quarta-feira, janeiro 28, 2009

A era da transparência


Tudo que é simplesmente moda, vai e volta. Vemos nas ruas o bom e velho Mustang revigorado, houve uma tentativa de reestilizá-lo que foi um fiasco, e voltamos a ver os traços tradicionais e mais retos novamente, idem para o modelo clássico PT Cruiser. Também é assim com a altura das saias, que sobem e descem, de acordo com a tendência da moda, a mesma coisa com as cores das roupas, com a quantidade dos botões de nossos ternos e com mais um cem número de características, que vivem ao sabor da moda, indo e vindo.
Já não é assim quando as mudanças são mais significativas e mais facilmente encaradas como “progresso”. Provavelmente nunca mais veremos a repressão freqüentar nossa política como vimos cerca de trinta ou quarenta atrás, também não veremos mais a leniência para com os preconceitos, sejam eles sociais, raciais ou políticos.
Será que a transparência que vivemos hoje enquadra-se como moda ou como progresso? Nunca tivemos tamanha transparência, como a que nos cerca no momento. Essa transparência vai desde a atuação de empresas e companhias, que não mais conseguem esconder suas ações e atos, como faziam no passado, de forma que antes de escolhermos uma empresa para trabalhar ou mesmo para investir podemos tranquilamente pesquisar na internet, a respeito de sua responsabilidade social, ou mesmo do impacto ambiental ou pegada de carbono, temos inclusive sites que nos ajudam nessa tarefa, como o Akatu, Calvert, além de Blogs e fóruns e listas de discussão, onde muito facilmente se captura o que os funcionários daquela empresa enxergam a respeito da mesma.
Nossa vida também está de certa forma exposta, se não pelas páginas dos sites sociais, pelos intrincados sistemas de CRM (Customer Relationship Management) que fazem análises baseadas em nossas preferências e gostos, de forma a proporem ofertas que tenham mais probabilidade de sucesso (BBB é fichinha perto disso...).
Para várias empresas inclusive, é item constante da avaliação de entrada de novos funcionários, o grau de exposição do mesmo na internet, através de Blogs, artigos, páginas de Orkut, opiniões emitidas em fóruns e listas de discussão, redes sociais como a Plaxo e LinkedIn, sem falar das inúmeras pessoas que até acabam achando oportunidades de novos empregos através dessas redes. E você já assumiu a transparência também para você? O que tem escrito na net?

domingo, janeiro 18, 2009

Porque sempre divulgamos as piores notícias?


Porque será que várias pessoas ao verem um copo com água pela metade percebem apenas o tanto que falta de água? É como se procurássemos por notícias ruins para alimentar nossa porção pessimista que nos cobra ao menos uma má notícia diária...
O interesse pelas más notícias acaba alimentando uma cadeia que tende a se reforçar sempre que outras más notícias são divulgadas, é o que chamamos de ciclo vicioso, que quanto mais se desenvolve pior fica a situação.
Ao que tudo indica, a mídia vem dando enfoque exatamente naquelas notícias que queremos ver divulgadas, não fosse assim não veríamos sempre um destaque maior nas demissões que são anunciadas pelas empresas do que nas expansões e aberturas de novas fábricas, que têm ocorrido em maior escala, haja vista que o mundo econômico está em expansão, em que pese o momento em que nos encontramos.
Essa semana li que o mercado de PCs teve seu pior desempenho desde 2002, apresentando um crescimento de apenas (notem o apenas) 1,1 pontos percentuais no último trimestre de 2008, segundo dados do Gartner Group. Ora não se trata de ser otimista, mas eu encararia a mesma notícia de maneira diferente, pois se por um lado temos a companhia do fantasma da crise, que todos dizem deverá afetar o mercado de consumo, por outro temos uma indústria que, mesmo frente a esse cenário, consegue ainda crescer mais de um ponto percentual no trimestre, motivo de comemoração portanto!
E o que é mais interessante, é que mesmo quando as notícias são boas, parece que buscamos o seu lado negro. Assim foi divulgado pela FGV, ITData e Abinee (Associação Brasileira da Indústria elétrica e eletrônica) que fecharemos 2008 com vendas no mercado de PCs variando entre 12 e 13 milhões de unidades, recorde em performance absoluto, frente a anos anteriores, na mesma nota destaca-se também o aspecto muito positivo da inclusão digital provocada por essa invasão de PCs no mercado, e logo depois o alerta: mercado fácil para invasões de máquinas e propagação de vírus e outras pragas cibernéticas. Pois bem, é como se ao termos que divulgar uma notícia boa, imediatamente tivéssemos o estímulo para buscar o lado ruim da mesma notícia, caso contrário a mesma não teria aceitação perante os leitores. Qual o nosso papel nessa história toda? E você, já divulgou sua BOA notícia hoje?

domingo, janeiro 11, 2009

Tarda mas não falha


É conhecido que no terceiro mundo (ou em desenvolvimento, termo politicamente correto) algumas diretrizes demoram um pouco mais a chegar, mesmo que sejam a favor da vida. Então temos, apenas para citar alguns exemplos, o uso de trangênicos e das gorduras trans ou saturadas, que quando começaram a ser discutidas aqui no Brasil, já haviam sido banidas no velho continente.
Como o título deste Blog é Mundo Conectado, é fácil depreender o tanto que acredito na conexão das coisas, assim não faz sentido cuidar de alguns itens somente em algumas partes do mundo e não em outras, é questão de tempo, que é cada vez mais veloz, para que as causas a serem evitadas voltem a nos perseguir, como diz o ditado popular é “cuspir para cima”.
Pois com o RoHS (Restriction of Hazardous Substances – restrição à substâncias Perigosas) foi assim, essa restrição existe na Europa desde julho de 2006, mas somente agora tivemos notícia de alguma aquisição no Brasil que foi compatível com o HoHS.
A USP acaba de adquirir 2.000 PCs, já apelidados de Micros Verdes, da Itautec que não utilizam em sua composição materiais sabidamente danosos ao meio ambiente e portanto à vida, como chumbo, bromo, cádmio e cromo hexavalente além de possuírem cabos e parafusos feitos de materiais recicláveis e consumo declarado de até 30% inferior à linha de PCs convencionais do mercado.
Temos que celebrar também o fato de ter sido possível a incorporação dessa série de benefícios, sem que ocorresse acréscimo do preço final do produto, haja vista que mesmo com esses diferenciais a Itautec conseguiu ficar mais competitiva que seus concorrentes.
Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, diretora do Centro de Computação Eletrônica da USP cita que foi instituído o selo verde, que passará a acompanhar todos os equipamentos que atendam à RoHS que forem adquiridos.
Já temos a direção certa a seguir, sabemos o que é certo fazer, basta que comecemos a fazer mais rápido, na velocidade com que as mudanças estão se dando no mundo inteiro. Oxalá tenhamos cada vez mais exemplos para citar.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Aprendendo Ollie


No mês passado fomos convidados para o aniversário de 15 anos de minha sobrinha em São Paulo, é engraçado como que, em meio a uma série de inovações em costumes e tecnologias, algumas coisas resistem bravamente. Entre elas estão as festas e comemorações, que por representarem a alegria e celebração das pessoas permanecem incólumes no tempo. Mudam as técnicas de iluminação, os recursos áudio-visuais, que nos trazem à recordação momentos emocionantes, DJs assumem o lugar das tradicionais bandas ou dos econômicos Long Plays, de resto nada mais muda, ou seja permanecem as lembrancinhas, a emoção dos familiares, o rigor dos trajes, o nervosismo de adolescentes que se vêem confusos perante emoções de crianças em corpos de adultos e como não podia faltar, a Valsa, sim a Valsa. Mas quem sabe dançar valsa?
Perguntei ao meu filho, um dos quinze pares que dançariam a Valsa, como pretendia fazer, já que nunca havia dançado em bailes debutantes antes. A resposta? Simples, procurarei no YouTube!
Confesso que fiquei curioso em saber como se aprende a dançar através da internet, mas o fato é que deu certo, durante o baile ele até que se saiu bem (melhor do que eu costumava me sair nas minhas raras tentativas adolescentes de dançar...também pudera não existia YouTube na minha época de bailinhos).
Já havia conversado com alguns amigos a respeito do potencial do YouTube para transmissão de conhecimentos e até mesmo aulas, encontra-se de tudo nessa poderosa rede que interliga pessoas com conhecimentos ou interesse em ensinar outras pessoas. Vale a pena entrar no YouTube e digitar aula para ver a imensidão de conteúdo existente.
Agora o máximo para mim em termos de tele-aprendizado deu-se quando pilhei meu filho buscando a palavra Ollie no YouTube. Para quem não anda de skate ou não possui adolescentes em casa, aviso que trata-se de manobra complicadíssima, que desafia algumas leis da física, mas que é explicado detalhadamente, por vários experts, através do YouTube. Adivinhem quanto tempo demorou para que ele aprendesse como fazer o Ollie, através da observação da aula da net e de muita ralação no próprio skate? Algumas horas! Quer aprender a fazer seu próprio Blog? Procure no YouTube :-)

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Conhecendo os limites


Em 1965, o então presidente da Intel E. Gordon Moore fez uma previsão, que vinha se mantendo válida por décadas, de que a cada 18 meses o processamento dos chips teria uma evolução de 100%, dobrando portanto sua capacidade. Por volta de 2004, no entanto, quando chegamos à casa dos 3 GHz de freqüência de processamento dos circuitos integrados, começou a haver uma barreira física à continuidade da Lei de Moore, pois chegamos perto de atingir o limite físico do material Silício, que é a matéria básica da eletrônica desse século, assim nasceram os Duocore (dois processadores ou Quadicore (com quatro processadores), como alternativa ao rompimento dessa barreira imposta pelo material utilizado nos microprocessadores.
Acontece que esse “drible” eletro-físico também tem seus limites, e rapidamente chegaremos a outro dilema que é por um lado o tamanho necessário para cada microprocessador, que atualmente é composto por transistores, que já estão na casa dos 40 nM (nanometros) medida em torno de quatro vezes o tamanho de uma átomo (10 nM), e por outro lado a temperatura que atingimos quando compactamos por demais nossos microprocessadores, basta notarem como a evolução dos computadores vem acompanhada de perto pelas ventoinhas e sistemas de ventilação que garantem a temperatura do circuito em níveis normais. Os PCs ficam cada vez menores e mais compactos, mas por outro lado cada vez mais barulhentos pela necessidade de colocarmos refrigeração na placa de vídeo, no microprocessador, na fonte, na placa de áudio, se continuar nessa crescente em breve teremos, à semelhança da indústria automotiva, radiadores externos de temperatura nos nossos PCs.
Deveremos em breve escolher entre a computação quântica (em níveis sub-atômicos) ou a computação óptica, que apesar de não dissipar tanto calor, ainda é contraproducente, frente aos custos envolvidos. Quem viver verá!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Todos estão na Web


É indiscutível a penetração da internet no mundo dos negócios, bem como a sua utilização como canal de relacionamento, de vendas, de pesquisa, de prova de conceito, enfim trata-se de um meio totalmente transparente, que mostra sua empresa como ela é, ou seja, se não existe uma estratégia de utilização da internet, é assim que aparecerá, e sua empresa será mais uma que coloca homepages no ar, onde se navega pouco tempo, seja pela absoluta falta de conteúdo e interatividade, ou mesmo pela confusão de se ver muito conteúdo de maneira não organizada.
Outra fatalidade são os pseudoBlogs “fale com o presidente” onde há pouca ou nenhuma interação com os presidentes das empresas, até porque normalmente não são eles que escrevem e respondem os posts, ou mesmo porque tratam-se de artigos similares a estação do ano, duram três meses sem nenhuma atualização. Esse tipo de ferramenta é muito efetiva, mas exige tempo e dedicação do executivo da empresa, e acredito que não deva ser utilizada caso não exista a pré-disposição de dedicação à mesma, motivo pelo qual poucas empresas o utilizam.
Existem as campanhas promocionais que tentam sem sucesso utilizar do canal internet de maneira insensata, normalmente são campanhas que são boladas pensando-se em criar o tão esperado efeito viral. Mais um erro estratégico: não se cria conteúdo para que vire efeito viral e sim se cria bons conteúdos que, dependendo da interpretação do público, pode ou não ser disseminado pela internet.
A interação com o público em geral deve obrigatoriamente ocorrer de forma bidirecional, e de preferência imediata, ninguém gosta de enviar opiniões ou sugestões e receber depois de semanas uma resposta lacônica, que tem gosto de padrão e cheira a resposta que é enviada a todos que se atrevem a emitir suas opiniões.
Também não é permitido nesse meio, cadastros eternos e infinitos, que pedem até o número de vezes que você espirrou ontem, isso ninguém perdoa.
Outra coisa que costuma afugentar os visitadores desses sites são os links mal feitos, onde se clicka e não se chega a lugar algum, o mínimo que se espera nesses casos é que a empresa teste o que está publicando para ver se está tudo funcionando.
Existe também o conteúdo "verdade eterna", trata-se daquele conteúdo que nunca muda, visite o site hoje, leia o conteúdo e nunca mais volte, pois depois de meses ele será o mesmo, nada muda.
Outra gafe constante são as opiniões dos visitantes, se não encontrar nenhuma crítica entre elas é fake! É impossível que não exista uma único leitor com alguma opinião de algo a ser melhorado, quando todos somente elogiam, pode desconfiar que as opiniões são editadas e isso ninguém merece!

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Power of the Click


A primeira vez em que ouvi o termo Power of the Click, foi em 2004 através de uma palestra do senhor John Patrick , ex-Vice Presidente de Tecnologias Internet da IBM, a idéia era demonstrar o imenso poder que reside na ponta dos dedos dos usuários de internet do mundo inteiro, pois com um simples click do mouse podem excluir sua empresa de suas vidas, ou passar a se relacionar com a mesma de forma fidelizada e ainda propagar suas boas experiências para todos aqueles com quem tiver contato.
Pois de lá para cá só tenho visto essa relação se fortificar, tendo a internet assumido um papel tão importante para algumas empresas e entidades, que passam a planejar estrategicamente o seu uso antes mesmo de canais ditos tradicionais. Dessa forma é cada vez mais comum vermos empresas apresentarem em sua estrutura pessoas responsáveis pelo relacionamento eletrônico, ou seja, profissionais que vasculham o dia todo Blogs, páginas de Orkut e de outros softwares sociais a procura de informações (elogios ou críticas) à suas empresas e tendo uma ação tática de anular eventuais efeitos negativos bem como amplificar as qualidades encontradas. Trata-se de um rico material oferecido de graça para as empresas que encontram-se atentas às oportunidades atuais.
Nem é necessário citar aqui os programas de fidelidade e relacionamento dos canais online de vendas, pois esses já são nossos velhos conhecidos, basta clicar em “minha página” no Submarino para ter uma idéia do que estou falando, lá eu encontro tudo o que pesquisei ultimamente, bem como sugestões e ofertas baseadas no meu perfil de compras.
No passado pensávamos que mais da metade da batalha estava vencida quando o cliente entrava em sua loja, pois agora somente podemos considerar a venda concluída quando decorrerem sete dias da mercadoria entregue sem que tenha havido nenhuma reclamação, caso contrário há que se efetuar a devolução do dinheiro e receber a mercadoria de volta, sem o menor questionamento ou constrangimento do cliente, já fiz várias trocas e devoluções e realmente funciona. Estamos vivendo a entrada na fase do Power of the Click.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Era uma vez o Google...


Recebi uma sugestão de meu amigo Alexandre, de escrever um post baseado em um suposto Crash no Google, a idéia veio da leitura do Blog do Novo_mundo. Confesso que demorei um tempinho pensando a respeito, o que em um primeiro momento me pareceu tempestade em copo d’água, mostrou-se como de fato, um grandessíssimo problema, senão vejamos:
Imaginem o Gmail fora do ar, para sempre, o que seria perdido de idéias não desenvolvidas, novidades, notícias e fofocas...
Imaginem o GoogleTools fora do ar eternamente, perdermos todos os perfis e amigos do Orkut, as centenas de textos do Blogger, do Google docs... deu para entender do que estamos falando? Google talks, apps, maps, earth, youTube, reader, :-(
No primeiro semestre tivemos algumas horas de indisponibilidade do Orkut, e parecia que a Terra ia se acabar, por duas vezes o Twitter saiu do ar, e deu no mesmo, em qualquer fórum que se entrasse só se discutiam os reflexos e impactos dessas paradas.
Já imaginaram o impacto do search do Google sair definitivamente do ar? E sem o Blogger como eu iria terminar este text....

terça-feira, novembro 18, 2008

Forma versus conteúdo


Outro dia ouvia uma entrevista com João Marcelo Bôscoli (trip fm) fundador e diretor da Trama Musical, empresa que se nega a ser reconhecida como gravadora. Nessa entrevista a discussão era sobre o mercado de música e sua decadência. Na realidade o que está em decadência é a forma de distribuir músicas em CDs e DVDs não a música propriamente dita, essa está indo de vento em popa, pois nunca se consumiu tanta música quanto vemos atualmente. E nos mais diversos formatos: ringtones de celulares, full track downloads, P2P, MP3, Real Player, iTunes, por streaming e etc.


As gravadoras conseguiram feito inédito, obtiveram o desagrado amplo, geral e irrestrito de todos. Conseguiram ser odiadas pelos consumidores, pelos cantores e bandas, pelos distribuidores e a bem da verdade, ultimamente até pelos executivos das próprias gravadoras que andam a falar mal de suas empresas...e olha que trabalham com um produto que é pura emoção.


Esse fenômeno ocorre também com as telecomunicações, nunca se comunicou tanto, através de todos os meios possíveis, e-mails, telefones fixos, celulares, SMS, satélite, fax (?), Messengers e até correio de voz, por outro lado, se olharmos apenas o tráfego telefônico ou mesmo a quantidade de usuários de telefonia fixa somos levados a acreditar que estamos decrescendo o uso, o que é uma inverdade.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Obama 2.0


Já havia comentado, em post anterior, sobre as eleições eletrônicas e o impacto da web 2.0 sobre as campanhas eleitorais, mas agora acho que temos um dos mais expressivos exemplos desse tema para analisar, a campanha de Obama.
Durante sua campanha, que durou na internet mais de uma ano, o comitê de Obama usou e abusou dos recursos internéticos, dentre eles o Youtube, Technorati, Facebook, MySpace e etc, mas o que mais chamou a atenção foram os Blogs e a sua ferramenta de arrecadação de fundos para a campanha através da internet, que arrecadou nada menos do que US $ 400 milhões.
O interessante é que apesar de nos EUA ser possível esse tipo de arrecadação, ainda assim não é permitido que as doações sejam feitas por pessoas ou instituições estrangeiras ou de fora do país. Mas como garantir a origem do dinheiro que chega através da internet, já que a ferramenta utilizada foi algo parecido ao PayPal?
Não podemos afirmar que Obama ganhou a eleição do país mais poderoso do mundo porque utilizou a internet como ferramenta de campanha, mas podemos tranquilamente afirmar que a mesma teve papel preponderante na sua vitória. Os números estão aí para não me deixar mentir. Que venha a eleição 2.0 para o Brasil também!

quinta-feira, novembro 06, 2008

3G x ADSL


O Brasil já conta com mais de dez milhões de acessos Banda Larga Fixa na tecnologia ADSL e Cabo (Net) e 2 milhões de acessos banda larga móvel, na tecnologia WCDMA 3G.
Como seria natural de se esperar, vários usuários de Banda Larga residenciais, optaram por substituir seus acessos na tecnologia fixa (principalmente ADSL) pela tecnologia móvel, quando do lançamento do 3G nesse último ano. O debate que vem se travando há algum tempo é se seria um bom negócio a substituição da Banda Larga Fixa pela Móvel 3G. A resposta a esse questionamento é DEPENDE.
Se pensarmos na utilização mais leve da banda larga, basicamente para acessos a internet e e-mails o 3 G pode ser uma ótima alternativa, agora se pensarmos em acessos com utilização mais intensa, para downloads de músicas, filmes, troca de arquivos, ou mesmo para utilização de streamings de áudio ou vídeo, aí a melhor pedida é uma Banda Larga fixa, pois a taxa efetiva de banda é quase dez vezes maior, sendo que na maioria das operadoras não existe restrição para tráfego P2P ou VoIP, o que não é verdade na tecnologia 3G, sem falar nas restrições de navegação, pois normalmente os pacotes de 3G contém alguma restrição de quantidade de Gigabytes baixados, sendo que os pacotes oferecidos pelas operadoras fixas normalmente são ilimitados.
Deixando de lado os quesitos técnicos da escolha, entendo que valha a pena citar as utilizações de cada uma das tecnologias mencionadas, para que tenhamos em mente as melhores utilizações de cada uma delas, e nesse sentido o melhor a fazer é olhar o quesito mobilidade, pois mesmo que tenhamos algumas limitações de uso ou de banda, se o que estamos procurando é a mobilidade, então o 3G é o ideal, por outro lado, mesmo que o acesso móvel funcione bem em casa, não é o acesso ideal para termos como substituto ao banda larga fixo, e sim como uso complementar, pois trata-se mais de uma acesso pessoal e individual do que coletivo, como é o caso do ADSL.
Já do ponto de vista tecnológico o acesso fixo é superior em banda, permitindo taxas de até 20 Megabits/s com a tecnologia ADSL2+ ou mais de 50 Megabits/s com a tecnologia VDSL2+ e passando dos 100 Megabits/s com tecnologias ópticas de acesso, isso tudo sem haver limitação de uso e nem compartilhamento no acesso. Essas velocidades não são suportadas pelas tecnologias 3G. Acho mesmo que o ideal é possuir os dois acessos para estar sempre conectado!

quarta-feira, outubro 29, 2008

Período Sabático

Pessoal, meu período sabático de posts termina junto com a fase de orçamento da empresa em que trabalho, até lá.....

domingo, outubro 19, 2008

Os limites da tecnologia


Lendo o livro “2015 Como viveremos” do jornalista Ethevaldo Siqueira, deparei-me com uma foto de um rapaz fazendo sua barba matinal, frente a frente com um espelho que tinha, nada menos que as informações da bolsa de valores, tratava-se de um espelho da Philips que se conecta a Internet, de forma que possamos começar nosso dia já informados a respeito da economia mundial, agenda da semana, área para noticiários da CNN e até espaço para fazermos a barba!
É claro que trata-se ainda de um experimento, que pode inclusive ser visitado no HomeLab da Philips na Holanda, mas como tantos outros laboratórios, serve para antecipar tendências que, anos mais tarde, invadirão nossos lares.
Sempre comento a respeito dos benefícios da tecnologia, e de como podemos nos beneficiar e tornar nossa vida mais fácil e prática através da tecnologia, mas entendo que para tudo exista um limite e o excesso de informações começa a demonstrar seus efeitos perversos em vários segmentos da sociedade.
Sentimos a pressão de uma semana intensa de trabalho quando olhando nossa caixinha de e-mails ao final de uma sexta-feira, vemos que apesar da monstruosidade de correios que lemos, deletamos e respondemos, outro tanto ficou por ler para a próxima semana. Soube que produzimos anualmente o equivalente em informações ao que a humanidade demorou a eternidade para produzir, imagine se decidirmos que leremos tudo que se nos chegue às mãos, não duraremos uma semana!
Desenvolvemos algumas habilidades recentemente, uma delas é a de, em batendo os olhos em um texto, saber se nos será necessário ou não. Essa é uma habilidade muito útil atualmente.
De forma semelhante temos sido pressionados pela conectividade total, que quando bem utilizada nos propicia segurança e produtividade, mas que se mal usada facilmente nos escraviza a celulares e correios eletrônicos que chegam a todo instante e que não podem esperar o dia seguinte para serem respondidos, obrigando-nos a interromper o que quer que estejamos fazendo para dedicar-lhes a atenção necessária.
Que possamos então seguir conhecendo as inovações que surgem o tempo todo no mercado, mas que ao nos barbear pela manhã, possamos apenas nos barbear!

segunda-feira, outubro 13, 2008

iPhone 3G


O iPhone da Apple foi lançado no mercado norte americano, com o slogan “o dobro da velocidade pela metade do preço”. Totalmente condizente com a estratégia de marketing da Apple, que apesar de manter a limitação de oferta a uma única operadora, procura popularizar o seu produto, à semelhança dos iPod que são vendidos com o mesmo preço em todas as lojas e que já ganharam a preferência mundial como tocadores de MP3. Andando pelos Estados Unidos, vemos esses equipamentos nos bolsos de praticamente todos jovens e adolescentes.
Aqui em terras verde e amarelas no entanto a história foi diferente. Se nos Estados Unidos o valor de lançamento do iPhone variava de US$ 200 à US$ 300, no Brasil presenciamos seus valores oscilarem entre R$ 1.500,00 à R$ 2.300,00 nas duas operadoras que anunciaram seu lançamento.
Outro fato interessante é que o mesmo produto que é anunciado como acessível e voltado para o público jovem no mundo inteiro, no Brasil recebeu suas campanhas de lançamento comemoradas nos lugares mais caros da cidade, shopping Center Iguatemi e Villa Lobos, point da nata da high society paulistana.
Temos vários aspectos que contribuem para esse valor mais alto do iPhone, ente eles vale a pena destacar nossa política tributária que aplica um imposto de 51,3% sobre o valor final que o aparelho celular chegará às mãos dos consumidores. A declaração de João Cox, presidente da Claro dá uma idéia desses impostos quando menciona “O Brasil é singular. Celular paga mais impostos que revólver e Cachaça”.
Apesar de termos o segundo maior imposto de todo o mundo (perdemos apenas para a Síria e estamos praticamente empatados com Camarões), esse não é o único dos males que nos incomodará na aquisição do iPhone, também seu uso ficará prejudicado, face aos planos de dados de alto valor e também aos impostos incidentes nestes casos (somos taxados em 28,7%, o terceiro maior imposto no mundo, superado apenas pela Turquia e por Uganda), ou seja em praticamente qualquer lugar do mundo que for visitar, encontrará aparelhos celulares e planos de uso mais baratos que no Brasil. Somos mesmo um País singular...e vale a pena lembrar ainda, que a versão anterior do iPhone vendeu de forma ilegal no Brasil mais de 50 mil unidades! Que venha a marolinha então...

terça-feira, outubro 07, 2008

Aeroportos


Estou no aeroporto de Congonhas, aguardando uma brecha no mau tempo de Uberlândia, que me permita o embarque para esta cidade. Se o tempo não melhorar iremos para Ribeirão Preto e de lá seguiremos de ônibus, que belo programa hein?
Bem resta utilizar meu plano de banda larga Wi-Fi (Net Super Wi-Fi) para que o tempo de espera seja no mínimo produtivo. Para tanto procuro alguma poltrona que fique próxima a uma tomada para que possa carregar meu lap-top. Qual não é a surpresa ao perceber que na sala de embarque do aeroporto mais utilizado de São Paulo não existem mais que meia dúzia de tomadas em todo o salão? Um Aeroporto onde circulam próximo de 20 milhões de passageiros anualmente e que possui apenas algumas tomadas, que são disputadas para recarga de celulares, lap-tops e câmeras fotográficas, que tal?
De meu lado, considero-me um felizardo, pois consegui localizar uma poltrona vaga e ao lado uma tomada, também vaga, isso é um verdadeiro achado nesses tempos. Faço quase que uma corrida de 100 metros rasos para garantir meu direito à tomada, ocupo a poltrona, abro meu computador e quando o conecto na tomada, nova surpresa, ela não funciona!
Chego à conclusão que é melhor trabalhar assim mesmo, até onde minha bateria agüentar, do que tentar novamente a busca de nova tomada. Analisando o cenário, vejo à que situação precária somos submetidos, tarifas abusivas (paguei quase R$ 500,00 por uma viagem de menos de uma hora de duração), os aeroportos sempre lotados, suas salas não possuem equipamentos condicionadores de ar com capacidade adequada, o calor é infernal, faltam poltronas, sobram filas (para embarque, para comprar um lanche, para tomar um chopp, para carregar o lap top na tomada...).
Vejo outros executivos carregando seus computadores pessoais debaixo do braço, a vagar de cabeça baixa pelo aeroporto. Não porque estejam desolados, ou algo do gênero, mas simplesmente porque, como eu, andam à cata de uma tomada livre, onde possam carregar suas baterias e assim ter de volta a tão propalada conectividade total.
Sempre escrevo sobre as possibilidades da tecnologia e de como elas podem melhorar nossas vidas, mas acho que está na hora de fazermos uma reflexão, será que estamos preparados para utilizar essa tecnologia, se nem ao menos energia temos disponível, em um lugar onde provavelmente existe a maior concentração de executivos do Brasil?

segunda-feira, setembro 29, 2008

RRR


Se por um lado a velocidade com que a tecnologia evolui nos encanta, com um mundo de possibilidades que se apresenta para a humanidade, por outro lado ficamos atônitos com a velocidade com que máquinas e dispositivos são ultrapassados, caindo na obsolescência, e por conta dessa velocidade com que as mais avançadas tecnologias são ultrapassadas, surge um novo paradigma: o que fazer com o que já não nos serve mais?
A televisão que durava vinte anos do passado e era um investimento da família, hoje se desatualiza de um ano para outro e já não é tão cara assim, permitindo que sejam vendidas 9,5 milhões de TVs no Brasil anualmente. Mas o que fazer com a TV antiga?
O mesmo raciocínio vale para os aparelhos de som, que por vezes deixam de funcionar para CD, mas continuam com o FM funcionando normalmente. E o rádio portátil? E os celulares que normalmente são trocados em média a cada 18 meses, mas que continuam funcionando? Isso para não falar nas baterias que todos esses equipamentos consomem e que, na maioria das vezes, não recebem tratamento adequado no seu descarte.
É fácil notar que nasce uma nova preocupação mundial com o lixo tecnológico. Conheci a filosofia de uma empresa mundial que de tão preocupada com o impacto que seus produtos causam no meio ambiente, decidiu adotar uma filosofia de reutilização. Assim remanufatura as máquinas que recebe quando faz novas instalações, instalando novos softwares e buscando mercados ou utilizações para os quais aquela máquina ainda possa ter utilidade. Caso se verifique que a máquina não tem mais nenhuma possibilidade de ser inserida no mercado novamente, partem para a demanufatura, onde as placas são desmontadas e os materiais são separados para serem então vendidos para empresas que trabalham com reciclagem. O que não pode ser reciclado, como os monitores por exemplo, são estocados à espera de que se desenvolva tecnologia para tal.
É o conceito dos três Rs, Reduza, Reutilize e Recicle. Sem que se reduza o consumo e conseqüente descarte, sem que reutilizemos determinados materiais e embalagens e partamos para a reciclagem de forma mais intensa, parece que nossa vida no futuro pode ser pior do que as possibilidades das novas tecnologias nos mostram. E você, já fez a sua parte?

domingo, setembro 21, 2008

Colaboração


Essa palavra nunca esteve tão em voga como nesses últimos anos, a Wikipédia é um exemplo vivo disso, enciclopédia livre, gratuita e disponível na internet, conta com mais de um milhão de colaboradores, pessoas que de livre e espontânea vontade pesquisam e revisam os mais de 400 milhões de artigos existentes em mais de 250 idiomas.
Mas colaboração não se restringe a Wikipédia, existem vários outros exemplos, os usuários de software livre conhecem bem o termo, haja vista que se utilizam de sistemas em suas máquinas que são melhorados o tempo todo por uma infinidade de colaboradores, espalhados ao redor do mundo, que sempre que descobrem uma forma de resolver algum problema ou melhorar alguma funcionalidade do programa a disponibilizam gratuitamente para que toda a comunidade possa tomar conhecimento e fazer uso da mesma.
Também são expressivas as iniciativas corporativas na área de sistemas de colaboração, que na maioria das vezes são pagos. O instituto Forrester divulgou que trata-se de um mercado de US$ 2 bilhões e que cresce 20% ao ano.
Os exemplos são vários e certamente continuarão a crescer, pois são decorrentes do cenário moderno que nos leva inexoravelmente a buscar soluções que façam frente ao aumento da complexidade nos negócios, aumento de competitividade, velocidade alucinante com que as inovações vão invadindo nossas vidas e as vidas das empresas, e o fator dominante da globalização, que faz com que tudo que se cria em qualquer ponto do mundo esteja imediatamente disponível para todos a um simples “click” de mouse. O desenvolvimento econômico global vem exigindo especializações e centralizações funcionais que não respeitam divisões geográficas ou políticas. Países comunistas produzem e negociam abertamente com países capitalistas. A logística evoluiu muito e em um dia ou dois um artigo comprado através de um site americano, é produzido na China e entregue em algum país europeu.
Para fazer frente a todos esses desafios, além dos sistemas e ferramentas, também nós devemos nos preparar, analisando o cenário de forma global, e preparando-nos através de capacitação em idiomas, pensamento global, preparação para interagir com ferramentas avançadas, e principalmente desaprendendo alguns dogmas e estigmas da década passada. E você, o que desaprendeu de ontem para hoje?

sexta-feira, setembro 19, 2008

Relevância é a palavra chave


Suzana Apelbaun, diretora de criação da Hello Interactive dá entrevista no IDGNow, e antecipa o tema de sua palestra no Digital Age 2.0, falando sobre " tudo o que você não queria saber sobre publicidade na internet", e mostra o que tem sido feito na internet e funciona, e também tudo que tem sido feito e que classifica como perda de tempo e dinheiro, nessa categoria ela classifica o Second Life, vale a pena conferir.

terça-feira, setembro 16, 2008

E por falar em conexão...


Sempre falo em conexões no mundo conectado em que vivemos. Apesar dos que não gostam da tecnologia ou a acham difícil de entender, reputo que tudo que diz respeito à tecnologia é de fácil compreensão ou fácil de ser explicado. Mas o que dizer das outras conexões, aquelas que nos acompanham durante a vida toda, e por vezes são a razão de nossa morte também?

Pois foi o que vivenciamos no dia 16 do mês passado, quando após meses de internação residencial, Dorival Caymmi faleceu por problemas cardíacos após deixar de falar diariamente com sua esposa e companheira Stella Maris ao telefone. Ela após entrar em coma, o seguiu com atraso de dez dias apenas...essa conexão é mais difícil de explicar mas muito mais fácil de entender.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Computação Filantrópica


Semana passada participei do IBM fórum 2008, e tomei conhecimento, de um conceito novo para mim, trata-se da computação filantrópica. Através desse conceito, a IBM vem disponibilizando capacidade computacional para pesquisadores que tenham necessidade de grandes capacidades de computação (super computadores). Para tal ela lança mão de um conceito moderno chamado computação em grid, onde se coloca vários computadores de pequeno porte (PCs caseiros mesmo) trabalhando paralelamente, de forma a que o resultado se assemelhe ao de um supercomputador. Esse projeto é direcionado a pesquisas que visem melhorar nossa qualidade de vida e tenham caráter aberto, ou seja, os resultados das pesquisas são disponibilizados para todos os institutos e laboratórios de forma que os resultados oriundos da pesquisa não fiquem restritos e possam ser trabalhados rapidamente em várias frentes. Atualmente trabalham com melhorias genéticas em um determinado tipo de arroz, para que se produza um grão com maior capacidade vitamínica, pesquisa de cura da AIDS e da Dengue.
A característica principal dessa plataforma, é que o usuário pode se cadastrar na home page do WCG (World Community Grid) e a partir daí seu micromputador passará a fazer parte dessa grande malha de computação filantrópica. O programa a ser baixado não interfere na performance dos computadores, pois utiliza apenas os momentos em que as máquinas estejam disponíveis, sem processar nada, ou seja, enquanto lemos um e-mail, ou enquanto acessamos determinada informação, ou mesmo quando levantamos para buscar um cafezinho. Nesses momentos nossas máquinas ficam ociosas, sem processar absolutamente nada, e é ai que existe espaço para a computação filantrópica, através do software da IBM, nossos computadores solicitam blocos de pesquisa a um servidor central, e fazem o processamento dessas informações nos momentos em que estiverem ociosos, de forma a não comprometer suas performances, após processadas essas informações, eles as enviam ao servidor e fazem nova solicitação de novos pacotes a serem trabalhados.
Essa é uma forma totalmente segura de ajudar o desenvolvimento da ciência em prol de uma qualidade de vida melhor, que tal então disponibilizar sua máquina para essa importante atividade?