sexta-feira, dezembro 31, 2010

Pope2You


Escrevi um texto em junho deste ano, que denominei mudança de hábito, e em função do tema, que citava vários exemplos de hábitos que vem mudando em nossa vida cotidiana, utilizei uma foto de uma freirinha, muito simpática por sinal, utilizando um computador pessoal. A foto de uma freira utilizando recursos de informática foi escolhida em função da igreja representar, no meu entender, a instituição mais conservadora da história da humanidade, e portanto, não muito voltada a inovações tecnológicas. Ledo engano!
Neste Natal o Vaticano disponibilizou a transmissão da Missa do Galo em streaming de vídeo para visualização via internet e até com suporte específico para iPhone.
Também através do site pope2you, é possível acompanhar textos publicados por Bento XVI, enviar-lhe cartões de natal, ouvir suas missas, ver fotos e vídeos e até adicionar aplicativos específicos para facebook, sem falar das visualizações em tempo real da Praça de São Pedro, nada ultrapassado não é mesmo?
Falar que o atual Papa vem mudando e modernizando o conceito de tecnologia dentro do Vaticano seria no mínimo tendencioso, pois essa onda começou muito antes, ainda com o Papa João Paulo II, que em 2001 participou pela primeira vez da cyberhistory, quando publicou documento oficial na internet convidando a igreja de todo o mundo a se “lançarem ao mar” da internet, para acelerar a evangelização no mundo.
E pensar que até hoje ainda existem empresas que não estão na internet ou continuam analisando a conveniência de entrarem de vez no MundoConectado da Internet, utilizando-se dos mais diferentes recursos atualmente disponíveis para redes sociais.
E você? Onde você está? E se não está na internet, onde você está?

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Viabilizando a domótica


A Domótica é uma tecnologia recente que permite a gestão de todos os recursos habitacionais. O termo “Domótica” resulta da junção da palavra latina “Domus” (casa) com Robótica (controle automatizado de algo).
Esta é a definição que encontrei para Domótica no Wikipedia. Não sei vocês, mas eu quando li, não pude deixar de pensar na casa dos Jetsons, onde tudo funcionava de forma automática, de acordo com nossas necessidades.
Essa imagem da casa dos Jetsons é antiga em minha memória, já tem quase quarenta anos, e de lá para cá, muita coisa tem evoluído, mas de forma isolada e não integrada.
Agora surge um projeto com esse objetivo, trata-se do projeto Hydra, desenvolvimento em Linux de um middleware que fará a integração de diversos eletrodomésticos e sistemas residenciais, visando a integração e automação residencial.

É importante entender que o fato de ser um middleware (programa de computador que faz a mediação entre os pragrama e os diversos aplicativos existentes) e estar sendo desenvolvido em Linux (software llivre) representam uma grande vantagem para o projeto Hydra, pois garantem que ele conseguirá interagir mesmo com elementos e sistemas mais antigos de nossos lares, e pelo fato de estar sendo desenvolvido em Software Livre possibilita uma distribuição mais democrática e com soluções de problemas de forma mais rápida e participativa.
Neste projeto estão previstos diversos sistemas de integração residenciais, dentre eles os de leitura de água e luz, permitindo que através de integração dos medidores com seus eletrodomésticos saiba-se exatamente a melhor forma de utilizá-los e consequentemente economizemos energia. Também estão previstas a interligação de diversos elementos como sistemas de alarme, telecomunicações, sistemas de som e entretenimento, games e até de dispositivos ligados ao nosso corpo, para permitir a telemedicina, onde determinados pacientes ou portadores de alguma doença que demande maior acompanhamento, pudessem ter vários de seus sinais (cardíacos, nível de glicose ou de gordura no sangue por exemplo) monitorados ininterruptamente por sistema inteligente ligado a alguma central de atendimento com médicos de plantão, para garantir toda a assistência necessário em caso de qualquer necessidade ou emergência.
Só não conseguiram resolver quem fará o papel da Rose, aquela simpática empregada doméstica robô da série Jetsons!

sábado, dezembro 11, 2010

"A verdade antes de tudo, senhores!"



A célebre frase de Rui Barbosa, consta de sua conferência: A imprensa e o dever da verdade, escrita em 1920, nada mais atual não é mesmo?
Conheci o Wikileaks em 2008 e apesar de por várias vezes pensar em escrever a respeito dele neste Blog, nunca o priorizei, e eis que agora ele invade os noticiários do mundo todo, em função das notícias ali publicadas e pelo fato de seu Editor e fundador, o australiano Julian Assange, ter sido declarado procurado no mundo todo pela Interpol e estar detido em cela isolada na Inglaterra. As acusações são de que teria supostamente molestado sexualmente duas mulheres na Suécia.
Em que pese a gravidade da acusação, gostaria de comentar neste espaço a respeito de outro tema: O incômodo da verdade - e de como as tecnologias atuais têm tornado a vida dos falaciosos e mentirosos mais difícil, na media em que alardeiam a verdade impiedosamente, doa a quem doer.
Graças ao Wikileaks soubemos que autoridades dos Estados Unidos chamam Putin e Medvedev de Batman e Robin, soubemos que o Governo Chinês solicitou o ataque ao site Google, após um alto político ter encontrado críticas a seu respeito no buscador e até crítica norte-americana ao “jeitinho brasileiro” foi divulgada, vejam só quanta ousadia!
Agora o que será mais grave, falar, ou pior, escrever o que não deve ser escrito ou divulgar o que foi escrito indevidamente?
Acabamos de passar por momento de decisão nacional sobre o futuro presidente do Brasil e pudemos verificar momentos conflitantes, onde depoimentos e entrevistas passadas divergiam frontalmente do que os candidatos diziam ser seus credos e valores atuais, isso está disponível fartamente na internet, Youtube, Blogs, redes sociais e sites de notícias.
Nosso ilustre brasileiro, Rui Barbosa, parecia antever a crise de cinismo em que o mundo se meteria. À tecnologia, somente coube o trabalho de facilitar a verdade, não lhe cabendo nenhuma outra culpa, mesmo que por vezes lhe vetemos o direito de existir, bloqueando seu site e impedindo doações que lhe sustentam, como é o caso do atual Wikileaks.

domingo, novembro 21, 2010

MVNO no Brasil



Foi apresentado para o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) no último dia 4, o texto final do regulamento do que será o modelo de MVNO para o mercado brasileiro. MVNO significa (Mobile Virtual Network Operator), é um modelo no qual permite-se que haja uma oferta de telefonia móvel, através de uma empresa ou instituição que não detém rede ou autorização para operar uma rede de telefonia móvel celular. Ora, mas se a empresa que vai oferecer o serviço móvel celular não possui rede ou autorização de operação como ela consegue ofertar o dito serviço? É aí que entra o termo “Operador Virtual” pois o que acontece na prática é que esta empresa adquire capacidade ou tráfego de uma operadora tradicional e revende para o mercado com a sua marca inclusa.
Vem da Inglaterra talvez os dois modelos mais bem sucedidos do mundo, o da Virgin e o da Tesco, que juntos já possuem mais de seis milhões de usuários de telefonia móvel, e servem de modelo para o funcionamento do MVNO. No primeiro caso, a Virgin, marca voltada para o mercado musical, aproveita sua força junto ao público jovem, com quem se identifica, oferecendo um serviço de telefonia móvel celular com esta marca. Já a Tesco usa além de forte marca do varejo, também sua força na logística, constituindo um forte canal de venda e de distribuição, que acaba representando conforto para seus usuários de telefonia móvel celular, que além de possuírem pontos de venda em praticamente qualquer lugar também enxergam no serviço uma forma de recompensa nos moldes dos programas de fidelidade, que ao invés de oferecerem milhas, oferece minutos para serem usados em sua rede de telefonia móvel.
No Brasil, como não vem sendo utilizado, o modelo ainda não se mostrou impactante para o mercado, mas podemos antever que ele represente uma oportunidade para as operadoras acessarem alguns nichos de mercado ainda não explorados adequadamente, e que poderão ser alcançados através de marcas parceiras, ou mesmo uma ameaça, caso as ofertas MVNO se sobreponham aos mercados já operados. Só o futuro ao final dirá qual a contribuição deste modelo para nosso mercado, eu fico no lado da torcida que espera que isso nos ajude a desenvolver ainda mais nosso crescimento da indústria proporcionando cada vez mais facilidades aos clientes deste, que já representa o quinto maior mercado mundial de telefonia móvel celular.

domingo, novembro 07, 2010

Conteúdo antes do meio


Nesta semana, no feriado de finados, comemoramos 90 anos da primeira transmissão de rádio comercial no mundo (rádio KDKA em Pittsburgh EUA), que naquela data transmitia o resultado das eleições. Menos de três anos depois, em 20 de abril de 1923, Roquette Pinto inaugurava a primeira rádio brasileira, tratava-se da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que nesta mesma data transmitiu a brilhante visão de futuro de seu fundador: “Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte. A paz será realidade entre as nações. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas que transportarão, no espaço, silenciosamente, as harmonias. Que incrível meio será o rádio para transformar um homem em poucos minutos, se o empregarem com alma e coração!”
Estupenda visão de Roquette Pinto que, mesmo achando as ondas de rádio “misteriosas” já vislumbrava o potencial transformador da comunicações na vida do homem moderno.
Nos mais de vinte anos em que atuo com tecnologia, já vivenciei os mais ardorosos debates sobre as tecnologias que predominariam no futuro próximo (ATM x IP, cable modem x ADSL, GSM x CDMA e mais recentemente na discussão do padrão a ser adotado para a TV digital no Brasil: SBTVD x DVB), sendo engenheiro não tenho como me furtar da obrigação de conhecer as diferenças entre cada tecnologia e possuir também meus argumentos de defesa em prol de uma ou outra, mas sempre achei muito mais importante a discussão sobre o conteúdo que se será transmitido sobre estas tecnologias. Entendo que aí more o segredo de uma possível evolução para nossa sociedade.
Não precisamos ir muito longe para nos depararmos com aplicados profissionais que defendam que a banda larga deva se consagrar através das tecnologias sem fio (celulares ou não) enquanto que uma outra grande porção de estudiosos defenderá com igual fervor a utilização das redes de cabos metálicos ou de fibra ótica para este fim. Eu, de minha parte, fico pensando como podemos fazer com que os outros 180 milhões de brasileiros excluídos do acesso banda larga possam começar a ter acesso a esta, que promete ser uma das tecnologias com maior poder transformador dos últimos tempos, talvez consigamos alcançar este patamar esquecendo-nos das defesas individualizadas e partindo para soluções compostas e mais criativas, que lancem mão de todas as tecnologias disponíveis, mas que não se esqueça que não basta poder transmitir, há que se cuidar também, e principalmente, do QUE transmitir.
Neste sentido meus amigos, temos que reservar tempo adequado e de qualidade, para discutirmos políticas de inclusão de bons conteúdos, de produção e de estímulo para criação de conteúdos com potencial de melhorar nossa população. Entendo ser esta uma pauta tão ou mais importante do que a dúvida sobre qual tecnologia prevalecerá em redes futuras.
Em tempo, Edgar Roquette Pinto era médico legista, antropólogo, etnólogo, ensaísta e professor, um homem interessadíssimo no desenvolvimento de nossa sociedade.

domingo, outubro 24, 2010

Redes WiFi


WiFi (Wireless Fidelity), sigla em inglês que designa um padrão de conectividade sem fios, que é seguido por uma aliança de fornecedores, para que todo equipamento com essa marca (WiFi) tenha compatibilidade de conexão sem fios à rede banda larga (aparelhos celulares, modens, roteadores, notebooks, iPads, netbooks, etc).
Vários lugares no mundo já dispõem de cobertura WiFi, principalmente aeroportos, Shopping Centers, Universidades e cafeterias, somam-se à essas coberturas as iniciativas das prefeituras do Brasil, que têm oferecido acesso gratuito banda larga WiFi para praças e parques públicos, como estímulo ao acesso à Banda Larga.
Nesta semana, o Nelson, um colega de trabalho que é profundo estudioso no tema Banda Larga, me apresentou um modelo de negócio para Redes WiFi muito interessante, trata-se da FON Networks.
Neste modelo o cliente adquire um roteador WiFi para instalar em sua residência ou comércio, e passa imediatamente a compartilhar seu acesso banda larga de maneira pública com qualquer pessoa que porventura tenha acesso àquela rede (cobertura física). Os participantes desta rede, por oferecerem seus acessos para que outras pessoas também acessem a rede mundial, passam a ter direito também a acessarem as demais redes de outros participantes. Neste modelo, há a opção de acesso pago ou acesso gratuito.
Essa rede tem cobertura no mundo inteiro, e já possuem parcerias com várias operadoras de redes banda larga, como não podia ser diferente, o Google também tem investimento nesta iniciativa.
Muito se comenta sobre as reais possibilidades de aumentarmos nossa penetração de Banda Larga no país, entendo que iniciativas como essa, associadas a uma política de desoneração tributária do acesso banda larga, poderiam rapidamente colocar o Brasil no mesmo patamar dos países mais desenvolvidos do mundo em internet, como Coréia e Japão. A internet não precisaria ser totalmente isenta de impostos, mas poderia receber uma classificação diferente da recebida atualmente, que a classifica de maneira semelhante a bebidas alcoólicas e cigarros, o que lhe confere o maior percentual de impostos no Brasil e o segundo maior no mundo!

domingo, outubro 17, 2010

Investindo em inovação


Walk the talk, expressão norte americana utilizada quando queremos sugerir que se pratique o que se diz, em outras palavras, fazer o que você diz que faz!
O Google neste sentido é um dos expoentes entre o discurso e a prática, pelo menos no que tange às práticas de inovação. Todos conhecem as políticas adotadas pela empresa Google para estimular seus funcionários a serem mais inovadores e criativos, neste texto gostaria de mencionar alguns exemplos de frutos colhidos dessa prática de gestão voltada a inovação.
-O3B, (Other 3 Billion), investimento em parceria com bancos de investimento e operadoras de redes de cabo e satélite, que visa oferecer acesso a internet à metade do mundo atualmente excluída digitalmente, esta é uma iniciativa em que o Google está envolvido desde 2008, e que já possui investimentos superiores a 500 milhões de dólares e operação em vários países do terceiro mundo.
-Energia eólica, trata-se de um investimento em parceira, que pretende investir até 5 billhões de dólares e que prevê a geração e transporte subaquático de energia eólica nos Estados Unidos. Um terço dos investimentos foi feito pelo Google, enquanto a empresa americana de energia, Good Energies, detém participação igual. A parte restante foi dividida entre outras companhias.
-Carro elétrico, doação da fundação Google.org de 200 mil dólares para a fundação Calcars.org que desenvolve veículo elétrico híbrido, e já possui modelos experimentais rodando nas ruas de Palo Alto, Califórnia.
Esses exemplos mostram o resultado de uma política orientada para a inovação, que não só direciona os investimentos do próprio Google, como também influencia o investimento dos Googlers (funcionários), que muitas vezes assumem o papel de “Anjos” como são chamados os investidores em negócios de risco, que já investiram em negócios tão distintos e inovadores como o Twitter, a Tesla Motors e mais recentemente a Tapulous aplicativos de redes sociais para o Iphone.
Temos aqui um bom exemplo de empresa que acredita e investe em inovação!

terça-feira, outubro 12, 2010

I want my bumper


Escrevi sobre os problemas que os Iphone 4 apresentaram quando manuseados inadequadamente, obrigando a Apple a escolher entre um recall milionário, distribuir fitas adesivas que impedissem o contato das mãos com a antenas dos Iphone, ou então distribuírem capinhas para serem usadas nos Iphones o que, além de proteger os aparelhos, também os isolavam das mãos dos inescrupulosos usuários, que insistiam em manusear os aparelhos como melhor lhes aprouvesse (que audácia desses donos de aparelhos hein? Imaginar que poderiam segurar seus aparelhos do jeito que quisessem...).

A Apple além de não corrigir o problema, ainda suspendeu a ação de distribuição das referidas capinhas (ou bumpers como são conhecidas no mundo todo). Aqui em nosso país, por exemplo, não existe opção nem do bumper e nem de um aparelho que não tenha esse defeito, de forma que os “applemaníacos” terão que se acostumar mesmo a manusear os aparelhos de “ladinho”.

Isso causou a ira de vários usuários, que chegaram a ponto de criar um site requerendo oficialmente da Apple a solução deste problema, trata-se do site www.iwantmybumper.com.

Eu, de minha parte, esperava mais da empresa da maçã, mas como ainda não li o livro “a cabeça de Steve Jobs” não consigo entender essa reação de uma empresa que se diz voltada para seu público, se alguém tiver alguma dica me diga por favor!

domingo, setembro 26, 2010

Novos modelos de negócio


Vendo a lista divulgada recentemente na Forbes, descobri que Mark Zuckerberg (um dos fundadores do Facebook) está entre as 40 pessoas mais ricas dos Estados Unidos, com uma fortuna em torno de 7 bilhões de dólares, já tendo passado personalidades importante do mundo da tecnologia, como Steve Jobs por exemplo, o lendário fundador da Apple.
Como um negócio baseado em redes sociais, que a rigor quando foram idealizadas não geravam um único centavo de receita, apenas custos e investimentos, conseguem ser tão ou mais lucrativos que negócios sólidos e de sucesso como a Apple?
São as características do que chamamos da era do conhecimento, onde o conhecimento e a inovação aplicados aos negócios valem mais do que fábricas e maquinaria pesada.
O negócio de conteúdo na internet apenas iniciou sua jornada. Se fosse um jogo de futebol de noventa minutos, certamente não teríamos nem entrado em campo, face ao espaço que ainda temos por desenvolver, mas já vemos modelos interessantes e rentáveis de negócios na área de conteúdo na internet, conhecidos como OTT (Over The Top) uma vez que rentabilizam ganhos sobre investimentos que não lhes pertencem, neste caso as redes de banda larga que transportam seus conteúdos gratuitamente.
Recentemente tomei conhecimento de um site que funciona como uma rede social de escritores e leitores, trocando informações sobre boas dicas de leitura, mas com uma grande diferença, através deste site um autor (conhecido ou não) pode enviar seus textos para que sejam publicados de maneira virtual ou impressos em livros tradicionais e vendidos através deste site, que faz as vezes de editora, revendendo os livros para estes autores e depositando em suas contas correntes o valor resultante das vendas, trata-se do Bookess.
Também conhecemos o Kmisetas, site especializado em fabricar camisetas de acordo com as estampas e figuras enviadas pelos compradores, você diz como quer suas camisetas e elas são enviadas a sua residência em até 24 horas. Isso para não falar da Zazzle, que além de permitir que você crie suas camisetas personalizadas com as estampas que quiser, ainda as coloca a venda, revertendo parte dos ganhos para os criadores da estampa.
Quando estava na faculdade de Engenharia Industrial, o grande sonho de todo estudante de engenharia era abrir uma empresa ou trabalhar em uma empresa grande e sólida, onde pudesse se desenvolver ao longo de sua carreira profissional, atualmente já não é tão fácil aconselhar nossos filhos sobre que caminho profissional seguir. O ponto positivo é que com toda essa inovação a economia vem crescendo e, o que é o principal, permitindo que boas idéias cresçam e se desenvolvam!

domingo, setembro 19, 2010

Always in Beta tem limites?


A Expressão Always in Beta (sempre em teste) é antiga e significa um momento de ruptura no mundo da tecnologia. Marca o momento em que a velocidade da inovação é maior que o tempo necessário para que determinadas tecnologias e produtos sejam devidamente testadas e corrigidas antes de seu efetivo lançamento. É uma expressão que começou a ser utilizada para sistemas operacionais e softwares em geral, e que tinha inclusive respaldo do mercado, que preferia receber um produto com alguns bugs a ficar eternamente esperando pela depuração total de novas versões de software. Assim tornaram-se rotinas as novas versões ou softpacks da Microsoft, que além de algumas facilidades, serviam mesmo era para corrigir falhas e fragilidades nas versões atuais de seus produtos.
Acredito que esse conceito, apesar de largamente utilizado, está extrapolando seu campo de atuação. Imagine adquirir um aparelho celular com exclusividade, pagar US$ 300 (no Brasil custa o equivalente a R$ 2.000,00), pegar fila para ser um dos primeiros a possuir um Iphone 4, e descobrir logo que começar a utilizá-lo, que ele falha em uma de suas funcionalidades básicas: recepção!
Pior que isso, só escutar do presidente da empresa que o aparelho funciona bem, basta que os usuários aprendam como segurá-lo, já que a falha é provocada quando a mão obstrui a antena do iPhone 4. Uma forma de corrigir que foi inclusive citada pelo próprio presidente em entrevista coletiva, seria colocar fita adesiva sobre o ponto em que ocorre o referido problema. Entre fazer um Recall milionário ou remediar, a empresa da maçã optou pela segunda opção, distribuindo para os proprietários do iPhone 4 uma capinha que fazia as vezes da fita adesiva, e portanto isolava o ponto sensível à falhas de recepção, das mãos de seus usuários.
Equivaleria a adquirir um automóvel caro, e depois de descobrir que seus freios tem alguma falha que impede que o carro pare em segurança, receber da fábrica um tipo de calçado com salto mais alto, que compensasse a falha nos freios, fazendo com que pisássemos com mais força no pedal de freio, fantástico não?
Ainda bem que o iPhone 4 é quadradinho, diferente de todas as tendências atuais de linhas arredondadas, senão seria mais difícil resolver o problema das “capinhas” de recepção :-( .

sábado, agosto 14, 2010

Revendo conceitos...


Em 1999 tive a oportunidade de trabalhar em um projeto experimental de web TV. Tratava-se de um dispositivo que conectado à rede de TV a cabo fornecia acesso à internet para usuários que não possuíssem Computador Pessoal em suas residências ou que quisessem mais um ponto de acesso em seus lares. Tecnicamente funcionou bem, cumprindo razoavelmente bem sua função, mas acabamos por não lançar o produto pois verificamos que a sua utilização não era confortável, os teclados sem fio eram pouco confiáveis, falhando o tempo todo, a resolução das TVs de tubo não era adequada para uma navegação confortável e os aplicativos usuais da web naquele momento, não faziam muito sentido de serem acessados na sala. Imaginem-se nos intervalos das novelas, abrindo seus e-mails na sala, com toda a família ao redor dando palpite sobre como responder a determinado e-mail, haja falta de privacidade!
Ao final a utilização de equipamentos de web TV restringiu-se a algumas poucas operadoras de cabo ao redor do mundo e de um ou outro hotel que disponibilizava esse serviço para seus hóspedes, serviço muito carro por sinal. Pensei naquele momento que nunca instalaria um PC em minha sala.
Mais de dez anos se passaram, e na semana passada instalei um PC, integrado ao Home Theater, and guess what, estamos nos divertindo muito desde então. Sabem o que mudou? Tudo!
Agora as TVs são de alta resolução, permitindo conexão via HDMI, oferecendo uma resolução impecável. Já não precisamos do PC para acessar nossos e-mails, eles são acessados através de Ipods, Iphones, Androids, Smartphones e/ou Note ou NetBooks. Os aplicativos na web evoluíram muito, e temos à nossa disposição ótimas opções de música ou filmes online. O acesso através da Banda Larga evoluiu muito, assim como o conteúdo disponível para download. Se antes assistir filmes ou streamming de vídeo na internet era passatempo de Nerd, atualmente ele disputa a audiência com o conteúdo normal das TV abertas e por assinatura, pelo menos na minha casa.
Os games também evoluíram muito, e a experiência é muito melhorada quando jogados em telas grandes e com melhores recursos de áudio, como os de um Home Theater.
O Google, que já havia lançado o Google TV, comunicou que está em teste uma nova funcionalidade que detecta a qualidade de sua tela e automaticamente adapta o conteúdo para uma melhor experiência, basta recostar-se na sua poltrona que o software lhe proporcionará a melhor visualização, aliás por conta disso o nome dessa funcionalidade é lean back.
Mister Google, bem vindo a minha sala!

sábado, julho 24, 2010

Home Media Center


Já havia escrito sobre a convergência digital através do aparelho celular, que atualmente é um equipamento que converge diversas mídias e ainda possui o benefício da portabilidade, pois pelo seu tamanho reduzido, pode ser levado para qualquer lugar, junto com uma infinidade de aplicativos e facilidades, um verdadeiro canivete suíço eletrônico.
Também já havia escrito sobre as memórias de grande capacidade, que vem cumprindo papel interessante nos lares da Coréia do Sul, onde a família armazena suas fotos, suas músicas, seus filmes, seus livros eletrônicos, notas escolares e documentos eletrônicos em geral. Essa memória é do tamanho de um estabilizador de tensão de PCs, chama-se memória NAS e foi promovida a sair do escritório, ganhando lugar de honra nas salas, ao lado dos aparelhos de TV, pois acabam assumindo o lugar de Home Media Center desses lares.
Nunca pensei no entanto, que minha experiência com um verdadeiro Home Media Center se daria através de um console de vídeo game. Meu filho interligou um X BOX 360 com um MP3 player, o ZUNE da Microsoft, ambos com 120 Giga de memória, e o resultado foi um verdadeiro centro de entretenimento na sala. Utililzando conexão HDMI entre X Box e a TV conseguimos uma qualidade de vídeo excelente, nesta conexão o Zune funciona como memória NAS auxiliar, e apesar de ter apenas 120 Giga de memória, consegue fornecer dezenas de filme em qualidade HD, ou mesmo acesso a milhares de músicas, que através da conexão da TV a um Home Theater fornecem uma qualidade de áudio impressionante.
Os controles e acessos ao arquivo de mídia são facilitados pelo uso do joystick do X Box, que permite acesso amigável e confortável a todas as mídias disponíveis, além de acesso obviamente aos jogos instalados nos dois equipamentos.
Podemos acessar o X Box Media Center através do LapTop que se conecta a ele via Wi Fi, o que além de permitir navegação na internet, ainda agrega outros 500 Giga de capacidade de memória.
Juntando todos esses aparatos, temos acesso a fotos, filmes, músicas, vídeo clips armazenados ou assistir via streamimg, além dos jogos disponíveis no console via discos Blu-ray ou mesmo armazenados no disco interno do X Box.
E pensar que tudo isso começou com o antigo TeleJogo...

sexta-feira, julho 02, 2010

Tudo tem limite, inclusive a tecnologia!



Este Blog surgiu de minha familiaridade com temas ligados à tecnologia e a seu emprego em nosso cotidiano, buscando sempre uma abordagem inovadora e ao mesmo tempo divertida do cenário tecnológico que nos cerca.


Tendo estas duas palavras em mente: tecnologia e cotidiano, não há quem não faça a relação com o que temos assistido nesta última copa do mundo, onde bilhões de pessoas têm assistido a erros memoráveis de juízes e bandeirinhas, que são totalmente explicitados graças às tecnologias avançadas das novas câmeras digitais e do uso de computadores que analisam em tempo real a situação de cada jogador e as condições do vento, da velocidade da bola, da distância até o gol e mais uma infinidade de condições, que por vezes nem são colocadas à nossa disposição, mas que fazem parte de relatórios que são compilados e depois analisados à exaustão por técnicos a procura de pontos de melhoria em seus times e de pontos fracos nos times adversários.


O mundo inteiro assistiu a declaração irritada do mexicano Nestor de La Torre, diretor geral da federação mexicana de futebol, após a eliminação de seu país no jogo contra a Argentina que estreou o placar com um gol irregular marcado por Tevez. Ao final do jogo La Torre teria dito que a tecnologia deveria servir para tirar essas dúvidas e servir como “tira-teima” para esses casos.


Em que pese toda a facilitação que a tecnologia nos proporciona, tenho que discordar de nosso amigo mexicano. Acredito que a beleza e a magia do futebol estejam exatamente na mistura de habilidade, malícia e capacitação física dos jogadores, que são temperadas com certa dose de incerteza e até sorte. Como em todos estes elementos encontramos as habilidades e talentos envolvidos, o resultado não é certo, sempre há espaço para que ocorram as chamadas “zebras” ou que resultados inesperados ocorram como, por exemplo, o erro de um juiz, de um bandeirinha, ou mesmo dos jogadores, que obviamente acabará por influir no resultado do jogo. O problema é quando essas incertezas e zebras acontecem exatamente contra nós, como aconteceu hoje no jogo contra a Holanda...

terça-feira, junho 15, 2010

Mudança de Hábito


No meu tempo de colégio, uma das coisas que mais tirava meninas do sério era a ameaça de divulgação do que estava escrito em seus diários, alguns eram inclusive vendidos com um cadeado na capa, de forma que somente pessoas autorizadas poderiam ter acesso a seu conteúdo. Se naquela época alguém propagasse que diários online virariam febre, e que quanto mais pessoas os lessem, melhor, certamente recomendaríamos uma consulta médica ao pobre coitado. Pois não só os Blogs se tornaram muito populares, como os microblogs, que foram criados sem nem mesmo sabermos para quê, seguiram o mesmo caminho.
E o uso dos Blogs e microblogs não se restringiu obviamente aos adolescentes, sendo no momento uma importante ferramenta de comunicação de empresas com o público em geral, de artistas com seus fãs, de ONGs com seus simpatizantes (apesar que usos estranhos continuem sendo populares: ouvi numa entrevista com o Paulo Lima que o William Bonner escolhia a cor de suas gravatas através de enquetes do Twitter :-P ).
Lembram-se do famoso “Fale com o Presidente”, do mais famoso ainda, Comandante Rolim? Lembro-me que eram distribuídos formulários para que escrevêssemos e que seriam então remetidos para o presidente. Dá para acreditar que seriam de fato respondidos pelo presidente? E quanto tempo isso demoraria? Imaginem a mesma iniciativa e mente criativa de nosso comandante, em época de Twitters e Blogs como agora, seria um show! Hoje provavelmente esse canal receberia o nome de "Reclame com o Presidente", pois já não percebemos mais o tapete vermelho, a sala diferenciada com piano bar, e principalmente o presidente em pé, na sala de embarque desejando Boa viagem!

domingo, maio 30, 2010

Riscos da tecnologia


Nesta semana, uma notícia circulou o mundo a respeito de um cientista inglês que eventualmente teria sido infectado por um vírus “informático”, as versões da notícia que encontrei na internet são confusas e não deixam muito claro o que realmente aconteceu, mas o sensacionalismo rendeu muitos spams.
Também foi divulgado que pesquisadores do J. Craig Venter Institute pela primeira vez obtiveram como resultado de pesquisas a criação de vida através de material 100% sintético.
Em que pese nossas necessidades de novas curas para várias doenças e mesmo a nossa necessidade premente por mais alimentos, temos que nos preocupar com o processo em que esses estudos são realizados, pois nem sempre todas as questões de segurança estão sob controle e não está totalmente afastado o risco de criarmos um super vírus ou super bactéria através de nossos experimentos.
O termo “engenharia genética” nos leva a acreditar que, como em todas as disciplinas da engenharia, tratamos com termos exatos, onde não reside dúvida ou espaço para interpretação dúbia, mas não é bem assim. Em experimentos de genética a regra é dar errado, dependendo do experimento são necessários centenas de erros para obtermos um acerto, como exemplo, podemos citar os casos de clonagem.
Para que se possa introduzir modificações no genoma, são utilizados vetores que trazem a informação desejada e normalmente utilizam-se de vírus para que se “enganem” a estrutura original, para que ela permita a “absorção” da nova carcterística, através deste exemplo, fica fácil de imaginar o risco de uma estrutura modificada desta forma fugir de controle e criar uma super praga ou super vírus.
Me ative apenas aos quesitos técnicos da questão, sem levantar a discussão sobre os quesitos morais e éticos, que dariam espaço para mais páginas e páginas de discussão, pois se por um lado a busca da cura de várias doenças é um fim nobre para a pesquisa, talvez patentear a descoberta e visar única e exclusivamente o lucro não seja assim tão nobre...
E por enquanto temos apenas que alertar, pois essas ameaças se realizam apenas em Hollywood nos filme do tipo Resident Evil...tomara que continuem assim!

quarta-feira, maio 26, 2010

A nova Muralha da China


Quando falamos da Grande Muralha da China, nos vem à memória a imensa construção Chinesa de mais de dois mil anos e extensão total acima dos oito mil quilômetros, e que alguns acreditam poder ser avistada da lua (esses alguns que acreditam nunca foram a Lua, pois na realidade ela não poderia mesmo ser avistada a essa distância...). Mas estamos neste post nos referindo à outra muralha, também conhecida como The Great Wall Proxy, ou grande Firewall da China, que censura todo e qualquer texto que possa referir-se de forma indesejada contra o partido ou contra o governo (que em última instância lá é a mesma coisa). Apesar do potencial econômico apresentado por esse país continente, ainda persistem por lá práticas de censura à livre expressão e não é todo tipo de acesso que é permitido aos internautas chineses. O Google por diversas vezes teve de suspender ou adequar suas operações para poder continuar operando naquele mercado.
Pois nesta semana foi a vez do Paquistão bloquear o acesso dos internautas de seu país ao conteúdo do YouTube, FaceBook e Google (o que sobrou para os paquistaneses acessarem?).
Quero crer que sejam atitudes isoladas, pois caso contrário teríamos que admitir que estamos regredindo ao invés de tornarmos o mundo cada vez mais acessível, cada vez mais conectado, estaríamos criando feudos ou guetos isolados de culturas e informações externas.
É como se estes países não se preocupassem com o que são ou o que pensam a seu respeito, desde que não fosse divulgado ou permanecesse em segredo...como se isso fosse possível:-P

terça-feira, maio 18, 2010

Inovação


Muito se fala em inovação e várias empresas colocam em seu credo alguma visão voltada para inovação. Elas estão certas ao fazer isso, pois é a melhor forma de estarem preparadas para o futuro, ou melhor, é a melhor forma de criar o futuro.
Dentre as iniciativas de inovação que se conhece, temos que destacar o modelo da 3M, reconhecida globalmente como case de inovação, empresa que coloca em seu planejamento estratégico e no objetivo de seus executivos que 20% de seu faturamento anual virá de produtos inovadores (que não existiam no seu portfólio no ano anterior).
Visitando a home Page da 3M, temos a impressão de estarmos diante de um laboratório de inovação aplicada, pois todos os estímulos são em prol da inovação. Baseam-se na metodologia Scamper (Substituir, Combinar, Adaptar, Modificar, Pesquisar, Eliminar e Reorganizar).
É fácil colocarmos em nossa missão estratégica alguns planos voltados para a inovação, transformá-los em realidade é bem mais complexo, pois está intimamente ligado com a cultura da empresa e mesmo com a capacidade das pessoas que executam suas atividades do dia a dia de lidarem com o novo o tempo todo. Você já não se deparou com o questionamento sobre porque inovar se o que estamos fazendo está dando certo alguma vez na vida? Pois então, essa é uma receita de como não se deve agir, pois é uma iniciativa (aliás acho que é uma acabativa...) que não favorece o novo.
Voltando ao site da 3M, notamos que existem documentos para downloads, cases de sucesso, links para empresas parceiras, técnicas de inovação, seminários de inovação e mesmo estudos de outras empresas que souberam inovar. É claro que nem todas as organizações precisam ter o eixo de inovação tão acentuado como a 3M, mas nem por isso precisamos estar amarrados com uma bola de ferro ao pé, onde se lê “aqui nada se muda, já que está dando certo, permaneceremos assim”. Pelo contrário, devemos estar o tempo todo antenados com o que está acontecendo no cenário global e principalmente entender o que está dando certo e que tem potencial de ser aplicado a nossas organizações.

domingo, maio 09, 2010

A tecnologia como aliada da sustentabilidade


Analisando a velocidade com que a tecnologia vem transformando alguns de nossos atuais utensílios em peças de museu, temos que nos perguntar qual seria o impacto para o ambiente global caso passássemos a trocar de Televisão na metade do tempo que costumávamos fazer no passado, o mesmo valendo para nosso aparelho de som, para nosso DVD e assim por diante.
A TV de tubo, apesar dos avanços das novas tecnologias (Plasma, LCD, OLED e até 3D) continua sendo vendida, mas minha geração já coleciona algumas peças que podem ir para o museu, cito entre elas, o bom e velho três em um, que toda residência classe média possuía (toca discos, rádio e toca fitas), o vídeo cassete, o vídeo laser (este teve vida tão curta que poucas famílias chegaram a adquirir), o próprio toca disco do tipo LP (Long Play), o CD player que vimos nascer e que praticamente está morto, devido ao avanço das tecnologias de compactação, como o MP3, e mesmo o DVD, mais recente, que já se prepara para a sua disputa com o Blu Ray.
Se adicionarmos à intensa velocidade com que as tecnologias evoluem o fato de que o lixo eletrônico é um problema que impacta nossa sociedade globalmente e que temos ainda o desafio de incluir mais da metade da população mundial, teremos aí um grande problema para solucionar.
Teremos que buscar a solução na própria tecnologia. Acredito que no futuro não fará sentido mais termos dispositivos distintos para cada uso que fizermos, haverão processadores em nossas residências, com grande capacidade de processamento, memórias adicionais externas, que possam ser aumentadas de forma modular e conexões por fibras óticas ou wireless, mas de altíssima velocidade, de forma que não seja necessário trocarmos os dispositivos a cada vez que surgirem novos usos, bastando aumentar a velocidade de transmissão ou de armazenamento.
Espero ter o privilégio de presenciar mais esta evolução.

quarta-feira, abril 21, 2010

Cidadania


No nosso dia a dia deparamo-nos com diversos flagrantes de desrespeito a cidadania, e por vezes nos lugares e situações mais inusitados. Freqüentemente ao levar meus filhos à escola vejo pais e mães que estacionam em fila dupla ou até tripla para poderem deixar seus filhos exatamente em frente ao portão e não precisarem andar alguns metros, caso tivessem que estacionar adequadamente seus carros, paradoxal essa situação não? Pois se levamos nossos filhos a escola é de se supor que quiséssemos que fossem educados, mas acabamos ensinando a não serem bons cidadãos.
E os maus exemplos infelizmente não param por aí, observem a quantidade de carros que trafegam acintosamente em velocidade inadequada em ruas que possuem escolas, inclusive nos horários de entrada e saída de crianças, alguns chegam ao absurdo de após deixarem seus filhos seguros na escola, saírem acelerando como se estivessem atrasados para algum compromisso, ou como se somente a segurança de seus filhos merecesse sua atenção.
E a lista de desrespeito a cidadania é extensa, são exemplos de carros estacionados em vagas exclusivas para portadores de necessidades especiais, aguardando o semáforo abrir enquanto mantém seus veículos sobre a faixa de pedestre, pessoas sentadas em assentos reservados a idosos e que não levantam quando pessoas nestas condições entram nos coletivos, pessoas que furam a fila tanto em bancos e supermercados como em seus veículos, enquanto aguardamos para entrar em alguma avenida e alguém ultrapassa a vários veículos pela direita e entra na frente de todos achando a atitude mais normal do mundo, e assim como essas, existem uma infinidade de outras atitudes dignas de serem punidas ou no mínimo utilizadas como exemplos para que mostrássemos a nossas crianças como NÃO se deve agir.
Pois bem, estava pensando a esse respeito outro dia, enquanto esperava o semáforo abrir e observava a quantidade de escolares que tinham que desviar dos vários veículos estacionados sobre a faixa de pedestres, acredito que essas atitudes sejam estimuladas face à uma completa incapacidade dos órgãos oficiais de fiscalizarem a maioria das situações, e até porque existe mesmo uma sensação de impunidade, somada a um anonimato, que acaba estimulando esses atos. Será que se tivéssemos o hábito de reclamar com esses cidadãos (cidadãos?) eles não diminuiriam seus atos de desrespeito? Se a cada vez que víssemos alguém estacionado sobre a calçada ou em fila dupla ou tripla, tirássemos uma foto com nosso celular e enviássemos para um portal, que publicasse esse registros de desrespeito a cidadania?
Que tal disponibilizar um portal que pudesse explicitar esses diversos exemplos contra a cidadania em nossas cidades?

domingo, abril 11, 2010

Novo sucesso da empresa da maçã



Quando o iPad foi anunciado por Jobs no ano passado, houve críticas de todos os lados, mas a principal era de que o produto não seria nem um iMac e nem um iPhone, e que portanto desagradaria a gregos e troianos, pois não seria compacto o suficiente para permitir ser carregado para todo o lado e não permitiria também o conforto de utilização que um iMac possibilita. Pois bem, a prática correspondeu à teoria, criticar ao Mago da Apple pode não ser um bom negócio, o lançamento do iMac foi um sucesso, vendeu 300 mil unidades no primeiro dia, e já existem comprometimentos de fábricas até o natal e uma estratégia de distribuição Global traçada e em contínuo processo de revisão, haja vista a dificuldade de atender ao desejo do consumidor em possuir o tablet em questão.
Mas o que saiu diferente da previsão dos críticos? Em minha opinião, sempre se pensa nos aspectos racionais e técnicos de determinados produtos, e suas escolhas pelo público não se dão somente baseados nesses quesitos, ousaria dizer inclusive que essa nem é a maior parte da preocupação dos usuários. O aspecto inovação, design, desejo, atualidade pesam imensamente, e nesse campo não tem para ninguém, Jobs nada de braçada.
A emoção envolvida na decisão de adquirir um tablet certamente não encontra amparo nas decisões racionais de utilização, preço, tecnologia, rede de assistência técnica e mais uma imensidão de pontos que, apesar de importantes, apenas serão utilizados para respaldar a decisão tomada, que é a de adquirir uma maquininha dessas.
É claro que nós, profissionais de tecnologia, temos que levar em consideração todos os pontos técnicos e racionais, enquanto planejamos o lançamento de determinados produtos, mas é imprescindível uma visão compartilhada e de conjunto com as áreas mais ligadas aos aspectos emocionais, como marketing e comunicação, pois só assim conseguiremos nos aproximar um pouco mais do que de fato passa pela cabeça do público que se relaciona com os produtos que desenvolvemos.
Ainda bem que a vida é dessa maneira, senão seria no mínimo previsível, e por conseguinte, muito chata de ser vivida.