
Quando eu estudava em São Paulo na escola primária, éramos sempre solicitados para elaboração de pesquisas que complementassem nossos estudos. Nessas ocasiões o formato normalmente era assim: “pesquisem a respeito de...”. Nesse momento nossa classe dividia-se em dois grupos de alunos, os que tinham a enciclopédia Barsa em casa (parece que os professores buscavam na Barsa o que tínhamos que pesquisar, pois lá sempre tinha o material que procurávamos) e o outro grupo que não tinha essa enciclopédia em casa e devia, portanto, dirigir-se a uma biblioteca pública para fazer a pesquisa. Mas a única diferença era essa, pois na hora de apresentarmos as pesquisas feitas, em ambos os casos o que se via era uma cópia ou pequeno resumo sobre os tópicos apresentados no livro. Pegássemos as folhas de almaço que utilizávamos e comparássemos umas com as outras, veríamos que a fonte era a mesma e não raro, o texto escrito também. Era uma escola municipal, com uma metodologia de ensino que havia ficado parada no tempo, e também não havia muitos recursos de pesquisa, sendo que invariavelmente nossas pesquisas terminavam na Barsa ou na Mirador.
Essa situação ocorreu na década de setenta, onde os recursos eram limitados, não havia Internet nem o Google com suas infinitas fontes de pesquisa, hoje com certeza temos uma forma mais inteligente de fazermos nossas crianças complementarem seus estudos correto?
Errado! Nossos alunos continuam fazendo pesquisa de forma análoga ao passado, com a facilidade de que não precisam mais copiar os textos no almaço, bastando selecionar na tela do microcomputador e colar respectivamente no arquivo que se pretende entregar na escola.
Não está em discussão se aprendemos mais escrevendo a mão ou copiando arquivos da Internet, e sim o porquê de nossos “professores” continuarem com essa maneira confortável, para eles, de solicitar pesquisa, sem incitar aos alunos a que de fato procurem algumas informações que não se achem prontas e enlatadas em algum lugar, ensinando o raciocínio lógico, a dedução e por fim o aprendizado!
Trata-se de estarmos usando uma ferramenta inovadora e poderosíssima como a Internet de forma inadequada, e o pior é que estamos ensinando nossos filhos a fazerem isso com maestria. Será que nossos professores deveriam voltar para os bancos escolares?
Essa situação ocorreu na década de setenta, onde os recursos eram limitados, não havia Internet nem o Google com suas infinitas fontes de pesquisa, hoje com certeza temos uma forma mais inteligente de fazermos nossas crianças complementarem seus estudos correto?
Errado! Nossos alunos continuam fazendo pesquisa de forma análoga ao passado, com a facilidade de que não precisam mais copiar os textos no almaço, bastando selecionar na tela do microcomputador e colar respectivamente no arquivo que se pretende entregar na escola.
Não está em discussão se aprendemos mais escrevendo a mão ou copiando arquivos da Internet, e sim o porquê de nossos “professores” continuarem com essa maneira confortável, para eles, de solicitar pesquisa, sem incitar aos alunos a que de fato procurem algumas informações que não se achem prontas e enlatadas em algum lugar, ensinando o raciocínio lógico, a dedução e por fim o aprendizado!
Trata-se de estarmos usando uma ferramenta inovadora e poderosíssima como a Internet de forma inadequada, e o pior é que estamos ensinando nossos filhos a fazerem isso com maestria. Será que nossos professores deveriam voltar para os bancos escolares?