mas acredito que mesmo com essa série de fatores específicos, ainda assim o fato é relevante e demonstra o potencial de uma ferramenta que somente muito recentemente, começamos a utilizar de forma mais intensiva.
Essa tendência de utilização do celular para acesso a Internet já pode ser sentida nos Bancos, que cada dia fazem mais investimentos nessa forma de transação, buscando conforto para seus usuários a um custo menor.
Tivemos experiências recentes bastante interessantes na disponibilização de serviços úteis na Internet celular, como por exemplo o acesso ao catálogo telefônico. Quando estamos em nossas casas e escritórios, eventualmente o catálogo encadernado pode ser mais confortável de consultarmos do que nossos celulares, por outro lado, se estivermos dirigindo e nossos carros apresentarem problemas, garanto que o mais confortável é termos acesso a uma lista com todos os mecânicos, borracheiros e chaveiros da cidade, bem ao alcance de nossas mãos, dentro de nossos celulares. De forma semelhante, podemos ter acesso a informações de emergência como endereços e telefones de hospitais, pronto-socorros, delegacias, correios e etc.
E se precisarem de uma mãozinha, em caso de emergência, não hesitem, lancem mão de seus celulares.

quarta-feira, agosto 30, 2006

m-payment

O telefone celular pode ser utilizado para pagamento de contas, é o que chamamos de m-payment (pagamento móvel). Já tivemos várias iniciativas no Brasil, utilizando o conceito de pagamentos através do aparelho celular. Em nossa empresa tivemos inclusive a primeira operação bem sucedida no País, de aquisição de refrigerantes em máquinas, através de pagamentos transacionados pelo celular do usuário. Digo bem sucedida porque a operação era simples, segura, não apresentava problemas e tinha uma quantidade grande de usuários.
A dúvida que fica é se o mercado está adequadamente preparado para essa inovação. Podemos analisar essa questão do ponto de vista tecnológico, e neste quesito acredito que existem formas suficientemente seguras e práticas para que se efetuem pagamentos através do celular, pois utilizamos chaves de segurança (códigos que garantem que a transação é segura e efetuada pelo dono do celular) que tornam essa operação mais segura do que pagar a conta do restaurante com seu cartão de crédito entregando-o ao final do jantar na mão do garçon. Também podemos utilizar sistemas de pagamento através de códigos de barras ou textos curtos (SMS), onde uma instituição bancária ou de crédito valida a operação, e devolve ao estabelecimento que está recebendo o pagamento, a informação de que a operação não é fraudulenta, e que o usuário possui fundos para efetuar determinada compra.
Também não temos problemas quanto à penetração desta tecnologia no mercado, pois a quantidade de usuários móveis no Brasil, já ultrapassou a quantidade de usuários bancários (mais de 90 milhões de usuários), o que por si só, já representaria uma quantidade mais que adequada para justificar novos usos dessa tecnologia.
Por parte do mercado financeiro e comércio, não creio também que existam maiores problemas, pois essa forma de pagamento seria apenas mais um canal para oferta de produtos de pagamento instantâneo ou de venda a crédito, e com diferenciais ainda em relação à operação com cartão, relativos a custo e segurança.
Então resta analisarmos do ponto de vista do usuário, ou seja, os usuários de Telefonia Móvel no Brasil, estariam dispostos a lançar mão desta inovação? Essa forma de pagamento, em vários mercados no mundo inteiro, já é bastante popular, mostrando-nos que é possível a sua utilização em larga escala. Vi inclusive uma pesquisa no Japão, onde perguntavam aos entrevistados o que eles nunca deixavam de levar consigo, e o maior índice se deu exatamente com o aparelho celular, não a carteira ou os documentos.
Assim acompanharemos essa evolução, que até certo ponto é cultural, de uso de novos meios de pagamento através do celular aqui no Brasil. O que precisamos buscar é maior conveniência, segurança e simplicidade, para que a experiência dos usuários seja bem sucedida.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Smartphones

Com a onda de recebermos nossos e-mails através do celular, começamos a ouvir falar com maior freqüência dos smartphones.
São chamados de smartphones, ou telefones inteligentes, exatamente porque possuem algumas características superiores às de um telefone celular convencional.
Por acessarem e-mails e também a Internet, normalmente possuem uma tela um pouco maior que as encontradas nos aparelhos celulares, sendo que vários possuem também um mini teclado acoplado. Não são confortáveis obviamente para fazermos uso de Internet, como fazemos em nossos lares e escritórios, pois a interface não é adequada para longas conexões, as letras são pequenas e as velocidades disponíveis, na sua grande maioria, são inferiores às disponibilizadas pelas tecnologias de banda larga, existente da rede telefônica, por outro lado, têm a imensa vantagem de poderem acessar a Internet de qualquer lugar, pois são portáteis. Além do acesso a web, permitem uma infinidade de facilidades, entre elas o acesso a e-mails, uma memória que já ultrapassa 2 Gbytes (ou seja, uma memória grande o suficiente para guardar algo em torno de 400 músicas, ou centenas de fotos ou mais de três horas de filmes com resolução muito boa). Como esses celulares possuem sistemas operacionais semelhantes aos encontrados em nossos computadores pessoais, ainda permitem que utilizemos os aplicativos mais comuns da Microsoft como Excell, Word e Power-point, sem falar nos jogos disponíveis, acesso a agenda do dia e de contatos, alem de uma enorme quantidade de aplicativos, disponíveis na Internet, e que podem ser “baixados” pela Internet para o celular como planilha de gastos financeiros, planilhas de conversão monetária, tabela de horário mundial, catálogo de produtos, catálogos de clientes e também funcionam como gravadores de voz, de vídeo e de música.
Mas se ele possui tantas facilidades, deve ser grande e pesado, dirão vocês! Que nada, na realidade para as pessoas que já estavam acostumadas a fazerem uso de organizadores pessoais, como Palms e PDAs, a substituição por um smartphone é vantajosa, pois temos as mesmas funcionalidades, porém com custo e peso bem abaixo que a soma de produtos (celular + organizador pessoal, ou agenda eletrônica), sem falar que com a utilização cada vez mais popular de fones de ouvido com tecnologia sem fio (do tipo Bluetooth), não importa tanto o tamanho do celular, pois normalmente ele fica na bolsa, e o usuário anda somente com o fone de ouvido, que é muito mais prático e leve que um aparelho celular convencional. Mas cuidado para não adquirirem um modelo que tenha restrição à utilização em outras operadoras.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Quais facilidades buscamos como usuários?

Recentemente participei de uma discussão sobre as facilidades disponíveis na área de telecomunicações e informática, e as facilidades efetivamente requeridas pelos usuários.
Dizia-se, “de que adianta termos tanta funcionalidade, se nem sequer utilizamos dez por cento delas?”.
Ora acredito que não devamos confundir sermos simples com sermos simplórios! Assim podemos ter uma infinidade de facilidades, suportadas por aplicativos amigáveis, que sejam utilizáveis de forma simples e naturais e principalmente, que dispensem o uso de manuais, para sua plena utilização.
Lembro-me ainda do primeiro aparelho celular que adquiri, tela verde, bateria pesada que durava quase um dia, se eu não falasse muito, e que precisava ter o manual lido, se quiséssemos fazer uma ligação ou gravar um nome e telefone na memória. Atualmente os manuais são acessórios aos quais recorremos somente em último caso, e somente se não tivermos nenhuma criança em casa, pois é engraçado como parece que eles já nasceram com todos os manuais decorados, pois mexem em tudo.
Agora os celulares possuem uma tecnologia que se chama OTA (over the air) onde é possível enviarmos configurações e atualizações através de sinais de rádio, não necessitando que o usuário entenda de configurações avançadas ou perca seu tempo atualizando o seu aparelho, a operadora tem condições de fazer isso automaticamente para ele.
Vejam o exemplo das versões mais atualizadas do sistema operacional mais utilizado no mundo, o Windows da Microsoft, ele vem recebendo mais e mais inovações anualmente, ficando cada vez mais completo e com maiores facilidades, por outro lado, nunca a sua utilização foi tão amigável. O sistema operacional se atualiza automaticamente, faz as verificações de segurança, avisa da ocorrência de eventos que comprometam a segurança da máquina, e enviam avisos a Microsoft sobre falhas encontradas, como forma de tratá-las deixando o produto mais robusto e imune à falhas. Veja que tudo isso ocorre automaticamente, praticamente sem intervenção do usuário, e sem que tenhamos que telefonar para um serviço de atendimento ao usuário.
É desse mundo que estamos falando, e sobreviverão as empresas e fornecedores que melhor entenderem esse jogo, e oferecerem soluções simples, e não simplórias, a seus clientes.