quinta-feira, junho 25, 2009

O PULSO AINDA PULSA...


I'm still alive, at least for now...

Aos que pensam que desapareci, desculpo-me por desapontar-lhes, estamos ai na atividade, porém com MUITA atividade :-)
Nos vemos de novo em breve!

segunda-feira, junho 01, 2009

Novidade entre os buscadores


Há mais de dez anos, meu amigo Carlos me indicava uma alternativa entre os buscadores, além de possuir um nome engraçado (o buscador e não o Carlos), a sua página principal era muito pobre, não continha muitas informações, totalmente diferente dos concorrentes existentes até aquele momento. O nome desse buscador? Google.
Hoje o Google possui 70% do mercado mundial, sendo seu concorrente mais próximo o Yahoo! Com algo em torno de 20% e os demais (incluindo ai a Microsoft) possuem os 10% restantes.
Pois é quando menos esperamos uma reação da concorrência é que ela aparece.
No ano passado, após oferecer 43 bilhões de dólares pela compra da Yahoo, a Microsoft decidiu continuar investindo no seu próprio buscador, e foi assim que o Live Seach virou BING, além de trocar o nome, houve muito investimento na ferramenta de busca, que agora fica mais seletiva e mais gráfica, porém concorrer com o Google não é tarefa fácil, já há quem diga que o Bing significa (But It’s Not Google...).
E sem contar com os mesmo bilhões de investimento da Microsoft, mas muito bem representado no campo dos algorítimos e da matemática, está o Wolfram Alpha, buscador desenvolvido por Stephen Wolfram, gênio da matemática que aos 16 anos escrevia seu primeiro artigo a respeito da física das partículas e que promete que do ponto de vista de modelagem matemática, seu buscador é imbatível.
Bem, que a competição continue pródiga, nós usuários aplaudiremos, agora cá entre nós, nosso buscador tupiniquim, o Katatudo, tinha um nome muito mais legal...

terça-feira, maio 19, 2009

Briga pelo vídeo


Vivemos um momento especial na indústria das telecomunicações, onde operadoras de TV a cabo avançam na oferta de serviços de telecomunicações antes somente oferecidos pelas operadoras de Telecom, como voz e internet banda larga, tratam-se das ofertas triple play, ou mais comumente chamadas 3play. Por sua vez, as operadoras de Telecom têm investido maciçamente em redes de altíssimas capacidades, utilizando tecnologias para redes de cobre (ADSL ou VDSL) para atingir velocidades que ultrapassam os 50 Megabits/s ou mesmo redes de fibras ópticas, chegando nesse caso a velocidades que partem na casa dos 100 Megabits/s e alcançam fácil a casa dos Gigabits/s.
As operadoras de TV por satélite também têm em suas ofertas os sistemas que comportam Sinal digital em alta definição (HDTV ou High Definition TV, TV em alta definição), e mais devagar do que nunca, não podemos esquecer o SBTVD, Sistema Brasileiro de TV digital.
Todos brigando pelo direito de chegar aos nossos lares com sinais de alta definição, visando nossa preferência e consequentemente nossa fidelidade enquanto clientes.
Além das alternativas oferecidas pelas operadoras citadas anteriormente, também vemos no mercado as possibilidades do usuário baixar os filmes que se interessar em Alta Definição (HDTV em 1080 linhas) de sites especializados, ou utilizando para isso programas especiais como Apple TV, itunes, player do Zune, ou mesmo programas específicos para download da categoria do rapidshare. Para essa última opção, a única coisa necessária é banda larga de qualidade, mais nada!
Os filmes podem ser armazenados no próprio PC, ou em ambientes melhor preparados pode-se dispor de slots específicos para armazenar vídeo, de altas capacidades, que comporão depois servidores de vídeos com capacidades de armazenamentos na ordem dos terabytes, pois a mídia está barata o suficiente para permitir o uso domiciliar desse tipo de equipamento. Na hora da diversão, ou seja para assistir aos filmes, podemos lançar mão dos telões de LCD ou Plasma, que vêm despencando de preços mês a mês, e que podem ser ligados ao servidor de vídeo de nossos lares. Também temos ofertas de aparelhinhos que ficam ligados na nossa rede banda larga e na nossa TV, que servem exclusivamente para fazer downloads de filmes. Tudo isso gratuitamente se forem baixados filmes de podcasts de vídeo ou videocasts, ou pagando valores de franquia da ordem de 30 a 40 dólares e adicionais de 50 cents por filme em HD.
Mesmo que as ofertas de conteúdo em português ou legendadas não sejam ainda muito diversas, é questão de tempo para que também esse conteúdo invada a rede, e quem ganhará com essa batalha intensa travada na indústria, certamente será o usuário, que terá várias opções de conteúdo à sua disposição.

terça-feira, maio 05, 2009

Comunicação rápida e ubíqua x comunicação de qualidade


Ouvindo o podcast do Oscar Motomura da Amana Key, deparei-me com uma discussão profunda e que afeta a todos – o tempo que dedicamos a nossos e-mails e o tempo que nos é roubado pelos mesmos e-mails. Há algo de contraditório nessa discussão, pois por um lado temos no e-mail um grande aliado de produtividade, que nos ajuda a chegarmos quase que instantaneamente a qualquer destino no mundo, de forma simples e rápida e por outro lado, temos a sensação do grande vilão que esse meio eletrônico tem se tornado, como se dar bem nessa equação?
Já conheci executivos que desenvolvem verdadeiras neuroses referentes à necessidade de responder aos correios eletrônicos no mesmo dia em que são recebidos. Junta-se a isso as horas de trabalho que são requeridas nessa atividade e teremos um quadro tendendo à insanidade, onde além da carga horária diária nas atividades profissionais que se exerce, ainda somam-se horas noturnas que se investe na resposta e leitura de e-mails intermináveis.
Ora o que se deve levar em conta é a qualidade sempre, e não a quantidade. Então que qualidade estamos colocando no ato de ler e responder centenas de correios diariamente? Será que temos tido oportunidade de colocarmos nosso melhor na atividade em consideração? Será que é melhor responder a tudo, mas investindo o pouco tempo que temos nessa atividade, de forma que pouco conseguimos escapar das respostas do tipo “piloto automático”?
Acho que vale o conselho de nosso mestre Oscar, muito melhor seria que fizéssemos uma escolha, mesmo que intuitiva, por aquelas mensagens que de fato valem a pena serem lidas, e para elas dedicar um tempo especial, de qualidade, que nos permitisse responder considerando todas as possibilidades e impactos de nossas palavras, bem como o que estaremos melhorando no mundo através daquela resposta e, somente após essa fase crítica, finalmente clickar no botão . E que se tivermos que mudar ou criticar alguma coisa, que não seja a ferramenta que entrega nossas idéias, mas sim as idéias propriamente ditas!

quinta-feira, abril 16, 2009

Um bicho diferente


Fui para o CTIA em Las Vegas imaginando que o foco seria o 4G (velocidades de banda larga de até 75 Megabits/s), próximo passo da tecnologia celular no mundo inteiro. De fato o foco foi totalmente na próxima geração de banda larga celular (nos EUA eles não diferenciam o 4G LTE – Long Term Evolution do Wimax), só que de uma maneira totalmente diferente do que eu imaginava.
Na implantação da tecnologia 3G, na década passada, o mundo inteiro assistiu aos leilões de freqüências que, principalmente na Europa, acabaram por detonar uma grande crise nas operadoras de lá, onde podemos destacar a British Telecom que, em função do ágio pago pelas freqüências e pelo resultado de sua operação pós a aquisição das freqüências, acabou por se desfazer de vários ativos, entre eles a própria operação móvel celular. Após esse período de turbulência, o 3G vai bem obrigado, já tendo alcançado mais de 300 milhões de usuários no mundo todo, mas a forma como vem sendo oferecido e vendido não difere muito do celular convencional, mesmos canais de venda, mesma comunicação, mesmas estratégias de oferta para os segmentos high, midle e low end que já se tinha desde a implantação da telefonia móvel celular, vinte anos atrás.
Já na tecnologia 4G vi um bicho totalmente diferente! A começar pelos players na convenção, destacavam-se HP, Intel, Microsoft, IBM, Oracle, Google, Yahoo, Apple e mesmo nos stands dos fabricantes convencionais de tecnologia, como Sansung, Nokia, LG, Blackberry, Huawei e Sony-Ericsson, o que mais se viam eram aparelhos que estavam mais para LapTops ou Netbooks, do que para aparelhos celulares convencionais.
Essas facilidades adicionais irão requerer das operadoras, outras habilidades em vendas, outros treinamentos e até pessoal capacitado para a oferta de devices mais adaptados à nova tecnologia. Como fato inusitado, ouvi do VP da Intel que as operadoras de telefonia móvel celular serão provavelmente seu maior canal de venda nos próximos três anos, atingindo a capacidade de venda de mais de 28 milhões de chips embutidos em LapTops.
E você, está preparado para a próxima geração de tecnologia móvel banda larga 4G?

quinta-feira, abril 02, 2009

Carregando a bateria...



Fiz um post no ano passado, que foi resultado de uma tentativa frustrada de utilizar meu Lap Top no Aeroporto de Congonhas, ora não funcionava o VEXame, ora não tinha onde sentar, e quando achei cobertura wireless e uma cadeira próxima, descobri que a tomada na parede (única na sala) não estava funcionando, não podendo portanto carregar a bateria de meu PC, descarregada depois de horas de atraso de aviões...

Nesse final de semana vim a Las Vegas, conferir o CTIA 2009. Fiz a viagem através de Chicago Ohare Airport, e qual não foi minha surpresa ao chegar de nove horas de vôo, a um quiosque com tomadas funcionando, lugares de sobra para sentar e olhar meus e-mails e com cobertura Wireless de qualidade, e o engraçado é que tinha menos gente usando lap-top do que em Congonhas...

sábado, março 28, 2009

E por falar em privacidade...



A sugestão do meu amigo João Orlando (engenheiro e Filósofo...) foi tão detalhada, que pedi a ele para transcrevê-la literalmente para esse espaço, lá vai:





"Além do Projeto de Lei 84/99 do Senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) que muda o Código Penal para tipificar condutas relacionadas ao uso de sistema eletrônico ou da internet, o Ministério da Justiça deve apresentar nas próximas semanas um projeto que, caso aprovado, diminuirá consideravelmente a privacidade do usuário de internet.


O texto vai aumentar o rigor na identificação dos internautas,exigindo dos provedores de acesso, dados como o número do RG e nome dos pais de quem está navegando. O objetivo é coibir a prática de crimes na rede. Idéias para discussão no blog:- As leis, caso aprovadas, realmente irão coibir os crimes ou criarão apenas um ambiente de censura?- Estes projetos ferem as garantias constitucionais, como a liberdade de expressão e o direito à privacidade?- A internet sempre teve um caráter "anárquico", no sentido filosófico da palava (sociedade sem governo) e a sua força vem, em boa parte, desse princípio. As iniciativas de controle cada vez maiores da internet, podem acabar com a rede, em nome da segurança?- O projeto do senador assim como o projeto do MJ estão na contramão da democratização do acesso à internet e da inclusão digital?- Esse tipo de controle transforma os provedores de acesso à Internet em delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso?"





Obrigado pela contribuição João, de minha parte entendo que a maior parte das perguntas terão que esperar algum enquadramento efetivo para podermos de fato saber como serão encaradas. Por outro lado não resisto à tentação de imaginar o que poderia acontecer caso essa moda de obrigar aos donos de infra estrutura a guardarem todas as informações e entregarem às autoridades, quando fosse solicitado, pegasse de fato. Se assim fosse, acho que os donos de lojas nos calçadões deveriam fotografar e identificar todos os pedestres que ousassem passar por suas calçadas, pois caso algum dia fossem instados a fornecerem os dados de todos os pedestres que por ali passaram em determinado dia e hora, já teriam essas informações à mão. Isso certamente reduziria a quantidade de assaltos e furtos em ruas movimentadas pelo comércio. O mesmo se aplicaria aos donos de empresas de transporte coletivo, que deveriam ser obrigados a identificar também todos os usuários que utilizam ônibus e metrôs diariamente, e porque não com os donos de restaurantes, de bordéis, de boates, e por aí vai...
O que acham da idéia? Deixo as questões levantadas pelo João Orlando para que possamos discorrer sobre as mesmas aqui mesmo no Blog.

terça-feira, março 24, 2009

Comunidade no Orkut


Pessoal segue o link para a comunidade MundoConectado no Orkut, onde como primeira postagem tem um espaço para sugestão de temas para novos posts, visitem e sintam-se em casa no MundoConectado [ ]s

domingo, março 15, 2009

Tempo x Tecnologia


A mitologia grega nos conta a lenda de Cronos, que por medo de ser destronado por um de seus filhos, devorava-os todos assim que nasciam, até que com o nascimento de Zeus, foi enganado por Réia, sua esposa, que lhe deu uma pedra enrolada em fraldas para que fosse devorada, e esse mesmo Zeus depois de crescido, acabou por destroná-lo e libertou todos seus irmãos que haviam sido, por Cronos, devorados.
A idéia aqui é muito clara, Cronos (ou o tempo) devora a tudo e a todos, nada perdoa. Cronos, cronologia, cronograma, cronômetro, relações atualmente tão atuais quanto na antiga mitologia, o tempo tem sido nosso grande desafio, como transformar esse vilão em nosso aliado?
A tecnologia, se corretamente usada, tem algumas receitas e dicas que podem contribuir com esse intuito, poupando-nos muito tempo, por outro lado quando mal utilizada...
A própria tecnologia também não escapa das garras e da voracidade do tempo. Existe uma janela de tempo em que as tecnologias devem mostrar a que vieram, sob pena de tornarem-se obsoletas antes mesmo de terem sido utilizadas amplamente.
Muitos analistas criticam a forma atrapalhada com que o padrão 3G de banda larga celular entrou no Brasil, depois de patinar por quase 4 anos na Europa. Atualmente estamos em forte ritmo de expansão, já tendo ultrapassado a marca de 2 milhões de acessos no Brasil e, se por um lado demorou para que fosse oficializada como tecnologia banda rápida sem fio no Brasil, por outro alcançou que fosse introduzida simultaneamente à tecnologia de aceleração de banda HSPA, que possibilita aceleração de 2 Mbits/s (típicas do 3G) para além de 40 Mbits/s.
No momento vemos a tecnologia banda larga sem fio Wimax em uma encruzilhada de utilização, já teve seu uso padronizado há mais de 2 anos, mas não assistimos a nenhuma grande implantação dessa tecnologia no mundo, sendo que no Brasil ainda estamos presos no leilão de freqüências patrocinado pela Anatel que já vai para o terceiro aniversário, sem que as licenças sejam de fato liberadas para uso. A continuar nesse passo, o Wimax será vencido pelo padrão LTE (Long Term Evolution) evolução natural do padrão 3G celular, onde já se vislumbram velocidades de conexão de até 160 Mbits/s, várias operadoras ao redor do mundo já anunciam seus testes nessa tecnologia.
Parece que o Wimax será mais um caso de tecnologia que foi devorada pelo tempo, antes mesmo de mostrar suas armas.

domingo, março 08, 2009

Mal uso da tecnologia


A maioria de minhas contas e prestações vence no início do mês, então por volta do dia 2 ou 3 começo a ficar preocupado com determinadas empresas que insistem em nos enviar seus boletos na iminência do vencimento (nunca entendi o porquê, haja vista que na sua maioria são valores fixos que poderiam perfeitamente ser enviados com semanas de antecedência). Fora aquelas empresas, como a escola de idiomas de meus filhos, que além disso vive trocando a forma de envio, determinado mês os boletos são entregues pelas próprias crianças, com alguns meses cobertos (não todos), no meio do período letivo nos enviam alguns boletos pelo correio, por vezes meu filho traz o boleto em mãos e minha filha recebe o dela pelo correio, e olha que estão na mesma escola e unidade,...uma bagunça! Parece tratar-se de uma competição para ver em quanto tempo conseguem nos confundir, sendo que o prêmio invariavelmente é o atraso no pagamento das prestações e mensalidades!
Isso para não mencionar o fato de que imprimem os boletos mensalmente, produzem papel impresso de maneira desnecessária, obrigam-se a utilizar o correio para entregas físicas (contribui para minhas contas chegarem em cima da hora, ou mesmo atrasadas, o fato de nosso carteiro não ser lá tão adepto da agenda firme, assim quando chove nossas correspondências ficam para o outro dia, e que se nesse dia chove também...só Deus sabe quando receberemos as correspondências).
Quando será que as empresas vão enxergar o que já está diante de seus olhos, e parar de gastar dinheiro desnecessariamente com o envio físico de material impresso, sem falar na questão ambiental, onde podemos perfeitamente encarar essas correspondências em termos da quantidade de árvores que são derrubadas para fornecer o papel que, na maioria das vezes sequer é lido, e que sem dúvida, não era necessário ser produzido?
Seria muito mais simples enviarem os boletos por e-mail, todos de uma vez para que pudessem ser programados os débitos pela internet, de forma que não seria necessária a impressão de papel, custos com a postagem e entrega, além de conseguirem certamente uma redução na inadimplência, isso para não falar nas formas mais evoluídas de pagamento como pagamento online via débito em conta e lançamento em cartão de crédito, ambas mais rápidas e seguras, para ambas as partes, e muito mais baratas.
Será que o boleto do supermercado desse mês vai atrasar de novo?

terça-feira, março 03, 2009

As tecnologias que não pegam...


É velha conhecida a briga travada entre os padrões de vídeo VHS e Betamax, onde apesar da larga vantagem tecnológica do padrão Betamax a tecnologia que prevaleceu para os aparelhos de vídeo cassete foi mesmo a VHS.
De forma semelhante, vimos a tecnologia para telefonia móvel celular CDMA, muito superior em utilização de espectro de rádio freqüência e com capacidade de transporte de maiores velocidades para banda larga, perder fragorosamente para a rival GSM, que apesar de gastar mais freqüência e não permitir velocidades tão altas para conexão de dados, ainda assim foi a escolhida pela maioria do mercado, permitindo melhor diluição de custos nos handsets, e portanto uma grande diversidade de modelos de aparelhos, que acabaram por receber a preferência do mercado. Que coisa estranha, quer dizer que podemos ter tecnologias ineficazes se sobressaindo sobre outras melhor desenvolvidas? Isso mesmo!
E temos outros tantos exemplos de tecnologias que foram lançadas e não decolaram, às vezes sem terem sequer um concorrente à altura, simplesmente não “colaram”, é o caso dos discões digitais de vídeo, lembravam um Long Play, mas eram digitais, e pouquíssimos foram comercializados, as mídias MD atualmente são restritas apenas aos PSP (Play Station Portátil) da Sony, a briga HD-DVD e Blue Ray ainda não empolgou ao mercado e continuam na geladeira, as TVs 3D foram lançadas há mais de dez anos e também não se conhece ninguém que as tenha comprado ou exiba uma na sala.
A TV digital brasileira também vem enfrentando um grande desafio, pois além de ninguém ter visto o tão esperado conversor de 200 reais, não temos muito conteúdo que explore o potencial da tecnologia e somado ao fato de que algumas estrelas globais começaram a se preocupar com a nitidez com que suas plásticas ficam expostas na TV de alta definição temos como resultado que a maior expectativa de 2007 não conseguiu vender sequer um milhão de TVs ou conversores no Brasil até o fim de 2008, parece que tecnologia também não se torna popular por decreto...
Não poderia deixar de lembrar no malfadado SecondLife. Sua trajetória no Brasil foi pífia, restringindo-se a poucas iniciativas sérias, apesar da grande expectativa que se criou quando foi anunciada sua introdução no nosso país, e nem deu tempo de criar meu avatar!

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Ainda falando de tecnologia, mesmo no Carnaval.


É carnaval, hora de pular, curtir a alegria dos foliões nos bailes ou pela TV mesmo, para aqueles que curtem um pouco mais de tranquilidade, mas pensando em se refugiar da tecnologia e do dia nesses 4 dias de feriado? Ledo engano, o que vimos nas passarelas do Samba de São Paulo e Rio de Janeiro, foram grandes exemplos de tecnologia aplicada a serviço do entretenimento.
Os carros alegóricos foram um show a parte, mostrando tecnologia que foram desde vulcões submarinos que soltavam bolhas de sabão na avenida, até intrincados sistemas de iluminação controlada por computadores, passando por simulações de imagens holográficas e até um carro alegórico que simulou pessoas acessando a internet e fazendo vídeo conferência.
Também nos vestidos e fantasias pudemos verificar algumas engenhosidades, vi uma Porta Bandeira que utilizou um vestido de mais de 50 quilos com nada menos do que 50 mil leds, que também controlados por computador deram um bonito efeito entre piscadas e mudanças sutis de tonalidade, ao som da bateria e dos passos do Mestre Sala ao seu redor.
Também não faltaram as tecnologias de comunicação, pois foi possível sincronizar e controlar o avanço de mais de 3.000 foliões, que tinham exatos 82 minutos para cruzar os 700 metros da Marquês de Sapucaí, e para tanto era fundamental que soubessem quanto já havia sido percorrido de avenida ao longo do tempo, para que se pudesse acelerar ou segurar, de forma a que não houvessem “buracos” na avenida e nem tão poucos os temidos atrasos, responsáveis por perdas de pontos para as escolas de Samba. O resultado foi um dos melhores exemplos de planejamento, pois além de preparar-se durante o ano todo para cumprir essa tarefa no tempo exato, ainda foi necessário que se corrigisse ao longo do percurso os eventuais contratempos que sempre aparecem, como carros alegóricos quebrados, destaques que desmaiavam por conta do peso que levavam em suas fantasias, problemas mecânicos e também eventuais panes elétricas, que cada vez ficam mais presentes, frente à tecnologia que passa a fazer parte dos desfiles carnavalescos.
Também tivemos acessos a sistemas interativos que permitiram aos telespectadores fazerem julgamentos virtuais sobre as escolas de samba que se saíram melhor no desfiles, fazendo um ranking das melhores performances online.
Antes dos desfiles, também era possível ouvir o samba enredo de cada escola, bem como saber seus destaques e detalhes do desfile através de suas home pages.
É o mundo ficando cada vez mais conectado.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Mundo Conectado



Por convite e insistência de meu irmão, no último final de semana eu e meu filho iniciamos o circuito das praias (seis corridas de 10 km, mesclando asfalto e areia em seis cidades do litoral de São Paulo). Se começamos a corrida almejando pelo menos chegar ao final caminhando, percebemos durante a mesma, que seria eventualmente possível inclusive terminar correndo, e foi assim que uma hora e doze minutos depois de começar, conseguimos passar pelo marco da chegada. Confesso que se foi minha primeira corrida, não será a última, pois a sensação de participação de um evento dessa natureza é muito gratificante, e certamente participarei de outras.
Agora o que um relato desse naipe vem fazer aqui em um Blog que se presta a falar de tecnologia, inda mais sob o título pretensioso de MundoConectado?
Pois vou explicar!
Desde que comecei a pesquisar sobre o circuito, o que vi foi uma demonstração de como uma empresa, modesta nas instalações mas audaciosa nas pretensões, pode se apresentar para o público organizando um evento com mais de mil participantes do Brasil inteiro com a ajuda das tecnologias disponíveis a seu redor.
Estou falando da TH5 eventos, que foi a organizadora da corrida e que apresenta seus eventos exclusivamente pela internet, recebe as inscrições também pela internet, e através desta consegue planejar-se para saber exatamente quantos participantes terá o evento, de onde virão, tamanhos das camisetas, classes em que correrão, etc. Logo após o término da corrida já se sabe o tempo exato em que se conseguiu concluir a prova através de um chip de RFID que se amarra no cadarço do tênis, e que monitora as tomadas de tempo online no decorrer da corrida.
Uma outra empresa, a Webrun, fotografa todo o evento e disponibiliza as fotos para venda pela internet, através do nome ou número dos participantes.
Para a viagem preparei-me para enfrentar alguma chuva na estrada, com as informações que coletei em sites especializados em previsão do tempo, como o da Climatempo e também foi possível acompanhar o trânsito na descida da Serra, através de webcams na internet que mostram em tempo real as imagens em vários pontos da estrada.
Aproveitei para fazer a viagem até São Paulo de motocicleta, agregando mais um prazer à experiência de participar de uma corrida, e como moto ainda não paga pedágio no Estado de São Paulo, pudemos desfrutar de uma viagem tranqüila e sem a necessidade de constantes paradas para pagamento nos postos de arrecadação. Li que esse será o último ano desse privilégio, sendo que a partir de 2010 as motos também pagarão pedágio, restando-nos então a opção de solicitar um passa-fácil pela internet, que também utiliza tecnologia de RFID e que permite a passagem pelos postos de pedágio sem a necessidade de pagar em dinheiro na hora, podendo-se pagar posteriormente confortavelmente pela internet também, na fatura de seu cartão de crédito.
Para minha estadia em Peruíbe, pude pesquisar pela internet as opções que melhor se adequavam ao bolso e nível de conforto que pretendíamos, e fazer a reserva e pagamento de forma antecipada, garantindo que não correríamos riscos de dormir em algum banco de praça antes da corrida...
Como conhecemos bem a cidade de Peruíbe, não foi necessário lançar mão de sites especializados em localização por GPS e triangulação celular, que existem a disposição, gratuitamente nos celulares Nokia através da internet.
Esse é o MundoConectado em que vivemos e corremos :-)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Canhão para matar formiga


Em um processo de intercâmbio que meu filho inscreveu-se, recebemos um e-mail com uma dezena de documentos que precisariam ser lidos, assinados e, claro, impressos! E não pára por aí, além de imprimi-los, tivemos que tirar várias cópias, e juntarmos duas dúzias de fotos. Pela complexidade das informações e eventuais falhas de compreensão na leitura e compreensão do documento que está em inglês, ao entregarmos o dossiê completo, ainda tivemos que fazer várias alterações, mais tempo, mais papel, mais impressões.
Sabemos que vencida essa primeira fase da maratona, após os documentos serem enviados fisicamente para os EUA, serão analisados e fatalmente retornados para ainda alguns retoques (análise, adequação, impressão, cópias, etc), ora me parece tão mais simples se apenas tivéssemos que acessar a uma página da entidade nos EUA e preencher diretamente nela todos os dados necessários, talvez fazendo o upload das fotos (tantas quantas fossem necessárias) e, caso necessitássemos de algo mais oficial, anexarmos uma declaração ou procuração específica para efeito do processo de intercâmbio cultural que pretendemos fazer.
Esse mesmo site poderia fazer a checagem das informações online, assim saberíamos na hora caso alguma informação estivesse incompleta ou inadequada, sem falar na possibilidade de abrir-se um canal online com a entidade através de VoIP ou mesmo Chat, onde o entrevistador pudesse conversar com o intercambista na hora, sem necessitar de vários intermediários. Poderiam ter um Blog oficial dos jovens que já fizeram o intercâmbio, e que estivessem dispostos a trocar informações com os novos pretendentes, poderiam ter vários testes e aplicações, para aferir o nível de conhecimento de cada aluno. As famílias que se propõem a receber os intercambistas poderiam falar diretamente com os jovens, ao invés de apenas analisar frias fichas que tiveram que viajar milhares de quilômetros, e que certamente suscitarão dúvidas quando forem lidas.
Esse fato é um claro exemplo de subutilização dos recursos tecnológicos que já dispomos, lembrou-me uma secretária que conheci em São Paulo, que por saber utilizar apenas Wordstar (faz tempo isso...) fazia tudo nesse software, de planilhas a desenhos, mesmo que demorasse horas, era mais fácil do que tentar aprender outros softwares :-( .
E você, já presenciou a utilização inadequada das tecnologias que nos cercam nesse MundoConectado em que vivemos?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Agradecimentos




Quero de público agradecer a atenção e carinho com que fui recebido pela presidência, diretoria e toda área de vendas da Phoenix Contact neste sábado em Indaiatuba, onde proferi a palestra "Diga Olá para a Crise" durante sua convenção de vendas. Foi um ótima oportunidade de debatermos se a "crise" que pintam na mídia é exatamente a crise que vem nos preocupando nos últimos dias e de como sermos designers de projetos que sirvam para driblarmos mais esse momento delicado de nossa economia. Ficou claro que nos últimos anos, sobrevivemos a um cem número de momentos tão ou mais críticos que o de agora, o que nos habilita a encaramos o presente momento com determinação e criatividade.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A era da transparência


Tudo que é simplesmente moda, vai e volta. Vemos nas ruas o bom e velho Mustang revigorado, houve uma tentativa de reestilizá-lo que foi um fiasco, e voltamos a ver os traços tradicionais e mais retos novamente, idem para o modelo clássico PT Cruiser. Também é assim com a altura das saias, que sobem e descem, de acordo com a tendência da moda, a mesma coisa com as cores das roupas, com a quantidade dos botões de nossos ternos e com mais um cem número de características, que vivem ao sabor da moda, indo e vindo.
Já não é assim quando as mudanças são mais significativas e mais facilmente encaradas como “progresso”. Provavelmente nunca mais veremos a repressão freqüentar nossa política como vimos cerca de trinta ou quarenta atrás, também não veremos mais a leniência para com os preconceitos, sejam eles sociais, raciais ou políticos.
Será que a transparência que vivemos hoje enquadra-se como moda ou como progresso? Nunca tivemos tamanha transparência, como a que nos cerca no momento. Essa transparência vai desde a atuação de empresas e companhias, que não mais conseguem esconder suas ações e atos, como faziam no passado, de forma que antes de escolhermos uma empresa para trabalhar ou mesmo para investir podemos tranquilamente pesquisar na internet, a respeito de sua responsabilidade social, ou mesmo do impacto ambiental ou pegada de carbono, temos inclusive sites que nos ajudam nessa tarefa, como o Akatu, Calvert, além de Blogs e fóruns e listas de discussão, onde muito facilmente se captura o que os funcionários daquela empresa enxergam a respeito da mesma.
Nossa vida também está de certa forma exposta, se não pelas páginas dos sites sociais, pelos intrincados sistemas de CRM (Customer Relationship Management) que fazem análises baseadas em nossas preferências e gostos, de forma a proporem ofertas que tenham mais probabilidade de sucesso (BBB é fichinha perto disso...).
Para várias empresas inclusive, é item constante da avaliação de entrada de novos funcionários, o grau de exposição do mesmo na internet, através de Blogs, artigos, páginas de Orkut, opiniões emitidas em fóruns e listas de discussão, redes sociais como a Plaxo e LinkedIn, sem falar das inúmeras pessoas que até acabam achando oportunidades de novos empregos através dessas redes. E você já assumiu a transparência também para você? O que tem escrito na net?

domingo, janeiro 18, 2009

Porque sempre divulgamos as piores notícias?


Porque será que várias pessoas ao verem um copo com água pela metade percebem apenas o tanto que falta de água? É como se procurássemos por notícias ruins para alimentar nossa porção pessimista que nos cobra ao menos uma má notícia diária...
O interesse pelas más notícias acaba alimentando uma cadeia que tende a se reforçar sempre que outras más notícias são divulgadas, é o que chamamos de ciclo vicioso, que quanto mais se desenvolve pior fica a situação.
Ao que tudo indica, a mídia vem dando enfoque exatamente naquelas notícias que queremos ver divulgadas, não fosse assim não veríamos sempre um destaque maior nas demissões que são anunciadas pelas empresas do que nas expansões e aberturas de novas fábricas, que têm ocorrido em maior escala, haja vista que o mundo econômico está em expansão, em que pese o momento em que nos encontramos.
Essa semana li que o mercado de PCs teve seu pior desempenho desde 2002, apresentando um crescimento de apenas (notem o apenas) 1,1 pontos percentuais no último trimestre de 2008, segundo dados do Gartner Group. Ora não se trata de ser otimista, mas eu encararia a mesma notícia de maneira diferente, pois se por um lado temos a companhia do fantasma da crise, que todos dizem deverá afetar o mercado de consumo, por outro temos uma indústria que, mesmo frente a esse cenário, consegue ainda crescer mais de um ponto percentual no trimestre, motivo de comemoração portanto!
E o que é mais interessante, é que mesmo quando as notícias são boas, parece que buscamos o seu lado negro. Assim foi divulgado pela FGV, ITData e Abinee (Associação Brasileira da Indústria elétrica e eletrônica) que fecharemos 2008 com vendas no mercado de PCs variando entre 12 e 13 milhões de unidades, recorde em performance absoluto, frente a anos anteriores, na mesma nota destaca-se também o aspecto muito positivo da inclusão digital provocada por essa invasão de PCs no mercado, e logo depois o alerta: mercado fácil para invasões de máquinas e propagação de vírus e outras pragas cibernéticas. Pois bem, é como se ao termos que divulgar uma notícia boa, imediatamente tivéssemos o estímulo para buscar o lado ruim da mesma notícia, caso contrário a mesma não teria aceitação perante os leitores. Qual o nosso papel nessa história toda? E você, já divulgou sua BOA notícia hoje?

domingo, janeiro 11, 2009

Tarda mas não falha


É conhecido que no terceiro mundo (ou em desenvolvimento, termo politicamente correto) algumas diretrizes demoram um pouco mais a chegar, mesmo que sejam a favor da vida. Então temos, apenas para citar alguns exemplos, o uso de trangênicos e das gorduras trans ou saturadas, que quando começaram a ser discutidas aqui no Brasil, já haviam sido banidas no velho continente.
Como o título deste Blog é Mundo Conectado, é fácil depreender o tanto que acredito na conexão das coisas, assim não faz sentido cuidar de alguns itens somente em algumas partes do mundo e não em outras, é questão de tempo, que é cada vez mais veloz, para que as causas a serem evitadas voltem a nos perseguir, como diz o ditado popular é “cuspir para cima”.
Pois com o RoHS (Restriction of Hazardous Substances – restrição à substâncias Perigosas) foi assim, essa restrição existe na Europa desde julho de 2006, mas somente agora tivemos notícia de alguma aquisição no Brasil que foi compatível com o HoHS.
A USP acaba de adquirir 2.000 PCs, já apelidados de Micros Verdes, da Itautec que não utilizam em sua composição materiais sabidamente danosos ao meio ambiente e portanto à vida, como chumbo, bromo, cádmio e cromo hexavalente além de possuírem cabos e parafusos feitos de materiais recicláveis e consumo declarado de até 30% inferior à linha de PCs convencionais do mercado.
Temos que celebrar também o fato de ter sido possível a incorporação dessa série de benefícios, sem que ocorresse acréscimo do preço final do produto, haja vista que mesmo com esses diferenciais a Itautec conseguiu ficar mais competitiva que seus concorrentes.
Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica da USP cita que foi instituído o selo verde, que passará a acompanhar todos os equipamentos que atendam à RoHS que forem adquiridos.
Já temos a direção certa a seguir, sabemos o que é certo fazer, basta que comecemos a fazer mais rápido, na velocidade com que as mudanças estão se dando no mundo inteiro. Oxalá tenhamos cada vez mais exemplos para citar.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Aprendendo Ollie


No mês passado fomos convidados para o aniversário de 15 anos de minha sobrinha em São Paulo, é engraçado como que, em meio a uma série de inovações em costumes e tecnologias, algumas coisas resistem bravamente. Entre elas estão as festas e comemorações, que por representarem a alegria e celebração das pessoas permanecem incólumes no tempo. Mudam as técnicas de iluminação, os recursos áudio-visuais, que nos trazem à recordação momentos emocionantes, DJs assumem o lugar das tradicionais bandas ou dos econômicos Long Plays, de resto nada mais muda, ou seja permanecem as lembrancinhas, a emoção dos familiares, o rigor dos trajes, o nervosismo de adolescentes que se vêem confusos perante emoções de crianças em corpos de adultos e como não podia faltar, a Valsa, sim a Valsa. Mas quem sabe dançar valsa?
Perguntei ao meu filho, um dos quinze pares que dançariam a Valsa, como pretendia fazer, já que nunca havia dançado em bailes debutantes antes. A resposta? Simples, procurarei no YouTube!
Confesso que fiquei curioso em saber como se aprende a dançar através da internet, mas o fato é que deu certo, durante o baile ele até que se saiu bem (melhor do que eu costumava me sair nas minhas raras tentativas adolescentes de dançar...também pudera não existia YouTube na minha época de bailinhos).
Já havia conversado com alguns amigos a respeito do potencial do YouTube para transmissão de conhecimentos e até mesmo aulas, encontra-se de tudo nessa poderosa rede que interliga pessoas com conhecimentos ou interesse em ensinar outras pessoas. Vale a pena entrar no YouTube e digitar aula para ver a imensidão de conteúdo existente.
Agora o máximo para mim em termos de tele-aprendizado deu-se quando pilhei meu filho buscando a palavra Ollie no YouTube. Para quem não anda de skate ou não possui adolescentes em casa, aviso que trata-se de manobra complicadíssima, que desafia algumas leis da física, mas que é explicado detalhadamente, por vários experts, através do YouTube. Adivinhem quanto tempo demorou para que ele aprendesse como fazer o Ollie, através da observação da aula da net e de muita ralação no próprio skate? Algumas horas! Quer aprender a fazer seu próprio Blog? Procure no YouTube :-)

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Conhecendo os limites


Em 1965, o então presidente da Intel E. Gordon Moore fez uma previsão, que vinha se mantendo válida por décadas, de que a cada 18 meses o processamento dos chips teria uma evolução de 100%, dobrando portanto sua capacidade. Por volta de 2004, no entanto, quando chegamos à casa dos 3 GHz de freqüência de processamento dos circuitos integrados, começou a haver uma barreira física à continuidade da Lei de Moore, pois chegamos perto de atingir o limite físico do material Silício, que é a matéria básica da eletrônica desse século, assim nasceram os Duocore (dois processadores ou Quadicore (com quatro processadores), como alternativa ao rompimento dessa barreira imposta pelo material utilizado nos microprocessadores.
Acontece que esse “drible” eletro-físico também tem seus limites, e rapidamente chegaremos a outro dilema que é por um lado o tamanho necessário para cada microprocessador, que atualmente é composto por transistores, que já estão na casa dos 40 nM (nanometros) medida em torno de quatro vezes o tamanho de uma átomo (10 nM), e por outro lado a temperatura que atingimos quando compactamos por demais nossos microprocessadores, basta notarem como a evolução dos computadores vem acompanhada de perto pelas ventoinhas e sistemas de ventilação que garantem a temperatura do circuito em níveis normais. Os PCs ficam cada vez menores e mais compactos, mas por outro lado cada vez mais barulhentos pela necessidade de colocarmos refrigeração na placa de vídeo, no microprocessador, na fonte, na placa de áudio, se continuar nessa crescente em breve teremos, à semelhança da indústria automotiva, radiadores externos de temperatura nos nossos PCs.
Deveremos em breve escolher entre a computação quântica (em níveis sub-atômicos) ou a computação óptica, que apesar de não dissipar tanto calor, ainda é contraproducente, frente aos custos envolvidos. Quem viver verá!