domingo, maio 25, 2008

Quem está pagando?


Se eu disser que folheando uma revista de 120 páginas, encontro normalmente de dez a vinte páginas dedicadas a propagandas de veículos dirão tratar-se de revista dedicada ao automobilismo, certo?
Errado, falo da revista Veja, que traz entre 10% e 20% de suas páginas dedicadas a propagandas de veículos, normalmente de alto valor. E o engraçado é que ainda pago para receber essa revista, deveria recebê-la de graça! Esse é o modelo de negócio que se reforça a cada dia mais, baseado na Internet. Os grandes fornecedores que querem anunciar seus produtos pagam pelo custo da veiculação, e os grandes sites como Yahoo e Google oferecem conteúdo a custo “zero” seus conteúdos aos usuários que remunerarão o serviço quando porventura se interessarem no conteúdo e fizerem aquisições.
Trazendo para o exemplo em questão, seria como receber a revista Veja de graça em casa semanalmente, e remunerar a editora quando me interessasse por algum artigo anunciado e o comprasse por conta do anúncio veiculado. Faz sentido não é mesmo?
Nessa semana li um artigo de Chris Anderson, que menciona exatamente a tendência de virarmos uma economia do gratuito, onde diversos serviços serão oferecidos a custo zero em troca da veiculação que se faz de artigos à venda. Foi assim por exemplo com o e-mail com capacidade de armazenamento de Giga bytes e depois com capacidade ilimitada da Yahoo, que é fornecido gratuitamente e que obviamente é remunerado pela propaganda que é feita nos e-mails que circulam o mundo todo.
Não me preocupo por enviar e-mails com propagandas ou mesmo de recebê-los, desde que esteja recebendo um bom serviço e não esteja pagando por isso. Entendo que esse é o custo do serviço. Estranha-me, no entanto, pagar a anuidade de uma revista e receber no seu interior mais propaganda do que conteúdo, será que estamos no limiar de uma mudança de modelo de negócio, e em breve essas revistas serão gratuitas, ou então mais leitores se ressentirão pelo que compram e deixaram de comprar essas revistas obrigando-as a mudarem de modelo de negócio? Porque entendo que ganhar dos dois lados não faça sentido, ou pelo menos seja uma maneira desequilibrada de agregação de valor. Eu de minha parte já decidi que não renovarei minha assinatura dessa revista de propaganda de automóveis!

quinta-feira, maio 22, 2008

Windows finalmente no OLPC


A Microsoft finalmente anunciou, semana passada, que liberará o sistema operacional Windows para ser fornecido juntamente com o XO, computador de baixo custo, idealizado por Nicholas Negroponte. Esse programa recebeu o nome de OLPC (One Lap Top per Child – um computador por criança) que tem por objetivo fornecer equipamento de informática básico e de baixo custo para todas as crianças, A expectativa inicial era chegar a um valor de US $ 100 por máquina, mas atualmente elas estão sendo vendidas pelo dobro desse valor.
O acordo assinado com a Microsoft vem em um momento crítico, pois o programa experimenta uma penetração muito mais baixa do que se pretendia - apenas 600 mil unidades vendidas para países como Peru, Uruguai e México, além de não conseguir chegar ao objetivo de valor inicialmente prometido para o mundo.
A entrada do Windows vem sendo adiada por anos, haja vista que a escolha feita de sistema operacional para o XO é o Linux, software livre, que obviamente conflita com a estratégia da Microsoft.
Todos sabem que a aceitação do Windows é bem maior que a do Linux, o que é uma pena, pois observa-se em vários programas educacionais e de inclusão digital que o aprendizado do aluno melhora no momento que ele é mais exigido pelo sistema operacional, pois no Linux as interfaces podem e devem ser customizadas pelos usuários.
O programa recebeu muitas críticas, em especial dos que acreditam que não adianta fornecer ferramentas para promover a inclusão digital, pois faltariam capacitação, tanto dos alunos quanto dos professores. A prática no entanto, aqui no Brasil, tem nos mostrado o oposto, as nossas crianças vêm tendo uma experiência com informática, e no meu entender já não podem ser considerados “excluídos digitalmente” pois conhecem os mecanismos básicos da rede mundial de computadores, possuem páginas na Internet, Blogs, e-mails e se comunicam nas Lan Houses das periferias através dos sistemas de mensagens rápidas como MSN Messenger.
Tenho visto mais exclusão digital em adultos de razoável poder aquisitivo, com computador em casa e acesso a Internet, mas que ainda relutam em se utilizar as ferramentas de informática de maneira natural. E você, considera-se um incluído digital?

segunda-feira, maio 12, 2008

Conectividade


Nunca tivemos tamanha diversidade de conteúdos e aplicativos disponíveis na web como no momento. Semanalmente surgem novos usos e softwares populares, que atingem os milhões de usuários quase que instantaneamente. É o que chamamos de divulgação por efeito viral, que ocorre no boca a boca e eventualmente através de ferramentas de convites restritos a usuários do sistema, que ajudam a divulgar aplicações e programas de relacionamento e engenharia social.

Se por um lado assistimos ao fenômeno da proliferação de usos da internet, por outro temos a inegável inclusão digital. Atualmente já temos mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo com acesso a internet (mais de 20% da população mundial). No Brasil além dos inúmeros programas de organizações não governamentais e assistenciais do governo concorrendo para a inclusão digital, temos também o efeito das lan-houses de periferia, o que vem fazendo com que praticamente todos os jovens saibam se relacionar com uma ferramenta que há menos de dez anos era totalmente inimaginável para muitos deles. Ouso dizer que os excluídos digitais no momento são alguns adultos, que mesmo possuindo acesso a computadores, ainda têm receio de se entregarem de vez ao apelo da internet.

Disponibilidade e variedade de conteúdo associado a uma massiva entrada de novos usuários diariamente na era da internet –eis todos os ingredientes para uma explosão da penetração das tecnologias de acesso, experimentada pela indústria de telecomunicações no mundo todo, que vem, praticamente, dobrando a quantidade de acessos a banda larga anualmente.

Esse agressivo aumento das redes de banda larga vem provocando também a redução de preços da infra-estrutura necessária à sua disponibilização. Assim, com a redução de preços de equipamentos de transporte e controle de banda, servidores, sistemas de armazenamento e processamento digital de sinais, passamos a alimentar um ciclo virtuoso que acaba por reforçar, ainda mais, o aumento de banda larga.

Nos últimos três anos, após fatídicos leilões que levaram empresas européias do setor de telecomunicações a investirem bilhões de dólares na aquisição de licenças para explorar a terceira geração de sistemas celulares, buscando exatamente disponibilizar banda larga com mobilidade, vemos que o mercado mundial de aparelhos celulares e de aplicativos para terceira geração começa a se popularizar, ajudado inclusive pelo programa 3G for all, que visa à obtenção de aparelhos preparados para a terceira geração a preços populares. No Brasil começamos a experimentar a utilização da banda larga móvel, que apesar de estar em seu estágio inicial de lançamento, veio em um momento propício. Dois fatores que contribuem são a queda do dólar e a popularização dos equipamentos portáteis como lap-tops. Desse modo, a banda larga móvel atinge boa parte dos usuários de internet, em especial os profissionais que costumam viajar com freqüência e que através de Wi-Fi, e agora a 3G, podem continuar tendo acesso a internet e a seus sistemas de correio eletrônico.

O uso profissional da informática, apoiado em uma infra-estrutura de web 2.0, vem proporcionando uma verdadeira revolução em várias profissões. Ferramentas de colaboração permitem acessos simultâneos e de forma controlada a arquivos, que dessa forma podem ser estruturados e preparados à várias mãos, garantindo qualidade e tempo de preparo nunca vistos.

Usuários de internet não se contentam mais em apenas acessar ao conteúdo que se encontra disponível na rede mundial de computadores. Ao invés disso, cresce velozmente a quantidade de conteúdo gerado pelos próprios usuários, que através de seus Blogs, vídeos e aplicativos garantem uma enorme diversidade de conteúdos e novas idéias e alimentam, assim, o ciclo de inovação.

Começamos a ver também utilizações de comunicação e interconexão máquina à máquina, que através de aplicativos de segurança, rastreamento e localização, geram um novo tráfego de dados na rede e, certamente, levará a uma quantidade maior de fontes de tráfego que a da própria população humana.

O conceito do “online”, do “tudo aqui e agora”, começa a compartilhar espaço e importância com o conceito de interatividade. Novos modelos de mídia surgem , com campanhas na Internet que estimulam a interação e a expressão de opiniões dos usuários no momento em que tomam contato com a informação. Essa interatividade não fica restrita às redes fixas de banda larga e muita expectativa é colocada nas redes móveis de banda larga e serviços de mensagens rápidas.

Começamos a tatear o mundo do mobile-payment e do mobile-advertisement, mas tomando em conta o efeito que esses novos modelos de negócio vêm atingindo e a facilidade com que nosso mercado recepciona novas tecnologias, temos a expectativa de essas mobilidades, também no Brasil, serão precursoras de uma nova forma de se relacionar e utilizar a rede móvel de telecomunicações.

As mídias tradicionais de rádio, TV e jornal já iniciaram, num passado recente, incursões no mundo da internet, o que vem derrubando o conceito de divulgação limitada por área geográfica. Assim, a cada dia, descobrem novas formas para o acesso instantâneo a qualquer conteúdo, em qualquer momento e em qualquer lugar do mundo.

Nessa constante evolução, não conhecemos ainda todas as fórmulas e conceitos. Novos modelos de negócios são criados diariamente e vários deles não resistirão ao próximo ciclo de planejamento (que de anual tende a ser diário). Nesse ambiente, valoriza-se a facilidade em desaprender e em perceber quais tecnologias e usos, de fato, vigorarão e ganharão a preferência dos usuários. Trata-se de um grande “lego”, onde todos têm a oportunidade de agregar blocos, que nos levarão a uma nova realidade, a que certamente ainda não estamos preparados. Então a palavra dessa época de conectividade é aprendizado e flexibilidade para poder surfar nessas novas tendências!

segunda-feira, maio 05, 2008

Internet para música?


Outro dia, enquanto comprávamos alguns CDs pela Internet, meu filho comentou que os preços dos CDs estavam baixando fortemente. Acredito que esse fato seja explicado pelo momento de ruptura que a indústria fonográfica vive, onde a fase do CD está acabando e provavelmente será substituída pela aquisição eletrônica de músicas individuais ou então de shows e vídeo clipes no lugar da música somente.
O fato de estar adquirindo músicas pela Internet, com meu filho ao lado, serve para ilustrar vários pontos, entre eles a questão da anti-pirataria e do exemplo contido no fato de estarmos pagando pelas músicas que estávamos adquirindo, mas gostaria de me ater especificamente à questão da distribuição de músicas e da dependência que a maioria dos artistas têm para com as gravadoras, distribuidoras, rádio e TV.
Ouço dois podcastings excelentes para conhecer novos músicos e conjuntos, o “Som para Viagem” e o “Café Brasil”, em ambos podemos ter acesso a entrevistas, reflexões e muita poesia, acompanhada de um tipo de música de muito boa qualidade, porém não divulgadas nas mídias tradicionais.
Sabemos que a receita de um cantor vem dos shows que faz e não dos discos que vende, pois nesse canal a maior parte fica para a gravadora e para os diversos distribuidores. Também ocorre que para divulgar em diversas rádios com boa audiência, vários conjuntos têm que pagar – é o que se chama de “jabakulê” ou simplesmente “jabá”. Ora temos aqui o ambiente ideal para que haja uma ruptura no modelo convencional de negócios. Com as novas tecnologias, é muito mais acessível a montagem de um estúdio de gravação de CDs (chamados home-estúdio).
Esse é o cenário que temos assistido freqüentemente, conjuntos lançando-se de forma independente, sem contar com a ação das gravadoras existentes, e distribuindo seus discos exclusivamente através da Internet ou em venda direta em shows. Em alguns casos consegue-se chegar a marcas interessantes através desses canais, onde vários músicos têm relatado terem ultrapassado a marca dos 200.000 discos através da venda pela Internet apenas, e sem investir um único centavo na mídia televisiva e de rádio e criando independência das gravadoras. Além de mais barato e de permitir maiores margens, também cria independência quanto ao estilo, pois ficam imunes às pressões da mídia para que gravem determinados estilos de música, mais populares e comerciais, garantindo com isso trabalhos autênticos e que realmente expressem a vontade do artista. E viva a Internet!

terça-feira, abril 29, 2008

IP na tostadeira?


Lembro-me de uma frase muito difundida no mundo da Internet, que foi escrita na década de 90, quando começamos a enxergar até onde a Internet chegaria no futuro. É dessa época as frases “IP to the toast – IP na tostadeira” e “IP to the refrigerator – IP na geladeira”, frases que queriam nos mostrar o alcance do protocolo de Internet (IP) no nosso dia-a-dia.
Em que pese que até o momento, quase quinze anos depois de ouvir essas famosas frases, continuo sem entender para que alguém desenvolveria uma tostadeira conectada à Internet, aliás questiono mesmo se a tostadeira não seria um plano maquiavélico norte-americano para dominar o mundo, através de propaganda subliminar colocada nos filmes holiwoodianos, já que nenhum outro povo é tão próspero no uso desse eletrodoméstico quanto nossos irmãos lá de cima.
Apesar de não imaginar tostadeiras cibernéticas, já escrevi a respeito e reconheço que sonho com o dia em que minha geladeira será capaz de avisar ao mercadinho, próximo de minha casa, que está faltando cervejas no seu interior. E não é só ai que acho que o IP vem invadindo minha vida (e a de mais de um terço da população do mundo). Como cozinheiro de domingo, já me acostumei a acessar páginas de receitas e de dicas culinárias para amantes da culinária, e para tanto nada mais prático do que acessar a internet de um lap-top sobre a pia da cozinha (conectado via Wi-Fi obviamente, já que fios não combinam com farinha de trigo).
E para não ficar somente na cozinha, lembro da utilidade que a informática, em especial a internet, tem assumido para os músicos amadores, e mais uma vez domingueiros, que não precisam mais acumular um quilo de revistinhas com sistemas de cifragem ou partituras para tocarem e cantarem as músicas de seus conjuntos prediletos. Através da Internet podemos encontrar as músicas que mais gostamos de forma rápida e organizada, além de contar com a facilidade de podermos alterar a escala, caso não tenhamos voz para acompanhar determinados tons, e também podemos, num “clickar” de dedos, substituir aquela partitura para violão acústico, adaptando-a para guitarra, cavaquinho, baixo, etc.
E o uso da Internet não para por aí, já tenho observado a sua utilização com bastante freqüência em celulares, nas intermináveis horas de espera em aeroportos, salas de espera de consultórios, e em muitos outros lugares inusitados. Se por sinal alguém souber de outros usos curiosos não deixe de me enviar.

terça-feira, abril 22, 2008

Máquina falando com máquina?


Mesmo quem não viveu sua infância na década de 60 deve se lembrar do desenho animado dos Jetsons, aquela família engraçada que vivia em algum tempo avançado no futuro e que nos divertia com uma série de interações com robôs e máquinas que faziam de tudo para facilitar a vida dos protagonistas.
Bem alguma modernidade anunciada naquele desenho já pode ser verificada nos dias de hoje, em especial a comunicação de máquina para máquina. Normalmente quando utilizamos nossos aparelhos celulares estamos com a intenção de falar com alguma pessoa, em que pese o fato de várias vezes sermos atendidos pela secretária eletrônica, mas quando usamos o celular para localização e rastreamento de nossos veículos, por exemplo, temos uma operação de comunicação máquina para máquina, também temos o mesmo tipo de utilização em coleiras caninas, utilizadas para que não percamos nossos cães de vista. Já se encontra em utilização no Estado de São Paulo uma tornozeleira com localizador para presidiários. Em todos esses dispositivos conseguimos demonstrar com razoável precisão a localização de seu usuário através de um software na internet.
Esses dispositivos de localização também são muito utilizados em caminhões, para que se possa fazer o rastreamento do veículo e mesmo que se tenha a possibilidade de enviar alguns telecomandos como bloquear o motor, trancar a porta do compartimento de carga ou acionar o alarme, caso o mesmo venha a ser assaltado. Também se utiliza de equipamentos semelhantes que possam ser incluídos nas cargas a serem transportadas, para que seja possível localizar o destino da carga em caso de roubo.
Em todos esses exemplos, temos um dispositivo falando com outro, com o objetivo de prestar um serviço de localização ou telecomandos por meio de um centro de operações remotamente localizado. Estamos apenas começando nesse mundo de possibilidades de automação que a utilização desses dispositivos permite, imaginem nossa geladeira se comunicando com o mercado mais próximo de casa, informando o que está faltando em seu interior, ou então o carrinho do supermercado informando para a caixa registradora o montante de dinheiro necessário para pagar tudo que estiver em seu interior, sem a necessidade de se digitar item a item. É uma infinidade de usos que estamos apenas começando a vivenciar. Ainda aguardo o momento de poder ter uma ajudante em casa, à semelhança da Rose, a empregada robô dos Jetsons.

terça-feira, abril 15, 2008

Estamos dando importância ao SMS?


Apesar da Banda Larga estar sempre em evidência, como o que se tem de mais inovador e de interesse por parte das operadoras de telecomunicações, o mercado de SMS vem correndo por fora e já se encontra praticamente emparelhado, em termos de receita, com o mercado de Banda Larga, com a vantagem que ainda resta muito espaço para crescer, ao passo que a Banda Larga já começa a experimentar uma certa estabilização na forma como atualmente é oferecida para o mercado. Em 2008 serão encaminhadas algo em torno de 2,3 trilhões de mensagens no mundo todo, gerando uma receita de mais de US$ 60 bilhões, além do SMS possuir um crescimento médio de 20% a.a., quase o dobro que a Banda Larga. Quem diria, não?

segunda-feira, abril 14, 2008

m-advertisement


Estudo do Gartner Group aponta que o mercado de propaganda em aparelhos móveis celulares movimentará US$ 2,7 Bilhões em 2008, representando um acréscimo de quase 60% comparado ao ano de 2007.
Essa taxa de crescimento astronômica mostra que esse mercado está apenas engatinhando ainda e que temos muito caminho ainda por percorrer. Mas a pergunta que fica é se nós, aqui em terras verde amarelas, estamos aproveitando desse mercado em expansão, e a resposta é um grande e retumbante NÃO!
Notadamente o Brasil possui algo em torno de 5% dos assinantes de celulares do mundo inteiro, transferindo esse percentual para a verba destinada à propaganda celular do ano de 2008, teríamos mais de R$ 130 milhões. Parece que algum outro país está se utilizando desse montante em nosso lugar...
Quando falamos em propaganda na telinha de nosso celular, não podemos pensar em Spams ou mensagens invasoras ou de gosto duvidoso, insistindo em aparecer nos nossos aparelhos toda vez que tentamos utilizá-lo para fazer uma chamada telefônica, fosse assim e não estaríamos vivenciando uma taxa de crescimento de investimento nesse setor de quase 60% ao ano. Esse mercado se desenvolve através de um novo modelo de comunicação e divulgação, baseado em imagens e filmes adequados para o formato e tamanho das telas dos aparelhos celulares, bem como áudio compatível com os mesmos dispositivos e, principalmente em um modelo de comunicação interativa. Essa é a chave de ouro da propaganda móvel celular: Interatividade.
E para tanto, não estamos falando apenas em tecnologia e infra-estrutura que suporte a interatividade, aliás isso é o que menos importa, o que temos que ter em mente mesmo é a capacidade das agências bolarem modelos de comunicação de bom gosto, que nos estimule a recebermos essa comunicação, enquanto clientes.
A bem da verdade, não temos muito bem definido sequer como a cadeia de valores da propaganda funcionará nesse caso, quem serão os canais de distribuição, com que parcela do bolo publicitário ficarão, se os clientes pagarão para receber essa propaganda ou não (como é o modelo em vários países) enfim, falta definir um modelo sustentável de criação, divulgação, e comercial do que o mundo já começa a apelidar de m-advertisement, ou publicidade móvel. Ainda há tempo de pegarmos esse bonde, mas vamos ter que apressar o passo!

quinta-feira, abril 10, 2008

O jeito de ser internet


No último primeiro de abril, para não se fugir à regra, circulou na internet, através de sites e e-mails, uma série de notícias falsas e de brincadeiras. Uma empresa que vem se superando pelas brincadeiras que faz é o Google que todo ano monta uma ardilosa estratégia para divertir seus usuários, e nos brinda com notícias falsas muitíssimo bem elaboradas. Pois nesse ano não foi diferente, e vimos a primeira brincadeira no mais famoso site de relacionamento do mundo, o Orkut, que durante o dia primeiro de abril estava com o nome Yogurt.
Mas nesse ano, houve outra brincadeira, também circulou uma notícia via Youtube, onde se dizia que a Virgin (famosa empresa com vários negócios, entre eles música, telecomunicações e aviação) estaria fazendo uma parceria com o Google, e montaria um negócio em Marte. A nova empresa se chamaria Virgle e os interessados poderiam se candidatar através de entrevista e os requisitos para esse trabalho foram publicados no Youtube no dia primeiro de abril, sendo que a cena era representada pelo presidente e fundador da Virgin Richard Branson.
Na internet não podemos acreditar em tudo o que vemos, principalmente na construção de negócios mirabolantes em Marte, mesmo que tudo leve a crer que se trata de algo real. Até entendo que um dos fatos positivos desse canal de informação seja exatamente esse, uma vez que nos obriga a sermos críticos na interpretação de tudo que recebemos, como forma de não sermos enganados através de falsas notícias, não que não devêssemos ter o mesmo procedimento frente às notícias que recebemos pela Televisão, jornal e rádio, mas é que fomos acostumados a acreditar que se uma notícia vem de fonte oficial merece credibilidade, mas nem sempre é assim.
Entre a versão oficial postada no Youtube e as diversas variações, foram mais de um milhão de visualizações só no dia primeiro de abril, o que mostra mais uma vez o potencial de disseminação desse canal, que mesmo sem nenhuma publicidade, a não ser aquela que circula no boca à boca dentro do próprio canal de vídeo, ainda assim por diversas vezes faz frente à publicidades ditas oficiais no mundo tradicional. Esse é o jeito internet de ser, onde achamos informação sim, mas onde também achamos descontração, informalidade e até brincadeira, mesmo vindas de empresas bilionárias como a Virgin e o Google

sexta-feira, abril 04, 2008

Punição por uso elevado de banda larga?


Se você é usuário de sistema Banda Larga de operadoras de TV a cabo ( AJato e Virtua) prepare-se pois elas podem passar a punir seus usuários para utilizarem muita banda fazendo downloads (trata-se do temível tráfego peer-to-peer ou P2P). Que mico hein?

Li essa notícia hoje pela manhã na PC World.

domingo, março 30, 2008

Estamos chegando próximos do limite?


A lei de Moore (Gordon Moore – 1965) nos diz que tudo dobra de velocidade de processamento a cada dezoito meses no mundo da informática. Nos últimos anos é o que temos visto, mas pode ser que eventualmente estejamos chegando próximos ao limite imposto pelos materiais que utilizamos em microeletrônica, além do alto consumo que temos feito do silício, material básico para confecção de componentes eletrônicos, também nota-se que esse material chega ao seu limite do ponto de vista de melhora de performance, o que tem levado cientistas a procurarem outras tecnologias e materiais para o substituírem. O Germânio, apesar de também ser limitado na natureza, pode ser uma boa alternativa para a crescente miniaturização dos componentes eletrônicos (atualmente o silício já é preparado em células de 50 nanômetros).
Podemos notar que os computadores pessoais sempre tiveram sua capacidade de armazenamento e processamento melhoradas desde a década passada, mas atualmente já vemos que as melhoras se dão através da adição de processadores adicionais (duocore ou quadcore) ao invés de colocarmos mais velocidade de processamento, isso pode nos indicar que será mais fácil no futuro adquirirmos computadores com vários processadores, do que comprarmos um computador com um único processador muito mais rápido. Esse fato já vinha ocorrendo desde que começamos a utilizar placas aceleradoras de vídeo para que tivéssemos mais velocidade no processamento de imagens em velocidade mais alta, depois vieram as placas multimídias para processamento digitalizado de som, e por fim, agora estamos vendo opções no mercado de oferta de PCs com mais de um processador, como forma de melhorar a performance sem aumentar em demasia o custo.
Uma alternativa futura é a utilização de nanotecnologia para elaboração de processadores e memórias utilizando nanotubos de carbono, que consumiriam muito menos energia, dissipando menos calor e sendo mais rápidos que as atuais pastilhas de silício, mas ainda observa-se um alto custo dessa tecnologia para que fosse utilizada em alta escala. Talvez ainda vejamos antes disso a utilização maior de tecnologia óptica em nossos PCs, quem sabe? Ou então talvez tenhamos de editar a Lei de Moore novamente...

domingo, março 23, 2008

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais...


Quando eu estudava em São Paulo na escola primária, éramos sempre solicitados para elaboração de pesquisas que complementassem nossos estudos. Nessas ocasiões o formato normalmente era assim: “pesquisem a respeito de...”. Nesse momento nossa classe dividia-se em dois grupos de alunos, os que tinham a enciclopédia Barsa em casa (parece que os professores buscavam na Barsa o que tínhamos que pesquisar, pois lá sempre tinha o material que procurávamos) e o outro grupo que não tinha essa enciclopédia em casa e devia, portanto, dirigir-se a uma biblioteca pública para fazer a pesquisa. Mas a única diferença era essa, pois na hora de apresentarmos as pesquisas feitas, em ambos os casos o que se via era uma cópia ou pequeno resumo sobre os tópicos apresentados no livro. Pegássemos as folhas de almaço que utilizávamos e comparássemos umas com as outras, veríamos que a fonte era a mesma e não raro, o texto escrito também. Era uma escola municipal, com uma metodologia de ensino que havia ficado parada no tempo, e também não havia muitos recursos de pesquisa, sendo que invariavelmente nossas pesquisas terminavam na Barsa ou na Mirador.
Essa situação ocorreu na década de setenta, onde os recursos eram limitados, não havia Internet nem o Google com suas infinitas fontes de pesquisa, hoje com certeza temos uma forma mais inteligente de fazermos nossas crianças complementarem seus estudos correto?
Errado! Nossos alunos continuam fazendo pesquisa de forma análoga ao passado, com a facilidade de que não precisam mais copiar os textos no almaço, bastando selecionar na tela do microcomputador e colar respectivamente no arquivo que se pretende entregar na escola.
Não está em discussão se aprendemos mais escrevendo a mão ou copiando arquivos da Internet, e sim o porquê de nossos “professores” continuarem com essa maneira confortável, para eles, de solicitar pesquisa, sem incitar aos alunos a que de fato procurem algumas informações que não se achem prontas e enlatadas em algum lugar, ensinando o raciocínio lógico, a dedução e por fim o aprendizado!
Trata-se de estarmos usando uma ferramenta inovadora e poderosíssima como a Internet de forma inadequada, e o pior é que estamos ensinando nossos filhos a fazerem isso com maestria. Será que nossos professores deveriam voltar para os bancos escolares?

quarta-feira, março 19, 2008

Músicas, que músicas?


Engana-se quem imagina que a única mudança no mundo da música deu-se por conta da facilitação da pirataria pelos novos formatos de mídia, que permitem a cópia e a troca de arquivos de música, sem que haja perda da qualidade do arquivo original. Na realidade a mudança é muito maior que isso e não abrange somente o aspecto técnico do formato como a mídia é disponibilizada, aliás esse é o aspecto menos importante na minha opinião. O que vemos é uma mudança radical na forma de ouvirmos músicas. A portabilidade dos aparelhos, que na década passada era representada pelo walkman, agora se traduz pelos tocadores de MP3 e MP4 que, pesando alguns gramas nos fornecem um som de primeira qualidade, através de sistemas de baterias recarregáveis e o melhor de tudo, não necessitam de fitas, pois possuem memórias regraváveis, são mais baratos e estragam menos por não terem mecanismos móveis.
Outro aspecto que mudou muito é que os usuários dos tocadores de MP3 e MP4 trocam playlists entre si e não mais músicas ou discos, como costumávamos fazer. Playlists são seleções completas, de determinados cantores, bandas ou gêneros de música, que são transmitidas facilmente de um computador para outro, através de softwares disponibilizados gratuitamente na Internet.
Também entraram no jogo os modernos aparelhos celulares, que atualmente além de agregarem as funcionalidades de máquinas fotográficas digitais com mais de 5 megapixels, também incorporaram as funcionalidades de tocadores de MP3, permitindo armazenar centenas de músicas em suas memórias, que por sua vez também são padronizadas, de forma que conseguimos tirar o cartão de memória de nosso celular e colocá-lo no nosso computador transferindo facilmente arquivos de uma máquina para outra, da mesma forma várias máquinas fotográficas também possuem cartões de memórias intercambiáveis com os computadores e celulares (uma salada completa!).
Várias bandas também começam a perceber que não dependem mais totalmente das distribuidoras para se lançarem no mercado, e já que a sua participação na receita gerada com a venda de CDs é pequena, começam a ensaiar a distribuição de seus álbuns diretamente na Internet, ou por downloads ou por venda direta de seus CDs. Percebam que essas mudanças implicam em uma revolução ainda maior em toda a cadeia de comunicação pois, se não lançarmos as bandas primeiramente nas rádios e TVs, que papel a própria mídia televisiva terá na divulgação desses novos trabalhos? Estamos aprendendo a trabalhar com essas mídias e com as possibilidades que ela nos abrem.

segunda-feira, março 10, 2008

VoG (Voice over Game)


A Skype, empresa adquirida pela e-bay que é o maior faturamento de e-commerce do mundo, vem oferecendo serviços de voz sobre a internet há muito tempo no mundo inteiro. Já fechou parcerias inclusive com empresas operadoras e com fabricantes de celular, permitindo nesses casos que se use o celular como conexão de dados, como se fosse uma conexão de internet, para se falar com o mundo todo a valores bem mais baixos que os cobrados pela telefonia celular convencional.
A notícia veiculada essa semana é que os Play Station Portable da Sony (a criançada fala PSP), já virão com Skype instalado.
O que sempre me chamou a atenção no caso do uso dos PSPs pelas crianças é a facilidade com que descobrem as dezenas ou centenas de funções que as diversas teclas assumem a cada jogo que carregam, isso tudo é claro, sem nem passar perto de um manual de instruções, aliás acredito que o tal do manual seja o limiar de separação entre os “plugados” e os excluídos digitalmente, segundo meu filho, toda vez que sentimos uma recaída, e nos dá a vontade de folhearmos um manual de instrução, temos que resistir à tentação, e continuar tentando, sem lançarmos mão desse subterfúgio.
Tenho notado que os manuais vêm emagrecendo a cada dia que passa, tendo assumido ultimamente o formato digital, através de downloads diretamente através da Internet. O problema é quando precisamos do manual para configurar nossa Internet!
Quando começamos a jogar com o PSP não tínhamos rede sem fio (Wi-Fi) instalada em casa, e esse recurso ficou adormecido nas mãos de meu filho, que se divertia com seu PSP. Não lembrei disso quando instalei um roteador sem fio e num belo dia o vi acessando a Internet através do seu equipamento. Perguntei como ele havia configurado, ao que ele respondeu: “não sei...”, na realidade aconteceu como sempre, o equipamento reconheceu a disponibilidade da rede em nossa casa, perguntou ao meu filho se queria configurar o PSP para acesso a Internet, ele foi fuçando, fuçando e deu certo, passou a se conectar na Internet através do joguinho e com isso agora joga com outros usuários ao redor do mundo, através da linguagem universal dos jogos que é o inglês.
Dessa forma ele já usa o joguinho para se conectar à internet, para falar com vários jogadores através do próprio jogo e agora vai poder também falar de maneira similar a um celular com jogadores do mundo todo, usando o Skype, e a pergunta que fica é: Onde guardamos o manual de instruções mesmo?

quarta-feira, março 05, 2008

Vídeo no celular


Muito se comenta sobre a baixa qualidade dos vídeos divulgados no YouTube e que portanto o conteúdo lá disponível, nunca competiria com o conteúdo existente nas TVs, de qualidade muito superior.
Acho errada essa nossa tendência de sempre querermos comparar coisas em termos exclusivistas, ou temos uma coisa OU outra, e normalmente colocamos essas opções em situação de confronto, como se estivessem competindo para ver quem ganha.
Na realidade entendo que a mudança nunca se dá de forma tão radical, e normalmente para novos formatos surgem novas mídias e novos usos. De meu lado divirto-me muito com vários vídeos e com conteúdo interessante na internet, mas confesso que ao ver alguns vídeos do YouTube no celular de meu filho fiquei impressionado com a qualidade da imagem, pois a tela é ideal para permitir uma visualização de boa definição, sendo que o formato de vídeos de curta duração também é adequado ao conforto de quem assiste a um vídeo em uma tela de três ou quatro polegadas.
Além de se tratar de conteúdo aberto e livre, sem nenhum tipo de censura ou processo de massificação (assiste quem acha interessante) ainda existe o apelo forte de podermos influenciar no que outras pessoas vêem, ou mesmo fazermos uploads de vídeos a partir de nossos próprios aparelhos celulares. Apesar de menor que a tela de um computador, o celular também é ideal para visualizarmos mapas e localizações de endereços, pois normalmente quando estamos perdidos temos sempre à mão nosso celular e nem sempre um computador.
O potencial de disseminação de conteúdo através do celular é fantástico, pois já temos mais de dois bilhões de celulares no mundo e caminhamos em no máximo dois ou três anos para os três bilhões, e mesmo que nem todos tenham tela com formato a permitir a visualização de vídeos, vemos que rapidamente essa tecnologia e formato vêm se popularizando.
É claro que não veremos ninguém assistindo a um longa metragem no seu celular, mas acredito que é uma ótima mídia para vídeo clips, trailers de filmes ou notícias, podendo inclusive servir como canal de venda de conteúdo convencional, ou seja poderíamos assistir gratuitamente a trailers de filmes que teriam a seguir a opção de aquisição através de modalidades como mobile-payment ou mesmo via cartão de credito para que fossem entregues em nossas casas ou mesmo recebêssemos o arquivo do filme via internet...mas aí já é tema para outro texto!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Duas notícias interessantes...


Nessa semana recebemos duas notícias interessantes na mídia especializada, primeiro que a Microsoft abrirá parte de seu código fonte, como forma de mostrar-se menos perigosa aos olhos dos organismos anti-trust norte americanos. Como se trata de uma estratégia de defesa, talvez não impacte muito nos seus números de crescimento de mercado, ao contrário do que está fazendo o Yahoo, que escolheu a mesma ação (abertura de código fonte) como uma estratégia para desenvolver-se mais rápido, me parece mais acertado!

A segunda notícia que lí, mostra que o Google está participando de um consórcio que investirá 300 Milhões de dólares no lançamento de um cabo submarino de fibras ópticas, que interligará os EUA ao Japão através do Pacífico. A capacidade final de trnsporte suplantará 7 Tbps e reduzirá o custo de banda IP com um dos maiores focos de tráfego mundial, a Ásia. Esse fato aliado à estratégia de participar no leilão de frequências no EUA mostra definitivamente que o Google começa a posicionar-se também no segmento de infra-estrutura de telecomunicações, deixando de ser apenas over the top player, o que pode impactar consideravelmente o perfil dos participantes do segmento, concordam?

domingo, fevereiro 24, 2008

Livro Digital




O livro digital já existe há mais de dez anos, desde a chegada no mercado dos palm ou organizadores eletrônicos, que possuíam uma facilidade que funcionava como display de um arquivo eletrônico, que permitiam algumas facilidades como luz de fundo para se ler no escuro, o texto ia correndo para cima na velocidade escolhida, de forma que não se precisasse “folhear” o livro e uma disponibilidade de títulos que já ultrapassa os milhões de títulos para download, já que os livros eletrônicos são comprados pela Internet, e estão disponibilizados em minutos para leitura. Atualmente temos dispositivos específicos para e-books (livros digitais) como por exemplo o e-Book reader, a venda por R$ 800,00 na Internet.
Mas se existem tantas facilidades, porque o livro digital não decolou até hoje, haja vista que poucas pessoas o utilizam?
Acho que tem o apelo da posse, do material, do ter algo físico que possa ser pego, que tenha peso e que colocamos na estante (alguém ainda usa estante em casa?) ao passo que o livro digital nada mais é do que um arquivo digital, que pode inclusive ter validade, e que não ocupa nenhum outro espaço, além daquele existente na memória virtual de seu computador ou leitor de livros digitais.
Esse é outro diferencial do livro digital, ele é ecologicamente correto, pois não demanda a derrubada de árvores para sua confecção. Mas, e aquele conforto de pegar seu livro, a qualquer hora, abri-lo e começar a ler imediatamente? Gosto de ler deitado no sofá, como fazer isso com um computador ou leitor digital? Gosto de ler na piscina nos domingos pela manhã, e levar computador para piscina é coisa de nerd! Então para alguns tipos de leitura, o bom e velho livro é imbatível. Por outro lado, o mercado das enciclopédias praticamente se rendeu aos arquivos digitais, adquiridos via CD ROM, downloads da Internet ou páginas de acesso livre, como a wikipedia. Também os livros técnicos em especial os de universidade, vem experimentando uma nova modalidade de venda, que é o download por capítulos, como se tratam de livros mais caros e especializados, por vezes os alunos precisam de apenas alguns capítulos para estudar e podem baixar esses capítulos pela Internet, pagando apenas pelo conteúdo que precisarão naquele período de estudo. Acho que por enquanto não se trata de um formato OU outro, mas de um formato E outro, unindo o útil e o agradável.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Microsoft compra ou não o Yahoo?


A oferta começou no mês passado como um possível hostile takeover bilionário (quando a compra é forçada, através de aquisição de controle acionário) de 44 Bi US$, mas que não foi suficiente para convencer os principais acionistas do Yahoo de que seria um bom negócio a aquisição do seu portal pela Microsoft.

Apesar do Yahoo estar avaliado pelo mercado em 38 US$ Bi, o Wall Street Journal anuncia que a venda somente se efetivará caso o valor da transação alcance os 50 US$ Bi. Esse namoro entre as duas empresas vem do final de 2006, e é uma tentativa clara de fazer frente ao Google. Já pensaram a possibilidade do Google acabar adquirindo o Yahoo, o impacto que seria para a Microsoft?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

E o 3G chega ao Brasil


Depois de lançada na Europa, a tecnologia 3G levou quase 5 anos para aparecer aqui em terras verde-amarelas, mas finalmente aportou, e bem aportada diga-se de passagem, pois no momento temos uma variedade muito maior de aparelhos celulares para essa tecnologia, bem como estabilidade tecnológica para oferecer maiores velocidades de acesso para os seus usuários.
A tecnologia 3G é aquela que possibilita utilizarmos acesso de dados e Internet em alta velocidade no sistema de telefonia móvel celular, pois até então somente possuíamos a tecnologia ADSL (rede telefônica convencional) ou Cable (rede de TV a cabo) para acessarmos a Internet via Banda Larga em nossas casas, através do 3G poderemos também utilizar a Banda Larga no celular para navegarmos no próprio celular, ou mesmo para utilizarmos nosso PC em casa ou Lap Top.
A grande vantagem da banda larga 3G é a mobilidade que é diretamente associada a cobertura, pois conforme as operadoras celulares forem instalando e melhorando seus sistemas, passaremos a ter uma cobertura suficiente para fazermos acesso à Internet de nossos LapTops na maioria dos pontos de nossas cidades, com todo o conforto. Por enquanto ainda serão necessários modens e placas de conexão em nossos computadores, mas rapidamente veremos essa tecnologia ser embarcada nas máquinas, assim como já é feito atualmente com a tecnologia Wi-Fi que equipa praticamente todos os Lap Tops disponíveis no mercado, através do Centrino ®.
A tecnologia sem fio para acesso Banda Larga não é a melhor tecnologia para transporte de sinais em larga escala, pela banda que utiliza e por conta do custo da solução, mas tem o apelo inegável da mobilidade, que aliada a planos flexíveis por parte das operadoras, poderá alavancar grandes negócios. É claro que os planos deverão ser repensados, não podemos voltar a experimentar planos baseados na quantidades de Bytes trafegados, como já ocorre em quase todas as operadoras, pois isso representa uma linguagem estranha a maioria dos usuários, o ideal seria mesmo o plano flat, onde fosse cobrada sempre o mesmo valor, independentemente do tempo utilizado ou dos Bytes trafegados, permitindo a todos os clientes controle de suas contas e simplicidade na interpretação de suas contas telefônicas.
Nem começamos a esbarrar nas imensas possibilidades dessa tecnologia ainda, imaginem uma alta capacidade de trafegarmos dados sobre os celulares, aliada a utilização de mapas de localização e posicionamento por satélites, teremos navegadores altamente eficientes, por valores eventualmente até subsidiados, dependendo do modelo comercial que se utilize!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Mais do mesmo


Uma amiga minha me contava recentemente que ao juntar-se a um grupo que discutia, de forma preocupada, sobre a Febre Amarela, foi motivo de caçoada geral, por não estar totalmente a par da epidemia ou risco de epidemia que estávamos vivendo. Estivesse desatualizada há meses, faria sentido a estranheza, mas tratava-se de uma desatualização de horas ou minutos, provavelmente não havia ouvido rádio naquela manhã ou tido tempo de ler os jornais, pois qualquer jornal aberto, estação de rádio sintonizada, ou mesmo página de notícia da Internet que fosse aberta daria a mesma informação (exagerada por sinal) de que estávamos a beira do caos na saúde!
O que temos assistido com a proliferação dos meios de comunicação e a penetração da mídia de forma geral, é um bombardeio de informações, que nos chega de todas as formas, pelo celular nas mensagens de texto, pelos jornais, rádio, TV, newsletters que recebemos de páginas especializadas através de nossos correios eletrônicos, além dos famosos grupos de discussão do café, famosa rádio peão, que sempre reforça o que já sabemos.
Não quero abordar aqui a questão da privacidade, que também é um problema, pois essas notícias nos chegam em quase qualquer situação, estando trabalhando ou em férias, restando-nos pouco ou nada a fazer. Queria sim discutir a qualidade ou até a variedade das notícias.
Já que receberemos as mesmas notícias, às pencas, de todas as formas possíveis e imagináveis, poderíamos pelo menos ter a opção de escolhermos receber também boas notícias, e não somente aquelas relativas às tragédias, desconfianças e caos urbanos. Já imaginaram como seria agradável se tivéssemos a opção de escolher ou filtrar o tipo de notícia que receberíamos, de forma seletiva e eficiente?
Assim ao invés de receber a notícia de quantas pessoas morreram, poderíamos escolher receber quantas nasceram, gostaria de saber quantas pessoas encontraram uma carteira com dinheiro na rua e a devolveram ao seu dono (apesar de que essa situação, de incomum, já virou notícia também), sabermos quantos assaltos e tragédias foram evitados, sabermos quantas de nossas praias possuem suas águas próprias para banho e não o contrário. Mas como diria Zé Ramalho, esse não é o meu País!