domingo, junho 08, 2008

A ilusão da liderança


Recebi esse texto do Reinaldo Lucas, sócio da Mandelli Consultores Associados, que fala sobre liderança, sendo o próprio Reinaldo especialista na tema. É muito comum depararmo-nos com executivos que confundem o ato de "mandar" com o ato de liderar. A conhecida frase "manda quem pode..." é exemplo disso. A boa nova no entanto é que vem crescendo a cada dia mais a onda dos líderes servidores, aqueles executivos que se esforçam para que seus liderados tenham a melhor performance possível, através da sua ajuda e condução. Façamos parte desse grupo ASAP, aproveitem o texto:


Autor: MARCELO AGUILAR

O grande líder não é aquele que comanda os outros, mas sim quem serve aos outros, como o inglês Winston Churchill. Entenda isso e evite frustrações.

Levante a mão aquele chefe, gerente ou executivo que não sonha em ser um grande líder. Aquele tipo de líder de fala fácil, que todos param para ouvir, cujos pensamentos todos os colaboradores compreendem, cujas idéias são implementadas sem questionamentos. Sem dúvidas, todos querem ser assim. Recorremos a literaturas diversas, treinamentos específicos, "coaching", etc, para desenvolver as lideranças nas empresas. Tudo tem sua validade, mas é uma validade relativa, pois o sonho da liderança fácil e de pouco esforço ainda é mantido por dicas do tipo "faça isto que seus colaboradores e parceiros farão aquilo ...". Mantém-se a ilusão do poder de controlar os outros!

Isto é somente um sonho, pois, de fato, os colaboradores não são seus. São colaboradores de idéias e ideais. O líder é apenas o catalisador destas idéias e ideais.

Os filósofos da administração emprestaram a palavra "catalisador" da físico-química, para uso indiscriminado. O significado original da palavra CATALISADOR é: uma substância que modifica a velocidade de uma reação química sem se alterar... Ops!? Se líder é apenas um catalisador, e se catalisador é "algo" que, sem se alterar, modifica a velocidade de uma reação - como o surgimento e consecução de idéias e ideais -, quer dizer então que o verdadeiro líder serve aos outros e não aos seus próprios ideais? Sim. O líder serve à organização, aos seus colaboradores, parceiros e clientes. A história nos prova isto de todas as formas.

Veja o que disse Platão em "A República", ao narrar o duelo verbal entre Sócrates e Trasímaco, cerca de 250 anos antes de Cristo: "(...) nenhum chefe, em qualquer lugar de comando, na medida em que é chefe, examina ou prescreve o que é vantajoso a ele mesmo, mas o que o é para seu subordinado, para o qual exerce a sua profissão, e é tendo esse homem em atenção, e o que lhe é vantajoso e conveniente, que diz o que diz e faz tudo quanto faz".

Mais exemplos da história: líderes como Churchill, Hitler e De Gaulle, para o bem e para o mal, capitalizaram e catalisaram as aspirações do seu povo? Hitler só surgiu porque o povo alemão estava humilhado e esfomeado pelas condições de rendição impostas na Primeira Guerra Mundial. Ele não foi o primeiro a pensar que o povo alemão deveria se rebelar contra as condições do pós-guerra. Ele não foi o primeiro a pensar na superioridade da raça ariana. Estes eram pensamentos pré-existentes, do qual ele se utilizou para resgatar a auto-estima de um povo. Hitler subiu ao poder como um líder que catalisou algumas idéias e se tornou um ditador pelo medo com o auxílio de sua polícia política, a Gestapo. Suas ações são recriminadas pela história.

Churchill e De Gaulle se tornaram líderes porque catalisaram a idéia de que não se deveria ser conivente e passivo com o avanço do nazismo. Também não eram idéias próprias, mas um sentimento geral de suas nações. Com a proximidade do final da guerra, Churchill não conseguiu mais ser um catalisador de idéias e ideais para a Inglaterra e perdeu as eleições no verão de 1945. Seu temperamento agressivo e suas palavras duras prejudicaram suas chances de vitória, chegando a ser vaiado no Walthamston Stadium. Muitos anos depois Churchill foi eleito o "Maior Britânico de Todos os Tempos", concorrendo com Darwin, Shakespeare e outros.

De Gaulle só se tornou presidente da França em 1958, quando conseguiu provar que não era somente bom para a guerra, catalisando as idéias de reformar a constituição francesa e as diversas instituições do império francês. Estes eram os ideais do povo francês, descontente com a quarta república. De Gaulle foi um dos maiores estadistas e líderes deste século. Na história recente do Brasil Fernando Henrique Cardoso catalisou o ideal de estabilidade econômica. Para ser escolhido como líder da nação, o presidente Lula catalisou o ideal de justiça social, mantendo a estabilidade econômica.

Ser líder é servir aos outros. É aceitar que o reconhecimento pode vir tardio, talvez até após sua despedida do poder. É saber que será combatido. É saber que só terá colaboradores se convencê-los de que é a pessoa certa para levar as idéias e ideais adiante.

domingo, maio 25, 2008

Quem está pagando?


Se eu disser que folheando uma revista de 120 páginas, encontro normalmente de dez a vinte páginas dedicadas a propagandas de veículos dirão tratar-se de revista dedicada ao automobilismo, certo?
Errado, falo da revista Veja, que traz entre 10% e 20% de suas páginas dedicadas a propagandas de veículos, normalmente de alto valor. E o engraçado é que ainda pago para receber essa revista, deveria recebê-la de graça! Esse é o modelo de negócio que se reforça a cada dia mais, baseado na Internet. Os grandes fornecedores que querem anunciar seus produtos pagam pelo custo da veiculação, e os grandes sites como Yahoo e Google oferecem conteúdo a custo “zero” seus conteúdos aos usuários que remunerarão o serviço quando porventura se interessarem no conteúdo e fizerem aquisições.
Trazendo para o exemplo em questão, seria como receber a revista Veja de graça em casa semanalmente, e remunerar a editora quando me interessasse por algum artigo anunciado e o comprasse por conta do anúncio veiculado. Faz sentido não é mesmo?
Nessa semana li um artigo de Chris Anderson, que menciona exatamente a tendência de virarmos uma economia do gratuito, onde diversos serviços serão oferecidos a custo zero em troca da veiculação que se faz de artigos à venda. Foi assim por exemplo com o e-mail com capacidade de armazenamento de Giga bytes e depois com capacidade ilimitada da Yahoo, que é fornecido gratuitamente e que obviamente é remunerado pela propaganda que é feita nos e-mails que circulam o mundo todo.
Não me preocupo por enviar e-mails com propagandas ou mesmo de recebê-los, desde que esteja recebendo um bom serviço e não esteja pagando por isso. Entendo que esse é o custo do serviço. Estranha-me, no entanto, pagar a anuidade de uma revista e receber no seu interior mais propaganda do que conteúdo, será que estamos no limiar de uma mudança de modelo de negócio, e em breve essas revistas serão gratuitas, ou então mais leitores se ressentirão pelo que compram e deixaram de comprar essas revistas obrigando-as a mudarem de modelo de negócio? Porque entendo que ganhar dos dois lados não faça sentido, ou pelo menos seja uma maneira desequilibrada de agregação de valor. Eu de minha parte já decidi que não renovarei minha assinatura dessa revista de propaganda de automóveis!

quinta-feira, maio 22, 2008

Windows finalmente no OLPC


A Microsoft finalmente anunciou, semana passada, que liberará o sistema operacional Windows para ser fornecido juntamente com o XO, computador de baixo custo, idealizado por Nicholas Negroponte. Esse programa recebeu o nome de OLPC (One Lap Top per Child – um computador por criança) que tem por objetivo fornecer equipamento de informática básico e de baixo custo para todas as crianças, A expectativa inicial era chegar a um valor de US $ 100 por máquina, mas atualmente elas estão sendo vendidas pelo dobro desse valor.
O acordo assinado com a Microsoft vem em um momento crítico, pois o programa experimenta uma penetração muito mais baixa do que se pretendia - apenas 600 mil unidades vendidas para países como Peru, Uruguai e México, além de não conseguir chegar ao objetivo de valor inicialmente prometido para o mundo.
A entrada do Windows vem sendo adiada por anos, haja vista que a escolha feita de sistema operacional para o XO é o Linux, software livre, que obviamente conflita com a estratégia da Microsoft.
Todos sabem que a aceitação do Windows é bem maior que a do Linux, o que é uma pena, pois observa-se em vários programas educacionais e de inclusão digital que o aprendizado do aluno melhora no momento que ele é mais exigido pelo sistema operacional, pois no Linux as interfaces podem e devem ser customizadas pelos usuários.
O programa recebeu muitas críticas, em especial dos que acreditam que não adianta fornecer ferramentas para promover a inclusão digital, pois faltariam capacitação, tanto dos alunos quanto dos professores. A prática no entanto, aqui no Brasil, tem nos mostrado o oposto, as nossas crianças vêm tendo uma experiência com informática, e no meu entender já não podem ser considerados “excluídos digitalmente” pois conhecem os mecanismos básicos da rede mundial de computadores, possuem páginas na Internet, Blogs, e-mails e se comunicam nas Lan Houses das periferias através dos sistemas de mensagens rápidas como MSN Messenger.
Tenho visto mais exclusão digital em adultos de razoável poder aquisitivo, com computador em casa e acesso a Internet, mas que ainda relutam em se utilizar as ferramentas de informática de maneira natural. E você, considera-se um incluído digital?

segunda-feira, maio 12, 2008

Conectividade


Nunca tivemos tamanha diversidade de conteúdos e aplicativos disponíveis na web como no momento. Semanalmente surgem novos usos e softwares populares, que atingem os milhões de usuários quase que instantaneamente. É o que chamamos de divulgação por efeito viral, que ocorre no boca a boca e eventualmente através de ferramentas de convites restritos a usuários do sistema, que ajudam a divulgar aplicações e programas de relacionamento e engenharia social.

Se por um lado assistimos ao fenômeno da proliferação de usos da internet, por outro temos a inegável inclusão digital. Atualmente já temos mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo com acesso a internet (mais de 20% da população mundial). No Brasil além dos inúmeros programas de organizações não governamentais e assistenciais do governo concorrendo para a inclusão digital, temos também o efeito das lan-houses de periferia, o que vem fazendo com que praticamente todos os jovens saibam se relacionar com uma ferramenta que há menos de dez anos era totalmente inimaginável para muitos deles. Ouso dizer que os excluídos digitais no momento são alguns adultos, que mesmo possuindo acesso a computadores, ainda têm receio de se entregarem de vez ao apelo da internet.

Disponibilidade e variedade de conteúdo associado a uma massiva entrada de novos usuários diariamente na era da internet –eis todos os ingredientes para uma explosão da penetração das tecnologias de acesso, experimentada pela indústria de telecomunicações no mundo todo, que vem, praticamente, dobrando a quantidade de acessos a banda larga anualmente.

Esse agressivo aumento das redes de banda larga vem provocando também a redução de preços da infra-estrutura necessária à sua disponibilização. Assim, com a redução de preços de equipamentos de transporte e controle de banda, servidores, sistemas de armazenamento e processamento digital de sinais, passamos a alimentar um ciclo virtuoso que acaba por reforçar, ainda mais, o aumento de banda larga.

Nos últimos três anos, após fatídicos leilões que levaram empresas européias do setor de telecomunicações a investirem bilhões de dólares na aquisição de licenças para explorar a terceira geração de sistemas celulares, buscando exatamente disponibilizar banda larga com mobilidade, vemos que o mercado mundial de aparelhos celulares e de aplicativos para terceira geração começa a se popularizar, ajudado inclusive pelo programa 3G for all, que visa à obtenção de aparelhos preparados para a terceira geração a preços populares. No Brasil começamos a experimentar a utilização da banda larga móvel, que apesar de estar em seu estágio inicial de lançamento, veio em um momento propício. Dois fatores que contribuem são a queda do dólar e a popularização dos equipamentos portáteis como lap-tops. Desse modo, a banda larga móvel atinge boa parte dos usuários de internet, em especial os profissionais que costumam viajar com freqüência e que através de Wi-Fi, e agora a 3G, podem continuar tendo acesso a internet e a seus sistemas de correio eletrônico.

O uso profissional da informática, apoiado em uma infra-estrutura de web 2.0, vem proporcionando uma verdadeira revolução em várias profissões. Ferramentas de colaboração permitem acessos simultâneos e de forma controlada a arquivos, que dessa forma podem ser estruturados e preparados à várias mãos, garantindo qualidade e tempo de preparo nunca vistos.

Usuários de internet não se contentam mais em apenas acessar ao conteúdo que se encontra disponível na rede mundial de computadores. Ao invés disso, cresce velozmente a quantidade de conteúdo gerado pelos próprios usuários, que através de seus Blogs, vídeos e aplicativos garantem uma enorme diversidade de conteúdos e novas idéias e alimentam, assim, o ciclo de inovação.

Começamos a ver também utilizações de comunicação e interconexão máquina à máquina, que através de aplicativos de segurança, rastreamento e localização, geram um novo tráfego de dados na rede e, certamente, levará a uma quantidade maior de fontes de tráfego que a da própria população humana.

O conceito do “online”, do “tudo aqui e agora”, começa a compartilhar espaço e importância com o conceito de interatividade. Novos modelos de mídia surgem , com campanhas na Internet que estimulam a interação e a expressão de opiniões dos usuários no momento em que tomam contato com a informação. Essa interatividade não fica restrita às redes fixas de banda larga e muita expectativa é colocada nas redes móveis de banda larga e serviços de mensagens rápidas.

Começamos a tatear o mundo do mobile-payment e do mobile-advertisement, mas tomando em conta o efeito que esses novos modelos de negócio vêm atingindo e a facilidade com que nosso mercado recepciona novas tecnologias, temos a expectativa de essas mobilidades, também no Brasil, serão precursoras de uma nova forma de se relacionar e utilizar a rede móvel de telecomunicações.

As mídias tradicionais de rádio, TV e jornal já iniciaram, num passado recente, incursões no mundo da internet, o que vem derrubando o conceito de divulgação limitada por área geográfica. Assim, a cada dia, descobrem novas formas para o acesso instantâneo a qualquer conteúdo, em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo.

Nessa constante evolução, não conhecemos ainda todas as fórmulas e conceitos. Novos modelos de negócios são criados diariamente e vários deles não resistirão ao próximo ciclo de planejamento (que de anual tende a ser diário). Nesse ambiente, valoriza-se a facilidade em desaprender e em perceber quais tecnologias e usos, de fato, vigorarão e ganharão a preferência dos usuários. Trata-se de um grande “lego”, onde todos têm a oportunidade de agregar blocos, que nos levarão a uma nova realidade, a que certamente ainda não estamos preparados. Então a palavra dessa época de conectividade é aprendizado e flexibilidade para poder surfar nessas novas tendências!

segunda-feira, maio 05, 2008

Internet para música?


Outro dia, enquanto comprávamos alguns CDs pela Internet, meu filho comentou que os preços dos CDs estavam baixando fortemente. Acredito que esse fato seja explicado pelo momento de ruptura que a indústria fonográfica vive, onde a fase do CD está acabando e provavelmente será substituída pela aquisição eletrônica de músicas individuais ou então de shows e vídeo clipes no lugar da música somente.
O fato de estar adquirindo músicas pela Internet, com meu filho ao lado, serve para ilustrar vários pontos, entre eles a questão da anti-pirataria e do exemplo contido no fato de estarmos pagando pelas músicas que estávamos adquirindo, mas gostaria de me ater especificamente à questão da distribuição de músicas e da dependência que a maioria dos artistas têm para com as gravadoras, distribuidoras, rádio e TV.
Ouço dois podcastings excelentes para conhecer novos músicos e conjuntos, o “Som para Viagem” e o “Café Brasil”, em ambos podemos ter acesso a entrevistas, reflexões e muita poesia, acompanhada de um tipo de música de muito boa qualidade, porém não divulgadas nas mídias tradicionais.
Sabemos que a receita de um cantor vem dos shows que faz e não dos discos que vende, pois nesse canal a maior parte fica para a gravadora e para os diversos distribuidores. Também ocorre que para divulgar em diversas rádios com boa audiência, vários conjuntos têm que pagar – é o que se chama de “jabakulê” ou simplesmente “jabá”. Ora temos aqui o ambiente ideal para que haja uma ruptura no modelo convencional de negócios. Com as novas tecnologias, é muito mais acessível a montagem de um estúdio de gravação de CDs (chamados home-estúdio).
Esse é o cenário que temos assistido freqüentemente, conjuntos lançando-se de forma independente, sem contar com a ação das gravadoras existentes, e distribuindo seus discos exclusivamente através da Internet ou em venda direta em shows. Em alguns casos consegue-se chegar a marcas interessantes através desses canais, onde vários músicos têm relatado terem ultrapassado a marca dos 200.000 discos através da venda pela Internet apenas, e sem investir um único centavo na mídia televisiva e de rádio e criando independência das gravadoras. Além de mais barato e de permitir maiores margens, também cria independência quanto ao estilo, pois ficam imunes às pressões da mídia para que gravem determinados estilos de música, mais populares e comerciais, garantindo com isso trabalhos autênticos e que realmente expressem a vontade do artista. E viva a Internet!

terça-feira, abril 29, 2008

IP na tostadeira?


Lembro-me de uma frase muito difundida no mundo da Internet, que foi escrita na década de 90, quando começamos a enxergar até onde a Internet chegaria no futuro. É dessa época as frases “IP to the toast – IP na tostadeira” e “IP to the refrigerator – IP na geladeira”, frases que queriam nos mostrar o alcance do protocolo de Internet (IP) no nosso dia-a-dia.
Em que pese que até o momento, quase quinze anos depois de ouvir essas famosas frases, continuo sem entender para que alguém desenvolveria uma tostadeira conectada à Internet, aliás questiono mesmo se a tostadeira não seria um plano maquiavélico norte-americano para dominar o mundo, através de propaganda subliminar colocada nos filmes holiwoodianos, já que nenhum outro povo é tão próspero no uso desse eletrodoméstico quanto nossos irmãos lá de cima.
Apesar de não imaginar tostadeiras cibernéticas, já escrevi a respeito e reconheço que sonho com o dia em que minha geladeira será capaz de avisar ao mercadinho, próximo de minha casa, que está faltando cervejas no seu interior. E não é só ai que acho que o IP vem invadindo minha vida (e a de mais de um terço da população do mundo). Como cozinheiro de domingo, já me acostumei a acessar páginas de receitas e de dicas culinárias para amantes da culinária, e para tanto nada mais prático do que acessar a internet de um lap-top sobre a pia da cozinha (conectado via Wi-Fi obviamente, já que fios não combinam com farinha de trigo).
E para não ficar somente na cozinha, lembro da utilidade que a informática, em especial a internet, tem assumido para os músicos amadores, e mais uma vez domingueiros, que não precisam mais acumular um quilo de revistinhas com sistemas de cifragem ou partituras para tocarem e cantarem as músicas de seus conjuntos prediletos. Através da Internet podemos encontrar as músicas que mais gostamos de forma rápida e organizada, além de contar com a facilidade de podermos alterar a escala, caso não tenhamos voz para acompanhar determinados tons, e também podemos, num “clickar” de dedos, substituir aquela partitura para violão acústico, adaptando-a para guitarra, cavaquinho, baixo, etc.
E o uso da Internet não para por aí, já tenho observado a sua utilização com bastante freqüência em celulares, nas intermináveis horas de espera em aeroportos, salas de espera de consultórios, e em muitos outros lugares inusitados. Se por sinal alguém souber de outros usos curiosos não deixe de me enviar.

terça-feira, abril 22, 2008

Máquina falando com máquina?


Mesmo quem não viveu sua infância na década de 60 deve se lembrar do desenho animado dos Jetsons, aquela família engraçada que vivia em algum tempo avançado no futuro e que nos divertia com uma série de interações com robôs e máquinas que faziam de tudo para facilitar a vida dos protagonistas.
Bem alguma modernidade anunciada naquele desenho já pode ser verificada nos dias de hoje, em especial a comunicação de máquina para máquina. Normalmente quando utilizamos nossos aparelhos celulares estamos com a intenção de falar com alguma pessoa, em que pese o fato de várias vezes sermos atendidos pela secretária eletrônica, mas quando usamos o celular para localização e rastreamento de nossos veículos, por exemplo, temos uma operação de comunicação máquina para máquina, também temos o mesmo tipo de utilização em coleiras caninas, utilizadas para que não percamos nossos cães de vista. Já se encontra em utilização no Estado de São Paulo uma tornozeleira com localizador para presidiários. Em todos esses dispositivos conseguimos demonstrar com razoável precisão a localização de seu usuário através de um software na internet.
Esses dispositivos de localização também são muito utilizados em caminhões, para que se possa fazer o rastreamento do veículo e mesmo que se tenha a possibilidade de enviar alguns telecomandos como bloquear o motor, trancar a porta do compartimento de carga ou acionar o alarme, caso o mesmo venha a ser assaltado. Também se utiliza de equipamentos semelhantes que possam ser incluídos nas cargas a serem transportadas, para que seja possível localizar o destino da carga em caso de roubo.
Em todos esses exemplos, temos um dispositivo falando com outro, com o objetivo de prestar um serviço de localização ou telecomandos por meio de um centro de operações remotamente localizado. Estamos apenas começando nesse mundo de possibilidades de automação que a utilização desses dispositivos permite, imaginem nossa geladeira se comunicando com o mercado mais próximo de casa, informando o que está faltando em seu interior, ou então o carrinho do supermercado informando para a caixa registradora o montante de dinheiro necessário para pagar tudo que estiver em seu interior, sem a necessidade de se digitar item a item. É uma infinidade de usos que estamos apenas começando a vivenciar. Ainda aguardo o momento de poder ter uma ajudante em casa, à semelhança da Rose, a empregada robô dos Jetsons.

terça-feira, abril 15, 2008

Estamos dando importância ao SMS?


Apesar da Banda Larga estar sempre em evidência, como o que se tem de mais inovador e de interesse por parte das operadoras de telecomunicações, o mercado de SMS vem correndo por fora e já se encontra praticamente emparelhado, em termos de receita, com o mercado de Banda Larga, com a vantagem que ainda resta muito espaço para crescer, ao passo que a Banda Larga já começa a experimentar uma certa estabilização na forma como atualmente é oferecida para o mercado. Em 2008 serão encaminhadas algo em torno de 2,3 trilhões de mensagens no mundo todo, gerando uma receita de mais de US$ 60 bilhões, além do SMS possuir um crescimento médio de 20% a.a., quase o dobro que a Banda Larga. Quem diria, não?

segunda-feira, abril 14, 2008

m-advertisement


Estudo do Gartner Group aponta que o mercado de propaganda em aparelhos móveis celulares movimentará US$ 2,7 Bilhões em 2008, representando um acréscimo de quase 60% comparado ao ano de 2007.
Essa taxa de crescimento astronômica mostra que esse mercado está apenas engatinhando ainda e que temos muito caminho ainda por percorrer. Mas a pergunta que fica é se nós, aqui em terras verde amarelas, estamos aproveitando desse mercado em expansão, e a resposta é um grande e retumbante NÃO!
Notadamente o Brasil possui algo em torno de 5% dos assinantes de celulares do mundo inteiro, transferindo esse percentual para a verba destinada à propaganda celular do ano de 2008, teríamos mais de R$ 130 milhões. Parece que algum outro país está se utilizando desse montante em nosso lugar...
Quando falamos em propaganda na telinha de nosso celular, não podemos pensar em Spams ou mensagens invasoras ou de gosto duvidoso, insistindo em aparecer nos nossos aparelhos toda vez que tentamos utilizá-lo para fazer uma chamada telefônica, fosse assim e não estaríamos vivenciando uma taxa de crescimento de investimento nesse setor de quase 60% ao ano. Esse mercado se desenvolve através de um novo modelo de comunicação e divulgação, baseado em imagens e filmes adequados para o formato e tamanho das telas dos aparelhos celulares, bem como áudio compatível com os mesmos dispositivos e, principalmente em um modelo de comunicação interativa. Essa é a chave de ouro da propaganda móvel celular: Interatividade.
E para tanto, não estamos falando apenas em tecnologia e infra-estrutura que suporte a interatividade, aliás isso é o que menos importa, o que temos que ter em mente mesmo é a capacidade das agências bolarem modelos de comunicação de bom gosto, que nos estimule a recebermos essa comunicação, enquanto clientes.
A bem da verdade, não temos muito bem definido sequer como a cadeia de valores da propaganda funcionará nesse caso, quem serão os canais de distribuição, com que parcela do bolo publicitário ficarão, se os clientes pagarão para receber essa propaganda ou não (como é o modelo em vários países) enfim, falta definir um modelo sustentável de criação, divulgação, e comercial do que o mundo já começa a apelidar de m-advertisement, ou publicidade móvel. Ainda há tempo de pegarmos esse bonde, mas vamos ter que apressar o passo!

quinta-feira, abril 10, 2008

O jeito de ser internet


No último primeiro de abril, para não se fugir à regra, circulou na internet, através de sites e e-mails, uma série de notícias falsas e de brincadeiras. Uma empresa que vem se superando pelas brincadeiras que faz é o Google que todo ano monta uma ardilosa estratégia para divertir seus usuários, e nos brinda com notícias falsas muitíssimo bem elaboradas. Pois nesse ano não foi diferente, e vimos a primeira brincadeira no mais famoso site de relacionamento do mundo, o Orkut, que durante o dia primeiro de abril estava com o nome Yogurt.
Mas nesse ano, houve outra brincadeira, também circulou uma notícia via Youtube, onde se dizia que a Virgin (famosa empresa com vários negócios, entre eles música, telecomunicações e aviação) estaria fazendo uma parceria com o Google, e montaria um negócio em Marte. A nova empresa se chamaria Virgle e os interessados poderiam se candidatar através de entrevista e os requisitos para esse trabalho foram publicados no Youtube no dia primeiro de abril, sendo que a cena era representada pelo presidente e fundador da Virgin Richard Branson.
Na internet não podemos acreditar em tudo o que vemos, principalmente na construção de negócios mirabolantes em Marte, mesmo que tudo leve a crer que se trata de algo real. Até entendo que um dos fatos positivos desse canal de informação seja exatamente esse, uma vez que nos obriga a sermos críticos na interpretação de tudo que recebemos, como forma de não sermos enganados através de falsas notícias, não que não devêssemos ter o mesmo procedimento frente às notícias que recebemos pela Televisão, jornal e rádio, mas é que fomos acostumados a acreditar que se uma notícia vem de fonte oficial merece credibilidade, mas nem sempre é assim.
Entre a versão oficial postada no Youtube e as diversas variações, foram mais de um milhão de visualizações só no dia primeiro de abril, o que mostra mais uma vez o potencial de disseminação desse canal, que mesmo sem nenhuma publicidade, a não ser aquela que circula no boca à boca dentro do próprio canal de vídeo, ainda assim por diversas vezes faz frente à publicidades ditas oficiais no mundo tradicional. Esse é o jeito internet de ser, onde achamos informação sim, mas onde também achamos descontração, informalidade e até brincadeira, mesmo vindas de empresas bilionárias como a Virgin e o Google

sexta-feira, abril 04, 2008

Punição por uso elevado de banda larga?


Se você é usuário de sistema Banda Larga de operadoras de TV a cabo ( AJato e Virtua) prepare-se pois elas podem passar a punir seus usuários para utilizarem muita banda fazendo downloads (trata-se do temível tráfego peer-to-peer ou P2P). Que mico hein?

Li essa notícia hoje pela manhã na PC World.

domingo, março 30, 2008

Estamos chegando próximos do limite?


A lei de Moore (Gordon Moore – 1965) nos diz que tudo dobra de velocidade de processamento a cada dezoito meses no mundo da informática. Nos últimos anos é o que temos visto, mas pode ser que eventualmente estejamos chegando próximos ao limite imposto pelos materiais que utilizamos em microeletrônica, além do alto consumo que temos feito do silício, material básico para confecção de componentes eletrônicos, também nota-se que esse material chega ao seu limite do ponto de vista de melhora de performance, o que tem levado cientistas a procurarem outras tecnologias e materiais para o substituírem. O Germânio, apesar de também ser limitado na natureza, pode ser uma boa alternativa para a crescente miniaturização dos componentes eletrônicos (atualmente o silício já é preparado em células de 50 nanômetros).
Podemos notar que os computadores pessoais sempre tiveram sua capacidade de armazenamento e processamento melhoradas desde a década passada, mas atualmente já vemos que as melhoras se dão através da adição de processadores adicionais (duocore ou quadcore) ao invés de colocarmos mais velocidade de processamento, isso pode nos indicar que será mais fácil no futuro adquirirmos computadores com vários processadores, do que comprarmos um computador com um único processador muito mais rápido. Esse fato já vinha ocorrendo desde que começamos a utilizar placas aceleradoras de vídeo para que tivéssemos mais velocidade no processamento de imagens em velocidade mais alta, depois vieram as placas multimídias para processamento digitalizado de som, e por fim, agora estamos vendo opções no mercado de oferta de PCs com mais de um processador, como forma de melhorar a performance sem aumentar em demasia o custo.
Uma alternativa futura é a utilização de nanotecnologia para elaboração de processadores e memórias utilizando nanotubos de carbono, que consumiriam muito menos energia, dissipando menos calor e sendo mais rápidos que as atuais pastilhas de silício, mas ainda observa-se um alto custo dessa tecnologia para que fosse utilizada em alta escala. Talvez ainda vejamos antes disso a utilização maior de tecnologia óptica em nossos PCs, quem sabe? Ou então talvez tenhamos de editar a Lei de Moore novamente...

domingo, março 23, 2008

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...


Quando eu estudava em São Paulo na escola primária, éramos sempre solicitados para elaboração de pesquisas que complementassem nossos estudos. Nessas ocasiões o formato normalmente era assim: “pesquisem a respeito de...”. Nesse momento nossa classe dividia-se em dois grupos de alunos, os que tinham a enciclopédia Barsa em casa (parece que os professores buscavam na Barsa o que tínhamos que pesquisar, pois lá sempre tinha o material que procurávamos) e o outro grupo que não tinha essa enciclopédia em casa e devia, portanto, dirigir-se a uma biblioteca pública para fazer a pesquisa. Mas a única diferença era essa, pois na hora de apresentarmos as pesquisas feitas, em ambos os casos o que se via era uma cópia ou pequeno resumo sobre os tópicos apresentados no livro. Pegássemos as folhas de almaço que utilizávamos e comparássemos umas com as outras, veríamos que a fonte era a mesma e não raro, o texto escrito também. Era uma escola municipal, com uma metodologia de ensino que havia ficado parada no tempo, e também não havia muitos recursos de pesquisa, sendo que invariavelmente nossas pesquisas terminavam na Barsa ou na Mirador.
Essa situação ocorreu na década de setenta, onde os recursos eram limitados, não havia Internet nem o Google com suas infinitas fontes de pesquisa, hoje com certeza temos uma forma mais inteligente de fazermos nossas crianças complementarem seus estudos correto?
Errado! Nossos alunos continuam fazendo pesquisa de forma análoga ao passado, com a facilidade de que não precisam mais copiar os textos no almaço, bastando selecionar na tela do microcomputador e colar respectivamente no arquivo que se pretende entregar na escola.
Não está em discussão se aprendemos mais escrevendo a mão ou copiando arquivos da Internet, e sim o porquê de nossos “professores” continuarem com essa maneira confortável, para eles, de solicitar pesquisa, sem incitar aos alunos a que de fato procurem algumas informações que não se achem prontas e enlatadas em algum lugar, ensinando o raciocínio lógico, a dedução e por fim o aprendizado!
Trata-se de estarmos usando uma ferramenta inovadora e poderosíssima como a Internet de forma inadequada, e o pior é que estamos ensinando nossos filhos a fazerem isso com maestria. Será que nossos professores deveriam voltar para os bancos escolares?

quarta-feira, março 19, 2008

Músicas, que músicas?


Engana-se quem imagina que a única mudança no mundo da música deu-se por conta da facilitação da pirataria pelos novos formatos de mídia, que permitem a cópia e a troca de arquivos de música, sem que haja perda da qualidade do arquivo original. Na realidade a mudança é muito maior que isso e não abrange somente o aspecto técnico do formato como a mídia é disponibilizada, aliás esse é o aspecto menos importante na minha opinião. O que vemos é uma mudança radical na forma de ouvirmos músicas. A portabilidade dos aparelhos, que na década passada era representada pelo walkman, agora se traduz pelos tocadores de MP3 e MP4 que, pesando alguns gramas nos fornecem um som de primeira qualidade, através de sistemas de baterias recarregáveis e o melhor de tudo, não necessitam de fitas, pois possuem memórias regraváveis, são mais baratos e estragam menos por não terem mecanismos móveis.
Outro aspecto que mudou muito é que os usuários dos tocadores de MP3 e MP4 trocam playlists entre si e não mais músicas ou discos, como costumávamos fazer. Playlists são seleções completas, de determinados cantores, bandas ou gêneros de música, que são transmitidas facilmente de um computador para outro, através de softwares disponibilizados gratuitamente na Internet.
Também entraram no jogo os modernos aparelhos celulares, que atualmente além de agregarem as funcionalidades de máquinas fotográficas digitais com mais de 5 megapixels, também incorporaram as funcionalidades de tocadores de MP3, permitindo armazenar centenas de músicas em suas memórias, que por sua vez também são padronizadas, de forma que conseguimos tirar o cartão de memória de nosso celular e colocá-lo no nosso computador transferindo facilmente arquivos de uma máquina para outra, da mesma forma várias máquinas fotográficas também possuem cartões de memórias intercambiáveis com os computadores e celulares (uma salada completa!).
Várias bandas também começam a perceber que não dependem mais totalmente das distribuidoras para se lançarem no mercado, e já que a sua participação na receita gerada com a venda de CDs é pequena, começam a ensaiar a distribuição de seus álbuns diretamente na Internet, ou por downloads ou por venda direta de seus CDs. Percebam que essas mudanças implicam em uma revolução ainda maior em toda a cadeia de comunicação pois, se não lançarmos as bandas primeiramente nas rádios e TVs, que papel a própria mídia televisiva terá na divulgação desses novos trabalhos? Estamos aprendendo a trabalhar com essas mídias e com as possibilidades que ela nos abrem.

segunda-feira, março 10, 2008

VoG (Voice over Game)


A Skype, empresa adquirida pela e-bay que é o maior faturamento de e-commerce do mundo, vem oferecendo serviços de voz sobre a internet há muito tempo no mundo inteiro. Já fechou parcerias inclusive com empresas operadoras e com fabricantes de celular, permitindo nesses casos que se use o celular como conexão de dados, como se fosse uma conexão de internet, para se falar com o mundo todo a valores bem mais baixos que os cobrados pela telefonia celular convencional.
A notícia veiculada essa semana é que os Play Station Portable da Sony (a criançada fala PSP), já virão com Skype instalado.
O que sempre me chamou a atenção no caso do uso dos PSPs pelas crianças é a facilidade com que descobrem as dezenas ou centenas de funções que as diversas teclas assumem a cada jogo que carregam, isso tudo é claro, sem nem passar perto de um manual de instruções, aliás acredito que o tal do manual seja o limiar de separação entre os “plugados” e os excluídos digitalmente, segundo meu filho, toda vez que sentimos uma recaída, e nos dá a vontade de folhearmos um manual de instrução, temos que resistir à tentação, e continuar tentando, sem lançarmos mão desse subterfúgio.
Tenho notado que os manuais vêm emagrecendo a cada dia que passa, tendo assumido ultimamente o formato digital, através de downloads diretamente através da Internet. O problema é quando precisamos do manual para configurar nossa Internet!
Quando começamos a jogar com o PSP não tínhamos rede sem fio (Wi-Fi) instalada em casa, e esse recurso ficou adormecido nas mãos de meu filho, que se divertia com seu PSP. Não lembrei disso quando instalei um roteador sem fio e num belo dia o vi acessando a Internet através do seu equipamento. Perguntei como ele havia configurado, ao que ele respondeu: “não sei...”, na realidade aconteceu como sempre, o equipamento reconheceu a disponibilidade da rede em nossa casa, perguntou ao meu filho se queria configurar o PSP para acesso a Internet, ele foi fuçando, fuçando e deu certo, passou a se conectar na Internet através do joguinho e com isso agora joga com outros usuários ao redor do mundo, através da linguagem universal dos jogos que é o inglês.
Dessa forma ele já usa o joguinho para se conectar à internet, para falar com vários jogadores através do próprio jogo e agora vai poder também falar de maneira similar a um celular com jogadores do mundo todo, usando o Skype, e a pergunta que fica é: Onde guardamos o manual de instruções mesmo?

quarta-feira, março 05, 2008

Vídeo no celular


Muito se comenta sobre a baixa qualidade dos vídeos divulgados no YouTube e que portanto o conteúdo lá disponível, nunca competiria com o conteúdo existente nas TVs, de qualidade muito superior.
Acho errada essa nossa tendência de sempre querermos comparar coisas em termos exclusivistas, ou temos uma coisa OU outra, e normalmente colocamos essas opções em situação de confronto, como se estivessem competindo para ver quem ganha.
Na realidade entendo que a mudança nunca se dá de forma tão radical, e normalmente para novos formatos surgem novas mídias e novos usos. De meu lado divirto-me muito com vários vídeos e com conteúdo interessante na internet, mas confesso que ao ver alguns vídeos do YouTube no celular de meu filho fiquei impressionado com a qualidade da imagem, pois a tela é ideal para permitir uma visualização de boa definição, sendo que o formato de vídeos de curta duração também é adequado ao conforto de quem assiste a um vídeo em uma tela de três ou quatro polegadas.
Além de se tratar de conteúdo aberto e livre, sem nenhum tipo de censura ou processo de massificação (assiste quem acha interessante) ainda existe o apelo forte de podermos influenciar no que outras pessoas vêem, ou mesmo fazermos uploads de vídeos a partir de nossos próprios aparelhos celulares. Apesar de menor que a tela de um computador, o celular também é ideal para visualizarmos mapas e localizações de endereços, pois normalmente quando estamos perdidos temos sempre à mão nosso celular e nem sempre um computador.
O potencial de disseminação de conteúdo através do celular é fantástico, pois já temos mais de dois bilhões de celulares no mundo e caminhamos em no máximo dois ou três anos para os três bilhões, e mesmo que nem todos tenham tela com formato a permitir a visualização de vídeos, vemos que rapidamente essa tecnologia e formato vêm se popularizando.
É claro que não veremos ninguém assistindo a um longa metragem no seu celular, mas acredito que é uma ótima mídia para vídeo clips, trailers de filmes ou notícias, podendo inclusive servir como canal de venda de conteúdo convencional, ou seja poderíamos assistir gratuitamente a trailers de filmes que teriam a seguir a opção de aquisição através de modalidades como mobile-payment ou mesmo via cartão de credito para que fossem entregues em nossas casas ou mesmo recebêssemos o arquivo do filme via internet...mas aí já é tema para outro texto!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Duas notícias interessantes...


Nessa semana recebemos duas notícias interessantes na mídia especializada, primeiro que a Microsoft abrirá parte de seu código fonte, como forma de mostrar-se menos perigosa aos olhos dos organismos anti-trust norte americanos. Como se trata de uma estratégia de defesa, talvez não impacte muito nos seus números de crescimento de mercado, ao contrário do que está fazendo o Yahoo, que escolheu a mesma ação (abertura de código fonte) como uma estratégia para desenvolver-se mais rápido, me parece mais acertado!

A segunda notícia que lí, mostra que o Google está participando de um consórcio que investirá 300 Milhões de dólares no lançamento de um cabo submarino de fibras ópticas, que interligará os EUA ao Japão através do Pacífico. A capacidade final de trnsporte suplantará 7 Tbps e reduzirá o custo de banda IP com um dos maiores focos de tráfego mundial, a Ásia. Esse fato aliado à estratégia de participar no leilão de frequências no EUA mostra definitivamente que o Google começa a posicionar-se também no segmento de infra-estrutura de telecomunicações, deixando de ser apenas over the top player, o que pode impactar consideravelmente o perfil dos participantes do segmento, concordam?

domingo, fevereiro 24, 2008

Livro Digital




O livro digital já existe há mais de dez anos, desde a chegada no mercado dos palm ou organizadores eletrônicos, que possuíam uma facilidade que funcionava como display de um arquivo eletrônico, que permitiam algumas facilidades como luz de fundo para se ler no escuro, o texto ia correndo para cima na velocidade escolhida, de forma que não se precisasse “folhear” o livro e uma disponibilidade de títulos que já ultrapassa os milhões de títulos para download, já que os livros eletrônicos são comprados pela Internet, e estão disponibilizados em minutos para leitura. Atualmente temos dispositivos específicos para e-books (livros digitais) como por exemplo o e-Book reader, a venda por R$ 800,00 na Internet.
Mas se existem tantas facilidades, porque o livro digital não decolou até hoje, haja vista que poucas pessoas o utilizam?
Acho que tem o apelo da posse, do material, do ter algo físico que possa ser pego, que tenha peso e que colocamos na estante (alguém ainda usa estante em casa?) ao passo que o livro digital nada mais é do que um arquivo digital, que pode inclusive ter validade, e que não ocupa nenhum outro espaço, além daquele existente na memória virtual de seu computador ou leitor de livros digitais.
Esse é outro diferencial do livro digital, ele é ecologicamente correto, pois não demanda a derrubada de árvores para sua confecção. Mas, e aquele conforto de pegar seu livro, a qualquer hora, abri-lo e começar a ler imediatamente? Gosto de ler deitado no sofá, como fazer isso com um computador ou leitor digital? Gosto de ler na piscina nos domingos pela manhã, e levar computador para piscina é coisa de nerd! Então para alguns tipos de leitura, o bom e velho livro é imbatível. Por outro lado, o mercado das enciclopédias praticamente se rendeu aos arquivos digitais, adquiridos via CD ROM, downloads da Internet ou páginas de acesso livre, como a wikipedia. Também os livros técnicos em especial os de universidade, vem experimentando uma nova modalidade de venda, que é o download por capítulos, como se tratam de livros mais caros e especializados, por vezes os alunos precisam de apenas alguns capítulos para estudar e podem baixar esses capítulos pela Internet, pagando apenas pelo conteúdo que precisarão naquele período de estudo. Acho que por enquanto não se trata de um formato OU outro, mas de um formato E outro, unindo o útil e o agradável.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Microsoft compra ou não o Yahoo?


A oferta começou no mês passado como um possível hostile takeover bilionário (quando a compra é forçada, através de aquisição de controle acionário) de 44 Bi US$, mas que não foi suficiente para convencer os principais acionistas do Yahoo de que seria um bom negócio a aquisição do seu portal pela Microsoft.

Apesar do Yahoo estar avaliado pelo mercado em 38 US$ Bi, o Wall Street Journal anuncia que a venda somente se efetivará caso o valor da transação alcance os 50 US$ Bi. Esse namoro entre as duas empresas vem do final de 2006, e é uma tentativa clara de fazer frente ao Google. Já pensaram a possibilidade do Google acabar adquirindo o Yahoo, o impacto que seria para a Microsoft?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E o 3G chega ao Brasil


Depois de lançada na Europa, a tecnologia 3G levou quase 5 anos para aparecer aqui em terras verde-amarelas, mas finalmente aportou, e bem aportada diga-se de passagem, pois no momento temos uma variedade muito maior de aparelhos celulares para essa tecnologia, bem como estabilidade tecnológica para oferecer maiores velocidades de acesso para os seus usuários.
A tecnologia 3G é aquela que possibilita utilizarmos acesso de dados e Internet em alta velocidade no sistema de telefonia móvel celular, pois até então somente possuíamos a tecnologia ADSL (rede telefônica convencional) ou Cable (rede de TV a cabo) para acessarmos a Internet via Banda Larga em nossas casas, através do 3G poderemos também utilizar a Banda Larga no celular para navegarmos no próprio celular, ou mesmo para utilizarmos nosso PC em casa ou Lap Top.
A grande vantagem da banda larga 3G é a mobilidade que é diretamente associada a cobertura, pois conforme as operadoras celulares forem instalando e melhorando seus sistemas, passaremos a ter uma cobertura suficiente para fazermos acesso à Internet de nossos LapTops na maioria dos pontos de nossas cidades, com todo o conforto. Por enquanto ainda serão necessários modens e placas de conexão em nossos computadores, mas rapidamente veremos essa tecnologia ser embarcada nas máquinas, assim como já é feito atualmente com a tecnologia Wi-Fi que equipa praticamente todos os Lap Tops disponíveis no mercado, através do Centrino ®.
A tecnologia sem fio para acesso Banda Larga não é a melhor tecnologia para transporte de sinais em larga escala, pela banda que utiliza e por conta do custo da solução, mas tem o apelo inegável da mobilidade, que aliada a planos flexíveis por parte das operadoras, poderá alavancar grandes negócios. É claro que os planos deverão ser repensados, não podemos voltar a experimentar planos baseados na quantidades de Bytes trafegados, como já ocorre em quase todas as operadoras, pois isso representa uma linguagem estranha a maioria dos usuários, o ideal seria mesmo o plano flat, onde fosse cobrada sempre o mesmo valor, independentemente do tempo utilizado ou dos Bytes trafegados, permitindo a todos os clientes controle de suas contas e simplicidade na interpretação de suas contas telefônicas.
Nem começamos a esbarrar nas imensas possibilidades dessa tecnologia ainda, imaginem uma alta capacidade de trafegarmos dados sobre os celulares, aliada a utilização de mapas de localização e posicionamento por satélites, teremos navegadores altamente eficientes, por valores eventualmente até subsidiados, dependendo do modelo comercial que se utilize!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Mais do mesmo


Uma amiga minha me contava recentemente que ao juntar-se a um grupo que discutia, de forma preocupada, sobre a Febre Amarela, foi motivo de caçoada geral, por não estar totalmente a par da epidemia ou risco de epidemia que estávamos vivendo. Estivesse desatualizada há meses, faria sentido a estranheza, mas tratava-se de uma desatualização de horas ou minutos, provavelmente não havia ouvido rádio naquela manhã ou tido tempo de ler os jornais, pois qualquer jornal aberto, estação de rádio sintonizada, ou mesmo página de notícia da Internet que fosse aberta daria a mesma informação (exagerada por sinal) de que estávamos a beira do caos na saúde!
O que temos assistido com a proliferação dos meios de comunicação e a penetração da mídia de forma geral, é um bombardeio de informações, que nos chega de todas as formas, pelo celular nas mensagens de texto, pelos jornais, rádio, TV, newsletters que recebemos de páginas especializadas através de nossos correios eletrônicos, além dos famosos grupos de discussão do café, famosa rádio peão, que sempre reforça o que já sabemos.
Não quero abordar aqui a questão da privacidade, que também é um problema, pois essas notícias nos chegam em quase qualquer situação, estando trabalhando ou em férias, restando-nos pouco ou nada a fazer. Queria sim discutir a qualidade ou até a variedade das notícias.
Já que receberemos as mesmas notícias, às pencas, de todas as formas possíveis e imagináveis, poderíamos pelo menos ter a opção de escolhermos receber também boas notícias, e não somente aquelas relativas às tragédias, desconfianças e caos urbanos. Já imaginaram como seria agradável se tivéssemos a opção de escolher ou filtrar o tipo de notícia que receberíamos, de forma seletiva e eficiente?
Assim ao invés de receber a notícia de quantas pessoas morreram, poderíamos escolher receber quantas nasceram, gostaria de saber quantas pessoas encontraram uma carteira com dinheiro na rua e a devolveram ao seu dono (apesar de que essa situação, de incomum, já virou notícia também), sabermos quantos assaltos e tragédias foram evitados, sabermos quantas de nossas praias possuem suas águas próprias para banho e não o contrário. Mas como diria Zé Ramalho, esse não é o meu País!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Googlezon




Em 2004 Robin Sloan e Matt Thompson criaram um documentário, denominado EPIC 2014 (http://epic.makingtihappen.co.uk/), onde previam, entre várias outras coisas, que o Google se juntaria a Amazon (http://www.amazon.com/ – maior livraria da Internet, que começou suas atividades em 1994, vendendo livros através da Internet, e que atualmente comercializa de tudo e entrega no mundo inteiro), e isso mudaria o rumo do mundo das notícias para sempre. O documentário é muito bem feito e vale a pena de se ver, pelas grandes sacadas e visão do que poderia acontecer, caso a previsão de fato ocorresse.
Mas que sentido faria essa fusão? Um site de busca e uma loja de venda de artigos pela Internet? Essa é uma visão incompleta dos dois portais, senão vejamos:
O Google na realidade é uma poderosa máquina de indexação de palavras que vasculha a Internet inteira e que de acordo com a relevância e importância das palavras, artigos, fotos e filmes, nos apresenta em forma de relação e em ordem decrescente de importância, resultados de buscas, facilitando-nos em muito a pesquisa na rede mundial de computadores. Também possui o Google News que é um portal que indexa notícias em portais no mundo inteiro e nos apresenta como uma versão digital e eletrônica de uma página que na realidade é uma mistura de todos os jornais e informativos de várias partes do mundo.
A Amazon por sua vez além da oferta e respectiva venda de artigos variados, ainda faz uma correlação entre os artigos comprados, verificando necessidades e afinidades entre os artigos, de forma que ao comprar determinado artigo nessa loja, ela nos apresenta outros artigos que possuem relação com o artigo comprado ou pesquisado, de forma a melhorar a experiência dos compradores em sua loja virtual. Ela também reconhece o seu cliente e lhe mostra sempre as últimas compras e eventuais novidades que tenham alguma relação com o que compramos ou pesquisamos preços.
As duas empresas unidas poderiam oferecer um portal de informações que analisasse o perfil de quem o acessa, e decidir quais informações são mais relevantes para aquele leitor especificamente, deixando a oferta da notícia de forma bruta para as mídias tradicionais como jornais, TV e rádio e passando a oferecer conteúdo personalizado, atendendo especificamente o interesse de cada um de seus usuários. Personalização total a baixo custo é uma ferramenta imbatível para um mercado competitivo como o mercado de informações!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Nunca se perca


Conversava com meu amigo Leonardo Cardoso, criador do portal Zymboo (http://www.zymboo.com.br/) e da ferramenta de busca de rotas e mapas zymaps (http://www.zymaps.com.br) o quanto que os aplicativos de localização e mapas têm evoluído, em especial na Internet. Lembro-me de, quando adolescente e assistindo a filmes de agentes secretos, assistir a agências de segurança manuseando satélites e obtendo fotos de qualquer lugar do mundo. Aquilo era a mais pura ficção, principalmente se pensássemos na disponibilidade daquelas informações para o mundo todo, pelo custo envolvido em solução semelhante. Pois não é que entramos nesse novo século com a possibilidade de vermos qualquer lugar do mundo pela Internet, de graça e ainda com possibilidades de acrescermos rotas de origem e destino, bem como localizarmos estabelecimentos comerciais, notícias locais do endereço que buscamos, bem como pontos de interesse e turismo?
Em 2002 aluguei um carro na cidade de Atlanta e por apenas mais 17 dólares o veículo veio equipado com o “never lost” um equipamento que traçava rotas para destinos escolhidos, bem como calculava distâncias e tempo necessário para o percurso, e ia nos falando, através de uma voz feminina muito educada, quando tínhamos que virar à esquerda ou à direita, bem como recalculando a rota quando errávamos o caminho (nunca fui muito bom de direção...).
A Nokia, maior fabricante de aparelhos celulares do mundo percebeu o potencial dos aplicativos dedicados a navegação e adquiriu a Navteq por mais de 8 bilhões de dólares, como a consolidação de uma estratégia de se transformar em empresa de conteúdo e não apenas de aparelhos (foram mais de 20 empresas de conteúdo adquiridas somente em 2007). Com isso os usuários passaram a ter aplicativos poderosíssimos de navegação e localização baseados em sistemas satelitais do tipo GPS, de forma gratuita em seus celulares e dispositivos móveis, podendo ainda optar por pagarem uma mensalidade em torno de 30 reais por mês para terem inclusive o mesmo sistema que utilizei em Atlanta, onde um software analisa seus destinos, traça rotas e vai avisando passo a passo como chegar até determinado destino. Já temos alguns veículos no mercado nacional que são fornecidos com esse equipamento incluso. Estamos vivendo uma época de rápida evolução, onde o que existe de mais moderno no mundo inteiro propaga-se em uma velocidade incrível, e estamos apenas no começo dessa mudança toda, temos muito mais ainda por ver.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Agradecimento


Escrevo normalmente aos finais de semana, e sei como foi minha semana pelas idéias que aparecem em minha mente para colocar no Blog, se a semana foi inspiradora e li artigos interessantes, ouvi bons podcastings, aparecem várias idéias sobre o que escrever, senão...

Semana passada foi uma daquelas em que trabalhei muito, resolvi muitos problemas, e infelizmente li pouco,conseqüência direta disso é que ontem me faltavam idéias para colocar no Blog :-(

Foi aí que os amigos de plantão (Alexandre, Sandra, Leonardo) entraram em ação, me sugerindo vários temas, que foram todos anotados e aparecerão no MundoConectado ASAP. Valeu pela força!

domingo, janeiro 20, 2008

Tecnologia ou...


A vantagem de escrever sobre tecnologia e não sobre saúde, é que não preciso ser mais um dizendo a quantas anda a febre amarela ou a dengue no país, muito menos tendo que explicar como deixamos a situação chegar a esse ponto, desde que Oswaldo Cruz erradicou essas duas endemias no Brasil.
Pois bem, voltando então à tecnologia, sabemos que neste ano, o senhor Bill Gates se aposentará de suas atividades à frente da Microsoft, a maior empresa de software do mundo, que investe mais de 7 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento ao ano. Suas idéias e soluções renderam-lhe o título de homem mais rico do mundo, e uma posição de destaque de sua empresa no mundo dos negócios, posição essa que será difícil de arrebatar, haja vista que representa um modelo de negócio que ele mesmo criou, onde se vende uma expectativa de que receberemos mais facilidades na nova versão do software que temos, onde sequer utilizamos uma pequena parte do que já está disponível, que sabemos que assim que instalarmos a nova versão em nossas máquinas, várias funcionalidades não estarão operando adequadamente, fazendo nossos computadores literalmente pararem (são os chamados bugs), onde várias versões são “piratas” ou seja, são adquiridas de formas a não se pagar nenhum centavo para a empresa que a produziu, onde a sua principal concorrente é a Apple, uma das empresas mais inovadoras do mundo, e que mesmo assim, em um cenário tão adverso, consegue se destacar e liderar o mercado com folga.
Mas não queria falar da empresa, mas sim do senhor que a idealizou. Que errou inúmeras vezes, mas teve a perspicácia e a humildade necessárias para perceber seus erros e corrigi-los rapidamente, de forma a não perder as oportunidades que se lhe apareceram. Colecionou acertos, como a previsão da Internet móvel, do lançamento do X-BOX, do lançamento do MSN Messenger além do lançamento do Microsoft Internet Explorer, que dominou o mercado de navegadores de Internet, desbancando o Netscape. Da mesma forma colecionou oportunidades que poderiam ter sido melhor desenvolvidas, como o Zune que não conseguiu ser mais popular que o iPod, como o MSN.com que não ganhou do Google, como sua previsão de que o Spam seria resolvido até 2006 (nunca esteve tão forte, para nosso aborrecimento).
O engraçado é que esse homem, com tantos feitos para comemorar, vai deixar definitivamente o comando da Microsoft para se dedicar exclusivamente a atividades filantrópicas, através da fundação que leva o seu nome e o de sua mulher Melinda. Acho que nessa fase que se inicia é que veremos as melhores realizações desse grande homem!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

A inovação pode ou não ser aceita


Todos conhecem o Palm Pilot, aquele pequeno computadorzinho de mão da década de 90, feito pela Palm, que no início era fornecido apenas com tela em uma única cor, no qual podia se escrever através de toques na tela (touch screen) com uma canetinha que era fornecida junto com ele. Esse equipamento tinha uma interface sofrível e era caro, mas todo mundo queria ter um em casa. Servia para anotar endereços, telefones, alguns compromissos e ao final virou até telefone (família de celulares TREO). Atualmente ele é fornecido com tela colorida, capacidade de memória da ordem de GigaBytes e possui câmera fotográfica e conexão bluetooth. Vendeu milhões de unidades no mundo todo.
Analisando esses fatos sob essa ótica, quem poderia imaginar que o lançamento dos computadores de mão foi um fracasso retumbante?
Uma das empresas mais inovadoras do mundo, a Apple, lançou o conceito do computador de mão através do Newton em 1993. Foram investidos mais de 500 milhões de dólares no seu lançamento e após uma recusa geral do público em adquirir o equipamento, a Apple acabou por desistir do mesmo, o que ajudou a montar o cenário que quase levou essa empresa a falência nessa década.
Uma outra empresa muito promissora da época, a GO Corporation investiu 75 milhões de dólares em um computador de mão lançado em 1994 chamado Zoomer, também foi um fracasso total.
Diante desses dois fracassos a Pilot investiu apenas 3 milhões de dólares e fez pequenas adequações no mesmo produto trabalhado pela Apple e pela GO corporation. Trabalhou um pouco mais o conceito da interface homem-máquina e o resultado foi estrondoso. Em 1997 recebeu o título de “dispositivo de alta tecnologia do ano”. Venderam mais de 1 bilhão de dólares no ano de 2000, chegaram a marca de mais de 20 milhões de dispositivos vendidos no ano, sendo que dominam mais de 80% do mercado atual de computadores de mão.
Onde está o milagre? O que a Palm viu no mesmo mercado que a Go corporation e a própria Apple não viram? Na realidade eles vislumbraram que não adiantava tentar fazer a interface ideal, que os usuários pudessem interagir de forma ideal, ao invés disso fizeram algo mais barato e imaginaram que o usuário sendo mais inteligente que a máquina, poderia se adaptar rapidamente a algumas regras de escrita, que fariam do graffiti (software de escrita da Palm) um padrão de mercado.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

PC invisível


Leio muito a respeito de futurologia, pois é uma área que me interessa muito e serve de base para meus textos, que normalmente fazem menção a esse tema. Foi numa dessas andanças que me deparei com um texto do senhor Jean Paul Jacob, cientista emérito da IBM na Califórnia – EUA e professor em Berkeley.
Em uma entrevista para o IDGnow (http://idgnow.uol.com.br/10anos/podcast/) Jean Paul afirmou que enxerga o fim dos PCs como os conhecemos até então, e decretou a era do PC invisível. Confesso que, em meio a uma discussão imensa sobre inclusão digital, ouvir falar do fim do PC me deixou no mínimo curioso. A idéia do PC invisível é aquela máquina que não vemos, mas que cada vez mais freqüenta nossas vidas, no painel de nossos carros, nas máquinas que estão em nossa casa (fornos de micro ondas, máquinas de lavar, DVD players e gravadores de DVD, TVs e etc.). Nessas situações torna-se cada vez mais comum a tecnologia que dizemos “embarcada”, pois está presente mas não pode ser dissociada do equipamento em si.
Se por um lado começa a crescer o PC invisível, por outro já se enxerga a diminuição da popularidade do PC como conhecemos hoje, ou seja, composto de CPU, teclado, mouse e monitor, isso em decorrência de que sua interface para comunicar-se conosco humanos, não é natural e sim através de teclado e mouse. O uso de teclado já está tão difundido (nunca pensei que com o PC ao invés de ser o fim dos cursos de datilografia, todos teriam que aprender como datilografar, ou melhor, digitar) que não costumamos pensar que isso não é nossa forma tradicional de comunicação, mas temos que admitir que seria muito mais confortável falar com a máquina do que ter que ficar digitando. Ao invés de estar digitando esse texto, eu poderia estar ditando-o e observando o efeito estético na tela, que já teria um software mais avançado do que os atualmente disponíveis, para ir fazendo as correções mais indicadas para que o texto fizesse sentido, pois normalmente não estruturamos tão bem o pensamento quando falamos, se comparado ao que fazemos quando escrevemos.
Outra previsão do cientista da IBM é que caminhamos inexoravelmente para a substituição do teclado e mouse, pela tela sensitiva (o Surface da Microsoft já é um exemplo disso), nesse dispositivo passaríamos a mão diretamente sobre uma grande tela e escolheríamos as ações (abertura de arquivos, escrita, desenhos, planilhas e navegação por exemplo) através do contato de nossas mãos com uma tela sensível ao toque. Para terem uma idéia disso basta assistir ao filme Minority Report do renomado Spielberg, onde nosso herói Tom Cruise pesquisa seus arquivos através de grandes painéis suspensos no ar, de forma virtual, aliás o senhor Jean Paul Jacob foi consultor de Steven Spielberg na construção dessa realidade virtual do futuro. Bom filme!

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Telemig, Claro, CTBC e Oi arrematam licenças de 3G no Triângulo Mineiro


BRASÍLIA (Valor Online - 19/12/2007 21:22) As operadoras Telemig, Claro, CTBC e Oi arremataram as licenças para a oferta do serviço de terceira geração de telefonia móvel (3G) em 57 municípios do interior de Minas Gerais. As quatro operadoras levaram as licenças para a região durante leilão que ocorreu hoje na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília.
As licenças para as faixas de 10 Mhz, cujo preço mínimo era de R$ 11,19 milhões, foram arrematadas por Telemig, CTBC e Oi. Dona da maior proposta, a Oi se dispôs a pagar R$ 24,39 milhões, com ágio de 117,85%. A CTBC ofereceu R$ 22,5 milhões, com ágio de 101%, enquanto a Telemig se propôs a desembolsar R$ 15,23 milhões, com ágio de 36,02%.
Já a faixa de 15 Mhz, de maior capacidade de transmissão, acabou ficando com a Claro, que ofereceu R$ 28,738 milhões pela licença, com ágio de 71,11% sobre o preço mínimo estabelecido, de R$ 16,79 milhões.
Ao todo, o leilão para essa região movimentou R$ 90,86 milhões, valor que supera em 80,3% o preço mínimo estabelecido.
Desde o começo do leilão, com a licitação de sete áreas organizadas em cinco lotes, o governo arrecadou um total de R$ 5,118 bilhões com as licenças. Esse montante representa um ágio médio de 89,5% sobre o preço mínimo de todas as concessões envolvidas, que era de R$ 2,7 bilhões.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Big Brother


A partir de 2008 os automóveis de São Paulo receberão um chip de RFID (Identificação por Rádio Freqüência), onde constarão o número do chassi, registro de licenciamento, nome do proprietário, endereço e etc. Também serão instaladas 2.500 antenas na cidade, de forma que se tenha uma boa cobertura de sinal, assim será possível identificar se um automóvel está se deslocando em dias e horários permitidos (sistema de rodízio que é utilizado em São Paulo para melhorar o trânsito) sem que se dependa de um guarda de trânsito que supervisione, o que permitirá o monitoramento de todos os carros em circulação, sem exceção. Poderemos averiguar se os documentos estão em ordem, se existem taxas a serem pagas (multas, licenciamento ou IPVA, por exemplo), também será possível a verificação de velocidades e se o veículo está trafegando nas pistas adequadas. Esse sistema deverá permitir uma melhor adequação do trânsito em São Paulo, cidade onde isso é mais necessário, mas a lei é nacional, e todas as cidades do Brasil deverão se adaptar.
Apesar dos benefícios de tal sistema, ficamos a matutar a respeito do efeito “Big Brother”, ou seja, estaremos sendo monitorados o tempo todo, para qualquer lugar que nos desloquemos com nosso veículo. Já tínhamos o aparelho celular que em várias situações permite a mesma funcionalidade de localização. Percebo que algumas crianças na escola de minha filha já utilizam sistemas de rastreamento pessoais, que permite aos pais, saberem onde elas estão, também nossos veículos agora terão dispositivo semelhante. Por uma questão de segurança, alguns veículos recebem um rastreador, que permite que seja averiguada a posição exata do veículo pela Internet. Será que no futuro não teremos mais nenhuma privacidade? Já li vários artigos citando o chip pessoal, que seria um substituto do RG, as pessoas receberiam um sistema de RFID quando nascessem, que as acompanharia pelo resto de suas vidas, e com isso seria possível identificar imediatamente cada indivíduo, não sendo mais necessário a utilização de outros documentos. Em que pese a praticidade de todos esses dispositivos, acho que é inevitável que apareça um sentimento de invasão de privacidade, estaríamos o tempo todo sendo observados por sistemas rastreadores, ou câmeras, que cada dia se multiplicam mais em nossas cidades. Será que algum dia, antes de nos dizerem bom dia, alguém nos apontará um leitor de código de barra? Espero que até lá, tenhamos desenvolvido o bom senso necessário a uma vida mais equilibrada e mais segura.

terça-feira, dezembro 11, 2007

O fim de todo pai "moderno"

E por falar em tecnologia (já que falamos nisso o tempo todo.....) o fim de todo pai moderno é ir parar no YouTube, por obra e graça de seu filho :-) (http://www.youtube.com/watch?v=7J6NGH8Hu5I).

Divirtam-se com os momentos fotografados e montados pelo meu filho Luck.

O preço da desonestidade


Quando eu era criança e assistia aos filmes e seriados americanos na TV, sempre me chamava a atenção algumas características que eram mostradas, que nunca havia visto de forma semelhante aqui no Brasil como, por exemplo, o fato dos americanos nunca trancarem as portas de suas casas, ou deixarem os carros abertos (até porque vários carros são conversíveis), isso sem falar naquelas caixas de vidro que ficavam em estações de trem ou mesmo na calçada com os jornais do dia, e o cidadão colocando uma moeda abria a tampa e pegava apenas o seu jornal, apesar de ter acesso a quantos jornais quisesse.
Recebi um texto de meu irmão, citando o caso da França, onde bicicletas podem ser alugadas por ano (custam algo em torno de uma centena de Euros) para deslocamentos entre uma estação de metrô e uma estação de trem ou universidade. Para tanto basta pagar-se uma anuidade e tem-se à disposição uma bicicleta ao lado da estação de metro, que pode ser retirada sem qualquer burocracia, e deixada próxima ao destino de interesse, e o melhor de tudo é que não ocorrem roubos e nem vandalismos. Estive em Barcelona e vi que lá o sistema é mais avançado ainda, pois a bicicleta possui GPS onde é calculado, automaticamente, a distância percorrida e então basta ter um cartão de crédito cadastrado e usar normalmente a bicicleta, que os custos são debitados, de acordo com a distância percorrida, diretamente no seu cartão de crédito.
Quando estive em uma estação de metrô na Alemanha distraidamente me percebi na plataforma de acesso aos trens, sem haver pago por minha passagem ou comprado bilhete, pois lá não existem catracas, o bilhete deve ser comprado em máquinas de auto-atendimento, e guardado no bolso para que, caso algum inspetor entre no trem, ela seja apresentada. Em uma semana que estive andando nesse sistema de trens, nunca vi esses tais inspetores, pelo que deduzi que devem ser raras essas aparições.
Que bom seria se pudéssemos contar com a mesma honestidade em nosso país não? Poder abrir mão dos vários e vários controles de segurança que carregamos pela vida afora aqui no Brasil, e junto com eles, os bilhões de reais que são gastos tentando-se evitar as fraudes e a ação dos mais “espertos” que insistem em não pagar impostos, furarem filas, trafegarem pelos acostamentos, andarem de ônibus sem pagar e que compram e não pagam. Quanta coisa útil poderia ser feita, com o dinheiro que é gasto nessas tentativas de se evitar a desonestidade.

domingo, dezembro 02, 2007

Estamos mirando no alvo correto?


Caso os fabricantes nacionais não voltem atrás na informação de que os conversores do novo padrão de TV digital brasileira o (SBTVD) custarão 750 reais, o governo já avisou que estimulará a importação, como forma de forçar o preço almejado de 250 reais.
E vejam que quem investir os citados 750 reais adquirindo um conversor acabará por pagar mais do que eventualmente pagou em uma TV de 29 polegadas. Visto por esse ângulo então o Governo está certo em forçar uma redução do preço dos conversores? Errado de novo. Se pensarmos assim, como estimularíamos a produção dos conversores se no início, por falta de escala de fabricação, as empresas não tivessem lucro? Por outro lado se para viabilizar a fabricação necessitaremos pagar mais pelo conversor do que pela TV, então eventualmente não faça sentido fazermos a mudança do sistema agora? Bingo!
Isso sem falar que depois de adquirir uma TV novinha, e ainda ter de desembolsar mais o valor do conversor, ao chegar em casa o conteúdo vai ser o mesmo que vemos atualmente na nossa TV analógica, e com a mesma qualidade, pois utilizando o conversor não podemos aumentar a qualidade da TV que já existe em nossa casa. Somente será possível a percepção de melhora de qualidade para quem trocar seu aparelho televisor por um modelo já preparado para o novo sistema, e nesse caso serão necessários mais economias do que as previstas aqui na aquisição do conversor.
Agora se pensarmos nas necessidades do nosso Brasil, e do que poderíamos fazer com o que foi investido na discussão, pesquisa de padrão, consultoria, propaganda e lobby para que tivéssemos a escolha do modelo japonês de TV digital, talvez chegássemos a conclusão que foi um mal investimento, poderíamos ter feito mais através do investimento em conteúdo adequado à melhora das condições de ensino de milhões de crianças em idade escolar. Quando vemos que as poucas opções de canais educacionais e culturais que nossa TV aberta disponibiliza mal se equilibram nas pernas e têm seu equilíbrio financeiro abalado todo fim de mês, ficamos na dúvida se seria mesmo a hora de investirmos na tecnologia mais avançada do mundo para vermos a novela das oito, como sempre vimos, ou que senão poderíamos investir parte desse valor em alguns programas de reconhecido valor educacional.

terça-feira, novembro 27, 2007

no e-mail day


Várias empresas adotam o casual day na sexta-feira, dia em que todos os funcionários deixam o terno e a gravata em casa, e vão trabalhar em roupas mais casuais. De forma semelhante, algumas empresas vem atualmente adotando o no e-mail day, que é o dia da semana onde o e-mail é evitado e todos os problemas do dia são resolvidos pessoalmente pelos funcionários da empresa.
Confesso que, apesar da tentação de adotar tal prática semanal, sempre acabo deixando para a semana que vem, receando os efeitos nefastos que um dia sem e-mail possa causar em minha vida profissional.
Bem essa foi a situação até a última segunda-feira, onde por problemas em nosso sistema de correio corporativo, ficamos sem e-mail praticamente o dia todo. A princípio o dia parecia que seria um caos, pois ninguém se lembrava de suas agendas, principalmente em uma segunda-feira que sucede um bom e merecido final de semana, onde as atividades do dia-a-dia corporativo ficam mais distantes. Mas não é que sobrevivemos?
É claro que houve vários impactos na operação da empresa, pois várias situações oficiais são suportadas por documentos enviados através desse meio, mas por outro lado, todos aqueles correios não tão importantes, que costumam lotar nossa caixa de correio, não vieram e, portanto não precisaram ser lidos e sumariamente descartados, o que sempre merece um tempo considerável de nosso dia.
Também não houve aquela frustração de, ao chegar a um final de dia repleto de reuniões, sentar frente a seu micro-computador e observar estarrecido a quantidade de e-mails recebidos ao longo do dia. Isso para não citar os e-mails com arquivos enormes anexados.
E é interessante de se observar que, apesar dos tropeços causados pela falta de agenda de todos os funcionários da empresa nesse dia, conseguimos resolver ou encaminhar todos os problemas que pretendíamos. Sabe aquela vontade de enviar um correio eletrônico para sugerir que alguém atentasse para determinado problema? Pois bem, ao invés de fazermos isso, fomos obrigados a telefonar ou mesmo nos dirigirmos à mesa desse colega e apresentar-lhe o problema, e apesar da sensação de perda de produtividade pela falta da ferramenta, ao final do dia notamos que o dia foi muito produtivo...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Um prêmio de US $ 10 milhões



O Google está oferecendo prêmios que totalizam US$ 10 milhões aos melhores softwares que forem desenvolvidos em sua plataforma aberta, o Android. É uma iniciativa da Open Handset Alliance (OHA), entidade internacional liderada pelo Google e formada por empresas como Intel, Motorola, Qualcomm e Telefônica (http://code.google.com/android/adc.html).
Essa é uma maneira criativa e barata de desenvolver produtos em um novo mundo. O que se fazia anteriormente por meio de altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e com equipes internas, faz-se agora com plataformas de software abertas, com desenvolvedores independentes e externos à empresa, e custos muitíssimos mais baixos, e por vezes o custo do desenvolvimento ainda pode ser considerado como investimento em divulgação, como é o caso desse concurso lançado pelo Google, já que provoca grande alvoroço no meio dos analistas e programadores, pois além do valor considerável da premiação, ainda existe o sonho de ter um programa aproveitado por empresas que o utilizarão mundialmente.
Os desenvolvimentos podem ser para redes sociais, localização, auxílio médico, compartilhamento de arquivos, games, monitoramento de doenças, enfim uma série de aplicativos que possam dar uma nova dimensão em termos de funcionalidade aos aparelhos celulares.
Estamos vivendo a era das alianças globais, já víamos a aliança da Apple com operadoras de telefonia celular no mundo todo para o lançamento do Iphone, e agora vemos a aliança de uma empresa bilionária, que começou como um simples site de busca com uma fabricante de aparelhos celulares, uma operadora de telecomunicações e fornecedoras de tecnologia embarcada para celulares. Através dessas alianças obtêm-se diferencial competitivo, com baixo custo e baixo risco, haja vista que os investimentos são compartilhados.
A forma do desenvolvimento também evoluiu, passou a se dar através de iniciativas de comunidades de desenvolvimento, que são estimuladas através de incubadoras, parcerias de empresas com universidades ou mesmo com desenvolvedores independentes.
O investimento em P&D vem sendo feito através de plataformas abertas, que são disponibilizadas à comunidade, para que de forma descentralizada e rica, se obtenha as mais inovadoras soluções.

domingo, novembro 11, 2007

Um novo modelo de propaganda


As predições erradas, proferidas por personalidades de peso na indústria, são famosas pelos erros retumbantes que colecionam, nesse sentido tivemos as célebres afirmações de que o cinema falado não atrairia ninguém e que as pessoas continuariam preferindo o cinema mudo, também tivemos a afirmação que não havia mercado para mais que uma centena de computadores pessoais, pois ninguém almejaria ter um PC em casa, houve até quem afirmasse que a Internet era uma moda passageira. Normalmente essas afirmações advêm de líderes de segmentos afetados pela novidade, é como se fosse uma ode contrária à inovação, enxergando uma possibilidade de dar mais alguns anos para negócios que começam a naufragar, ao invés de re-inventar esses mesmos negócios de forma radicalmente nova.
Agora é a vez da propaganda. Na semana passada vimos uma propaganda nas páginas da revista Veja dizendo que a mídia tradicional vai “bem obrigado” e que enganam-se os que pensam o contrário. A leitura que faço é que quando começamos a ver esses sinais explícitos de reação, o que ocorre é exatamente o contrário, na realidade existe uma crença que os meios de divulgação (ou mídia) estão mudando rapidamente, e que ninguém está muito certo do que deve ser feito, o que incomoda sobremaneira os líderes atuais desse mercado.
A consultoria Accenture divulgou resultado de pesquisa nessa semana, realizada com 70 presidentes de empresas, onde concluem que os anúncios em TV aberta e a cabo, que hoje representam 45% do investimento em propaganda, devem cair dramaticamente nos próximos anos. A Internet deverá atingir até 2011 o montante de US$ 44 bilhões em verbas de propaganda, mais da metade do total investido em todas as mídias atuais.
A aposta da consultoria é que a banda larga deverá ser o carro chefe da propaganda digital (22%) seguida de perto pela publicidade via Internet (21%) e celulares (11%). Esse último veículo é até o momento totalmente desconhecido no campo da publicidade, mas sabemos que temos o dobro de aparelhos celulares no Brasil (110 milhões) do que televisores (50 milhões).
E sabem porque está acontecendo essa revolução? Pelo simples fato de que o consumidor está mudando! Os adolescentes de hoje dedicam mais tempo a Internet do que a televisão, então continuar investindo nos meios tradicionais de mídia é remar contra a corrente.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Mente Terceirizada


Um amigo enviou-me um artigo do David Brooks, colunista do New York Times, que falava sobre a mente terceirizada, ou seja, sobre as tarefas corriqueiras às quais costumávamos nos dedicar, e que agora deixamos por conta de nossos acessórios tecnológicos, como calculadoras, GPS, agendas do celular, computadores e outros tantos equipamentos que povoam nosso dia a dia.
De forma divertida ele narra uma grande dependência do GPS instalado no seu carro, recorrendo a esse equipamento para ir a qualquer destino, chegando a errar propositadamente o caminho, apenas para ver as novas opções que lhe são dadas pelo sistema.
De forma análoga, nós também já não recorremos mais à nossa agenda de telefones, que ficava sobre o móvel, ao lado do aparelho telefônico, por vários motivos: primeiro porque a quantidade de telefones que temos que anotar aumentou em muito, lembrem-se que há dez anos atrás o Brasil não possuía mais que trinta milhões de telefones e hoje possui mais de cento e cinqüenta milhões, outro motivo que nos inibe a anotarmos os números em uma agenda escrita é a freqüência com que se muda de número telefônico, o que no passado era impensável, no máximo colocávamos um “oito” ou um “sete” à frente do número antigo, que já pertencia a família por mais de trinta anos e por fim, mas não menos importante, não telefonamos mais em pé, ao lado do telefone fixo, fazemos isso cada vez mais com mobilidade, em qualquer lugar que estivermos, o que nos leva a termos uma agenda móvel, que é a própria agenda do nosso celular, que já contém além dos telefones, também as datas de aniversários e endereços de e-mail.
Trata-se de aumentarmos em muito nossa dependência com as inovações tecnológicas? Sem dúvida que sim, mas acho que é por um bom motivo, pois deixamos tarefas menores para serem executadas por nossos assessores tecnológicos e dedicamo-nos ao mais nobre, que é viver nossa vida da melhor maneira possível, sem termos que levar conosco a preocupação de lembrarmos um quilo de endereços, datas, telefones e mais uma série de informações que não agregam nada além da própria informação em si.