domingo, fevereiro 07, 2010

A tecnologia e os médicos engenheiros


Minha esposa submeteu-se a uma cirurgia de Excimer Laser, para correção de presbiopia e astigmatismo. Ela ficou uns 40 minutos no centro cirúrgico, mas a cirurgia propriamente dita não levou mais que dois ou três minutos. E nesse tempo todo, o papel do cirurgião foi apoiar sua cabeça na máquina, para que o computador fizesse todo o procedimento operatório. Nesse tipo de cirurgia, não há intervenção humana.
Na empresa em que trabalho já transmitimos cirurgias cardíacas que estavam se realizando em um centro cirúrgico de Uberlândia para a Universidade de São Paulo para um grupo de residentes e para o Instituto do Coração, onde o doutor Adid Jatene orientava e acompanhava a cirurgia, estando a mais de 600 quilômetros do centro cirúrgico. Já existe tecnologia disponível para, além de podermos transmitir a cirurgia, também permitir que o cirurgião atue de forma remota e teleassistida, possibilitando que um especialista tenha disponibilidade de operar no mundo todo, sem sair de seu consultório.
Comecei minha atuação profissional de engenheiro, trabalhando em uma empresa que também atuava na área de medicina, e lembro-me de vários relatos de engenheiros que salvaram vidas, ao instalar ou operar equipamentos fundamentais em procedimentos operatórios ou mesmo nos centros de terapia intensivas. Nestes momentos, o médico se afastava e dava espaço para que os engenheiros e técnicos fizessem sua parte, salvando vidas.
Não quero com esse texto tirar a responsabilidade ou a importância da classe médica, muito pelo contrário, entendo que de nada adiantaria a tecnologia se não houvesse conhecimento médico a altura de utilizá-la. Mas acho importante ressaltar que a forma de fazermos medicina vem mudando também. É fácil lembrar do uso e evolução da tecnologia nas telecomunicações, na internet e nas transmissões por fibra óptica, mas na área médica a evolução é tremenda. A tecnologia vem nos acompanhando em cada momento de nossas vidas. No último post que fiz, recebi um comentário com um link que dá uma pequena idéia do que pode ser nossa interação com a tecnologia na área da saúde, este futuro já bate à nossas portas. Espero que neste momento, não precisemos teclar "ctrl+alt+del" durante um procedimento operatório para destravar uma máquina ou o sistema operacional de algum computador que esteja nos assistindo...

sábado, janeiro 30, 2010

Celular faz mal a saúde II, o retorno


Esse tema é polêmico, e como envolve nossa saúde e o uso de tecnologia celular, que de tão popular já alcança a casa dos 4 bilhões de usuários no mundo todo, naturalmente sempre que comentada provoca comentários calientes e interesse geral. Já houve inclusive leitor que me mandasse meter-me com minha área de atuação, que obviamente não é a medicina. Mas serei imprudente o suficiente para abordar novamente este assunto, até porque temos novidades a esse respeito.
Cientistas da Flórida publicaram artigo neste mês, onde constatam que em uma população de cem ratos com predisposição para o mal de Alzheimer, após serem expostos por nove meses ao padrão de irradiação de ondas eletromagnéticas semelhantes ao do telefone móvel celular, todos os ratos continuavam sadios, nenhum desenvolveu sinais de demência e houve inclusive melhora na memória dos ratinhos.
Segundo o Dr. Gary Arendash, professor que dirigiu o estudo, alguns espécimes mais idosos tiveram inclusive sua condição de memória melhorada após o estudo.
É claro que o estudo ainda não é conclusivo para ter seus resultados aplicados também a seres humanos, por outro lado é importante ressaltar que estudos sérios vem sendo feitos neste sentido e que certamente muito em breve teremos dados concretos em que nos apoiar, para podermos usar mais tranquilamente nossos celulares. Até lá continuaremos ouvindo muita polêmica a esse respeito e se por acaso você receber uma ligação telefônica e do outro lado ninguém disser alô, não desligue, pode ser que você seja um dos felizardos a estar recebendo uma ligação telefônica de um dos cem ratinhos do Dr. Arendash, e provavelmente ele estará discando seu número de memória, não precisando olhar na agenda :-P

terça-feira, janeiro 26, 2010

Tecnologia no deserto?




Cheguei neste final de semana da viagem que fiz de moto para o deserto do Atacama. Tinha intenção de manter-me afastado dos temas do dia-a-dia, até porque tratava-se de uma viagem de férias, mas como fazer isso com relação à tecnologia? Atualmente o melhor termo para classificar a tecnologia é UBIQÜIDADE. Sim porque ela está em todo lugar o tempo todo.
Fizemos as reservas em todos os hotéis pela internet, com todo o conforto de poder visualizar os hotéis, bem como comparar preços.
Acessamos dezenas de Blogs para nos informar a respeito da viagem, colhendo dicas de viagem, tipo de roupa a utilizar durante a viagem, temperaturas que enfrentaríamos, lugares para comer e para visitar, imagine acessar a essa quantidade de informações há alguns anos atrás sem a internet!
Em todos os hotéis tive acesso livre ao Wi-Fi, que me permitiu utilizar minha conta de VoIP Azzu no meu N95, falando livremente com o Brasil e com meu filho nos EUA, pagando alguns poucos centavos por minuto.
Todas nossas rotas, destinos, postos de combustíveis e hotéis foram programados nos aparelhos de GPS que equipavam as motos, deixando a viagem mais segura e previsível.
As condições do tempo também foram todas acompanhadas através da internet, de forma que sabíamos em todos os trechos se pegaríamos chuva ou sol bem como que temperaturas enfrentaríamos.
Passamos pelo povoado de Machuca que fica situado em uma montanha no meio do deserto, onde seus 40 habitantes obtêm toda sua energia através de painéis solares.
O maior exemplo de tecnologia estava exatamente no lugar mais ermo, no deserto entre a cidade e o cume da subcordilheira Andina, vimos as instalações do projeto ALMA (Atacama Large Millimeter Array) gigantesco telescópio composto de mais de sessenta antenas parabólicas de doze metros, projeto que até sua plena operação em 2012 terá recebido investimentos superiores a 1 Bi US$, sendo classificado como o maior telescópio com essa característica no mundo.
Agora uma das maiores demonstrações do avanço tecnológico veio mesmo da Gendarmeria Argentina na cidade de Posadas, que utiliza radares tão avançados, que são impossíveis de serem vistos, assim fomos multados por excesso de velocidade por radares que de tão avançados pareciam inexistentes, ia me esquecendo, as multas podiam ser pagas na hora para os guardas e em reais, deve ser a globalização!

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Férias


Pessoal, semana que vem saio para minhas merecidas férias, onde a única tecnologia a que terei acesso será a de minha moto (ignição eletrônica, sondas lâmbda e injeção mapeada para fazer frente a diferentes tipos de gasolina e às altitudes com menos oxigênio que imporão misturas mais pobres para o motor), tecnologia celular (VoIP para falar com os familiares e amigos que não me acompanharem na viagem e câmera digital para tirar fotos que servirão de recordação da viagem) além da tecnologia do GPS que guiará a mim e a mais quatro amigos em uma viagem de moto até o deserto do Atacama no Chile.

Nos encontramos na volta, saludos a todos!

domingo, janeiro 03, 2010

Feliz Ano Novo!


Primeiro post do ano :-)
E finalmente iniciou o ano de 2010!
Apesar das expectativas nefastas da crise, até que nos saímos bem, o País cresceu, houve demissões, mas em menor número do que se supunha, e tivemos vários setores da economia que terminaram o ano em franca expansão, nada mal para esse aninho de 2009 não é mesmo?
E as promessas de ano novo? Novos e miraculosos regimes para se começar, programas de ginástica, academia ou caminhadas, parar de fumar (alguém ainda faz isso?), e também é momento de lembrarmos um pouco do passado. Pois foi fazendo uma pequena retrospectiva que me lembrei que, dez anos atrás, o mundo inteiro esperava, que o BUG do Milênio fizesse com que perdêssemos milhões de dólares por conta das incontáveis paralisações que provocaria em vários sistemas mundo afora: sistemas bancários, sistemas de telecomunicações, sistemas de segurança e etc, etc.
Que coisa! Cheguei a fazer parte do comitê que, por parte das Telecomunicações, discutiu em Brasília e elaborou minucioso plano, preparando-nos para o ecatombe. Passamos aquele réveillon em um QG, analisando todos os sistemas de telecomunicações da empresa em que trabalho, e nada aconteceu (ainda bem)! Em compensação, no resto do Brasil, também nada aconteceu, e no mundo todo...também nada aconteceu. Que competência em traçar planos de contingência hein?
Será que todos planos elaborados e postos em prática foram extremamente perfeitos, ou de fato nos assustamos mais do que devíamos, talvez por um alarme falso?
De onde será que vem esse prazer em divulgarmos as notícias ruins? Aquelas com potencial para causarem grande estrago na vida das pessoas? Lembro-me de alguns amigos (alguns até que freqüentam este Blog vez por outra) que diziam: “Bug do Milênio? Besteira, história para boi dormir...”.
Bem fizemos o que tínhamos que fazer, o que a sociedade que usufrui dos serviços que prestamos esperava que fizéssemos, e até o que vários bancos e investidores exigiram, para que não se perdesse o mínimo de governança corporativa, que poderia levar a uma quebradeira geral no mercado.
Qual será a próxima potencial catástrofe a que teremos que nos submeter no futuro? Será que virá ainda em 2010? Xô Satanás! Pé de pato mangaló três vezes...

quarta-feira, dezembro 23, 2009

E continuamos sendo filmados


Nessa semana li uma matéria em um Blog Inglês que dizia que um londrino típico é filmado aproximadamente 300 vezes por dia! Mesmo sem ter a menor idéia do que significa ser um “londrino típico”, fiquei imaginando como deve ser chato saber que temos nossas imagens sendo transmitidas ou gravadas centenas de vezes diariamente sem que ao menos tenhamos a possibilidade de nos manifestarmos, ou de pelo menos dar uma penteadinha ou passar um perfuminho antes da gravação :-).
Com o barateamento da tecnologia de câmeras, e sua respectiva miniaturização, é cada vez mais fácil instalar uma câmera de 30 reais e enviar as imagens através da internet para que sejam armazenadas para posterior análise, caso haja necessidade. O pessoal do DEM que o diga, quanto à impertinência dessas gravações...
Outro fator que vem contribuindo para a popularização da onda Big Brother é o barateamento do armazenamento de dados, seja em servidores dedicados, ou mesmo nos discos dos PCs caseiros que usamos, observamos quedas de preços na mesma velocidade em que as capacidades de armazenamento aumentam, sinal de que ainda há muito se gravar.
Já se fala que, com as novas tecnologias de armazenamento, será possível em menos de dez anos, gravar toda a vida de uma pessoa em um dispositivo simples e com preço acessível. Se já é um porre ver vídeos de casamentos ou de festas juninas de filhos de amigos, imagina ser convidado para assistir a vidinha de alguém, mesmo que sejam somente alguns anos, ou os melhores anos, haja!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Um mal exemplo


Festas de final de ano, tanta coisa a fazer, compromissos, comemorações, organização de eventos, visitas e aquelas pessoas especiais que queremos presentear. Se para você também está faltando tempo para as compras de natal, não se avexe, use e abuse do comércio eletrônico.
Não é para menos que essa fatia do comércio vem crescendo a uma taxa de 30% ao ano, neste ano deverão ser vendidos mais de R$ 10 bilhões somente na modalidade e-commerce. Além das grandes lojas do varejo que possuem também sua versão de lojas online, também temos as lojas especializadas, que não possuem lojas reais, apenas virtuais.
Utilizo esse sistema há tempos, tendo adquirido de tudo, de CDs e DVDs a refrigeradores e televisores, nunca tive problemas de entrega ou fraude, achando portando um sistema seguro, rápido e simples de aquisição de produtos no conforto de nossas casas, sem ter que enfrentar lojas e eventuais vendedores despreparados, que pouco agregam ao processo de venda. Os poucos problemas que tive com produtos adquiridos foram sanados rapidamente, através de substituições ou devolução do produto, com alguns requintes como marcação de horário para retirada do produto em minha residência.
Sempre que vou adquirir algo, faço uma pesquisa de valores através do Buscapé, e torço para encontrar entre os melhores preços a loja do Submarino, minha preferida, nem sempre isso é possível, e às vezes acabo me dirigindo a outras lojas, foi o que aconteceu na semana passada, depois de fazer a pesquisa de preços e escolher a loja em que compraria um Nintendo Wii de minha filha, descobri que a única loja razoavelmente conhecida e que tinha o produto disponível era a Saraiva.com, começaram ai meus problemas.
Depois de sobreviver a um site poluído de informações, lento no processamento e a um cadastramento que não terminava mais, consegui finalizar a compra, não sem um certo receio de ter sido clonado, tamanha foi a dificuldade em avançar no processo de compra, que me parecia impossível que fosse um site verdadeiro.
Pela primeira vez não tive a segurança de haver feito uma boa compra, com a sensação de ter colocado meus dados em um site fake. Três dias depois recebo um e-mail dizendo que meu pedido havia sido paralizado e que se eu não ligasse para determinado 0800 minha compra não seria processada. Pensei na minha filha e decidi ligar, depois de uma eternidade de espera e da confirmação de todas as informações que já havia colocado no meu cadastro, o atendente solicitou novamente o número de meu cartão e do código de segurança, essa foi a gota d’água que transbordou o copo, disse que não fornecia essas informações por telefone, pois não era seguro, não fornecerá a informação? Então a venda está cancelada. Simples assim foi a informação que recebi. Debutei, não posso mais falar que nunca tive uma experiência ruim comprando online...desliguei o telefone para não brigar com o atendente, que a única culpa que tinha era a pouca vontade em me atender, mas que não era responsável pelo processo incompleto e cheio de falhas a que tinham me submetido, peguei o carro e fui a uma loja real comprar o Wii, na volta tomei um suco de maracujá para me acalmar...

domingo, dezembro 06, 2009

Rádio Digital


Apesar do nosso Ministro das Comunicações Hélio Costa ter ressaltado, em setembro deste ano, o pioneirismo de nossa região em passar a oferecer o sinal de rádio digital Iboc (In Band On Channel - que significa vários canais na mesma banda), já temos esse sistema operando no Brasil desde 2006, tendo sido realizada a primeira transmissão experimental em março de 2003, com equipamentos Harris DX50 no Rio Grande do Sul.
O pioneirismo de fato é importante, e a nossa rádio Cultura FM de Uberlândia tem todos os méritos de investir nesse novo padrão de transmissão. Por enquanto não temos muitas alternativas de receptores que suportem essa tecnologia à disposição no mercado, mas podemos afirmar que é questão de tempo para que tenhamos uma maior diversidade de equipamentos a um custo compatível.
Na prática trata-se da capacidade de passarmos 4 sinais onde antes transmitíamos apenas um, e com maior qualidade, pois os sinais de FM passam a ter qualidade de CD e os sinais AM passam a ter qualidade semelhante a do FM, nada mal não é mesmo? Também não podemos esquecer da capacidade de transmissão de sinais de texto, que permite a interação com os ouvintes, permitindo informações sobre a música, compositor, ou mesmo notícias sobre o trânsito, finanças, clima ou qualquer outra de interesse do público, que são transmitidas pelo painel dos rádios de nossos carros.
Se pensarmos que, à semelhança do sistema de TV digital, estamos colocando mais conteúdo para um público do mesmo tamanho, a conta não fecha, pois significa mais investimento, mais complexidade para um público de mesmo tamanho!
A saída é a capacidade de transmitir conteúdo que permita segmentação (diferentes canais com conteúdos específicos para cada segmento), aliado a algum tipo de interação, no caso os textos que são transmitidos simultaneamente, que possibilitam maior precisão de dimensionamento de público e desenho de ofertas que possibilitem maior eficiência.
Isso tudo ainda é teoria, uma vez que a quantidade de usuários ainda é pequena, apenas o futuro dirá se foi uma aposta acertada ou não, mas uma coisa é certa, apenas as transmissoras que investiram nessa tecnologia e dispuseram-se a aprender poderão se beneficiar de um eventual novo modelo de negócio.

domingo, novembro 29, 2009

Meta-se com o seu negócio!


É comum continuar a receber comentários mesmo de artigos mais antigos, e por definição do início deste Blog, nunca deixo nenhum sem resposta, mas confesso que o comentário que recebi ontem me deixou pensativo, era sobre um artigo escrito em janeiro de 2007, onde discutia a respeito do fato das ondas emitidas por aparelhos celulares fazerem mal a saúde ou não, dizia o comentário: “ O colega deveria se restringir a sua área de atuação que não é a medicina!...”.
Não fiquei grilado com a crítica, até porque o objetivo do Blog é esse mesmo, o de provocar a discussão, como forma de tentarmos melhorar de alguma forma a realidade que nos cerca, mas fiquei pensando se devemos ou não metermo-nos com o que não nos diz respeito...será?
Dei uma browseada no MundoConectado, e descobri vários pontos que pareciam novidade à época da publicação, mas que no momento já estão totalmente superados, veja o exemplo dos celulares, quando voltei de Barcelona em março de 2007 publiquei que o mundo já contava com mais de 2,5 bilhões de celulares, e que chegaria ao próximo bilhão até 2010, pois bem, os dados de ontem davam conta que já existem no mundo mais de 4,5 bilhões de celulares, ou seja, a quantidade de celulares já se aproxima de 70 % da população do mundo.
Em vários artigos comentei da velocidade da mudança, das inovações tecnológicas e das capacidades de transporte e de processamento que demandam. Novamente um dado recente me surpreendeu, soube que a capacidade de transporte das fibras mais modernas já ultrapassa os 400 Terabits/s, ou seja seria possível transportar todo o acervo da maior biblioteca do mundo, a do Congresso Americano, com mais de 130 milhões de volumes, em apenas 2 segundos!
E com toda essa conectividade, a velocidade com que novas ciências são descobertas, os novos cursos que são criados nas universidades anualmente, a velocidade com que absolutamente tudo em matéria de conhecimento e tecnologia evolui, ainda assim ousar pensar em meter-me apenas com minha área de atuação? Nem a pau Juvenal! Que me desculpe o meu colega e leitor deste Blog.

domingo, novembro 22, 2009

Bom para todo o Mundo


Continuando no tom futurista do último post, fico imaginando o que faremos de diferente para detonar menos o mundo em que vivemos. Sim, pois, várias das facilidades que pensamos, utilizamos ou idealizamos utilizam energia elétrica para operar, e como todos sabem, a matriz de geração elétrica é um problemão, no mundo inteiro, e no Brasil não é diferente. Até já se falou que o maior inimigo do PAC de nossa futura presidenta é a matriz energética (como se não houvessem outros...), já que se tudo acontecesse exatamente como previsto no PAC, faltaria energia elétrica para as transformações necessárias no país. E isso não se resolve da noite para o dia, são necessários vários bilhões de dinheiro e vários anos de obras, para que se prepare o país para o crescimento que todos almejamos.
Bem se não teremos, no curto prazo, mais energia disponível, então o negócio é buscarmos soluções que consumam menos. É o caso da Master Led Bulb da Philips, trata-se de uma nova geração de lâmpadas, apresentada ao mercado neste ano, que possui várias vantagens sobre as lâmpadas convencionais. Em primeiro lugar o mais importante, consomem menos, uma lâmpada de 7W equivale a uma lâmpada de 40W incandescente, ou seja podemos reduzir nosso consumo em mais de seis vezes através desse tipo de iluminação. Outro ponto importante é o fato de que os LEDs (diodos emissores de luz) não aquecem, então temos uma lâmpada totalmente fria, que portanto não aquece o ambiente (cada lâmpada de 60W incandescente equivale a irradiação de calor de uma pessoa em uma sala), então imaginem que em uma sala de reunião com dez lâmpadas e com lugar para dez pessoas, temos que refrigerar a sala como se fôssemos suportar vinte pessoas, pelo fato do aquecimento produzido pelas lâmpadas, mais um ponto positivo para nossa lâmpada de LED, e por fim temos a durabilidade, que está ao redor das 45.000 horas de uso enquanto que as incandescentes dificilmente ultrapassam as 1.500 horas. Por não possuir partes móveis ela é muito mais resistente ao manuseio do que lâmpadas convencionais.
Seu custo de lançamento na Europa é de 50 Dólares em média, obviamente como tudo na eletroeletrônica, conforme a tecnologia melhora o seu custo se reduz, então devemos esperar reduções significativas nesse valor.
Tudo de bom não é mesmo? Menor consumo, menor aquecimento, mais durabilidade...fará parte do MundoConectado com certeza!

domingo, novembro 15, 2009

Tempo dos Jetsons


Mesmo quem não teve a oportunidade que eu tive, de assistir aos desenhos animados dos Jetsons, no inicio da década de 70, deve pelo menos ter ouvido falar dos seus equipamentos e suporte para a vida no futuro. Fui apresentado aos comunicadores com imagens simultânea através desse desenho, e hoje a realidade das vídeo chamadas não só é página virada, como ainda por cima nem é muito usada pelos usuários, conheço várias pessoas que nem sabem como fazer uma vídeo chamada pelo celular, e não vêem necessidade de aprender.
Ainda não temos o tele transporte e nem os robôs são tão comuns em nossos lares e nem tão simpáticos quanto a Rosie (lembravam do nome dela?).
Mas pelo menos a vida no espaço começa a aparecer em movimentos tímidos, mas já temos desde 98 uma estação espacial de baixa órbita em pleno funcionamento, sem contudo ter sido totalmente equipada, pois como está sendo montada no espaço as atividades são de uma complexidade tremenda.
Chama-se ISS (sigla para International Space Station) e resulta de acordo de investimento e pesquisa de vários países, liderados pelos Estados Unidos. Tendo sido gasto até o momento US$ 100 Bi, nos diversos lançamentos e pesquisa sobre essa estação. Ao final ela terá dez unidades habitacionais, além de espaço para laboratórios, convivência e trabalho. Por ser de baixa órbita (360 km de altitude) pode ser vista a olhos nus, já que circunda mais de 15 vezes o globo terrestre diariamente.
Poderá ser utilizada no futuro como ponto intermediário para tripulantes em viagens mais longas.
Ainda não temos muitas iniciativas quanto ao lixo espacial, já que não estamos dando conta sequer de tratar o lixo cá na Terra mesmo, Copenhague que o diga, mas há que se preocupar com o tanto de material que temos deixado também no espaço, ou será que se isso algum dia cair aqui na Terra, não sendo na minha cabeça... Acho que temos que abrir mais esse tema para podermos discutir com mais propriedade, não é mesmo?.

domingo, novembro 08, 2009

Mil e uma utilidades


Os que viveram a época de carros como Corcel, Chevette, Fiat 147, Brasília e outras relíquias da tecnologia automotiva nacional, certamente se lembrarão da vasta gama de opcionais que tínhamos à disposição para equipar nossos carros: espelho retrovisor do lado direito, tapetes, calha de chuva, toca-fitas, que por mais atenção que chamassem nunca eram roubados e os famigerados isqueiros ou acendedores de cigarro, que por incrível que possa parecer, naquele tempo eram utilizados para acender cigarros, incrível não?
Pois bem, no meio do caminho, lá pela década de 90, o opcional já passou a ser o próprio isqueiro, pois com as múltiplas campanhas anti-tabagismo, o hábito de fumar começou a cair, pelo menos enquanto se dirigia, mas as tomadas dos acendedores de cigarro continuavam lá em nossos painéis e consoles, servindo para nada.
Atualmente usamos essas mesmas tomadas para vários fins, menos obviamente isqueiros. Nas freqüentes viagens de carro que faço, utilizamos essa tomada para carregar nossos celulares, para alimentar o DVD, para carregar Ipods, para carregar os PSPs de meus filhos, e um dia, quando tivermos cobertura 3G ao longo das estradas, certamente utilizaremos para carregar LapTops, que permitirão conexão a internet para meus filhos distraírem-se ao longo da viagem.
Algumas motos de viagem, conhecidas como BTT (Big Trail Touring) possuem tomada idêntica, claro que não para conectarmos isqueiros, mas para carregarmos comunicadores ou equipamentos de GPS.
Pode-se imaginar que ninguém acendia mais de um cigarro simultaneamente no passado, mas atualmente em várias situações, gostaria de alimentar mais de um equipamento ao mesmo tempo no meu carro, começa a ser necessário termos mais de uma tomada no carro, ou o uso de multiplicadores, ou mais conhecidos “Benjamins”, conforme anúncio da WA.imports que por R$22,50 fornece um adaptador que disponibiliza três tomadas e uma porta USB para vários equipamentos.
Já tive alguns carros que nunca tiveram uso do isqueiro para acender cigarros, no futuro provavelmente constará da história o motivo de usarmos tomadas tão grandes para equipamentos tão pequenos, pois certamente não teremos mais a ligação lógica que temos agora entre a dimensão da tomada e a dimensão do isqueiro, à semelhança do ocorrido nas bitolas das estradas de ferro que têm dimensão exata de 4 pés e 8 ½ polegadas pois suas medidas eram para as estradas de centenas de anos atrás que eram ocupadas por bigas e carroças e esse era o espaço ocupado pela anca de dois cavalos, e como se diz, o futuro vem a galope :-)

segunda-feira, novembro 02, 2009

Sem palavras


Nas poucas vezes em que assisto telejornal, alegra-me ver notícias sobre pequenas cidades com nomes incomuns, ou algumas curiosidades a respeito de alguma receita culinária, algum hábito local de algum lugar longínquo, reportagem de alguma cidade que tenha mais homens do que mulheres ou vice-versa. Mas que utilidade terão essas notícias, vocês me perguntarão!
Comemoro esse tipo de notícia inútil, pois significa que não há nenhuma outra notícia bombástica a ser transmitida, como cenas de desabrigados de enchentes, incêndios, furacões, vítimas de carros ou homens-bombas, notícias sobre a gripe do frango, do porco ou da vaca (será que algum outro bicho já está gripado também?).
Classificaria facilmente na categoria de notícias inúteis aquela publicada no último dia 20, na qual o Inmetro informava que o mercado terá até outubro de 2010 para finalizar a comercialização de produtos eletro-eletrônicos que utilizem o atual padrão de tomadas.
Mas além de pensar na utilidade da notícia (nenhuma) temos ainda que pensar no quanto isso impacta nossa vida, e nesse momento percebemos que esse tema é um tremendo conto do vigário, pois apesar de não possuir nenhum sentido prático, a dita lei atrapalhará em muito nossa vida, senão vejamos:
Não melhorará nossa segurança, pois não fornece nenhum novo elemento estrutural ou lógico de redução do risco de choques elétricos, em suma se não prestarmos atenção continuaremos levando choques.
Em tempos de globalização, o referido padrão não segue absolutamente nenhum outro padrão utilizado ao redor do mundo. Preferimos lançar também nosso próprio padrão ao invés de alinharmo-nos com algum outro padrão já utilizado (aliás, alguém que vocês conhece alguém que já reclamou do padrão que utilizamos?).
Teremos que adivinhar o que ligaremos em determinadas tomadas de parede, pois o diâmetro dos plugues variará de acordo com a corrente do equipamento que será ligado à mesma, por exemplo a tomada do liquidificador será diferente da tomada do forno de microondas.
Quem pensa em facilitar a vida utilizando os famosos (e também perigosos) adaptadores, esqueça, pois eles terão sua venda proibida!
Pois bem, seguindo aquele ditado de que se não pode com eles, junte-se a eles, estou pensando em abrir uma fábrica de tomadas, quem sabe...?

domingo, outubro 25, 2009

Lógica inversa


Em fevereiro de 2008 escrevi alguns artigos para alguns jornais e postei neste Blog a respeito do leitor digital de livros, o e-book reader, que era o primeiro modelo a ser oferecido no Basil, e destaquei naquele momento que seu preço ainda não era tão convidativo, pois seria vendido a 800 reais. Pois bem, quase dois anos se passaram e no início deste mês lemos a notícia de que a Amazon começou a vender o Kindle para vários países a partir de 19 de outubro, pelo módico preço de 279 dólares, que acrescidos dos impostos (mais 285 dólares), chega às nossas mãos por algo em torno de mil reais. Entenderam a lógica? Recebemos o mesmo produto que já tinha similar sendo vendido no Brasil quase dois anos mais tarde, mas em compensação ele custa mais caro, vai entender...!
E as contradições não param por ai, fala-se em globalização o tempo todo (essa semana mesmo até piada de gato falando dois idiomas eu ouvi), a quantidade de estudantes do mundo todo fazendo intercâmbio nunca foi tão grande (e praticamente dobra anualmente), vemos escolas de idiomas crescerem do dia para a noite, dez entre dez empresas globalizadas, incluem a China em sua estratégia, seja para se defender ou para atacar, e o que lemos sobre o Kindle? Que ele será lançado em várias partes do mundo simultaneamente, menos na China, vai entender 2...!
Veja que o idioma já não é empecilho tão grande, mesmo a loja da Amazon não disponibilizando quase nenhum título em outro idioma que não o inglês, pelo menos o resto do mundo poderia ter acesso a esse conteúdo, que lá na terra do Tio Sam custa 9,90 dólares em média cada título. Também nesse aspecto faria todo o sentido lançar o produto também na China, já que se prevê que nos próximos 25 anos a China será o país onde mais pessoas falarão o idioma inglês no mundo, também nesse período a economia da China já terá ultrapassado a dos EUA, vai entender 3...!
Assim caminha a humanidade, o produto é lançado de forma tardia no resto do mundo, é vendido de forma exclusiva por um único canal de vendas, despreza todos os demais idiomas do mundo, tem seu preço elevado a patamares no mínimo discutíveis e ainda assim é objeto de desejo de vários leitores...
Ainda bem que a China vem demonstrando que quando chegar a sua vez não teremos que aprender o mandarim e nem pagar os tubos para ter acesso a mesma tecnologia que nossos amigos americanos de cima pagam de forma muito mais facilitada. Agora a dúvida que fica é se até lá já terá sido inventada uma forma de cobrar impostos dos produtos que vem da China, ou se compraremos nossa versão de leitor digital de livros através de simpáticos chineses que oferecerão o produto em bares e restaurantes, dentro de grandes sacos plásticos :-).

domingo, outubro 18, 2009

Cuidado com o PowerPoint!


Lendo o livro “Obrigado pela informação que você NÃO me deu“ de Normann Kestenbaum (sugerido pela minha coacher) deparei-me logo no segundo capítulo com um alerta sobre nosso tão conhecido PowerPoint. Ora todos nós sabemos que tudo que for bom e verídico nos é apresentado via PowerPoint, não é mesmo?
Na realidade trata-se de mais um alerta para que não substituamos o conteúdo pelo meio ou pela forma. Que atire a primeira pedra quem já não se viu assistindo a uma apresentação em PowerPoint primorosa, com vários recursos multimídia, animações mil, e que em determinado momento nos perguntamos qual a mensagem principal, pois depois de tantos recursos, desenhos, bullets, animações e etc, acabamos nos distanciando do objetivo da apresentação..
Que os tecnófobos não me ouçam, pois certamente diriam “eu bem que avisei de esse tal pauerpoint era coisa do gramulhão, onde já se viu?”. Na realidade acredito que haja espaço sim para um bom discurso, que seja suportado por uma poderosa ferramenta como o software da Microsoft aqui citado, o que temos que cuidar, e muito, é para não nos perdermos na infinidade de recursos e acabarmos por perder a mão da mensagem que queríamos que fosse passada para a audiência. E nem cair na armadilha de encarar o ppt como muleta da apresentação, aquela que se faltar nos derruba, imagina uma falta de energia bem no momento da sua apresentação, você seria capaz de fazer a mesma apresentação somente com o discurso na cabeça? Então não torture sua audiência lendo textos intermináveis que são projetados na tela, se fosse para simplesmente ler o apresentador seria dispensável!
O diretor de pesquisa do Google, Peter Norvig em seu Blog apresenta uma série de casos bem humorados de usos inadequados de apresentações, e ainda arrisca algumas sugestões e conselhos para que se chegue ao objetivo pretendido em uma apresentação. No mesmo Blog podemos apreciar uma sátira muito inteligente do brilhante discurso de Gettysburg, proferido pelo mais famoso orador da história americana, Abraham Lincoln feito através do PowerPoint.
Também no livro de Normann encontramos a história de que o brilhante Lou Gerstner, CEO da IBM que em 1993 transformou um prejuízo de US$ 8 Bi em um lucro de US$ 3Bi, ao tomar posse do cargo e nas reuniões de reconhecimento da empresa, pedia a cada diretor que apresentasse a situação de sua diretoria, e em dado momento levantou-se e educadamente desligou o projetor multimídia, que projetava em PowerPoint a apresentação de determinado diretor: “vamos só conversar”, disse ele. “No fundo, é o que importa. Com ou sem PowerPoint.”

domingo, outubro 04, 2009

Stress


Várias são as publicações e artigos relativos ao stress causado pela tecnologia, sendo que muitas pessoas chegam mesmo a desenvolver fobias relativas ao uso da teconologia, ou seja medo de utilizar a tecnologia, e por outro lado existem também o stress causado pela falta da tecnologia, já se conhece o termo Nomofobia (que vem do inglês - No Mobile) que se aplica também a falta de notebooks, laptops e outras parafernálias que passaram a fazer parte de nossa vida. Quem não tem um amigo que não consegue ficar sem olhar seus e-mails o tempo todo? Ou suas mensagens do celular (SMS), ou mesmo os programas de bate-papo online?
Tratam-se dos males que de alguma forma guardam certa ligação ou proximidade com a tecnologia (tanto pelo excesso quanto pela falta de uso da mesma).
O que me chamou a atenção nessa semana foi a notícia de tentativas de suicídio de vários funcionários da France Telecom, segundo reportagem da INFO ONLINE, 19 funcionários tentaram o suicídio desde janeiro de 2008, tendo alguns infelizmente terminado em morte, a reportagem relata que as reclamações recaem sobre as sucessivas adequações estruturais e a forte pressão no trabalho.
A pesquisadora Bethania Tanure, em seu livro “Executivos Sucesso e inFelicidade” , relata que mais de 80% dos executivos que fizeram parte de sua pesquisa relataram estarem infelizes, segundo ela os dois setores que mais produzem stress entre seus executivos são o Financeiro e o de Telecom, nesta ordem.
Estaria o stress ligado à tecnologia ou a forma como nós nos dedicamos a usá-la ou mesmo como gerenciamos nossos negócios?
Colocar a culpa na tecnologia seria como vender o sofá, em uma analogia infame da anedota em que o marido ao descobrir que fora traído decide vender o sofá para que tal incidente não mais volte a ocorrer. Nosso foco e nossa atenção têm que se voltar à melhora da nossa qualidade de vida e de como podemos produzir riqueza sem nos exasperarmos ou mesmo gerarmos mais conflitos em nossas mentes e corações, porque se existem indícios de que algo tem nos afetado, nada mais natural do que nos afastarmos do que nos molesta, ou melhor ainda, corrigirmos o que aparentemente está errado!

domingo, setembro 13, 2009

O bom uso da tecnologia...


Li uma entrevista com o diretor geral de criação da AlmapBBDO Marcello Serpa, um material fantástico, como era de se esperar em se tratando de um profissional renomado que teve uma vida dedicada a criação. Não poderia no entanto deixar de comentar uma percepção que me ficou quando lhe foi perguntado sobre a tecnologia de internet e seu uso na publicidade, seu comentário foi superficial e passou a impressão de alguém receoso e que via na internet alguma barreira ou mesmo algum risco para sua “arte”, pode ter sido apenas impressão, mas como se diz, a impressão é o que fica, destaco na fala do Serpa a frase de que “até usa o twitter...”.
Peguemos o exemplo do músico Gilberto Gil, ele foi um dos profissionais que mais cedo enxergou o potencial da tecnologia aliado à sua produção cultural, fez uso inteligente da mesma, não criou distinção no seu conteúdo dentro e fora da internet, muito pelo contrário, encarou essa coisa toda como potencializadora do que produzia e inteligentemente assumiu e fez uso intenso dos recursos que estavam disponíveis, o resultado pode ser visto no seu site onde diversas mídias e ferramentas convivem harmoniosamente (Orkut, Twitter, Flickr, YouTube, etc) promovendo o principal, que é o conteúdo porduzido, não deixando conteúdo se confundir com o recurso multimídia utilizado para sua divulgação.
Por fim, acho que vale a pena lembrar do case Magazine Luiza, que atualmente já é estudado em Harvard, a sua superintendente e principal executiva, Luiza Helena Trajano, fala com uma simplicidade que lhe é peculiar, que a necessidade enxergada era levar sua loja a localidades muito pequenas e que não comportariam o custo fixo de uma loja convencional, então em 1992 o Magazine Luíza decidiu criar um canal de vendas virtual, através de lojas eletrônicas, que nada mais eram do que uma televisão ligada a um vídeo cassete, que apresentava alguns produtos e que tinham sempre à disposição um vendedor que complementava as informações e completava a venda, bem tudo isso em 92, bem antes da popularização da internet no Brasil. O que vocês acham que aconteceu quando esse grupo empresarial teve acesso a tecnologia mais madura da internet? Eles já estavam mais do que preparados, já tinham uma infinidade de material para divulgar, já tinham experiência acumulada do que podia e do que não podia se fazer em uma loja virtual, eles estavam anos luz a frente da concorrência, não por acaso atualmente eles apresentam um dos maiores percentuais de faturamento online do Brasil e consequentemente com baixos custos de distribuição.
Não preciso dizer quem sabe usar as ferramentas midiáticas que estão disponíveis a todos, quase a custo zero. Também não preciso dizer o que funciona e o que não funciona, os exemplos estão aí para provar que quem tem melhor visão e não confunde conteúdo com ferramenta e principalmente tem um bom conteúdo a publicar leva uma imensa vantagem, e olha que não estamos falando de nenhum nerd com espinhas na cara e menor de idade...

domingo, agosto 23, 2009

As grandes inovações e a frustrante tentativa de advinhá-las.


A inovação já faz parte de nossas vidas, assim como a internet e os mais recentes usos e facilidades associados a ela, basta abrir qualquer exemplar da revista Veja para se deparar com uma infinidade de artigos falando sobre a tecnologia e algumas malfadadas previsões a respeito de como será nossa vida no futuro, em decorrência das facilidades com que se nos deparamos diariamente.
Sempre que vejo alguma previsão de futuro, a primeira coisa que faço é verificar se faz sentido, se há alguma conexão com o presente, e se já existem empresas trabalhando naquele sentido, se essas perguntas receberem respostas positivas, essas previsões não têm valor, no máximo indicarão algumas tendências que podem ou não acontecer, e que se ainda não sabíamos pode ser apenas questão de não estar suficientemente atualizados, ou como se diz nesse meio, up to date!
Digo isso pois as grandes inovações, com real poder de impactar nossas vidas, normalmente foram descobertas por acaso, ou no mínimo foram desenvolvidas para outro fim. Foi assim com a internet, que tinha pretensões militares - nada mais restrito e limitado; com o Viagra (não estávamos falando de tecnologia?), com a tecnologia touch screen (que foi rechaçada por anos, até ser amplamente aceita nos antigos Palms e agora atingir sua massificação através dos iPhones), sem falar nas inovações e invenções que foram dadas inclusive como fracassos, como por exemplo a meia de nylon feminina, que resultou de uma experiência mal sucedida de descoberta de um novo polímero pela DuPont, que classificou o resultado como insatisfatório, dado o seu baixo ponto de fusão...
Nas empresas e universidades, busca-se incessantemente descobrir como será nossas vidas no futuro, buscando obviamente o preparo necessário a nossa capacitação para lidar com essas esquisitices que invadirão nossas vidas no futuro, mas se acreditarmos que as tecnologias com grande poder de inovação, ditas de ruptura, puderem ter sido descobertas por obra do acaso, será que não deveríamos nos dedicar mais a observar estilos de vida e comportamentos do que dedicarmo-nos a estudar a técnica? Essa atitude pode ser de grande valia em uma sociedade que, com grandes necessidades não atendidas, busca avidamente por soluções nem sempre disponíveis, e por vezes um aparelho pensado para facilitar a vida dos surdos pode ser utilizado como telefone, porque não?

Puxão de orelha


Levei um puxão de orelha de uma amiga (amiga essa que possui um nome muito bonito por sinal) dizendo que minha frequencia de postagem no Blog estava deixando a desejar....confesso que estava sentindo falta dos artigos semanais. Acho que isso foi resultado das minhas últimas atuações em alguns projetos que teimavam em me deixar longe do meu Blog, prometo que isso vai mudar doravante, obrigado pela Bronca :-).

terça-feira, agosto 18, 2009

Não somos máquinas


Recentemente, em uma reunião de start up de projeto, enquanto discutíamos a composição da equipe de líderes, ouvi a expressão “ele é uma máquina...”, seguindo na discussão surgiu a vez do “esse outro é um avião...”, é claro que queria se demonstrar que as pessoas em consideração eram muito boas, tão boas que poderiam ser comparadas à máquinas. Não pude resistir a pensar imediatamente não nas qualidades de uma máquina, mas nos seus pontos fracos, em especial na condução de um projeto, a saber:
- máquinas não aprendem, são programadas para agirem de determinada forma, enquanto que em projetos uma das fases mais importantes é a conhecida “lessons learned” onde discute-se o que deu errado, porque aconteceu e o que fazer para que não mais ocorra;
- máquinas têm peças ou partes com funções especializadas, que quando param de funcionar, normalmente comprometem o todo, enquanto que o ser humano consegue em grande parte das vezes compensar algo que não esteja funcionando bem com outra qualidade ou característica, por vezes mesmo um órgão que apresente alguma deficiência é “auxiliado” por outro que assume suas funções básicas, inteligente a natureza, não?
- máquinas não percebem sutilezas que indicam que algo começa a se deteriorar, normalmente avisam somente quando algo estragou, ao contrário disso, pessoas têm sensibilidade de perceber que uma relação começa a se deteriorar, que determinado comportamento começa a dar sinais de desgaste, e se houver habilidade e vontade, são capazes de se corrigir em tempo de não colocar tudo a perder.
Poderia ficar falando das diferenças por horas e horas, mas você já percebeu onde quero chegar, é tremendamente injusto comparar pessoas a máquinas, principalmente na condução de projetos, onde o que mais conta é a resiliência, liderança, inspiração, sensibilidade, capacidade de aprendizado (alguém já ouviu falar em uma máquina que depois de anos fazendo determinada peça chegou à conclusão que podia fazer melhor e mudou sozinha seu processo?).
Se já não é bom ser comparado a uma máquina, que tal ser comparado a um avião então, principalmente nesses tempos em que aviões têm apresentado problemas no mundo inteiro...