segunda-feira, maio 28, 2007

Muito de fala e algo se faz


Já apresentei, nessa coluna, o XO, o computador elaborado por uma das cabeças mais brilhantes da Internet dos dias de hoje, Nicholas Negroponte, que desenvolveu o programa OLPC (One Laptop Per Child – Um computador portátil por criança) nos laboratórios do MIT, nos Estados Unidos. Muitas foram as críticas quando publiquei esse artigo, pois se colocava muito em questionamento a real efetividade em se dar um computador para que o aluno pudesse inclusive levá-lo para casa, sem que se olhasse para o problema de forma mais abrangente, incluindo no programa, além do computador, a questão do acompanhamento sobre o projeto, análise didática do material utilizado para fazer o repasse ao aluno, pois não adianta enfiar o conteúdo garganta abaixo no estudante, e até uma determinada vigilância sobre a utilização do equipamento e acompanhamento de desenvolvimento do aluno usuário e participante do programa educacional.
Defendo que o tema inclusão digital está calcado em alguns pilares que precisam ser resolvidos e previstos de maneira estruturada, para que atinjamos os resultados esperados, são eles: Computador a baixo custo, sistema educacional e didático com conteúdo adequado, equipe de manutenção das máquinas, equipe de treinamento e capacitação e por fim, acesso a Internet com velocidade adequada. Olhando por esse prisma, vemos que a iniciativa do OLPC é apenas uma das variáveis da equação, em que pese a importância de obtenção de PCs a baixo custo, ainda assim temos que olhar para as demais necessidades do programa.
Nessa semana estive conversando com profissionais do Banco do Brasil que tiveram uma iniciativa bastante interessante, contemplando todas as necessidades para que se faça uma inclusão digital de fato. Através desse programa já fizeram a doação de milhares de computadores através da criação de Telecentros.
Outra iniciativa muito interessante é a do CDI – Comitê de democratização da Informação (http://www.cdi.org.br/), uma instituição que já fez a implantação de mais de oito mil computadores, em comunidades carentes, todos acompanhados de sistemática de manutenção e conteúdo educacional para que a iniciativa seja auto-sustentável.
Com esse texto, gostaria de elucidar que a atenção para com a inclusão digital deve ser ampla e conter todos os ingredientes de sustentabilidade que possibilitem que o programa de inclusão digital ocorra de forma estruturada, e não somente o fornecimento de computador a baixo custo.

domingo, maio 20, 2007

Como vai a internet como negócio? Bem obrigado!


Na década de noventa, o mundo inteiro presenciou o que veio a se chamar “bolha da internet”, época em que qualquer negócio que estivesse na Internet, independentemente de quanto gerasse de receita, era considerado nas bolsas de valores, como um bom negócio. Obviamente à essa fase sucedeu-se o “estouro da bolha” pois negócios não sustentáveis, são sempre um mal negócio, estejam eles na Internet ou não. Um amigo meu entrou em uma empresa de Internet exatamente nessa época, e me dizia que não conseguia entender como a empresa tinha uma saída de caixa tão grande com uma entrada quase nula, o tempo mostrou que não era mesmo para entender, pois todas os negócios que não eram baseados em princípios de geração de riqueza sumiram do mapa.
Embora o ser humano goste de extremos, na natureza e na economia, normalmente as coisas se dão no intervalo intermediário entre extremos. Assim a Internet não era sempre rentável como se dizia, mas por outro lado existiam modelos seguros de negócios, baseados na oferta sólida de serviços e de valores, aos quais os internautas estavam dispostos a pagar, e assim cresceram e se estruturaram empresas sérias como Yahoo, eBay, Google, Buscapé, Katatudo e Submarino para citar apenas algumas. Essas empresas perceberam que havia luz no fim do túnel, e persistiram nos seus modelos de negócio, buscando aperfeiçoá-los e melhorar sua competitividade, de forma que cresceram, geram milhões em receita anualmente, empregam milhares de pessoas, e muitas delas inclusive estão na bolsa de valores, vejam só, e são muito bem recebidas por investidores, que sabem reconhecer que o negócio de Internet ganhou maturidade nesses últimos anos, e como qualquer outra atividade econômica, possui altos e baixos, modelos confiáveis de negócios e modelos passageiros e oportunistas, que devem ser analisados com cuidado antes de se fazer uma aposta de investimento considerável.
Como no entanto a Internet é um meio, através do qual a economia convencional transaciona bilhões de operações diariamente (usamos a Internet inclusive para investir em empresas convencionais) temos a expectativa que, enquanto a economia mundial continuar evoluindo, ela evoluirá junto, tornando-se cada vez mais especializada na comunicação, controle de sistemas logísticos, buscas e divulgação de informações, instrumento de ensino e porque não, de diversão.

quarta-feira, maio 16, 2007

Lendas Urbanas

A Internet é um espaço absolutamente democrático, onde cada pessoa tem a liberdade de ali colocar o que bem entende. Celebremos, pois, o aspecto positivo que esse fato possui, pois nunca se viu na história da humanidade tamanha liberdade de expressão aliada a tão forte ferramenta que possibilita a divulgação de uma idéia para o mundo inteiro instantaneamente. Por outro lado devemos encarar o que circula na rede mundial de computadores sendo muito críticos, já que circula muita informação enganosa ou fabricada propositadamente para causar impacto na sociedade, e em função desse aspecto, são divulgadas rapidamente através de e-mails ou mesmo de páginas pseudo-informativas.
Que atire a primeira pedra quem ainda não recebeu um e-mail ou viu uma foto na Internet de um Tatuí gigante (Tatuís são aqueles tatuzinhos de praia, tão criativamente explorados em um comercial de cerveja na TV brasileira). O texto fala que foi encontrado em determinada praia um exemplar de Tatuí com quase um metro de comprimento, e obviamente apresenta-se uma foto do representante “turbinado” de nossas praias. Também existe uma mensagem semelhante, falando que determinada pessoa, ao fazer manutenção no esgoto deparou-se com uma barata de mais de sessenta quilos, que teria inclusive tentado atacá-lo. Já vi também uma foto de uma pessoa com um gato no colo, que deveria tranqüilamente chegar a casa dos setenta quilos, de tão grande que era. Essas notícias, ganham autenticidade à medida que são acompanhadas de fotos, que aparentam de fato tratarem-se de material verídico, mas que não resistem a uma análise mais criteriosa. Normalmente são fotos manipuladas por softwares como o Photoshop ou similares, que simplesmente aumentam o tamanho desses bichinhos inofensivos, e os colocam ao lado de seres humanos normais, para darem a impressão de que são exemplares gigantes.
Existem outras tantas mentiras andando na Internet, que posso abordar em outras ocasiões ou podem ser enviadas por vocês no meu Blog. Tratam-se de “Lendas Urbanas”, que nada mais são do que mentiras, contadas de forma tal, que parecem verídicas, e são propagadas com o único intuito de criar celeuma no mundo de leitores incautos. Então, façamos nossa parte, não propagando ou reenviando esse tipo de notícia pela Internet!

sábado, maio 05, 2007

Games como coisa séria


Foi-se o tempo em que games eram coisas de crianças. Sob vários aspectos, a cada dia que passa, os games (escrevo em inglês por ser a forma mais comumente divulgada) passam a fazer parte das conversas de negócios e da grade de formação de estrategistas e de empresários. Sejam nos negócios bilionários de desenvolvimento e distribuição de games de entretenimento, seja nas discussões das áreas de RH de cada empresa, sobre as formas alternativas de capacitação de talentos, onde os jogos empresariais ganham cada vez mais espaço, ou mesmo na escola, onde buscamos preparar cada vez melhor nossos filhos, nossas promessas para o futuro. Neste campo também temos descoberto que os games têm um importante papel a desempenhar.
Lembro-me que nos meus tempos de adolescência paulistana, o assunto game era relacionado a fliperamas, lugares nem sempre bem freqüentados, como o são atualmente as LanHouses (casas que se especializam em entregar infra-estrutra e jogos online para que as pessoas se divirtam). Onde a maior parte das máquinas era eletro-mecânicas, com problemas de manutenção eternos (sempre tinham algumas quebradas) e com grandes limitações de experiência do usuário, pois o som era deficiente, jogava-se normalmente em pé, as máquinas tinham qualidade de imagem duvidosa e além do mais éramos importunados o tempo todo com as benditas fichas, que acabavam e que tínhamos que inserir nas máquinas.
Atualmente a tecnologia gráfica de jogos online ou de console avançou muito, melhorando a sensação do jogador durante o uso.
Por outro lado, consultorias especializadas em treinamento, estão percebendo o potencial de jogos empresariais, que tendem a passar o conteúdo necessário à formação e preparação de determinados profissionais, de forma lúdica e prazerosa. E as escolas e centros de treinamento, também têm percebido que alunos podem simular situações de estratégias, negociação, relacionamento em vários idiomas e inclusive testar sua resiliência em situações onde, por vezes, estão muito bem em determinada fase, e logo em seguida perdem tudo e têm que recomeçar do zero novamente, em função de alguma batalha mal sucedida.
Então falando sério, ou não, seja encarando os games como oportunidade de negócio, ou se divertindo com seus filhos no chão da sala ou junto ao computador, vamos aos games!

segunda-feira, abril 30, 2007

Colocando em prática a teoria


Já havia comentado nesse espaço sobre duas novidades que vinham sendo preparadas: uma na área de telefonia móvel celular, que era a possibilidade de efetuarmos pagamentos através de nossos celulares e a outra uma novidade em Internet, que era a volta dos inventores do Kazaa (programa para troca de músicas pela Internet) e do Skype (programa de voz sobre Internet) que estavam lançando um novo programa que se chamava Joost (www.joost.com), e que servia para colocar-se conteúdo televisivo na Internet. Nessa semana tive a oportunidade de testar ambas as tecnologias na vida real.
O sistema de pagamento através do aparelho celular é rápido, funcional e seguro. Após comer uma pizza com minha família, avisei ao garçom que faria o pagamento utilizando meu celular, ele me perguntou o número do mesmo (anotou na palma de sua mão...) e em seguida recebi uma mensagem de texto informando que uma transação de pagamento do restaurante em questão estava sendo realizada com meu celular, no valor de minha conta e solicitando minha autorização, inseri minha senha e em seguida recebi uma outra mensagem dizendo que a transação havia sido efetuada. A operação toda foi mais rápida do que passar um cartão de crédito e mais seguro também, pois ninguém manuseou minha senha ou meu cartão de crédito. Eu poderia ter solicitado a pizza de minha casa, e nesse caso pagaria exatamente da mesma forma, já que a transação é feita pelo celular e não de maneira local, assim ao solicitar a pizza, já receberia uma mensagem dizendo o valor da compra e teria a opção de autorizar o pagamento imediatamente.
Se por um lado a experiência de pagamento com o celular foi positiva, não posso falar a mesma coisa da minha experiência com o Joost. Esperei pela minha senha de utilização por mais de um mês, e ontem resolvi ver com funcionava, fiquei decepcionado! Em primeiro lugar o programa exige muito mais velocidade de conexão do que os similares do tipo YouTube, segundo eu esperava encontrar conteúdo aberto de TV, colocado no ar pelos próprios usuários, na realidade tratam-se de conteúdos restritos, de exibição limitada à região em que se assiste. Até os DVDs que utilizamos atualmente em nossas casas já estão capacitados a lerem filmes e shows do mundo inteiro, já na contra-mão da história, o Joost limita determinados conteúdos a determinadas regiões. Quem está errado, eu com minha expectativa de cliente ou os criadores do programa? Experimentem vocês essas duas novidades que tornam o mundo cada vez mais conectado!

segunda-feira, abril 23, 2007

O Google já concorre com o seu negócio?


Soube nessa semana que o Google está lançando um pacote com aplicativos corporativos que se chama Google Apps Premier Edition, que inclui e-mail, calendário, aplicação para troca de mensagens, conversação instantânea, bem como processador de texto e planilhas. O principal apelo é o preço, ele sairá por 50 dólares por usuário ao ano, contra o valor de 500 dólares que é cobrado pelo Office 2007 da Microsoft. Mas que o Google concorre com a Microsoft nós já sabíamos, mas ele concorre também com as emissoras de TV, pois depois da compra do YouTube, agora exibem filmes pela Internet. Bem se você não é dono de uma emissora de TV (e não existem muitas por aí...) não há com o que se preocupar, certo? Errado! Eles concorrem também com as rádios, pois hospedam milhões de Podcasts, que são programas de áudio elaborados por pessoas independentes ou não e ficam disponíveis na Internet, também concorrem com editoras de livros e jornais, pois também hospedam milhões e milhões de Blogs, que de longe, são os textos mais lidos na Internet. O cerco está apertando, pois o Goolge já atua em muitas frentes, mas tem mais, muito mais. Também concorrem com praticamente qualquer loja que exista em seu bairro, pois através de anúncios vendem praticamente de tudo na Internet. Também disponibilizam informações extremamente precisas de satélites e de mapas gratuitamente na Internet, onde podemos ver até o telhado de nossa casa em uma foto tirada do satélite (coisa de ficção científica há uns dez anos atrás). Também possuem tradutores que trabalham através da Internet, obviamente de forma gratuita, traduzindo dezenas de idiomas. Concorrem com os provedores de Internet, pois fornecem hospedagem de páginas e serviços de e-mail, também gratuitamente. Concorrem com imobiliárias e lojas que vendem carros pois veiculam anúncios, aliás é o que fazem de melhor, vender o que anunciam. Concorrem com as empresas de telecomunicações, pois oferecem o Talk, que é um programa que permite que se fale pela Internet, gratuitamente é claro.
Fazendo uma análise mais aprofundada, descobrimos que os serviços oferecidos pelo Google não são gratuitos, na realidade eles são subsidiados pela receita advinda da venda do que é anunciado, ou seja exatamente a mesma forma utilizada há dezenas de anos pela televisão, a diferença é a eficiência com que a Internet permite que se faça essa operação de venda, por preços baixos. Depois de ler esse texto, você é capaz de dizer se o Google concorre ou não com o seu negócio? E se a resposta é não, até quando você imagina que continuará assim?

sábado, abril 14, 2007

Novidades da Europa


Esse post é curto, pois o faço da Europa. Estou em Paris, viajando e conversando com parceiros de tecnologia e outras operadoras daqui, sobre o que tem tido de novidade no mundo e de como estão as ofertas de inovações tecnológicas para o mercado. O que se vê aqui é a oferta de vídeo conjudada a voz e dados, ao valor mágico de 30 Euros. Nesse valor estão incluídos um pacote de voz (VoIP) ilimitada local, mais de cem canais de TV e Banda larga. Já vimos a Itália, Alemanha e França, conversamos com o Deutshe Telekon, FastWeb e France Telecom (atual Orange) e os desafios são os mesmos, como diferenciar-se pela qualidade do serviço, agregando conteúdo adequado e de qualidade a rede, saindo do lugar comum de ofertar apenas o acesso. Tudo isso de forma simples, sem complicar a vida dos clientes. As ofertas de convergência FIxo-Móvel (como a que registrei em um post anterior) já é realidade, principalmente na Orange, mas na semana que vem estaremos na Inglaterra, conversando com os executivos da British Telecom sobre os desafios dessa, que é uma das maiores operadoras (junto com Orange e Deutshe Telekom) da Europa. Volto com mais novidades, por enquanto sintam-se em casa no MundoConectado!

sexta-feira, abril 06, 2007

Rafinha


Já conversamos aqui nesse espaço sobre o Youtube, site da Internet recentemente adquirido pelo Google que permite que milhões de internautas publiquem seus vídeos para que o mundo inteiro os veja. Pois foi no Youtube mesmo que meu irmão me mostrou um vídeo interessantíssimo sobre um personagem especial, o Rafinha (http://www.youtube.com/watch?v=JMRF_ZXms9E). Esse vídeo produzido por uma agência de comunicação integrada, a TV1 (www.tv1.com.br) já foi visualizado milhares de vezes, e mostra a vida e o perfil do Rafinha, ele é uma pessoa que nasceu em uma era em que tudo é conectado, já conheceu a Internet através da banda larga, não compra CDs, pelo contrário os compartilha com seus amigos através da Internet e de sites especializados, também não assiste TV, mas sabe de tudo através da Internet, de onde fica atualizado com tudo que acontece no mundo todo. Não utiliza enciclopédias em papel (aliás o que é mesmo uma enciclopédia em papel?) ele conhece e colabora ativamente com a WIkipedia (www.wikipedia.org), nasceu em uma época em que as fotos são digitais, e de preferência tiradas com seu aparelho celular, a inovação para ele tem outro sabor, pois não conheceu o mundo das TVs em preto e branco e que ainda por cima era censurada, da escolha entre dois únicos partidos políticos pelo voto indireto, das filas para aquisição de linhas telefônicas, dos Long Plays tocados em vitrolinhas, a bem da verdade ele nem sabe direito para que serve um vídeo cassete...Ele faz parte da geração C (conteúdo, conectada e da colaboração). Essas três palavras fazem toda a diferença, pois são as responsáveis pela imensa quantidade de informações que são colocadas à disposição do mundo na Internet diariamente (sabemos que, a cada dezoito dias, colocamos em informações na Internet o equivalente ao que a população mundial levou cem anos para produzir no passado), para ter esse conteúdo todo e principalmente poder distribuí-lo, a conectividade é essencial. E a palavra da vez é colaboração, ou seja eu coloco algum conteúdo na Internet, que imediatamente é alterado e melhorado por você, que em seguida o disponibiliza para que mais alguém trabalhe sobre o mesmo, e assim por diante, de maneira interminável, o que vem garantindo qualidade às informações e possibilidades de expressão nunca vistas anteriormente.
Sejam bem vindos ao Mundo Conectado, o mundo dos “Rafinhas”.

domingo, abril 01, 2007

Convergência Fixo-Móvel


Acostumamo-nos a utilizar o telefone celular para ligar para um outro telefone celular, mesmo estando com um telefone fixo ao alcance de nossas mãos, e de forma análoga, as vezes olhamos na agenda de nosso aparelho celular, para então utilizarmos o telefone fixo. Por que fazemos isso? Porque fazer chamadas cruzadas (de fixo para celular ou de celular para fixo) custa mais caro. Esse cenário está mudando com o que chamamos de convergência Fixo-Móvel ou do inglês FMC (Fixed and Mobile Convergence, http://www.fixedmobileconvergence.net/).
Essa nova tecnologia nos permite utilizar nosso aparelho celular, independentemente de ligarmos para fixo ou para outro celular, e termos a certeza de estarmos pagando a melhor tarifa possível, e de forma análoga, ligarmos de nosso telefone fixo para um celular ou para outro fixo, deixando por conta da tecnologia a análise de sua ligação e a escolha do melhor número para receber a tarifação, fixa ou celular, pagando assim os preços mais adequados.
No mundo inteiro, as ligações entre redes distintas são mais caras, por exemplo, quando utilizamos nosso telefone fixo para fazer uma ligação para algum amigo ou parente no seu número celular, pagaremos mais caro por essa ligação do que se estivéssemos utilizando a telefonia celular diretamente. Isso porque estamos utilizando duas redes, a rede da telefonia fixa, de onde partiu a chamada e a rede da telefonia, e para remunerar as duas redes, a chamada acaba ficando mais cara.
Com a FMC, existe um dispositivo na rede, que analisa a origem e o destino das chamadas, e escolhe qual é a melhor tarifa a ser aplicada, porque não existe nada mais desagradável do que ficar se preocupando com a escolha da melhor maneira de utilizar seu telefone, pensando se estamos ligando para fixo ou para celular e então decidir sobre como faremos a ligação.
O principal objetivo da convergência é tornar a vida de quem utiliza a telefonia mais simples e mais fácil. Na seqüência serão desenvolvidos planos de tarifas que consigam colocar o cliente, no momento da chamada, no melhor plano possível, e também fazer a acomodação ao final do mês, analisando o total de chamadas de cada cliente, no plano que mais se adapte ao seu consumo. Ao invés de possuir um plano de 200 minutos o tempo todo, será possível ficar em um plano de 200 minutos nesse mês, aumentar o consumo no mês seguinte, reduzir no próximo e por aí vai, sempre tendo a certeza de estarmos no plano, automaticamente, que melhor nos atende do ponto de vista de perfil de uso e de tarifa, sem precisarmos nos preocupar.
Essa é a principal utilidade das inovações, tornar o nosso dia-a-dia mais simples e melhor de se viver.

quarta-feira, março 28, 2007

Telefonia Móvel no mundo


Colhi várias informações durante a visita que fiz à 3GSM World Congress em Barcelona, maior exibição de tecnologia móvel do mundo, e que acontece anualmente na Espanha.
Contamos com 2,5 bilhões de celulares no mundo, ou seja 4 em cada dez habitantes no mundo possui celular, e chegaremos ao próximo bilhão entre 2010 e 2011. Nesse momento teremos mais da metade da população mundial conectada através de tecnologia móvel celular. Para se ter uma idéia da popularidade dessa tecnologia, atualmente contamos com cerca de um bilhão de aparelhos televisores no mundo todo, esse é um dos motivos que faz tantas pessoas pensarem no celular como um dispositivo alternativo de mídia. Esse fato vem reforçando a possibilidade de sua utilização como instrumento de pagamento de compras, entradas de cinema e passagens de ônibus, trem ou metro. Se quase metade da população do mundo possui um aparelho celular, ele também pode ser utilizado para difundir o uso de músicas MP3, fazendo às vezes de um tocador de músicas digitais.
Sendo seu uso tão popular, pode ajudar a difundir também o acesso à Internet, pois rapidamente as tecnologias utilizadas nas conexões dos aparelhos celulares vêm permitindo acesso às redes de dados e, por conseguinte, à Internet, contribuindo para a inclusão digital.
Também presenciei presidentes de gravadoras referirem-se ao celular como sendo futuramente o principal canal de distribuição de músicas no mercado, quem poderia imaginar uma coisa dessas no passado?
As tecnologias de vídeo sobre celular também se popularizam muito rapidamente, já sendo possível a utilização desse aparelho para rápidas referências de vídeo, como clipes de músicas e até para os conhecidíssimos vídeos do You Tube.
Presenciei conexões de dados através de celular com velocidades de até 17 Mbits/s (35 vezes mais rápido que as velocidades normalmente utilizadas para acesso à Internet via banda larga, que usamos habitualmente). E uma grande evolução que pude ver, é que a diferença tecnológica que nos separa desse novo mundo já não é mais tão grande quanto costumava ser na década passada, muito pelo contrário, o que vi são facilidades que se apresentam à nossa porta e que brevemente povoarão nossas vidas, aqui em terras verde-amarelas, quem viver verá!

segunda-feira, março 19, 2007

IP na torradeira


Ouvi uma expressão no início dos anos 90, que apregoava que os endereços IP (endereços de Internet) estariam em todos os dispositivos que nos cercam no dia a dia “IP to the toast” (ou seja, IP na torradeira), teríamos todos os equipamentos de nossa casa conectados a Internet. Dei tanta importância à frase quanto daria se me tivessem dito que em dez anos estaríamos indo para nosso trabalho com um jato amarrado às costas, no melhor estilo dos Jetsons (desenho animado da década de setenta).
Acho que minha avaliação estava errada, os endereços IP e a internet não chegaram ainda às torradeiras (pelo menos não na que eu tenho em minha casa), mas chegaram aos aviões, às geladeiras, às televisões e obviamente aos celulares. No mês passado estive na maior feira de tecnologia celular do mundo em Barcelona, e todos os mais de mil expositores da feira estavam de alguma forma conectados à Internet ou ofereciam seus produtos através da mesma.
Nessa semana começou a Cebit, feira de eletrônicos que ocorre anualmente em Hannover – Alemanha, e li que a empresa Fydel SNT está lançando um computador para automóveis que ficará no painel, possuirá conectividade Internet via banda larga celular 3G e permitirá o controle de vários itens do automóvel como consumo, autonomia, tabela de manutenções e controle de itens de segurança, prestando-se também para a utilização plena, como se fosse um computador de nossa residência oferecendo acesso à Internet, aplicativos Windows e central multimídia de músicas, filmes e imagens.
É o que se tem chamado ultimamente de ubiqüidade da Internet - em todo o tempo e em todo o lugar. Esse conceito está adequado ao uso que a sociedade vem fazendo da Internet, que vem se mostrando como a maior plataforma de comunicação do Planeta. Se já permitia às pessoas se comunicarem entre si, passará a permitir que as máquinas também se comuniquem, de forma que nosso automóvel verificará a necessidade de combustível e calculará qual o melhor posto para abastecimento já calculando a diferença de preços entre os combustíveis dos postos de gasolina pelos quais passaremos, da mesma forma nossa geladeira “pedirá” ao supermercado, pela Internet, o que está faltando em seu interior, assim nunca faltará nada. Parece uma realidade muito distante? Que nada, está batendo à nossa porta.

sexta-feira, março 16, 2007

Olha a inclusão digital aí gente!


Divulgado ontem na PC World (http://pcworld.uol.com.br/) que o Brasil fechou o ano de 2006 em terceiro colocado no ranking de PC desktops vendidos, com a quantidade de 6 milhões de PCs, sendo que desse total, 2 milhões tratavam-se do primeiro PC (o primeiro PC a gente nunca esquece...). Sabemos que o programa PC conectado do governo Federal contribuiu bastante com esse número (não tanto quanto poderia), mas de fato o que estamos vendo é a popularização e uma maior penetração dos PCs em todas as classes sociais. Juntamente ao número de máquinas adquiridas, aumentará também o de aplicativos em geral que serão utilizados, aumentando gradualmente a quantidade de conhecimento produzido e distribuido. De fato uma boa notícia para comemorarmos.

domingo, março 11, 2007

Secretária Eletrônica




Outro dia, ao pegar meu aparelho celular, notei que haviam algumas ligações não atendidas, acessei meu serviço de secretária eletrônica, que é gratuito, para saber o que queriam, as pessoas que me ligaram e que eu não havia tido a oportunidade de atender, para minha surpresa não havia nenhuma mensagem!
Fico imaginando, porque será que algumas pessoas ainda relutam em deixar mensagens em secretárias eletrônicas. Seria algum assunto com prazo de validade, que somente pudesse ser discutido naquele instante? Será que algumas pessoas esquecem sobre o que iriam falar e ao serem atendidos pela secretária eletrônica se dão conta disso e desligam sem deixar mensagem? Será que algumas pessoas têm vergonha em falar com a minha secretária eletrônica? Talvez sejam saudades das secretárias eletrônicas antigas, aquelas que ficavam ao lado de nossos telefone, que usavam fitas para gravação, custavam caro, quebravam com freqüência e nem sempre gravavam de fato nossas mensagens.
Não pode ser o valor da chamada que inibiria as pessoas, pois quem faz uma ligação está preparado pelo menos para arcar com os custos dessa ligação, e falar com a secretária é muito mais barato do que falar com as pessoas diretamente, pois a ligação telefônica dura muito menos e o resgate das mensagens é gratuito.
O serviço é extremamente útil, pois podemos deixar a informação que nos motivou a fazer a ligação naquele momento, tento a certeza de que a informação não se perderá e nem que esqueceremos depois de ligar novamente.
Fica o enigma do porquê de algumas pessoas não utilizarem os serviços de secretária eletrônica de nossos telefones fixos e celulares.
Temos em desenvolvimento serviços que chamamos de mensagem unificada, onde será possível aos nossos clientes acessarem suas mensagens através de fax (transcrição de áudio em texto) através de e-mails (receberemos uma arquivo de áudio anexado a nossos e-mails), poderemos ver quem nos deixou mensagens através da internet, e de lá mesmo ouvir as mensagens, respondê-las, enviá-las a outra pessoa ou armazená-las em nossos computador ou no servidor de mensagens para serem ouvidas depois, e o mais interessante desse serviço na minha opinião, é o fato dos clientes serem entendidos de forma completa e única, não havendo diferenciação entre os diversos serviços utilizados como e-mail, celular, telefone fixo ou internet.
Talvez substitua a voz de minha secretária eletrônica pela da cantora Ana Carolina, como forma de estimular as pessoas a deixarem sempre mensagens para mim, que tal?

segunda-feira, março 05, 2007

O celular do próximo bilhão


Li uma entrevista do senhor John Chambers, presidente mundial da Cisco, há uns seis anos atrás, que me impressionou muito, dizia que 3 bilhões de pessoas nunca haviam feito uma única ligação telefônica na vida, ou seja, metade da população mundial na virada do milênio, estava de fora do processo de inclusão digital.
Desde essa época venho acompanhando esse processo e reforçando uma tese de que, a inclusão digital também é um caminho para a inclusão social, pois vemos que invariavelmente andam juntas. Nesse período, foram vários os esforços para alcançar o objetivo de transpor o enorme fosso de desigualdade social, representado aqui pela quantidade de pessoas no mundo que nunca tiveram acesso a nenhuma tecnologia de comunicações. A boa notícia é que esse esforço vem dando frutos. No momento em que escrevo esse artigo, já constamos com mais de 2,5 bilhões de aparelhos celulares no mundo. De todas as tecnologias existentes, sem dúvida foi a tecnologia celular a que mais se prestou para a popularização das telecomunicações ao redor do mundo, e caminhamos nos próximos 5 anos para o próximo bilhão de celulares, assim em 2012 já teremos mais da metade do planeta com acesso à tecnologia celular, podendo se comunicar com qualquer parte do globo, instantaneamente.
Lembram-se que quando foi lançada, a telefonia móvel celular era sinônimo de status social, pelo custo que tinha (linha mais aparelho)? Pois então, no Brasil já temos mais de 110 milhões de celulares, mais da metade do país possui aparelho celular em nosso País. Em muitos países emergentes do mundo, o que se vê é um movimento similar que faz crescer rapidamente a cobertura celular na Ásia e África, não só através de ações assistencialistas dos governos, mas principalmente através da iniciativa privada, que vem encontrando alternativas economicamente sustentáveis para implantar a tecnologia celular em países em desenvolvimento.
O aparelho celular deixou de ser símbolo de status e assumiu papel importante como ferramenta de desenvolvimento social e econômico.
Não há dúvida que nesse processo de desenvolvimento do mercado celular, também surgiram algumas formas não ortodoxas de incentivos. Aqui no Brasil existe um desequilíbrio de receitas, que faz com que as operadoras de telefonia fixas banquem parte do custo das redes móveis celulares, mas já está provado que é possível desenvolver o mercado, desenvolver a região em que se está inserido e ainda fazer isso de forma sustentável, basta trabalhar no modelo mais adequado. Então caminhemos para o nosso próximo bilhão de celulares!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O remédio que faz mal ao paciente


Estive em Barcelona acompanhando a 3GSM World, maior exposição de tecnologia celular no mundo, e presenciei os presidentes de grandes gravadoras, como EMI e Warner, defendendo o direito do cliente de músicas digitais (baixadas pela Internet ou por aparelhos celulares) de perceberem uma experiência à altura de suas expectativas. Essa preocupação faz todo o sentido, pois apesar de serem os principais representantes de uma indústria que recua 5% ao ano, já perceberam que a saída para esse mercado está na distribuição digital, que já representa dez por cento do faturamento, ou seja 2 bilhões de dólares por ano. E como fomentar um canal de distribuição de conteúdo como a Internet, se a experiência do cliente não é boa quando utiliza esse canal? Quando compramos músicas através de canais digitais acabamos pagando o equivalente ao que pagaríamos se comprássemos um CD nas lojas convencionais, o que parece não fazer sentido, pois o canal de distribuição digital possui preço muito mais baixo, também não existem as preocupações com logística e distribuição, o que deveria estar refletido em preços mais acessíveis. Também temos que lembrar da facilidade de aquisição, ouvi do próprio presidente da Warner, que o objetivo de sua empresa é que o cliente possa adquirir suas músicas com no máximo 3 “clickes” no computador ou no seu celular, ou seja os menus precisam ser mais amigáveis e em menor quantidade, o que valorizaria a experiência do cliente. E por fim, o que considero de maior impacto, que são os direitos autorais e as ferramentas que se utiliza para garanti-los, as chamadas DRM (Digital Right Management ou gerenciamento de direitos autorais). É aqui que identifico que possa estar havendo algum tipo de excesso de preocupação contra pirataria em detrimento do prazer e direitos do consumidor. Steve Jobs, fundador da Apple, escreveu um artigo que publicou no site da empresa recentemente, onde se coloca favorável a um controle de direitos autorais mais amigável, ou mesmo que isso seja substituído por uma forma de repasse equivalente ao que ocorre nas rádios, onde é arrecadado um valor percentual que é repassado aos autores e gravadores, de acordo com a freqüência de exibição de suas músicas. Por outro lado, o que vemos atualmente, é que pagamos caro pela aquisição digital, o processo de compra é complicado, pois temos que vencer inúmeras etapas nos sistemas disponíveis e além do mais, ao recebermos a música, somente podemos ouvi-la naquele dispositivo em que a instalamos (Ipod, tocador de MP3, celular ou computador), o que não acontece quando compramos um CD e o tocamos onde bem entendermos. Me parece que a dose do remédio pode colocar em risco a vida do paciente...

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A nova TV

Enganou-se quem pensou, através do título, que este artigo tratava do novo sistema de televisão digital brasileiro (SBTVD) que entra em experimentação ainda esse ano. Tampouco é a respeito de algum novo modelo de TV digital de Plasma ou LCD, aparelhos que, com muita freqüência, encontramos em todas as lojas de eletrônicos, propagandas em jornal e revistas que se nos aparece pela frente, não, não é desse tipo de TV que vou falar.
Quero abordar aqui uma revolução silenciosa que vem ocorrendo na Internet, que só seus usuários têm percebido, e que certamente colocará em xeque o modelo tradicional de transmissão de conteúdo de forma permanente. Trata-se da onda de inserção e geração de conteúdo pelo próprio internauta. Essa onda vem se confirmando com o tempo e encontra-se reforçada pelas atuais facilidades disponibilizadas pelos softwares do tipo do You Tube (www.youtube.com) que se presta a colocar pequenos vídeos capturados de forma caseira normalmente, e mais recentemente pelo Joost (www.joost.com). Neste caso o que se pretende é uma plataforma que suporta conteúdo de maior duração, como se o próprio cliente pudesse capturar vídeo como o de canais abertos de TV e disponibilizasse através da Internet. O Joost foi desenvolvido e disponibilizado pela mesma dupla de inventivos e empreendedores, que desenvolveu o Kazaa (programa de troca de arquivos de música pela Internet) e o Skype (programa de voz sobre a Internet).
E depois da Internet através de computadores, certamente esse uso de conteúdo gerado pelo próprio usuário avançará também para os aparelhos celulares. Atualmente já existem programas e portais onde se pode disponibilizar o conteúdo capturado pelos celulares com câmera, na Internet, para que qualquer pessoa possa acessar, mas seu uso ainda não é massificado e a velocidade disponibilizada em alguns casos pelas redes celulares, ainda é baixa para transportarem informação de vídeo. Mas qualquer conteúdo gerado pode ser disponibilizado a outras pessoas como fundos de tela, ringtones (aquelas músicas que instalamos em nosso celular para personalizá-lo), ou mesmo vídeos. Com o desenvolvimento de novos programas e facilidades para os celulares, essa tendência certamente será reforçada, e como a quantidade de celulares aumentando dia-a-dia (já são dois celulares para cada aparelho de televisão no Brasil) isso deve acontecer rapidamente. E você, já colocou algum conteúdo na rede?

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Ausência Justificada

Me desculpem a falta de regularidade nessa útlima semana, estive em Barcelona acompanhando as últimas inovações da área de telefonia celular GSM, e garanto que teremos muito assunto para discutir, pois estou voltando com muitas novas idéias de produtos e tecnologias que possam facilitar ainda mais a vida de nossos clientes. Aguardem.
A próxima discussão será a respeito das TVs de próxima geração.
PS (esse post está sendo feito do aeroporto de Barcelona, enquanto aguardo meu vôo para Lisboa, de onde irei para Guarulhos - São Paulo e finalmente Uberlândia, onde passarei o Carnaval. O acesso a internet é feito através de uma acesso Wi-Fi público, aqui do aeroporto, à bagatela de sete euros e conqüenta por 60 minutos de uso...)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Ao cliente, tudo!


A história das Telecomunicações brasileiras sofreu uma evolução tremenda na última década. Houve mudanças significativas nas áreas de tecnologia, de atendimento ao cliente, nos preços cobrados pela prestação dos serviços, no tempo necessário para se instalar uma linha telefônica, e em mais uma dezena de processos que acabaram por impactar positivamente na qualidade do serviço prestado.
O monopólio em Telecomunicações, é uma ferramenta conhecida e foi utilizada no mundo inteiro, como forma de alavancar os primeiros sistemas de telecomunicações em diversos países, pois viabilizava os grandes investimentos necessários a implantação de um sistema de dimensão nacional, para as comunicações do país, o que foi fundamental para o desenvolvimento econômico, social e político do Brasil. Mas agora vivemos uma realidade totalmente diferente. Estamos em um ambiente de concorrência de diversas operadoras e tecnologias, que se prestam ao mesmo serviço e concorrem entre si, o que é muito bom para o cliente, que fica com mais opções na hora de escolher qual operadora usar e qual serviço lhe será mais útil. Aliás a própria denominação cliente já é uma evolução, pois ele já foi chamado de assinante e usuário, ambos com uma conotação muito mais contratual do que mercadológica. E isso refletia bem como nós clientes éramos tratados nesse período, onde os telefones públicos eram mais escassos e precisávamos mais deles, pois não tínhamos tantos telefones fixos e celulares (atualmente já ultrapassamos a barreira dos 100 milhões de celulares no Brasil). Quando comprávamos uma linha telefônica, que era traduzido por uma adesão a um plano de expansão, pagávamos antecipadamente pela linha, que seria instalada com sorte dali a um ou dois anos.Hoje temos abundância de ofertas e de tecnologias que nos conectam ao mundo, e podemos escolher dentre as oportunidades que nos são apresentadas quase que diariamente. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer, pois apesar da concorrência, ainda existem várias necessidades não atendidas. Entre elas aquela tão conhecida nossa, quando nosso micro-computador literalmente “trava” ou perde alguma configuração, negando-se a fazer aquilo que fazia de forma costumeira, também por vezes necessitamos do serviço celular em algumas situações em que a cobertura não está disponível. Então que tal recebermos todos os serviços de que precisamos de forma unificada, cobrados em uma única conta, incluídos automaticamente nos melhores planos tarifários, atendidos por telefonistas que entendam nosso problema e possam resolvê-lo rapidamente bem como contar com suporte para os problemas de informática também, não seria fantástico?

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Celular faz mal à saúde?




Muito se fala, e principalmente muito se transmite pela Internet, através daqueles e-mails que invadem nossas caixas postais sem permissão, sobre os riscos existentes na radiação proveniente de aparelhos celulares e de estações transmissoras e antenas de sistemas celulares, que algumas vezes se avizinham de nossas residências. Mas afinal das contas, a exposição a esse tipo de radiação pode levar ao câncer? A resposta é NÃO!
Os sistemas celulares utilizam-se de um método de transmissão de sinais que chamamos de micro-ondas, o mesmo tipo que é utilizado para transmissão de sinais de rádio, TV e também nos equipamentos de micro-ondas domésticos que utilizamos para fazer nossa pipoca. Apesar de termos micro-ondas em todos esses sistemas, nos equipamentos celulares a potência (força com que o sinal é gerado) é muito mais baixa do que a potência de um forno de micro-ondas ou mesmo de uma retransmissora de TV ou rádio. No sistema celular de telefonia, como existem várias antenas, ou células, o que ocorre é que o sinal é muito mais baixo, pois está distribuído em toda a cidade. Sem falar que a potência de uma antena, por estar sobre uma torre normalmente acima dos trinta metros de altura, chega até nós extremamente dissipada, a ponto de podermos garantir que a potência de nossos aparelhos portáteis celulares, que levamos em nossas bolsas ou cintura, possui uma potência maior do que as grandes antenas existentes pela cidade.
Outro ponto que deve ser salientado, é que os sistemas de transmissão de sinais de telecomunicações emitem radiação eletromagnética que, por definição, é apenas energia, não existindo emissão de fato de partículas atômicas ou sub-atômicas, como ocorre na radiação nuclear, por exemplo. Como nas ondas eletromagnéticas não existe emissão de partículas, o que ocorre é apenas um aquecimento do material exposto à radiação (esse é o efeito que atua sobre a comida que colocamos no forno de micro-ondas), o material se aquece, porém obviamente não fica radioativo. Por outro lado, quando somos expostos à radiação nuclear (fazendo uma radiografia ou tratamento radiológico, por exemplo) as partículas atômicas que são irradiadas podem se chocar com os núcleos das células humanas, provocando eventualmente em alguns casos algumas mutações celulares que levem a formações cancerígenas. O mesmo ocorre quando ficamos expostos ao sol por muito tempo, a radiação ultra-violeta do sol pode provocar também algumas mutações celulares, que podem levar a formação de células cancerígenas, para isso existe uma ação de nosso próprio organismo que elimina essas formações e nos mantém sadios.Então a dica é, usar sempre filtro solar e lembrar que o maior mal que pode advir de um aparelho celular é se ele cair em seu pé, ou a conta telefônica que ele pode representar ao final do mês.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Até onde vai a miniaturização?


Todos devem se lembrar dos primeiros aparelhos celulares, não? Eram verdadeiros tijolos, que carregávamos em nossos cintos e malas (com muito custo...), isso para não falar dos rádios transistorizados, ou carinhosamente chamados de “radinhos de pilha” e na mesma linha de comparação, podemos citar outros tantos aparelhos que freqüentavam nossos lares, como vídeo cassetes, aparelhos de som e eletrodomésticos em geral. Quase todos tinham características semelhantes, ou seja, eram pesados, grandes e pouco eficientes (em geral consumiam muita energia das pilhas e eram de difícil manuseio).
Após esse período da popularização do uso dessas tecnologias, o que se viu foi um processo de miniaturização geral, onde se buscou colocar as mesmas funções em aparelhos mais compactos, leves e com maior facilidade para levarmos conosco. Mas como tudo em eletrônica, o processo de fazer mais, em menos tempo, e a um custo menor não tem fim, e continuamos evoluindo nossos aparelhos, até notarmos as primeiras impressões negativas referentes aos diminutos novos aparelhos, que começaram a ficar difíceis de utilizar, seja pelo tamanho das letras, seja pelo tamanho dos botões, haja vista que nossos dedos não passaram pelo mesmo processo de miniaturização, ainda bem!
Enxergo que essa tendência se comporta de forma mais adequada atualmente, assim comprimimos e compactamos o que chamamos de tecnologia embarcada, de forma que agregamos novas funções e usos, aos equipamentos que já existiam, sem, no entanto, mexer no seu tamanho final, o que acaba por facilitar o seu manuseio pelo cliente final.
A velocidade com que tais mudanças vêm ocorrendo, também contribui para a percepção que temos que à cada dia, as coisas tornam-se obsoletas mais rapidamente. Se isso é bom para a economia e para as empresas que produzem essas maravilhas da tecnologia moderna, por outro lado devem ser motivo de análise cuidadosa por parte do comprador, para evitarmos investir muito dinheiro em algo que certamente, estará desatualizado em poucos meses.
De minha parte, já me vi analisando a possibilidade de adquirir alguns equipamentos que, apesar de avançados, integrados e extremamente modernos, faziam exatamente a mesma coisa que os modelos anteriores que eu já possuía.