domingo, julho 24, 2011

Justiça seja feita



Depois de haver postado alguns pontos em que a Nokia perdera a liderança no mercado, tinha que fazer a devida justiça, reconhecendo onde esta empresa vem se saindo bem.
Nunca me dei ao trabalho de fazer a configuração de meus aparelhos Nokia para que reconhecessem meus podcasts favoritos e rádios online que normalmente ouço. Já estava conformado com a tirania do iTunes, que semana-sim, semana-não, perdia minhas configurações e assinaturas, origando-me a reconfigurar todas minhas preferências e assinaturas novamente.
Aproveitando meus dias de férias, comecei a brincar com meu X5, e vi que existia esta opção no menu, que permitia assinaturas de rádios online, bem como a configuração para recebimento automático de meus podcasts favoritos. Investi alguns minutos, e pronto, já tinha meu X5 pronto para reproduzir meus gêneros de música preferidos, bem como apto a receber os episódios dos programas que sigo via podcasting, simples assim!
Apesar da interface Symbian não permitir uma navegação tão confortável quanto meu iTouch, por outro lado ganho na integração de funções, pois com meu X5 conectado ao rádio de meu carro, aproveito para ir ouvindo meus programas e interrompo a qualquer momento para fazer ou receber ligações via viva-voz. Também aproveito para curtir as músicas que mais combinam com os momentos em que meu celular me acompanha (estações NewAge para estudar ou trabalhar, Clássica para leitura, R&B ou Rap para pedalar e MPB para os momentos ao lado de minha churrasqueira, sem falar dos podcasts para caminhadas ou viagens de carro e moto. Uso e abuso das interfaces HSDPA, P2 e WiFi de meu X5.
Deixo como dica alguns endereços dos podcasts que assino, bom proveito!
Café Brasil, com o instigante Luciano Pires
Artigos de negócio da McKinsey (Quarterly reports)
Lições de Inglês com EASL – English as a Second Language
Entrevistas e música com o Paulo Lima na Trip FM
Comentaristas (Ethevaldo, Dimenstein, Jabur, Gheringer) e música de qualidade no Cesta de Música
Entrevistas sobre empreendedorismo no Empreendecast
PS: Deixe suas sugestões de podcasts ou rádio online, pois apesar de termos material de qualidade na internet, nem sempre é fácil de achar.... : - (

domingo, julho 03, 2011

Era uma vez uma empresa líder no mercado de aparelhos celulares



Tive a oportunidade de conhecer a sede mundial da Nokia em Helsinque em 1998 e confesso que fiquei impressionado com a pujança e inovação demonstrada por uma empresa que começou seus negócios fabricando papel há mais de 140 anos atrás.
O que mais admiro nesta empresa é sua visão estratégica e disciplina tática que lhe permite executar rigidamente o que foi desenhado do ponto de vista da estratégia. A Nokia evoluiu sua linha de produtos, já tendo tido em sua fabricação borracha, cabos para telecomunicações, fibras ópticas e até equipamentos para redes de telecomunicações (telefonia fixa, celular e banda larga ADSL).
Se desfez destas operações e focou sua atuação no mercado de handsets. Já foi ícone mundial de design, tendo sido a primeira empresa de telecomunicações a investir em designers italianos para garantir modelos alinhados às tendências mundiais de design.
Após a entrada da Apple no seu mercado, viu-se obrigada a mais uma vez realinhar seu portfólio de produtos e iniciou um doloroso e demorado reposicionamento, primeiro como empresa de música – isto mesmo, música, e depois, já com uma visão mais alinhadas às tendências mundiais, como uma empresa de conteúdo. Dentro desta estratégia ela vem colecionando várias aquisições de empresas especializadas em conteúdo celular, sendo talvez a mais importante aquisição feita a da Navteq, empresa norte americana líder em mapas geo-referenciados, pela qual pagou a soma de 8,1 Bi US$ em 2007.
A Nokia talvez tenha sido a última fabricante de handsets a manter a aposta no sistema operacional Symbiam (me considero fã deste sistema operacional, principalmente nos áureos tempos em que ele recebia atualizações constantes, a exemplo de qualquer outro sistema operacional), mas no ano passado selou parceria mundial com a Microsoft e começou a fornecer seus aparelhos também com o Windows Mobile.
A Nokia que já teve mais de 50% das vendas mundiais de handsets, no momento detém algo em torno de 33%. Mantendo ainda a posição de líder mundial, mas ameaçada pela Sansung, que estando com 20% vem crescendo sua participação em uma taxa 5 vezes mais rápida do que a Nokia.
Sua próxima aposta será o mercado de tablets, prometendo lançar seu equipamento ainda para o Natal de 2011. Neste mercado, ela já será seguidora da estratégia da Sansung...

domingo, junho 05, 2011

Falta de tecnologia é que não é...



Em recente viagem à China, e África do Sul voei mais de 50 horas, percorrendo mais de 30.000 km, fizemos escalas em Dubai (ida) e Joanesburgo (volta) e sabem onde encontramos filas e atrasos nos vôos? Somente em Congonhas, no embarque para a cidade em que moro.

Costumo falar em tecnologia neste espaço, e para falar a verdade, nas áreas de aviação, transportes, logística e tráfego aéreo, temos uma tecnologia disponível capaz utilizar as informações disponíveis, como por exemplo quantidade de passageiros em cada vôo, calcular a quantidade de pessoas que estarão desembarcando a cada hora nos principais aeroportos do mundo, destinar os aviões automaticamente para onde possam ter mais fingers disponíveis e é possível até calcular antecipadamente quanto vai ser o faturamento das lojas do aeroporto, em função da quantidade de pessoas que desembarcarão em determinados períodos.

Temos aeroportos interligados à malha viária através de trens, de metrô, de esteiras inteligentes, isso sem falar nas inúmeras facilidades que os aeroportos internacionais possuem, dentre eles cobertura WiFi, lojas, hotéis, lounges VIP, restaurantes, vi até lugares especiais para rezar.

Agora comparar esta realidade que encontramos ao redor do mundo com o que temos aqui em nossos aeroportos é no mínimo frustrante. No último trecho de meu vôo, quando embarcaríamos para Uberlândia, o vôo atrasou algo em torno de uma hora e meia. Nada mal para um aeroporto que no mesmo momento tinha vôos com atrasos de mais de dez horas. Mas o problema é a falta de infra-estrutura. Não falo aqui de tecnologia de ponta, ou avançada, falo de banheiros, cadeiras e condicionamento de ar com capacidade para atender aos pobres passageiros, que se atrevem ainda a enfrentarem os aeroportos tupiniquins, e até aceitam pagar muito mais caro pelos vôos nacionais do que em situações semelhantes em países europeus ou E.U.A.

Se em um simples final de semana, domingo a noite, sem chuvas ou feriados os nossos aeroportos já se tornam um inferno, imaginem quando estivermos sediando jogos da copa do mundo. Espero que o futuro mostre que eu estava errado...

domingo, abril 24, 2011

Estamos mesmo preparando nossas crianças?



Na escola de meus filhos, uma escola de metodologia contemporânea e alinhada a vários preceitos atuais de educação, não é permitido levar aparelhos celulares para a escola, e estes, se forem levados devem permanecer desligados, pois acaso algum incauto permita que um destes diabólicos aparelhos toque durante uma aula, é o fim do mundo!
Na escola de minhas sobrinhas, mais tradicional e purista, os limites não são diferentes, havendo mesmo professores que se refiram ao dito aparelho como “isto” acompanhado de muxoxô de pouco caso, tamanho é o desrespeito devotado ao aparelho celular naquela instituição.
Também acredito que seja um desrespeito, celulares tocarem e, principalmente serem atendidos durante almoços, em reuniões, nos cinemas, teatros e shows, mas será que conseguiremos educar nossas crianças a serem mais responsáveis e utilizarem melhor estas tecnologias proibindo-as de utiliarem seus aparelhos? Sem falar da pouca serventia destas políticas aplicadas nas escolas, caso as crianças vejam seus pais atendendo celulares no meio de uma sessão de cinema ao lado delas. Seria um disparate.
Acho que devemos repensar alguns conceitos e práticas, pois se por um lado caminhamos para termos conteúdos mais diversos e com experiências cada vez mais interativas através de mídias digitais (e algumas destas mídias pouco ou nada diferem de aparelhos celulares mais desenvolvidos) por outro precisamos de professores melhor preparados para desenvolverem melhor nossas crianças e torná-las mais preparadas para um mundo onde cada vez se exige mais da interação entre as pessoas e da capacidade de utilizarmos as ferramentas mais avançadas (manuais, sociais e/ou eletrônicas) e, francamente, nenhuma destas tendências combina com proibirmos crianças de andarem com aparelhos celulares. Muito pelo contrário, deveríamos estimulá-las a desenvolverem hábitos sadios e utilizarem normalmente todas as facilidades que tivessem ao seu alcance. Ou seria pedir muito?

domingo, abril 17, 2011

Cardápio digital, garçom digital, comida digital?


Temos um restaurante em nossa cidade, que sempre investiu em inovação, da arquitetura à montagem dos pratos. Lembro-me que há anos oferecem a escolha da sobremesa em menus digitais, muito semelhantes aos displays de fotos digitais. Estando antenados ao que acontecia no cenário tecnológico, era natural que partissem para os menus interativos, com o advento dos tablets, e no ano passado, assim que chegaram os primeiros iPads no mercado, passamos a escolher as refeições pelos equipamentos, que fazem as vezes dos cardápios. Uma empresa de Curitiba desenvolveu um sistema especial para tablets (Sophia) que tanto mostra as especialidades da casa, como dá sugestões de vinhos, que combinam com determinados pratos, vídeos sobre a região das uvas, ou do preparo dos pratos, mensagens do Chef, ou seja uma infinidade de informações para melhorar a experiência dos clientes. O restaurante Nood especializado em comida asiática, presente no Brasil, Portugal e Espanha já utiliza um sistema de tablet que fica fixado à mesa, neste sistema o cliente escolhe e já ordena sua preferência à cozinha, e ao longo da refeição, pode acompanhar o custo das comidas e bebidas. O Garçom neste caso apenas leva as comidas à mesa e recebe o pagamento (logo o pagamento que é o mais fácil de ser automatizado). É claro que sobrou para o Garçom que já vê seu papel ameaçado.

Mas e aquele garçom especial que você tanto gosta? Que sabe seu nome, a sua marca de cerveja preferida? Que brinca com seus filhos e família, toda vez que você vai ao seu restaurante ou barzinho predileto? Espero que desenvolvam uma facilidade neste sistema, para que possamos chamar o garçom para conversarmos, sempre que quisermos...sem falar no risco de pedirmos um filét mal passado e após recebermos uma macarronada sermos informados que um vírus invadiu o sistema :-P

quarta-feira, abril 13, 2011

Vou investir em tinta...


Como toda criança, eu também adorava brincar com lanternas, e como naquele tempo não haviam lanternas de LED nem pilhas alcalinas, dá para se ter uma idéia que minha brincadeira não durava muito tempo, obrigando meus pais a comprarem muitas pilhas e com uma frequencia maior do que eles gostariam. Por vezes ouvia meu pai comentar, que no futuro as lanternas seriam gratuitas e se cobrariam somente pelas pilhas. Na minha cabeça, essa afirmação não fazia sentido, pois achava as lanternas muito mais divertidas do que as pilhas... Pois bem, passaram-se bem uns quarenta anos, estou neste momento pintando minha casa, e como meu pai (acho que isso é mal de pais) faço minhas contas e chego a conclusão que a tinta que uso para pintar a casa é muito cara, uma tinta de primeira linha não sai a menos do que R$ 150,00 a lata de 18 litros, e enquanto calculo quanto tinta gastarei para pintar a casa, minha filha entra no escritório e reclama que a tinta da impressora acabou, neste momento cai a ficha, a tinta da impressora é 672 vezes mais cara que a melhor tinta latex do mercado. Tomando-se como base que um cartucho de tinta original de 5 ml custa R$ 28,00 (existem opções mais caras), só para se ter uma idéia, a lata de 18 litros de tinta de impressora custaria a bagatela de R$ 100.800,00, supondo que eu gastasse umas dez latas de tinta para pintar minha casa, caso o fizesse com tinta de impressora, eu investiria R$ 1.008.000,00, ou seja ficaria mais caro do que o valor de minha casa! Comecei a entender o que dizia meu pai, sem dúvida as impressoras poderiam ser dadas, ficando as empresas do setor somente com os lucros oriundos da venda de cartuchos. Isso só não ocorre ainda, porque como tudo na vida, existem os piratas e empresas de cartuchos “genéricos”, que obviamente perceberam o filão criado por esta indústria e passaram a participar do rentável mercado de tintas de impressora, como a margem é muito alta, há espaço para todos. Não sei se meus investimentos futuros serão em ações, em ouro ou em tintas de impressora :-)

terça-feira, abril 05, 2011

Tudo está nas nuvens...


Esta bem que podia ser uma manchete de alguma coluna de algum ecomomista, e ‘tudo está nas nuvens’ poderia significar que tudo está caro, ou com os preços nas alturas (o que não seria de todo mentira...), mas aqui significa outra coisa. Trata-se da cloudmania, onde colocamos tudo na nuvem, ou seja virtualizamos a infra-estrutura que suporta diversos serviços, e oferecemos estes mesmos serviços por valores mais baixos, ou mesmo gratuitos. A Amazon lançou seu novo serviço de hospedagem de músicas, onde é possível reservar até 20Gbytes de memória, para guardar seus playlists, e ouvir onde você quiser, no momento que você quiser, e sem risco de perder suas músicas favoritas. O Google informou que já trabalha em um serviço semelhante, e alerta seu concorrente que terá mais vantagens ainda, mais espaço e de graça! Bem os servidores de e-mail, há muito tornaram-se virtuais (acho que já nasceram na nuvem), hospedagem de páginas de internet também está em máquinas virtuais, hospedadas em Data Centers, em algum lugar do planeta. Vídeos já encontram-se armazenados da mesma forma. Meu dinheiro deve ser virtual também (não porque acaba rápido ou porque ninguém nunca viu) mas porque manuseio algo em torno de 20% do meu salário em espécie (papel moeda) o resto é transação eletrônica, débito em conta, cartão de débito ou de crédito :-(.

Livros estão cada vez mais virtuais, namoros e amizades também, jornais, aulas, alunos, reuniões, caramba ninguém mais está a salvo? E você, ainda esta aí? Ou também é virtual?

domingo, março 27, 2011

Já ouviu falar em NFC?


NFC (Near Field Communication), trata-se de tecnologia de comunicação sem fio, com comunicação através de campo eletromagnético de curta distância (tipicamente até 5 centímetros). Este tipo de comunicação é semelhante ao utilizado nos dispositivos RFID (Radio Frequency IDentification), que possui aplicação prática nos crachás e sistemas de automação de pedágio (Passa Fácil), porém com aplicação no celular. Mas se já tínhamos a tecnologia de RFID, qual a vantagem de desenvolver-se o NFC? O segredo está no uso em transmissores portáteis, ou mais comumente chamados, aparelhos celulares! A vantagem de utilizar esta tecnologia em aparelhos celulares está na acessibilidade que esta tecnologia passa a ter instantaneamente, e nos serviços avançados que tornam-se possíveis. Uma vez esta tecnologia estando embarcada nos aparelhos celulares, eles podem ser utilizados como Mobile Ticketing (entradas em cinemas, transportes públicos, teatros, shows, etc), como Mobile Payment (celulares tendo a mesma função de cartões de débito ou de crédito) ou Smart Poster (neste tipo de uso, os celulares são utilizados como leitores de etiquetas do tipo RFID que ficam inseridas em cartazes ou propagandas especialmente elaborados para proporcionarem uma experiência interativa diferenciada para os usuários. Todas estas siglas e exemplos de utilização da tecnologia, pouco ou nada agregariam ao nosso dia-a-dia, não fosse o interesse que os bancos demonstram na utilização desta tecnologia. A Visa, Banco do Brasil, Bradesco e Visanet estão conduzindo trials no Brasil, juntamente com a operadora Claro para a comprovação da usabilidade desta tecnologia, como forma eficiente e alternativa de pagamento. Porque os bancos e operadoras de cartão estão interessados nesta tecnologia? Simples, em primeiro lugar para redução de custos e depois para evitar que outros players entrem no rentável negócio de transações bancárias, pois uma das barreiras de entrada neste mercado é a dificuldade da distribuição daquelas maquininhas de transações por cartões, e com a utilização de celulares fazendo as vezes de cartões de crédito, a barreira de entrada neste mercado ficaria muito mais frágil....se não pode com eles, junte-se a eles, capicce?

domingo, março 20, 2011

Cadê a sustentabilidade disto tudo?


Existem algumas previsões que fazemos, e que certamente torcemos para que estejamos errados, pois vaticinam grandes catástrofes que geram sofrimento, desastres nas vidas de milhares de pessoas e um impacto ambiental sem precedentes.
Foi assim no artigo “ O problema estava em uma plaquinha...” de 08 de fevereiro, onde frente a um apagão geral nas hidrelétricas da região nordeste, expus minha preocupação para com o programa nuclear brasileiro, que pretende construir mais cinco usinas nucleares no Brasil até 2030 (já incluída aqui Angra 3 já em construção). O problema estava na eventualidade da ocorrência de falhas na planta nuclear com a mesma frequência com que vemos ocorrerem problemas de planejamento ou operacionais na planta de nossas usinas hidrelétricas.
O terremoto que abalou toda a infra-estrutura do Japão, no último dia 11 de março, vem mostrando ao mundo que, mesmo com uma política de segurança fortíssima, e intrincado plano de recuperação e reconstrução, o Japão vem passando por uma grande provação que, se não fosse sua garra e determinação em seguir em frente, o deixaria em situação ainda mais frágil.
Este acidente veio mostrar a necessidade de repensarmos como proveremos nossa necessidade crescente por energia.
Durante a conferência da ONU sobre mudanças no clima mundial, ocorrida em dezembro passado em Cancún, o Greenpeace apresentou um estudo denominado “Revolução Energética: A caminho do desenvolvimento limpo”, onde traça um plano de desenvolvimento energético totalmente baseado em energias renováveis com a geração de energia eólica, solar e biomassa. Além de ser uma aposta com potencial maior de geração de empregos no Brasil, ser uma energia limpa, com menor impacto na geração de gases de efeito estufa, ainda é sustentável em toda sua cadeia, pois até o momento, não descobrimos o que fazer com os rejeitos da energia nuclear, que ao final de exploração comercial deve ser fechada e blindada em silos de concreto e aço, hermeticamente fechados a atirados ao mar, esperando-se que nunca mais voltemos a vê-los, como se o mar fosse uma outra dimensão de nossa vida e que nada que ali acontecesse pudesse nos afetar. A quem estamos querendo enganar hein?

domingo, março 06, 2011

Promoção troca com troco


À primeira vista parece anúncio de concessionária vendendo carros e aceitando seu usado como parte de pagamento não é mesmo?
Acontece que na última quarta-feira (02/03) Steve Jobs (mesmo afastado) apresentou ao público o novo iPad, denominado iPad 2. O lançamento de novos produtos em uma área de intensa inovação já é esperado, mas sempre há os que acabaram de adquirir os produtos e imediatamente depois há o lançamento de um novo modelo, normalmente mais leve, mas moderno e com maior capacidade, geralmente pelo mesmo preço da versão anterior, isso pode não agradar os clientes. A Apple resolveu isso da seguinte forma, pura e simplesmente fará a devolução de US$ 100 para os compradores que adquiriram a versão anterior do tablet há menos de seis meses (no Brasil, caso os equipamentos tenham sido adquiridos através do site da Apple o comprador pode ligar para o 0800-761-0867 em horário comercial, informando o número de pedido. Dependendo do modelo que você comprou, o reembolso pode chegar a até R$250).
Uma forma simples de resolver conflitos com clientes certo? Bem que a moda poderia pegar em outros segmentos também aqui no Brasil :-P

sábado, fevereiro 26, 2011

Robôs na escola?


O estudante russo Stepan Sopin de 12 anos, estava fadado a perder aulas por não poder comparecer normalmente à escola, em função do tratamento de leucemia que está seguindo. Foi ai que entrou em cena seu Robô, e através de uma câmera e tela instalados no Robô foi possível ao aluno assistir normalmente às aulas de sua casa, inclusive interagindo com colegas e com a professora através do computador de sua casa.
Este tipo de robô que já teve um custo proibitivo, atualmente está na casa dos US$ 3 mil, muito mais acessível portanto.
Trata-se de um exemplo extremo de tecnologia aplicada à educação, mas temos várias outras formas mais fáceis e mais simples de aplicarmos a tecnologia em prol do conhecimento de nossas crianças. Lembro-me das aulas de laboratório de biologia que tínhamos na época do ginásio, onde por limitação de equipamentos, fazíamos fila para podermos olhar por alguns instantes algumas células de cebola em um microscópio ótico. É apenas um exemplo, e certamente o acesso ao meu próprio microscópio ou minha própria célula de cebola, sozinhos não teriam me feito um profissional muito melhor do que sou hoje, mas enxergo possibilidades infinitas com as atuais tecnologias, de deixarmos a educação nas escolas muito mais interessante e rica.
Recentemente tivemos inclusive o exemplo do googleartprojects, onde o ditado “virtual nunca superará o real” perdeu o sentido, pois de forma virtual pudemos ter acesso a alguns detalhes de pinturas importantíssimas, que nunca seria possível de se observar a olho nu, principalmente na fila de um museu lotado.
Sempre fomos levados a acreditar que o tradicional nunca seria substituído pelo inovador, principalmente em termos de experiências e educação, pelo conservadorismo que existe nestes campos, mas o que temos visto é uma convivência pacífica e capaz de aprimorar a experiência, sempre que utilizarmos com inteligência as ferramentas tecnológicas que se encontram a nossa disposição. E a brincadeira ainda nem começou...

domingo, fevereiro 13, 2011

E as redes sociais continuam lá...


Sexta-feira passada, dia 11 de fevereiro, o ditador Hosni Mubarak anunciou sua renúncia na presidência do Egito após 30 anos no poder.
Durante os 18 dias de revolta, que culminaram com a sua saída, uma das providências do governo que tentava em vão se manter no poder, foi o bloqueio e censura das redes sociais, e eles estavam certos, apesar de não terem conseguido obviamente parar as redes sociais, elas foram os principais responsáveis pela onda de informações que correu o mundo, informando a respeito dos desmandos ali ocorridos, bem como sobre os excessos cometidos pela polícia e a reação do exército.
A comunicação cumpre papel fundamental em qualquer processo de mudança, pois se queremos envolver as pessoas sobre os motivos que nos levam a promover uma mudança, nada melhor do que informá-las a respeito, e da mesma maneira, se queremos evitar a mudança, nada melhor do que impedir a comunicação. Acontece que com o advento da internet, é praticamente impossível barrarmos a informação, sim pois um dos pilares da internet é exatamente ser imune às redes de transporte ou bloqueios, já que se trata de tecnologia que foi planejada para ser pervasiva e ubíqua, resistindo bravamente mesmo às mais intensas atividades de censura ou de cerceamento.
A ação do Egito no sentido de bloquear as informações via redes sociais não foi efetiva, a ação do governo Chinês não está sendo efetiva e nenhuma outra ação neste sentido tampouco será efetiva, não só pela tecnologia, mas principalmente porque as pessoas querem saber e conhecer o que se passa a seu redor, ainda bem!

terça-feira, fevereiro 08, 2011

O problema estava em uma plaquinha...


Semana passada tivemos um apagão que atingiu totalmente 7 Estados e paralisou parcialmente o Piauí. Em entrevista o diretor de operações da Chesf, Mozart Bandeira. informou que tratou-se de um problema isolado, em uma plaquinha de controle de uma das usinas, que informou erroneamente que havia problema na usina de Luíz Gonzaga em Pernambuco, que na realidade estava funcionando normalmente, com isso essa usina foi desligada e em seguida o que se viu foi um efeito dominó, pois com a falta de uma geradora o sistema se desequilibrou e caíram uma atrás da outra, várias usinas na região Nordeste do País.
Independentemente das declarações que se tratou de fato isolado, que não voltará a ocorrer, etc, etc, fica a pergunta: “Será que estamos tomando as medidas necessárias para que tal fato não volte a acontecer, a exemplo do que o governo da Califórnia fez, após o apagão de março de 2001, onde várias medidas foram tomadas, incluindo o redesenho de todo o sistema de controle e segurança das usinas, bem como iniciativas de diversificação da matriz de energia, sim pois de pouco adianta pensarmos que erros humanos ou sistêmicos não ocorrerão novamente, certamente acontecerão novamente, e com impactos cada vez maiores, tamanha é nossa crescente dependência de energia elétrica no mundo contemporâneo.
Temos que pensar em topologias mais independentes e seguras de geração de energia, incluindo aí as esquecidas PCHs (pequenas usinas hidrelétricas) que permitiriam alguma independência para as regiões, sem falar nas fontes eólicas e solares, já que estamos falando em Nordeste, onde estas fontes são abundantes.
Tudo menos a energia nuclear, que se por um lado é tida pelos especialistas como uma fonte de energia totalmente segura, de outro lado deixa-nos pensativos sobre o estrago que causaria aqui no território verde e amarelo uma falha em uma plaquinha como a que vimos aqui na Chesf :-(.
Apesar de ser engenheiro eletricista por formação, confesso que é um pouco de atrevimento estar escrevendo sobre um tema tão complexo quanto a matriz energética brasileira, o que me estimulou foi ver que ultimamente basta ter um conchavo político ou razoável influência sobre alguma bancada para ganhar a direção de importantes sistemas hidrelétricos no Brasil, é o caso de Furnas que atualmente foi concedido para a família Sarney através do “técnico” Flávio Decat. Bem antes em Furnas do que na presidência da Eletrobrás...

domingo, fevereiro 06, 2011

O bom e VELHO e-mail.


Já se vão mais de dez anos, estávamos em algum hotel e meu filho Lucas, que nesta época tinha por volta de cinco anos aparece correndo e esbaforido falando: “Pai conheci uma menina na piscina, e perguntei qual é o e-mail dela, e ela me perguntou o que é um e-mail, E agora, como explico para ela?”
Como todo pai, orgulhoso e coruja, contei esse “causo” várias vezes, ressaltando a precocidade de meu filho (em todos os sentidos). O engraçado é que se naquele tempo muitas pessoas não utilizavam ainda o e-mail, atualmente muitas pessoas já não utilizam tanto o e-mail como costumavam utilizar, sim porque atualmente o mais comum são as comunicações instantâneas através das redes sociais ou mesmo através dos instant messagings como MSN, Skype e outros.
Na empresa é a mesma coisa, é mais fácil enviar um SMS ou mesmo abrir uma janela para conversar através de chat, do que enviar um e-mail, e é por essas e outras que começamos a ver o uso do bom e, cada vez mais velho, e-mail, ser substituído por outras formas de comunicação.
Somam-se a estes usos mais contemporâneos, as más utilizações que se faz dos e-mails. Quem já não recebeu um e-mail propagando os efeitos de cremes milagrosos que fazem crescer, diminuir, cair ou nascer qualquer coisa? Isso para não falar dos e-mails com quase nada escrito mas com arquivos anexados do tamanho de uma bíblia, que logo que são enviados (normalmente para a empresa inteira) já recebemos um telefonema perguntando inocentemente : “Já leu meu e-mail” (Aff ninguém merece!).
O e-mail demorou tanto para ser integrado no celular que já nasceu desatualizado, pois antes de se tornar popular já foi ultrapassado pelo uso do facebook, este sim uma febre nos celulares de qualquer jovem :-P

domingo, janeiro 16, 2011

E a História continua...


Início de ano, época em que as crianças começam a cobrar de seus pais que comprem os materiais escolares para o ano que se inicia. Lembro-me que na minha infância, além da atratividade dos materiais novos, tinha também a expectativa da cor do plástico com que encaparíamos nossos materiais, o cheiro dos livros novos, caixinha nova de lápis de cor, com sorte ganhávamos até uma caixinha de canetinhas hidrocor, isso sem falar na letra caprichada de meu pai, que escrevia as etiquetas que identificavam meus materiais. Boas recordações...
Hoje temos acesso a uma infinidade de materiais, muito mais bonitos e atrativos que os da minha época (acho que ainda usei a cartilha Caminho Suave...), as malas viraram mochilas, com rodinhas, luzes, música, pisca alerta e farol alto, algumas chegam a estar mais equipadas que os carros que meu pai usava para me levar na escola.
O problema é que todas essas inovações são usadas juntas, e contibuem para deixar a mochila de minha filha pesando duas ou três vezes o que pesava a minha :-(. Em pleno século 21, onde o programa OLPC (One LapTop per Child) de Nicholas Negroponte se aproxima de comemorar 10 anos, com o mundo inteiro surpreso pela adoção dos Tablets que superaram todas as expectativas de vendas em 2010, com NetBooks sendo vendidos a partir de R$800,00 (mais barato que material escolar para um ano), e ainda assim as escolas continuam insistindo em colocar nas listas de materiais de nossos filhos, dez cadernos, dez livros, dicionários, etc, etc.
Neste ano conseguimos, não sem uma certa pressão, aprovação para que a Sofia usasse um fichário, que pelas minhas contas já deve representar uma economia de pelo menos 1kg de material em sua mochila. Se pudesse também considerar informação digital (livros por exemplo) além do bem que faria para a sustentabilidade do planeta, também conseguiria ir para a escola apenas com uma pasta, bem melhor para o planeta, para as costas dela e para nossos bolsos.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Celulares geração 4G


Nem bem terminaram os leilões da banda H no Brasil (sobra de frequências que permitiu a entrada da 5ª operadora de telefonia celular 3G no nosso país, organizado pela agência reguladora de telecomunicações, a Anatel) e já estamos falando do 4G!

Sim, trata-se da tecnologia LTE (Long Term Evolution), que permite às redes de telefonia celular atingirem até 100 Mbits/s por usuário. Atualmente as redes fixas somente atingem essa velocidade se forem construídas com tecnologia de fibras óticas, pois os limites de velocidade de redes metálicas, na tecnoloiga xDSL esbarram nas distâncias necessárias às altas bandas, que precisam ser muito curtas (no máximo 800 metros), encarecendo portanto a sua infra-estrutura.

A primeira rede 4G foi lançada comercialmente em 2009 na Suécia, pela Télia Sonera, e no final de 2010 já tínhamos mais de 20 redes comerciais operando no mundo. No Brasil a expectativa é que tenhamos os leilões de freqüências para esta operação entre o final de 2011 e o início de 2012, assim teríamos nossa operação de LTE 4G operando para a copa de 2014. No início da operação, certamente teremos alguns pontos apenas com cobertura, os chamados hot spots, e pela alta velocidade possível, o seu uso será mais indicado para PCs e tablets do que para handsets.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Pope2You


Escrevi um texto em junho deste ano, que denominei mudança de hábito, e em função do tema, que citava vários exemplos de hábitos que vem mudando em nossa vida cotidiana, utilizei uma foto de uma freirinha, muito simpática por sinal, utilizando um computador pessoal. A foto de uma freira utilizando recursos de informática foi escolhida em função da igreja representar, no meu entender, a instituição mais conservadora da história da humanidade, e portanto, não muito voltada a inovações tecnológicas. Ledo engano!
Neste Natal o Vaticano disponibilizou a transmissão da Missa do Galo em streaming de vídeo para visualização via internet e até com suporte específico para iPhone.
Também através do site pope2you, é possível acompanhar textos publicados por Bento XVI, enviar-lhe cartões de natal, ouvir suas missas, ver fotos e vídeos e até adicionar aplicativos específicos para facebook, sem falar das visualizações em tempo real da Praça de São Pedro, nada ultrapassado não é mesmo?
Falar que o atual Papa vem mudando e modernizando o conceito de tecnologia dentro do Vaticano seria no mínimo tendencioso, pois essa onda começou muito antes, ainda com o Papa João Paulo II, que em 2001 participou pela primeira vez da cyberhistory, quando publicou documento oficial na internet convidando a igreja de todo o mundo a se “lançarem ao mar” da internet, para acelerar a evangelização no mundo.
E pensar que até hoje ainda existem empresas que não estão na internet ou continuam analisando a conveniência de entrarem de vez no MundoConectado da Internet, utilizando-se dos mais diferentes recursos atualmente disponíveis para redes sociais.
E você? Onde você está? E se não está na internet, onde você está?

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Viabilizando a domótica


A Domótica é uma tecnologia recente que permite a gestão de todos os recursos habitacionais. O termo “Domótica” resulta da junção da palavra latina “Domus” (casa) com Robótica (controle automatizado de algo).
Esta é a definição que encontrei para Domótica no Wikipedia. Não sei vocês, mas eu quando li, não pude deixar de pensar na casa dos Jetsons, onde tudo funcionava de forma automática, de acordo com nossas necessidades.
Essa imagem da casa dos Jetsons é antiga em minha memória, já tem quase quarenta anos, e de lá para cá, muita coisa tem evoluído, mas de forma isolada e não integrada.
Agora surge um projeto com esse objetivo, trata-se do projeto Hydra, desenvolvimento em Linux de um middleware que fará a integração de diversos eletrodomésticos e sistemas residenciais, visando a integração e automação residencial.

É importante entender que o fato de ser um middleware (programa de computador que faz a mediação entre os pragrama e os diversos aplicativos existentes) e estar sendo desenvolvido em Linux (software llivre) representam uma grande vantagem para o projeto Hydra, pois garantem que ele conseguirá interagir mesmo com elementos e sistemas mais antigos de nossos lares, e pelo fato de estar sendo desenvolvido em Software Livre possibilita uma distribuição mais democrática e com soluções de problemas de forma mais rápida e participativa.
Neste projeto estão previstos diversos sistemas de integração residenciais, dentre eles os de leitura de água e luz, permitindo que através de integração dos medidores com seus eletrodomésticos saiba-se exatamente a melhor forma de utilizá-los e consequentemente economizemos energia. Também estão previstas a interligação de diversos elementos como sistemas de alarme, telecomunicações, sistemas de som e entretenimento, games e até de dispositivos ligados ao nosso corpo, para permitir a telemedicina, onde determinados pacientes ou portadores de alguma doença que demande maior acompanhamento, pudessem ter vários de seus sinais (cardíacos, nível de glicose ou de gordura no sangue por exemplo) monitorados ininterruptamente por sistema inteligente ligado a alguma central de atendimento com médicos de plantão, para garantir toda a assistência necessário em caso de qualquer necessidade ou emergência.
Só não conseguiram resolver quem fará o papel da Rose, aquela simpática empregada doméstica robô da série Jetsons!

sábado, dezembro 11, 2010

"A verdade antes de tudo, senhores!"



A célebre frase de Rui Barbosa, consta de sua conferência: A imprensa e o dever da verdade, escrita em 1920, nada mais atual não é mesmo?
Conheci o Wikileaks em 2008 e apesar de por várias vezes pensar em escrever a respeito dele neste Blog, nunca o priorizei, e eis que agora ele invade os noticiários do mundo todo, em função das notícias ali publicadas e pelo fato de seu Editor e fundador, o australiano Julian Assange, ter sido declarado procurado no mundo todo pela Interpol e estar detido em cela isolada na Inglaterra. As acusações são de que teria supostamente molestado sexualmente duas mulheres na Suécia.
Em que pese a gravidade da acusação, gostaria de comentar neste espaço a respeito de outro tema: O incômodo da verdade - e de como as tecnologias atuais têm tornado a vida dos falaciosos e mentirosos mais difícil, na media em que alardeiam a verdade impiedosamente, doa a quem doer.
Graças ao Wikileaks soubemos que autoridades dos Estados Unidos chamam Putin e Medvedev de Batman e Robin, soubemos que o Governo Chinês solicitou o ataque ao site Google, após um alto político ter encontrado críticas a seu respeito no buscador e até crítica norte-americana ao “jeitinho brasileiro” foi divulgada, vejam só quanta ousadia!
Agora o que será mais grave, falar, ou pior, escrever o que não deve ser escrito ou divulgar o que foi escrito indevidamente?
Acabamos de passar por momento de decisão nacional sobre o futuro presidente do Brasil e pudemos verificar momentos conflitantes, onde depoimentos e entrevistas passadas divergiam frontalmente do que os candidatos diziam ser seus credos e valores atuais, isso está disponível fartamente na internet, Youtube, Blogs, redes sociais e sites de notícias.
Nosso ilustre brasileiro, Rui Barbosa, parecia antever a crise de cinismo em que o mundo se meteria. À tecnologia, somente coube o trabalho de facilitar a verdade, não lhe cabendo nenhuma outra culpa, mesmo que por vezes lhe vetemos o direito de existir, bloqueando seu site e impedindo doações que lhe sustentam, como é o caso do atual Wikileaks.

domingo, novembro 21, 2010

MVNO no Brasil



Foi apresentado para o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) no último dia 4, o texto final do regulamento do que será o modelo de MVNO para o mercado brasileiro. MVNO significa (Mobile Virtual Network Operator), é um modelo no qual permite-se que haja uma oferta de telefonia móvel, através de uma empresa ou instituição que não detém rede ou autorização para operar uma rede de telefonia móvel celular. Ora, mas se a empresa que vai oferecer o serviço móvel celular não possui rede ou autorização de operação como ela consegue ofertar o dito serviço? É aí que entra o termo “Operador Virtual” pois o que acontece na prática é que esta empresa adquire capacidade ou tráfego de uma operadora tradicional e revende para o mercado com a sua marca inclusa.
Vem da Inglaterra talvez os dois modelos mais bem sucedidos do mundo, o da Virgin e o da Tesco, que juntos já possuem mais de seis milhões de usuários de telefonia móvel, e servem de modelo para o funcionamento do MVNO. No primeiro caso, a Virgin, marca voltada para o mercado musical, aproveita sua força junto ao público jovem, com quem se identifica, oferecendo um serviço de telefonia móvel celular com esta marca. Já a Tesco usa além de forte marca do varejo, também sua força na logística, constituindo um forte canal de venda e de distribuição, que acaba representando conforto para seus usuários de telefonia móvel celular, que além de possuírem pontos de venda em praticamente qualquer lugar também enxergam no serviço uma forma de recompensa nos moldes dos programas de fidelidade, que ao invés de oferecerem milhas, oferece minutos para serem usados em sua rede de telefonia móvel.
No Brasil, como não vem sendo utilizado, o modelo ainda não se mostrou impactante para o mercado, mas podemos antever que ele represente uma oportunidade para as operadoras acessarem alguns nichos de mercado ainda não explorados adequadamente, e que poderão ser alcançados através de marcas parceiras, ou mesmo uma ameaça, caso as ofertas MVNO se sobreponham aos mercados já operados. Só o futuro ao final dirá qual a contribuição deste modelo para nosso mercado, eu fico no lado da torcida que espera que isso nos ajude a desenvolver ainda mais nosso crescimento da indústria proporcionando cada vez mais facilidades aos clientes deste, que já representa o quinto maior mercado mundial de telefonia móvel celular.