domingo, agosto 26, 2007

O que consideramos como cultura...


Depois do último texto que publiquei sobre a inclusão digital no Brasil e dos problemas que esse tema vem enfrentando, face ao despreparo de educadores e até de falta de metodologia e acompanhamento do programa de inclusão digital do governo, recebi alguns comentários no Blog, e-mails e até bate-papos de alguns amigos com novas idéias sobre como corrigir o problema.
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...

domingo, agosto 19, 2007

O futuro das tecnologias renováveis


Prever o futuro em algumas áreas costuma ser muito difícil, face à quantidade de variáveis que podem influenciá-lo. Deixando de lado o charlatanismo e os especuladores de plantão, existem trabalhos sérios a respeito do futuro? Sem dúvida! É o caso do engenheiro Ray Kurzweil (http://www.kurzweiltech.com/aboutray.html), cientista e inventor, que nos últimos 30 anos tem se dedicado a estudar o futuro através de modelos matemáticos, que desvendam curvas de evolução tecnológica em campos onde consegue-se boa previsibilidade, como miniaturização de componentes, nanotecnologia e evolução das tecnologias da informação.
Prevê que em 20 anos os painéis solares custarão centavos de dólar o metro quadrado, imagine as possibilidades que se abrem no sentido de aplicação desses dispositivos em veículos, ou mesmo em nossas residências, pois sabemos da crescente demanda por energia que nosso mundo vem enfrentando e os impactos que as formas convencionais de geração de energia causam ao meio ambiente.
Outra evolução prevista por Ray é a de acumuladores de energia (mais conhecidos como pilhas ou baterias), que por utilização de nanotecnologia, poderão ser utilizados em células de energia de tamanho muito reduzido e que terão grandes capacidades de armazenamento, imaginem, por exemplo, um automóvel que pudesse ser alimentado por um célula de energia renovável, do tamanho de uma caixa de fósforos.
Nosso pensamento sobre evolução é de certa forma linear, o que nos impede por vezes de enxergarmos algumas rupturas que certamente ocorrerão na evolução dos materiais utilizados em painéis solares, microprocessadores e na física de nanotecnologia, que além de permitir forte miniaturização, permitirão o barateamento do processo fabril. Essa evolução será fundamental, pois em qualquer cenário que traçamos para o futuro, a análise da matriz energética é sempre de grande impacto, e se por um lado temos uma demanda eternamente crescente por energia, por outro temos claramente um gargalo nas formas atualmente conhecidas de geração de energia, seja pelo impacto que trazem ao meio-ambiente, ou pelo esgotamento dos materiais utilizados como combustível, como carvão e petróleo. Atualmente 80% do combustível utilizado no mundo é de origem fóssil enquanto que o Sol fornece dez mil vezes mais energia do que temos utilizado atualmente. É uma boa equação não é?

domingo, agosto 12, 2007

Somente o computador não basta


Há algum tempo atrás comentei neste espaço sobre o programa OLPC – um computador por criança, criado no MIT pelo senhor Nicholas Negroponte, e que estava sendo adotado no Brasil. Sempre achei uma iniciativa louvável e, apesar de não ser suficiente para garantir a tão propalada inclusão digital, sempre reconheci a sua importância.
Sempre foi discutida que a iniciativa de fornecer a máquina nas escolas, à razão de um computador por criança, deveria ser acompanhada de ação tão ou mais importante, no sentido de capacitar o corpo docente das escolas, para que também nesse nível se desse a inclusão digital, caso contrário os computadores pouca ou nenhuma valia teriam, pois seriam utilizados de maneira inadequada pelos alunos.
Pois muito me inquietou ler uma reportagem na semana passada sobre uma pesquisa conduzida pelo LSI – Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, que era o órgão responsável pela metodologia de integração das máquinas e pelo acompanhamento do uso dos computadores. Depois de seis meses de implantação do sistema em algumas escolas piloto, a conclusão da pesquisa é que na maioria das escolas, houve atraso dos alunos para com a matéria, em função de estarem participando da experiência. Explica-se, como não houve capacitação de todos os professores envolvidos, o computador acaba sendo subutilizado, ou mesmo utilizado para fins diversos dos da educação, como navegação em sites de relacionamento ou utilização para integrar-se em salas de bate-papo, e o que é pior, esse uso é feito durante o horário das aulas.
Conheci alguns programas bem sucedidos de inclusão digital, e lembro que em todos encontrei alguns pontos em comum como a aceitação por parte da comunidade da importância do projeto, capacitação do corpo de professores, preocupação na elaboração e pesquisa de conteúdo adequado ao sistema de ensino informatizado, equipe disponibilizada para manutenção das máquinas e de seus programas instalados além de obviamente as máquinas em configuração adequada.
Pesquisei e encontrei recomendações explícitas no sentido de se fazer uma experiência consistente, contando com todos os quesitos que mencionei, pelo próprio LSI, quando em dezembro de 2005 elaborou o relatório “Utilização Pedagógica Intensiva das TIC nas Escolas”, sinal de que já sabemos o que tem que ser feito, basta fazer.

segunda-feira, agosto 06, 2007

A evolução dos acessórios


Lembro-me bem, quando meu pai comprou o seu primeiro carro com relógio no painel. Era uma peça destacada, pois era o diferencial daquele modelo de carro, juntamente com alguns outros acessórios, como espelho retrovisor direito, acendedor de cigarros e ventilador de ar forçado. Apesar dos meus tempos de infância trazerem-me ótimas recordações, certamente estas não me ocorrem pelas facilidades e inovações que tínhamos à época.
Atualmente temos relógios em nossos aparelhos celulares (que são também agenda e despertador, dentre outras inúmeras funções), também os temos em nossas cozinhas em vários eletrodomésticos, também estão presentes em nossos aparelhos de som, TVs, DVDs, chaveiros, em algumas bicicletas e motos e na telinha de nossos computadores. Está em tantos lugares que fico me perguntando o porquê de ainda usamos relógio de pulso. Li que os usamos porque nos fornecem uma noção de espaço também, e não somente de tempo, pelo curso dos ponteiros podemos ter a sensação do espaço a percorrer até que determinado horário ocorra, por exemplo.
Mas acho mesmo que os usamos como adorno, pois sua função básica de fornecer as horas é suprida por um número imenso de dispositivos que nos cercam no dia-a-dia.
Como será no futuro quando quisermos dar uma referência da mão esquerda, e dizermos “mão do relógio”?
É engraçado como alguns usos e costumes vão se alterando conforme os dispositivos vão evoluindo e passam a permitir algumas facilidades adicionais. Música portátil na década de 70, era sinônimo de vitrolinha à pilha, tocando disco compacto, e não MP3 como hoje. Algumas máquinas fotográficas mais baratas exigiam que comprássemos flashes descartáveis para fotografarmos à noite ou em interiores, hoje nossos celulares ultrapassam 5 Megapixels na função máquina fotográfica e já trazem o flash embutido. E os carros que tinham como acessório relógios e acendedores de cigarro, hoje são confrontados com o Punto da Fiat, que faz conectividade com até 5 celulares via bluetooth, possui entrada USB para Pen Drive ou MP3 player no porta-luvas, permite visualizar os SMS no painel do computador de bordo, ou mesmo ouvi-los através de software desenvolvido pela Microsoft que aceita comando de voz. A única preocupação é que, por ser Microsoft, de quando em vez não funcionará, e será necessário desenvolverem um outro acessório no carro, que será a tecla “Control+Alt+Del”.

quarta-feira, agosto 01, 2007

A difícil realidade da exclusão digital

Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=aM2afI-fCwc) vemos uma realidade difícil de ignorar, que nos lembra a dura realidade de EXCLUSÃO DIGITAL e do tanto que temos ainda por fazer, no sentido de promover uma sociedade mais justa, onde todos tenham mais oportunidades de vencer e se desenvolver economicamente.

segunda-feira, julho 30, 2007

A simplicidade é a sofisticação máxima


Todos sabemos a importância da simplicidade em nossas vidas, o que me surpreendeu foi deparar-me com essa máxima de que “a simplicidade é a sofisticação máxima” em uma exposição de Leonardo da Vinci. Essa frase veio provar que há quinhentos anos atrás já existiam mentes brilhantes preocupando-se em simplificar métodos, processos e tecnologia.
É inegável que a função maior da tecnologia seja simplificar nossas vidas, dando-nos mais tempo disponível, melhorando nossa qualidade de vida e tornando-nos mais eficientes. Também é inegável, no entanto, que o mau uso da tecnologia pode provocar exatamente efeito inverso. Diariamente somos obrigados a apagar e-mails que nos chegam sem que tenhamos enxergado nenhuma utilidade para os mesmos. Entrei em uma agência do Banco do Brasil, totalmente automatizada, da retirada da senha ao atendimento personalizado, e depois de ficar mais de uma hora esperando para ser atendido, recebi a informação que a operação que esperava fazer não era possível de ser feita na agência. Assistimos atônitos, um mau uso da tecnologia provocar a morte de duas centenas de vidas, no maior desastre aéreo que o Brasil já vivenciou, e na seqüência temos sido informado através de vários termos técnicos, que o acidente era inevitável.
Isso serve para nos mostrar que, apesar de ser o maior desejo de todos, nem sempre é fácil utilizar-se da tecnologia para simplificar nossas vidas, pelo contrário facilmente gastamos um tempo enorme em uma agência bancária totalmente automatizada (nesse caso a tecnologia foi utilizada para simplificar a vida do banco e não a nossa). E a tecnologia da informática, por vezes nos atrai tanto que corremos o risco de passamos mais tempo sobre o computador do que gastaríamos se fizéssemos determinadas atividades de forma manual. E no caso do caos aéreo que assola nosso País, é uma salada de erros, alguns inclusive de tecnologias ultrapassadas, outros de mau uso, outros de treinamento inadequado, para não citar os que fogem dessa esfera como a incompetência administrativa dos órgãos que atualmente estão a frente da aviação brasileira e controle dos aeroportos.
Pensando que o gênio mais brilhante que nossa era conheceu já estudava meios mais simples e seguros de automatizar tarefas, de voar de construir máquinas, fica-me a impressão de que, em alguns casos, estamos demorando muito a aprender.

domingo, julho 22, 2007

E por falar em férias...


Nada melhor que viajar para dar mais valor a nossa operadora de telecomunicações local.

Viajei por Natal e Fernando de Noronha, é claro que em Fernando de Noronha, por se tratar de uma ilha com pequena população (apesar do público de alto poder aquisitivo) não existia cobertura adequada de GSM e muito menos de Edge ou mesmo GPRS (somente consegui sincronizar meu palm no aeroporto local).

Estranhou-me no entanto a cobertura das três operadoras celulares locais de Natal, pois mesmo no aeroporto internacional Augusto Severo, somente consegui fazer uma ligação celular depois de mais de vinte tentativas (testei os celulares de meu filho e esposa para garantir que não era um problema de meu aparelho e também vários destinos).

Dependendo das condições dos aeroportos que nos servem (nos servem?), já estou com mais de uma hora e meia de atraso, e sem conexão ou cobertura de celular pelas operadoras locais (Oh saudade de Uberlândia...), o que me salva é que a cobertura do meu plano de banda larga WiFi (Net Super Wi Fi) está com qualidade excelente e me permite entrar em contato com meus parentes para avisar do atraso nos vôos (falei através de VoIP TudoMais -http://tudomais.netsite.com.br/ - é claro....).

Olhando as praias de Natal e Fernando de Noronha, é difícil imaginar que falta algo....talvez um pouco mais de dinheiro no bolso e uma cobertura celular mais adequada para contar aos amigos o quanto isso aqui é bonito!

Facilidades para quem?


Trabalhei no desenvolvimento de um produto para mobile payment (pagamentos através do aparelho celular). Fizemos o início da operação cadastrando usuários e estabelecimentos que passaram a aceitar também essa forma de pagamento. Nas entrevistas que dei, confesso que sempre me incomodou um pouco, informar que uma das vantagens do sistema era o fato de não haver aluguel dos POS (Point of Sale – pontos de venda são aquelas maquininhas nas quais passamos nossos cartões, e que são cobradas dos estabelecimentos comerciais em forma de aluguel) e que também trabalhávamos com taxas mais atrativas que as operadoras convencionais. Não que não retratasse a verdade, pois de fato é assim que operamos, incomodava por estarmos dando muito foco em uma facilidade para o comércio e não para o usuário. E todo o sistema foi pensado para oferecer maior conveniência também aos usuários, permitindo uma forma complementar de execução da operação financeira de pagamentos.
Pois bem, estou em férias e utilizando a Internet através de meu Net Super WiFi (por esse motivo o meu Blog não está atualizado na mesma freqüência com que costumava estar) e em viagem pelo Nordeste me deparei com estabelecimentos, que preferiam trabalhar com cheque ao cartão de débito ou crédito (fora alguns que a aceitavam somente dinheiro mesmo). Perguntei sobre a inadimplência, cheques sem fundo e etc, me responderam que a inadimplência era uma possibilidade, ao passo que os aluguéis das máquinas de cartão e as taxas cobrada pelas administradoras eram certas, e preferiam correr o risco de uma eventual inadimplência a terem suas margens reduzidas pelo pagamentos das taxas pertinentes.
De novo colocando o conforto dos estabelecimentos comerciais na frente da conveniência dos pobres clientes. Essas formas de operação somente são aceitas porque não há alternativas, já que todos os estabelecimentos comerciais nas proximidades adotavam o mesmo procedimento, caso houvesse loja com maior flexibilidade, certamente ganharia a preferência dos clientes. Apesar do esforço que temos feito para atendermos as necessidades de nossos clientes, vejo que não temos muita companhia nessa luta, às vezes tenho mesmo a sensação que estamos sós...

quarta-feira, julho 11, 2007

Global Warming



Ganhei de meu irmão e cunhada, entradas para assistir ao show do Blue Man Group. Além de divertidíssimos, trazem um conteúdo consistente e sério, sobre nossas vidas, as máscaras que usamos no dia-a-dia, as técnicas de marketing utilizadas para se "vender" algo e um alerta relativo ao aquecimento global (http://www.youtube.com/watch?v=snPdEl0Duoo) que merece ser visto, seja pela criatividade, seja pela seriedade do tema, seja porque eu sugeri, não interessa.

Falamos tanto nesse Blog dos desenvolvimentos e tecnologias que vivenciamos, e é fundamental termos também um olho sobre o impacto que estamos provocando no meio ambiente com essas maquininhas que usamos e desenvolvemos. Confiram.

segunda-feira, julho 09, 2007

Até quando?

Já discutimos o quanto o aparelho celular da Apple, o Iphone é avançado e inovador. Sem dúvida essa empresa está lançando mais um sucesso mundial em termos de marketing, pois o aparelho foi anunciado há mais de seis meses e nunca houve tanta expectativa em cima de um aparelho celular, como essa que foi criado para o Iphone. Ora, que os produtos da Apple são desejo de consumo no mundo, nós já sabíamos, a vantagem é que basta entrar numa loja que tenha a famosa maçã branca como símbolo, ou então as milhares de representantes ao redor do mundo, escolher o melhor modelo de M3 player ou Computador que melhor se adapte às nossas necessidades e levá-lo para casa. É assim com qualquer produto Apple, menos com o Iphone. Houveram filas em todos Estados Unidos no fim de semana do lançamento do tão esperado aparelhinho celular. Foram vendidos mais de um milhão de aparelhos em poucos dias. Como em todo lançamento, existem alguns pontos a serem melhorados ainda. Mas o mais restritivo no meu ponto de vista, é o fato de venderem e habilitarem somente em uma única operadora Norte-Americana. Ele foi desenvolvido com exclusividade de dois anos para a AT&T em território Americano, e poderá ser vendido na Europa apenas em 2008 (não se tem previsão ainda de quando poderá ser vendido aqui no Brasil).
Enquanto outras empresas mostram que a possibilidade de vender aparelhos celulares desbloqueados é uma novidade, a empresa em que trabalho divulga que sempre fez isso, desde o lançamento dos aparelhos de tecnologia GSM, respeitando o direito dos clientes de usarem os aparelhos nas operadoras que quiserem. Nesses tempos de liberdade de escolha parece que a restrição da Apple é descabida.
Sabemos de algumas limitações do Iphone, quanto a duração da bateria, não trabalhar com mensagens, velocidade de conexão à Internet baixa, enfim algumas decisões que foram tomadas para o seu lançamento que certamente impactarão no seu desempenho. Mas acredito que a mais grave tenha sido a decisão de restringir o uso a uma única operadora em um único país. Até quando haverão consumidores dispostos a ficarem na fila para comprarem algo caro, que tem limitações grandes quanto ao uso, e que, ainda por cima, exigem uma fidelização mínima de dois anos no plano celular adquirido?
Quero acreditar que esse consumidor é espécie em extinção!

quarta-feira, julho 04, 2007

Boas notícias de Inclusão Digital

Divulgada nota do Ministério das Telecomunicações na última sexta-feira, de que pretendem adquirir 5,4 mil kits de inclusão digital, para favorecerem igual número de municípios, através da implantação de Telecentros. Como temos algo em torno de 5.6oo prefeituras no Brasil, sabemos que a cobertura desse serviço pode ser próxima do total. Antes que os críticos de plantão digam que se vem do governo não dará cero, aviso que, na minha opinião, todo e qualquer esforço no sentido da inclusão digital é bem vindo. Estamos falando de mais de um milhão de pessoas beneficiados por esse programa, o que faz muita diferença, mesmo em um país de dimensões continentais como o nosso. Celebremos pois, e que 2008 já nos traga esse projeto transformado em realidade!

domingo, julho 01, 2007

Omelete sem quebrar os ovos?


Existe uma certa dicotomia no mundo da tecnologia. Se por um lado todos almejam soluções simples que tornem suas vidas mais fáceis, por outro existe uma expectativa em obter os melhores recursos e mais poderosos aparelhos disponíveis no mercado, com a maior quantidade de funcionalidades possível. E nem sempre essas características andam juntas. Aliás, normalmente são diametralmente opostas.
Um dos grandes trunfos do lançamento do iPhone, da Apple, é a simplicidade de uso, aliada a avançadas facilidades que prometem fazer deste um grande aparelho, porém nessa semana que foi o seu lançamento em loja, já houveram vários fóruns e listas de discussão abordando algumas facilidades não disponíveis no aparelho, como banda larga e envio de mensagens multimídia, que obviamente eram esperadas em um aparelho desse nível e preço.
Essa discussão não é nova, é nossa conhecida de longa data. Lembram do nosso bom e velho vídeo cassete? Pois bem, custava sempre o mesmo preço, e a cada ano lançavam-se novas facilidades, com mais cabeças de reprodução (para que servia isso?), e mais botões disponíveis no controle remoto. E a imensa maioria das pessoas fazia o quê? Apenas reproduziam seus filmes prediletos e muito raramente faziam, ou tentavam fazer, algumas gravações. Mas na hora da escolha do novo vídeo cassete, invariavelmente escolhíamos os que tinham mais botões. Esse equipamento é um exemplo de dispositivo de grande penetração em nossas casas, mas que pouquíssimas pessoas sabiam como utilizar, de fato, todas as suas potencialidades.
Estou passando por um momento de escolha desse tipo no momento. Meu aparelho celular é um smartphone TREO 650, mas que está perto de fazer seu segundo aniversário comigo. A principal vantagem do TREO está longe de ser a leveza e facilidade de uso, então me passa pela cabeça, o tempo todo, a possibilidade de trocá-lo por um modelo mais simples, menor e mais leve, que sirva basicamente para falar. Mas no mesmo momento em que penso assim, me vem à cabeça abrir mão de meu cartão de memória com 1 Giga, minhas centenas de músicas gravadas, o acesso aos meus e-mails, a facilidade em navegar na Internet, e acessar meus arquivos em Excell, Power Point, Word ou Acrobat. Vou pensando nessas duas opções e, quando vejo, não troquei de celular.
Se alguém souber como fazer omeletes sem quebrar os ovos me avise!

segunda-feira, junho 25, 2007

A Web 2.0


Falar que diariamente, mais e mais usuários colocam o próprio conteúdo na rede mundial de computadores, seria no mínimo “chover no molhado”. Conhecemos a explosão que os Blogs representam, e conseguimos verificar o interesse que geram na Internet, onde representam um dos maiores usos da rede. O interessante é a democratização da informação que está por trás disso, atualmente qualquer pessoa pode dizer o que pensa a respeito de qualquer coisa, e publicar em um Blog que, instantaneamente estará disponível a um bilhão de internautas no mundo inteiro.
Isso é a Web 2.0, que permite ainda comentar notícias que se lê na Internet, bem como selecioná-las e enviá-las ou mesmo relacioná-las em minha página pessoal, também permite uma personalização nunca vista antes, pois deixa as páginas na Internet do jeito predileto do usuário, publicando as notícias escolhidas com o destaque pretendido, avisando quando existirem novidades nos seus sites de maior interesse, através das ferramentas de rss feed, fazendo sugestões de compra tremendamente acertadas nos sites de e-commerce, através da análise de perfil de usuário. Também permitem publicação e compartilhamento de fotos, bem como a impressão em laboratório profissional com envio pelo correio das mesmas.
Sem dúvida é um mundo novo de possibilidades, e o mais interessante disso tudo é a forma com que vem ocorrendo. Sem provocar grandes comoções, ninguém ficou à espera da Web 2.0 ou dos pacotes de facilidades que viriam a ela atrelados. Apenas aconteceu, e foi uma introdução natural, onde os usuários foram percebendo as facilidades que mais lhe chamavam a atenção, e foram utilizando-as passo a passo, e em pouco tempo estamos todos experimentando e divulgando o que convencionou-se chamar de Web 2.0.
Mudança semelhante, no passado, demandaria treinamento, substituição de máquinas, testes de verificação de compatibilidade de aplicativos existentes, divulgação mercadológica extensa, desenvolvimento de grandes canais de venda, enfim tudo aquilo a que estamos acostumados presenciar sempre que se dá uma mudança de hábito. No entanto essa mudança foi silenciosa, não demandou uma única hora investida em treinamento e mesmo assim foi um sucesso, pois as novas aplicações já estão em uso há tempos, e são sucesso absoluto, pois obtiveram o principal selo de aceitação do mercado, que é a utilização plena e satisfatória pelos usuários.
Parabéns a Web 2.0!

domingo, junho 17, 2007

Tecnologia para quem?


A Microsoft Digital Advertising Solutions, conduziu uma entrevista recentemente, junto ao público jovem de oito países, o objetivo era verificar o relacionamento desse público com a tecnologia. Os resultados são muito interessantes.
Confirmamos o que já vínhamos ouvindo em outros estudos, que o jovem conhece mais termos técnicos que a maioria do público usuário de Internet, e que também gasta mais do seu tempo no computador pessoal do que frente a TV, até ai nada de novo.
A novidade foi descobrir que menos de 20% deles utiliza os termos “redes sociais”, “podcast” e pasmem, menos de 8% utiliza o termo “Web 2.0”. Esses resultados são contraditórios? Acho que não, senão vejamos:
O que chamamos de tecnologia na realidade tem esse sabor para nós, os chamados “velhos” para os jovens isso é apenas Blog, Stuff, Músicas, Orkut, favoritos e etc.
Fazendo um paralelo das inovações que vivenciamos há uns vinte ou trinta anos atrás, entendemos perfeitamente o que se passa na cabeça dos jovens. Quem se atreve a dizer a “tecnologia da TV em cores...” ou então que “a nova tecnologia do forno de micro-ondas...” na realidade essas novidades foram se instalando em nossas vidas, sendo que muitos de nós já nasceram frente a essa realidade, e portanto não nos acostumamos a entender esses termos como sendo “tecnologia”, fácil não?
Em compensação a grande maioria dos jovens entende a comunicação como sendo um misto de Messenger, e-mail, telefone celular, SMS. Utilizam regularmente organizadores e tocadores de música em seus PCs, nunca utilizam manuais, para nada (se um manual for necessário é melhor mudar de programa...) fazem downloads regularmente, ou seja tudo que para a minha geração é tecnologia.
É fácil de imaginar que para a geração que vem se familiarizando agora com tudo que temos na atualidade (atualmente os jovens tomam contato com a Internet já aos dois ou três anos) nem sequer pensarão em tecnologia, achando plenamente natural terem acesso a praticamente qualquer conteúdo instantaneamente, e de preferência de forma gratuita. Então pensar nessas novidades como sendo tecnologia é sinal de que o tempo está passando para nós, e por falar nisso, tecnologia? O que significa tecnologia mesmo?

terça-feira, junho 12, 2007

Tudo ao mesmo tempo


Outro dia, em uma reunião na escola de meus filhos (que saudades dos tempos em que podíamos chamar esses encontros de reuniões entre pais e mestres, e olha que de nosso lado continuamos sendo pais...) ouvi que a escola recomendava que as tarefas ou lições de casa fossem feitas em um lugar calmo da casa, onde não houvesse distração com outros temas, e que o livro ou o caderno não estivesse rivalizando com TVs, rádios, outras conversas e etc.
Consigo enxergar a lógica desse conselho, mas fico me perguntando se o mundo que mostram aos nossos filhos diariamente realmente existe. Não falo de valores, pois esses são necessários, e têm sobrevivido ao tempo na maioria das vezes. Falo de forma, de como encarar o mundo, de enxergar um adolescente hoje com os mesmos olhos que nossos pais e mestres nos enxergavam trinta ou quarenta anos atrás.
Muita coisa mudou, e independentemente de acharmos que foi para melhor ou para pior, torna-se perda de tempo termos atitudes de avestruzes, construindo castelos no ar e imaginando que as crianças de hoje morarão nele. Isso só faz aumentar a distância entre o mundo real e o que idealizamos ou mesmo entre o mundo real e o que achamos que ainda existe. E na minha opinião, que não sou especialista em educação, sou apenas pai, acho que essas situações vão mostrando a nossas crianças que é assim mesmo, existe o mundo real, onde habitamos, nos comunicamos (de todo o jeito e ao mesmo tempo, através de todas as formas possíveis e imagináveis, cada vez mais e cada vez ao mesmo tempo) e existe o mundo pensado na teoria, onde é cada coisa a seu tempo, cada coisa no seu lugar, onde se pede a licença para falar levantando-se a mão, onde somos preparados para responder e não para questionar (apesar que depois de adultos somos cobrados exatamente pela nossa capacidade de questionar e por fazer várias coisas ao mesmo tempo, e tudo cada vez mais rápido e com mais qualidade).
Se queremos nos aproximar mais da escola, é fundamental que nesse ambiente se reflitam situações reais e que expressem o mundo atualmente, não aquele idealizado em nossas cabeças e nos livros. Sob pena de continuarmos pregando no deserto com relação ao que devemos e não devemos fazer, em se tratando de comunicação e de jovens.

domingo, junho 03, 2007

Crimes na Internet


Está para ser votado o projeto de lei, redigido pelo senador do PSDB mineiro, Eduardo Azeredo, que tipifica os crimes cometidos pela Internet. Nesse projeto existe a obrigatoriedade de se manter um arquivo, por até três anos, das conexões realizadas por cada internauta, ou seja, a informação de quem fez o acesso a Internet, por determinado período de tempo.
Para se ter uma idéia da polêmica criada por essa lei, o maior provedor da Alemanha a T-online, foi obrigado pela justiça, a apagar o arquivo que continha exatamente as mesmas informações que se quer colocar na lei brasileira. A justiça Alemã entendeu que se tratava de invasão de privacidade.
Existe uma discussão mundial (Convenção de Budapeste), sobre como conseguiremos transformar a Internet em um lugar mais seguro para freqüentarmos. Pode-se imaginar o tamanho do desafio, pois se tratam de representantes das principais nações do mundo, discutindo simultaneamente, com todas as diferenças políticas, econômicas e culturais que cada nação traz. Não temos como esperar portanto uma legislação convergente, em âmbito mundial, em um curto espaço de tempo. Até que esse acordo mundial ocorra, cada país continuará fazendo as suas legislações específicas, como achar mais conveniente, o que deixa a solução mais complexa, pois um internauta americano que acesse alguma página no Brasil, certamente não trará registro de acesso, pois em seu país essa lei não existe, então a lei servirá apenas para brasileiros que acessarem a Internet, de dentro do Brasil, digo de dentro do Brasil porque existem vários programas que simulam uma conexão vinda de fora, que obviamente não se submeterá à restrição, ou seja, alguém mal intencionado terá acesso a ferramentas que burlem essa regra que estamos estipulando no projeto de lei em análise. Ora qual a serventia de uma regra que não serve para todos?
Existe uma questão em jogo, que é se conseguiremos de fato tornar a Internet um lugar seguro, e supondo que passe a ser um lugar seguro, se alguém vai querer entrar nela novamente após se tornar segura, tamanha serão as amarrações que teremos que fazer para que tal situação aconteça!

segunda-feira, maio 28, 2007

Muito de fala e algo se faz


Já apresentei, nessa coluna, o XO, o computador elaborado por uma das cabeças mais brilhantes da Internet dos dias de hoje, Nicholas Negroponte, que desenvolveu o programa OLPC (One Laptop Per Child – Um computador portátil por criança) nos laboratórios do MIT, nos Estados Unidos. Muitas foram as críticas quando publiquei esse artigo, pois se colocava muito em questionamento a real efetividade em se dar um computador para que o aluno pudesse inclusive levá-lo para casa, sem que se olhasse para o problema de forma mais abrangente, incluindo no programa, além do computador, a questão do acompanhamento sobre o projeto, análise didática do material utilizado para fazer o repasse ao aluno, pois não adianta enfiar o conteúdo garganta abaixo no estudante, e até uma determinada vigilância sobre a utilização do equipamento e acompanhamento de desenvolvimento do aluno usuário e participante do programa educacional.
Defendo que o tema inclusão digital está calcado em alguns pilares que precisam ser resolvidos e previstos de maneira estruturada, para que atinjamos os resultados esperados, são eles: Computador a baixo custo, sistema educacional e didático com conteúdo adequado, equipe de manutenção das máquinas, equipe de treinamento e capacitação e por fim, acesso a Internet com velocidade adequada. Olhando por esse prisma, vemos que a iniciativa do OLPC é apenas uma das variáveis da equação, em que pese a importância de obtenção de PCs a baixo custo, ainda assim temos que olhar para as demais necessidades do programa.
Nessa semana estive conversando com profissionais do Banco do Brasil que tiveram uma iniciativa bastante interessante, contemplando todas as necessidades para que se faça uma inclusão digital de fato. Através desse programa já fizeram a doação de milhares de computadores através da criação de Telecentros.
Outra iniciativa muito interessante é a do CDI – Comitê de democratização da Informação (http://www.cdi.org.br/), uma instituição que já fez a implantação de mais de oito mil computadores, em comunidades carentes, todos acompanhados de sistemática de manutenção e conteúdo educacional para que a iniciativa seja auto-sustentável.
Com esse texto, gostaria de elucidar que a atenção para com a inclusão digital deve ser ampla e conter todos os ingredientes de sustentabilidade que possibilitem que o programa de inclusão digital ocorra de forma estruturada, e não somente o fornecimento de computador a baixo custo.

domingo, maio 20, 2007

Como vai a internet como negócio? Bem obrigado!


Na década de noventa, o mundo inteiro presenciou o que veio a se chamar “bolha da internet”, época em que qualquer negócio que estivesse na Internet, independentemente de quanto gerasse de receita, era considerado nas bolsas de valores, como um bom negócio. Obviamente à essa fase sucedeu-se o “estouro da bolha” pois negócios não sustentáveis, são sempre um mal negócio, estejam eles na Internet ou não. Um amigo meu entrou em uma empresa de Internet exatamente nessa época, e me dizia que não conseguia entender como a empresa tinha uma saída de caixa tão grande com uma entrada quase nula, o tempo mostrou que não era mesmo para entender, pois todas os negócios que não eram baseados em princípios de geração de riqueza sumiram do mapa.
Embora o ser humano goste de extremos, na natureza e na economia, normalmente as coisas se dão no intervalo intermediário entre extremos. Assim a Internet não era sempre rentável como se dizia, mas por outro lado existiam modelos seguros de negócios, baseados na oferta sólida de serviços e de valores, aos quais os internautas estavam dispostos a pagar, e assim cresceram e se estruturaram empresas sérias como Yahoo, eBay, Google, Buscapé, Katatudo e Submarino para citar apenas algumas. Essas empresas perceberam que havia luz no fim do túnel, e persistiram nos seus modelos de negócio, buscando aperfeiçoá-los e melhorar sua competitividade, de forma que cresceram, geram milhões em receita anualmente, empregam milhares de pessoas, e muitas delas inclusive estão na bolsa de valores, vejam só, e são muito bem recebidas por investidores, que sabem reconhecer que o negócio de Internet ganhou maturidade nesses últimos anos, e como qualquer outra atividade econômica, possui altos e baixos, modelos confiáveis de negócios e modelos passageiros e oportunistas, que devem ser analisados com cuidado antes de se fazer uma aposta de investimento considerável.
Como no entanto a Internet é um meio, através do qual a economia convencional transaciona bilhões de operações diariamente (usamos a Internet inclusive para investir em empresas convencionais) temos a expectativa que, enquanto a economia mundial continuar evoluindo, ela evoluirá junto, tornando-se cada vez mais especializada na comunicação, controle de sistemas logísticos, buscas e divulgação de informações, instrumento de ensino e porque não, de diversão.

quarta-feira, maio 16, 2007

Lendas Urbanas

A Internet é um espaço absolutamente democrático, onde cada pessoa tem a liberdade de ali colocar o que bem entende. Celebremos, pois, o aspecto positivo que esse fato possui, pois nunca se viu na história da humanidade tamanha liberdade de expressão aliada a tão forte ferramenta que possibilita a divulgação de uma idéia para o mundo inteiro instantaneamente. Por outro lado devemos encarar o que circula na rede mundial de computadores sendo muito críticos, já que circula muita informação enganosa ou fabricada propositadamente para causar impacto na sociedade, e em função desse aspecto, são divulgadas rapidamente através de e-mails ou mesmo de páginas pseudo-informativas.
Que atire a primeira pedra quem ainda não recebeu um e-mail ou viu uma foto na Internet de um Tatuí gigante (Tatuís são aqueles tatuzinhos de praia, tão criativamente explorados em um comercial de cerveja na TV brasileira). O texto fala que foi encontrado em determinada praia um exemplar de Tatuí com quase um metro de comprimento, e obviamente apresenta-se uma foto do representante “turbinado” de nossas praias. Também existe uma mensagem semelhante, falando que determinada pessoa, ao fazer manutenção no esgoto deparou-se com uma barata de mais de sessenta quilos, que teria inclusive tentado atacá-lo. Já vi também uma foto de uma pessoa com um gato no colo, que deveria tranqüilamente chegar a casa dos setenta quilos, de tão grande que era. Essas notícias, ganham autenticidade à medida que são acompanhadas de fotos, que aparentam de fato tratarem-se de material verídico, mas que não resistem a uma análise mais criteriosa. Normalmente são fotos manipuladas por softwares como o Photoshop ou similares, que simplesmente aumentam o tamanho desses bichinhos inofensivos, e os colocam ao lado de seres humanos normais, para darem a impressão de que são exemplares gigantes.
Existem outras tantas mentiras andando na Internet, que posso abordar em outras ocasiões ou podem ser enviadas por vocês no meu Blog. Tratam-se de “Lendas Urbanas”, que nada mais são do que mentiras, contadas de forma tal, que parecem verídicas, e são propagadas com o único intuito de criar celeuma no mundo de leitores incautos. Então, façamos nossa parte, não propagando ou reenviando esse tipo de notícia pela Internet!

sábado, maio 05, 2007

Games como coisa séria


Foi-se o tempo em que games eram coisas de crianças. Sob vários aspectos, a cada dia que passa, os games (escrevo em inglês por ser a forma mais comumente divulgada) passam a fazer parte das conversas de negócios e da grade de formação de estrategistas e de empresários. Sejam nos negócios bilionários de desenvolvimento e distribuição de games de entretenimento, seja nas discussões das áreas de RH de cada empresa, sobre as formas alternativas de capacitação de talentos, onde os jogos empresariais ganham cada vez mais espaço, ou mesmo na escola, onde buscamos preparar cada vez melhor nossos filhos, nossas promessas para o futuro. Neste campo também temos descoberto que os games têm um importante papel a desempenhar.
Lembro-me que nos meus tempos de adolescência paulistana, o assunto game era relacionado a fliperamas, lugares nem sempre bem freqüentados, como o são atualmente as LanHouses (casas que se especializam em entregar infra-estrutra e jogos online para que as pessoas se divirtam). Onde a maior parte das máquinas era eletro-mecânicas, com problemas de manutenção eternos (sempre tinham algumas quebradas) e com grandes limitações de experiência do usuário, pois o som era deficiente, jogava-se normalmente em pé, as máquinas tinham qualidade de imagem duvidosa e além do mais éramos importunados o tempo todo com as benditas fichas, que acabavam e que tínhamos que inserir nas máquinas.
Atualmente a tecnologia gráfica de jogos online ou de console avançou muito, melhorando a sensação do jogador durante o uso.
Por outro lado, consultorias especializadas em treinamento, estão percebendo o potencial de jogos empresariais, que tendem a passar o conteúdo necessário à formação e preparação de determinados profissionais, de forma lúdica e prazerosa. E as escolas e centros de treinamento, também têm percebido que alunos podem simular situações de estratégias, negociação, relacionamento em vários idiomas e inclusive testar sua resiliência em situações onde, por vezes, estão muito bem em determinada fase, e logo em seguida perdem tudo e têm que recomeçar do zero novamente, em função de alguma batalha mal sucedida.
Então falando sério, ou não, seja encarando os games como oportunidade de negócio, ou se divertindo com seus filhos no chão da sala ou junto ao computador, vamos aos games!