sábado, agosto 04, 2012

Não basta ser bom


Não sei quantos de vocês usaram ou pelo menos manusearam um Zune da Microsoft, eu tenho um e confesso que fiquei muito triste com a notícia da Microsoft que deixaria de fabricá-lo.
O meu tocador de MP3 da Microsoft possuía várias vantagens sobre o iPod da Apple, pois apesar da idade, já possui uns cinco anos de idade, tem o dobro da memória que o iPod da mesma época (120 GB), pode ser usado como winchester externo, permite transferência de arquivos de músicas entre usuários através de WiFi, sem nenhum tipo de limite ou restrição, apesar de também possuir uma loja online, a exemplo da iTunes, permitia que gerenciássemos todo o seu conteúdo pelo Windows explorer e permitia conexão online com Windows Media Player, Xbox 360 de forma nativa, desde sempre, ao passo que a Apple somente liberou este tipo de conexão anos mais tarde, e mesmo assim somente para os usuários que tivessem o Apple TV. Bem, de quebra, custava mais barato!
Infelizmente a vida de quem briga com a Apple não é fácil. Ele não possuía o mesmo design moderno e arredondado do iPhone e do iPod, e nem era a jóia da coroa de um cara chamado Steve Jobs.
A Microsoft está prestes a explorar no mercado o Surface, tablet que virá para brigar com o iPad. Não sou fã da Microsoft, e muito menos deixo de utilizar vários produtos da Apple, inclusive o próprio iPod, iPhone e iPad, mas quero crer que seria melhor o mundo se houvesse mais concorrência, e não a total dominância de uma única marca (diga-se o mesmo da Microsoft com o Windows), e vamos que vamos.

sábado, junho 23, 2012

Uma imagem vale por mil palavras

Em 17 de março postei um texto, que refletia um pouco minha indignação com os padrão de tomadas que adotamos. Aliás, adotar padrões diferentes do resto do mundo parece ser um vício nosso...
Ontem recebi uma imagem de um amigo, também indignado com essas discussões de padrões brasileiros, que sem dúvida expressa de forma muito mais impactante o que estamos vivendo do que o texto que fiz (dou o braço a torcer), e vamo que vamo...

sábado, maio 12, 2012

Net Movies


Em fevereiro escrevi que estava testando o NetFlix conectado a uma smart TV Samsung. Terminada a configuração de todas as bugigangas (HD externo, WiFi, Home Theater e TV) família feliz pela qualidade das imagens, mas com um gostinho de “quero mais”, face à limitação do conteúdo oferecido pela NetFlix. Como existe um forte modelo de negócio nas produtoras de conteúdo, e nesta cadeia as distribuidoras de canal aberto e fechado certamente tem mais balas na agulha que empresas entrantes como a NetFlix, obviamente não sobra muito lançamento para este último canal de distribuição, então temos que nos contentar com séries e filmes que não sejam lançamentos L .
Buscando outros conteúdos, acabei assinando a Net Movies, empresa nacional, que possui um modelo de atuação semelhante ao que a NetFlix faz nos Estados Unidos, ou seja, complementa a oferta de conteúdo via streaming de vídeo (conteúdo assistido via Banda Larga na internet) com a locação de DVDs e Blu-Rays, entregues no conforto de sua casa, sem prazo para assitir, sem multas e o que é melhor, mais barato que uma locação em uma locadora convencional ou a compra esporádica de algum conteúdo via pay per view (que ainda são caros no Brasil). Pelo mesmo preço que o NetFlix (R$ 15,00) além do conteúdo online, ainda se acrescenta a possibilidade de receber DVDs em casa com horário marcado, e em uma promoção, ainda tenho 50% de desconto ao pagar com o cartão de crédito de administração do Bradesco.
É claro que o conteúdo ainda não é atualizado, a exemplo do NetFlix, mas entendo que seja uma questão de tempo, pois como a barreira de entrada deste serviço é muito menor (não temos que comprar nenhuma caixinha, assinatura básica, sem custo de instalação, além do preço ser substancialmente mais baixo) provavelmente ao atingir-se uma base de assinantes mais expressiva, passarão a ganhar maior importância na cadeia de distribuição das produtoras, e com isso começarão a receber alguns lançamentos, e com  o tempo estarão tão ou mais competitivas que as operadoras de conteúdo por assinatura convencionais (via satélite, MMDS ou Cabo).
Mais uma boa notícia para os clientes, que terão mais uma opção de conteúdo de boa qualidade à sua disposição.

sábado, março 24, 2012

Tão evoluídos e tão atrasados



Estou no aeroporto de Congonhas, aguardando uma brecha no mau tempo de Uberlândia, que me permita o embarque para esta cidade. Se o tempo não melhorar iremos para Ribeirão Preto e de lá seguiremos de ônibus, que belo programa hein?
Este primeiro parágrafo já iniciou um post mais antigo deste Blog, e serve para ilustrar que, apesar de todos os desenvolvimentos tecnológicos a que temos acesso diariamente, ainda continuamos, como diria nosso amigo Belchior, como nossos pais quando a questão é tecnologia de aeroportos :-(
Fico imaginando se, na Inglaterra, dependêssemos da mesma tecnologia que temos no Brasil, haveria a metade dos vôos, face a incidência de neblina que temos por aquelas bandas. E o mais cruel, é que pagamos uma das tarifas mais caras de passagens aéreas do mundo, mas em compensação, o serviço que recebemos...
Ontem, olhava angustiado por mais de 20 minutos, várias malas passarem na esteira do aeroporto internacional Franco Montoro (apelido do aeroporto Internacional de Guarulhos), que não a minha, e de quebra ouvia uma senhora reclamar que sua mala sempre desaparecia e pensava cá com meus botões: Ao invés de pagarmos em torno de R$ 100,00 por um seguro bagagem, poderíamos pagar R$ 5,00 por um chip que fosse fixado na mala, e que tivesse nossa identificação (endereço, número de passaporte, etc, etc) e que permitisse o encaminhamento automático da mala, que impediria que algum desavisado ou amigo do alheio saísse com minha mala do aeroporto, por engano ou “olho grande”, sem falar do problema mais frequente que é a mala adquirir vontade própria, indo sozinha para um destino que não é o seu, ninguém sabe como.
Pode ser que não adotemos estas tecnologias mais modernas, mais baratas e mais eficientes de controle de bagagens para garantir o empregos de milhares de funcionários nos aeroportos e companhias aéreas, isso seria compreensível até, mas se fosse assim, porque não nos atenderiam de forma mais cortês? Ah, com você não é assim? Eles sempre são corteses? Desculpe então minha falta de sorte, minhas experiências é que não tem sido tão boas.
Meu celular fala com todo mundo e com todas as coisas. Meu tablet, se esqueço de desligar, quando vejo está cheio de novas informações recebidas via feed, meu carro fala com o controle de pedágio, qualquer aparelho de barbear que se preza, fala com as saídas magnéticas dos supermercados, para evitar que pessoas esqueçam de pagá-los ao irem embora, assim também baterias, alguns cosméticos e qualquer outro produto que possa custar mais que algumas dezenas de reais. Então porque somente minha bagagem não pode ter a mesma sorte, de ser protegida por um chip?
Se não consigo nem garantir que receberei um mala cheia de roupa sujas, depois de uma semana de viagem, querer que o aeroporto de minha cidade esteja preparado para uma simples neblina pode parecer demais não?
Em tempo, enquanto espero meu vôo ser autorizado, ouço que também os aeroportos de Belo Horizonte e Curitiba encontram-se fechados em função das condições meteorológicas, para que não pensem que somente nossa cidade é premiada com estas condições.

sábado, março 17, 2012

Fios, tomadas e padrões



Quando comprei o primeiro desktop para meu filho, fizemos a instalação no escritório, e para tal foi necessário, além da alimentação do próprio PC, também a alimentação do monitor (que na época era um tubo pesado para caramba), e também a alimentação das caixas de som e da impressora, e dá-lhe fios para o teclado, para o mouse, e para as extensões de USB.

Depois minha filha ficou mais velha, também queria seu PC, toca duplicar tudo que já existia, e além disso já tínhamos banda larga ADSL (que também tinha sua tomada de tensão), para ligar os dois PCs na mesma banda larga, também adicionei um pequeno Hub, e posteriormente um roteador para o Wi-Fi.

Além do inferno que era fazer todas as ligações, vivia com medo de que alguém desconectasse alguma coisa atrás da estante, pois certamente precisaria de algumas gerações para fazer todas as conexões de novo (não citei os conversores 110 x 220V que sempre existem e os filtros de linha que a esta altura já eram dois além das réguas de alimentação....uma pequena usina de energia e ácaros, guardada atrás da estante).

Bem o tempo passou, meus filhos cresceram, o primeiro desktop deu lugar para um Lap Top e com ele as conexões WiFi começaram a devorar parte do emaranhado de cabo que existia nas minhas instalações, o fato do Lap Top vir com webcam integrada, sem mouse ou teclado ou caixas de som adicionais levou outro tanto...depois percebi que não precisava mais do hub...depois nem lembro mais para que instalei o roteador, já que o WiFi tinha roteador, e com isso aposentei os filtros de linha as réguas, e finalmente assassinei o último Desktop, e com ele, pude finalmente livrar-me de quase todos os cabos :-)


Seria ótimo se não tivessem mudado os padrões das tomadas, agora o tablet fala com a TV, esta por sua vez conecta-se à banda larga, que gerencia o som da casa, se conecta ao celular, os filmes assistidos ficam na nuvem, as fotos também, e o que é melhor, não configuramos mais nada, basta ligar um no outro que eles se falam, se entendem e começam a trocar informações...mas as tomadas....ah as tomadas...três pinos redondos que não entram na tomada da parede, que são tres furos mas não redondos. Outros equipamentos tem somente dois pinos redondos ..ou seriam chatos? Chato é termos o que é mais difícil e complicado funcionando direitinho e termos que ligar tudo nos velhos adaptadores, também conhecidos como "T" ou "Benjamin", é a boa e velha ABNT trabalhando para que tenhamos tudo funcionando direitinho. Ou não?!?

domingo, março 11, 2012

Quando o COMO é mais importante do que o QUÊ





Estou lendo o livro “Como” de Dov Seidman, que apesar do prefácio ter sido escrito por Bill Clinton, que não é exatamente um ícone de integridade, mostra de uma forma inequívoca que estamos vivendo um momento em que o formato tem sido encarado de forma tão ou mais importante do que o próprio conteúdo, e que valores como a integridade, honestidade e respeito ao próximo, apesar de sempre terem sido importantes, em tempos de sociedade conectada (MundoConectado) assumem importância ímpar.
Assim a lanchonete que confia nos seus clientes a responsabilidade de pagarem e pegarem diretamente no caixa o troco que lhes cabe, ganha competitividade e preferência de seus clientes (será que alguém comerá 150 coxinhas apenas porque é possível não pagar por elas?).
A cantora Rhaissa Bittar e o escritor Paulo Coelho (para citar apenas dois exemplos desta nova época) ganham a simpatia de seu público ao disponibilizarem todo o seu conteúdo gratuitamente na internet.
O Palestrante e escritor Luciano Pires, distribui seu conteúdo através de programas de rádio e podcasts, gratuitamente. Em sua home page existe a opção para que os ouvintes deixem a contribuição que julgarem adequada, pelo conteúdo que recebem.
O Paulo Lima disponibiliza o conteúdo de suas revistas (a Trip e a TPM) gratuitamente na loja Apple, no iTunes e em downloads a partir de seu próprio site. São mais de 25 anos de entrevistas com os personagens mais inusitados e impactantes de nossa sociedade.
A mentira nunca teve pernas tão curtas... O curso não feito e relatado no CV é descoberto em segundos. O produto que propala qualidades inexistentes é desmascarado assim que colocado no mercado, por meio de redes sociais. O trailer do filme que é melhor que o próprio filme é exposto de tal forma na internet, que todos são avisados do embuste, e assim podemos escrever folhas e folhas de exemplos de que os nossos valores sempre existiram, mas que graças ao tanto que nossas sociedades estão conectadas, essas informações correm o mundo em questão de segundos, ou de “clickes”, obrigando empresas a se retratarem, administradores a se demitirem após seus balanços mostrarem-se não tão sólidos quanto suas apresentações pressupunham.
E com tudo isso acontecendo ao mesmo tempo, ainda tenho que tolerar uma cantina que insiste em conviver com filas para sermos atendidos, sendo que tudo o que precisamos, que não custa mais que um par de reais, está ali, logo ao alcance de nossas mãos, e que poderíamos simplesmente pegar o que queremos e deixar o pagamento correto na caixa, melhorando a performance do lugar, deixando o proprietário com um lucro maior, os clientes mais satisfeitos (pela confiança e pelo tempo economizado), mas não, ao invés disso vejo filas, funcionários mal humorados pela dupla responsabilidade (servir e cobrar). Meu amigo Dov, seria bom que viesse dar por essas bandas para nos ensinar um pouco sobre o Porque o COMO fazer algo significa tudo...nos negócios e na Vida.

sábado, fevereiro 25, 2012

Internet na TV



Aproveitei um desk top que tinha em casa, com uma configuração já ultrapassada, para usos mais nobres (todos usos que meus filhos precisavam como downloads, games, MMRTG, P2P, fotos, storage de milhares de videoclips e de zilhões de música, etc) e instalando teclado e mouse sem fios e uma interface WiFi (já que naquela época lugar de Banda Larga era no quarto ou no escritório e não na sala de TV), transformei-o em uma estação multimídia para a família, meio ultrapassado, vá lá, mas ainda assim deu-lhe uma sobrevida e nos divertíamos vendo conteúdos adequados para toda a família, basicamente um ou outro filme "downloadeado", estações de rádio que gostávamos de ouvir quando estávamos em São Paulo e um ou outro conteúdo interessante no YouTube.
Fomos felizes com esses usos básicos, até que assinamos o NetFlix. Deste momento em diante, tornamo-nos heavy users, e a idade de meu velho desktop se fez presente...
Ainda tentamos a conexão via Xbox e Wii, mas apesar de funcionar, não era tão confortável como ter um teclado e um mouse para selecionar o que queríamos. Quando decidimos trocar o equipamento, fiz as contas e conclui que era mais barato comprar uma Smart TV, do que investir em um novo DeskTop, desta vez preparado para o uso que queríamos fazer do mesmo.
Decisão tomada, fui à caça, comprei uma smart TV e a conectei na internet (desta vez, lugar de banda larga é na sala, e de lá, via Wi Fi, conecta-se o resto das traquitanas: iPhone, tablets, androids, laptops e o escambau), click no Smart Hub, e pimba na gorduchinha, lá está o bom e velho NetFlix, mais amigável, com todas as funcionalidades no controle da TV e que por estar conectada no Home Theater fica com uma boa qualidade de som.
Conecto nosso HD externo na TV, e tenho acesso a todas as fotos, filmes e músicas que nossa família colecionou nos últimos 22 anos. :-)
Youtube com leanback, entre um filme e outro uma zapeada básica no Facebook, nossas séries prediletas (Dexter e Criminal Minds).
E o que é melhor, somando-se os custo desses equipamentos e dividindo por doze, ainda sairá mais barato que uma mensalidade da Sky, ótimo para nós, que teremos mais um competidor na briga pela nossa audiência. Bons tempos esses não?!?


Em tempo, pago R$ 15,00 para assistir a tudo que quiser no NetFlix.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Tablets II - A revanche



No primeiro post deste ano, comentei sobre a decisão da escola de meu filho em utilizar tablets para que os alunos tenham acesso a conteúdos digitais e possam de uma forma mais interativa, prepararem-se melhor para o vestibular. Abordei a questão do conteúdo versus o meio que o transporta ou o disponibiliza, defendendo que a principal parte da discussão deveria se dar em torno do conteúdo que se transmite a nossos filhos e não ao meio que é utilizado para isso. E que se tínhamos já meios mais modernos, que os utilizássemos, sem contudo, começarmos uma briga eterna contra o pobre Tablet ou a internet, como se ao invés de facilitadores, tivessem se tornado os vilões da história, pois é assim que são pintados, por aquelas escolas que relutam ainda em aceitar estas inovações.
No início deste mês, vi uma reportagem em que o MEC declarava que mais de 60.000 escolas públicas do ensino médio, disponibilizariam a seus cerca de 600.000 docentes, dispositivos tablets para acesso a internet e conteúdos especialmente desenvolvidos com fins educacionais, pois sabiamente, acreditam que os alunos da rede pública somente serão incluídos digitalmente se os seus professores também o forem.
Celebro a decisão do Ministério da Educação, que desta vez, colocará a rede pública de ensino à frente de uma série de escolas privadas. É melhor as escolas refratárias à algumas modernidades, começarem a refletir sobre seu papel na educação de nossos filhos (já digo educação ao invés de formação, pois esta cabe mesmo é aos pais, enquanto aquela, mal e mal vem sendo perseguida pelas escolas), caso contrário veremos em breve escolas voltarem novamente a utilizar quadro negro.
Não vou cair em tentação de fazer o que estou criticando, ou seja o problema não é o quadro negro, mas sim o fato de que enquanto os professores o usam, inevitavelmente estarão de costas para os alunos e de frente para o quadro, o que convenhamos, não é uma postura adequada para uma profissão (professor) que tem por expectativa melhorar nossa sociedade através da aplicação de bons costumes, já que a melhor maneira de educar, é o bom e velho exemplo, e é no mínimo complicado, passar bons exemplos de costas para a sala de aulas...

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Nadando contra a corrente



Julian Assange foi preso em dezembro de 2010 sob uma acusação um tanto estranha de crime sexual. Em consequência, o seu site Wikileaks enfrentou sérios problemas de hospedagem, sendo obrigado a fazer várias migrações de sua infra estrutura, de forma a tentar manter seu serviço no ar. Também teve afetada sua arrecadação de fundos, que era feita através de bandeiras de cartão de crédito, que passaram a se negar a efetuar a operação.
Um pouco mais de um ano após, assistimos a retirada do ar do site Megaupload, que especializou-se em permitir Up e Download de conteúdos diversos (músicas, filmes e programas). Seu proprietário, Kim Schmitz foi preso, junto com outros três executivos da empresa.
Bem, não defendo que devemos permitir violações de direitos autorais, e muito menos incentivar a publicação de documentos classificados como confidenciais. Por outro lado, fica claro que existe uma demanda enorme, não atendida pela indústria atual de conteúdo, para que a aquisição de músicas e filmes dê-se de forma mais facilitada e global. Podemos citar como exemplos bem sucedidos de distribuição de conteúdo o iTunes e o NetFlix, sou usuário de ambos e acho-os ótimos.
Se por um lado a indústria se apresenta claramente contra toda e qualquer atividade semelhante ao MegaUpload e aos tradicionais programas P2P (peer to peer), por outro, não vejo um movimento na mesma intensidade no sentido de facilitar a distribuição de conteúdo, vejam que o iTunes somente recentemente abriu seu conteúdo para nós brasileiros, e o NetFlix, apesar de ser uma ferramenta barata e eficiente para distribuição de conteúdo, somente oferece filmes antigos (medo da concorrência?) e as iniciativas não vão muito mais longe do que isto.
É claro que estamos engatinhando ainda neste mercado, e que veremos ainda muita água rolar debaixo desta ponte, mas preocupa-me o fato que se gaste mais tempo tentando evitar as iniciativas que já existem, do que para desenvolver novos canais para distribuição de conteúdo, baseados em ferramentas fáceis de serem usadas e de custo adequado ao que o mercado está disposto a pagar, e que seja suficiente para remunerar toda a cadeia da indústria (produtores, autores, intérpretes, publicitários, etc).
Enquanto não desenrolamos este novelo, para lá de embaraçado, continuaremos a ver iniciativas ineficientes com o intuito de barrar a distribuição gratuita de conteúdo. Em tempo, alguém já perguntou o que os autores e intérpretes pensam a respeito? Eu tenho vários exemplos de artistas que também estão insatisfeitos com o que recebem da vendagem de seus discos e que gostariam de que fossem popularizados, afinal a intenção de qualquer artista é de distribuir ao máximo sua obra, ou não?

quarta-feira, janeiro 18, 2012

A casca sempre está por dentro do recheio?



Tomo emprestada a frase do criativo Arnaldo Antunes para mais uma vez discutir conteúdo versus ferramenta de comunicação. Apesar do tema já ter sido discutido inúmeras vezes, acho que vale a reflexão, pois vira e mexe vejo novamente a discussão sobre os problemas da internet, como se ela sozinha pudesse assumir a responsabilidade por tudo que ela carrega...
A escola de meu filho entende que conhecimento sozinho não é nada, e que conteúdo sem aplicação não tem nenhuma valia, portanto tem como ferramenta de ensino um tablet, e aproveita algumas facilidades que podem ser oferecidas pelo mesmo, como por exemplo a facilidade de transporte, mais leve que uma dezena de livros, facilidade de interação com o aluno, atualidade da ferramenta que estimula o seu uso pelo aluno, e o fato do aluno utilizar a mesma ferramenta para tudo, para pesquisar, para brincar, para estudar, para namorar, para se informar, para jogar e claro também para ouvir música e curtir seus vídeos favoritos.
Já a escola da minha filha, proíbe o uso de tablets, celulares, smartphones e ainda solicita uma redação em que o aluno é instado a escrever sobre os males da internet, como se essa ferramenta de comunicação sozinha, pudesse ser responsabilizada pelo universo de maldade e insensatez que grassa no mundo, onde mães ou madrastas arremessam filhos pela janela, onde assistimos programas na TV com altos índices de audiência, onde alguns personagens são acusados de estupro, que aliás é filmado e transmitido ao vivo (também com alta audiência), onde a música (eu disse música?) mais popular do momento é de um ser chamado Michel AtéLogo :-(
A nternet tem seus riscos sim, assim como o automóvel, ir a escola a pé, ou de bicicleta ou de ônibus. A TV também tem seus riscos, e para dizer a verdade, por várias vezes procuramos por algo que valha a pena ser assistido na telinha e desistimos, principalmente se for domingo a tarde.
E as revistas então? Já tentaram ir a banca de jornais e dar uma olhada geral nos títulos das revistas? Duvido que consigam achar mais que uma em dez revistas que valessem a pena ser lidas.
E aos que acham que restringindo o uso da tecnologia nas escolas estaremos fazendo algum bem às crianças, como acham que será o mundo delas na realidade? Fora das escolas? Alguém consegue trabalhar sem internet? Sem computador?
Defendo que se estimule ações positivas, usos corretos, que se trave a boa batalha, e não que a evitemos, até para que tenhamos crianças melhor preparadas do que nós fomos em nossas juventudes. Só assim poderemos aspirar a um mundo melhor no futuro. Com internet ou o que vier a lhe substituir brevemente.

sábado, outubro 29, 2011

A tecnologia e um grande amigo



Não tinha como não escrever sobre a morte de Jobs, mas infelizmente o destino foi traiçoeiro, e levou-me um amigo muito mais próximo e querido, e pelo nosso relacionamento, pelo propósito deste site que é falar sobre tecnologia e até pela constante presença dele neste site, como leitor e comentários freqüentes, não tinha como evitar que o post sobre ele saísse na frente do de Jobs.


Ele não era fundador de empresa nenhuma, pelo menos que eu saiba, mas era um amante inveterado das tecnologias, em especial as eletro-eletrônicas e ligadas às telecomunicações. Conhecedor de circuitos, componentes, válvulas e afins, meu amigo Maurílio era do tipo incorrigível de engenheiro, que além de gostar de ser engenheiro, aproveitava o seu tempo de folga, para continuar sendo engenheiro!


Sempre me diverti, mesmo antes de entrar na engenharia, desenhando circuitos, soldando componentes e eventualmente estragando algumas geringonças que me chegavam às mãos, mas o Mau era do tipo que pesquisava, curtia seus projetos antecipadamente, investia tempo pensando na sua construção, na aquisição dos componentes, montagem e finalmente no uso dos mesmos, conforme podemos ver, no vídeo que ele postou no YouTube, após montar seu amplificador valvulado AX84.

Não se contentava em participar da massa das opiniões comuns ou da maioria, sempre prezou pela opinião pessoal legítima e singular, que nem sempre era compartilhada pela maioria ou era bem aceita pela mesma maioria. Para quem não conheceu estas expressões e curtiu alguns de seus debates, deixo uma pequena amostra de suas idéias no Blog Olhando e Vendo de sua autoria.


O Mau era amigo leal, que nunca nos visitava aos domingos à tarde, mas que esteve muito presente na vida de minha família, e em vários momentos em que tive a chance de trabalhar com ele nestes últimos quinze anos. Companheiro certo de um bom chopp gelado e bem tirado no bar do praia clube, aos domingos pela manhã.


Você já está fazendo falta em nossas vidas. Não sei se continuará com acesso a internet onde estiver agora, mas certamente continuará nos inspirando a mantermos nossa lide diária no campo das tecnologias, defendendo sempre o que for melhor para a sociedade, dentro do conceito mais amplo de ética.


Vá com Deus amigão!

quinta-feira, outubro 20, 2011

Pedra Station



Recentemente conversava com um uma pessoa culta, inteligente, atualizada, devidamente informatizada e que posso tranquilamente considerar como tendo uma cabeça avançada para a sua idade. No entanto ele me dizia que não confiava na internet, e que nunca havia feito nenhuma transação bancária por este meio. Argumentei que era plenamente seguro, que eu fazia todas minhas transações bancárias pela internet há mais de quinze anos, e que nunca havia tido o menor problema, e que dos problemas que tive conhecimento através de amigos, todos foram resolvidos razoavelmente, sem perdas para os usuários. Meu amigo agradeceu a informação, mas não deu o menor sinal de que mudaria de atitude para com a rede mundial e seus riscos para os incautos usuários :-(

Contando o caso para meu filho, como se fosse a coisa mais estranha do mundo, ele me disse que também alguns de seus amigos tinham receio de comprar pela internet, e caírem no golpe do “Pedra Station” pagando por um Play Station e recebendo posteriormente um tijolo ou uma pedra dentro de uma caixa. Rimos um bocado deste receio, e chegamos mesmo a falar que isto mais parecia lenda urbana, e que desde os idos tempos do lançamento do Vídeo Cassete comprado no Paraguai por US$ 500 que não via mais ninguém cair no velho golpe do “tijolo na caixa”.

Pois não é que nesta semana a Globo mostrou uma reportagem de um infeliz comprador que tendo pago por um LapTop em uma reconhecida loja virtual, recebeu em sua casa um TIJOLO, vejam só! Obviamente a loja já havia se comprometido a reparar o mal entendido, e alegava que provavelmente se tratava de um problema na entrega ou na logística, mas que assumia todo a responsabilidade e entregaria o LapTop pretendido.

Bem já tive mais problemas comprando em lojas reais do que em lojas virtuais, e mesmo nas transações C2C, via Mercado Livre, eBay ou portais específcos de compra, nunca tive nenhum problema nem no recebimento nem na negociação, e não pretendo deixar de utilizar este meio de compra, pela facilidade que representa, mas é sempre bom lembrarmos que até os dias de hoje, ainda existem aqueles que se dispõem a embrulhar cuidadosamente um tijolo ou uma lajota, para enviar no lugar do precioso bem adquirido e tão ansiosamente esperado.

E vocês, já tiveram algum problema pessoal ou de algum conhecido que tenha caído no golpe do “Pedra Station”?

sábado, outubro 01, 2011

Risco para nossos ouvidos



Atualmente tenho trabalhado em um escritório que fica mais próximo da rua, e mesmo morando em uma cidade mais tranqüila, ainda assim há os que se esforçam ao máximo para nos proporcionar uma musicalidade que não pedimos e que muitas vezes beira o insuportável.
Alguns carros passam com seus aparelhos de som ligados em um volume tão alto, que não só invadem todos escritórios e casas do quarteirão, como ainda vão disparando todos os alarmes dos carros que ficam estacionados nas redondezas, ou seja, além de termos de aturar o volume insuportável destes carros, ainda temos que continuar ouvindo dezenas de alarmes disparados após o som desaparecer, como diria minha filha: Ninguém merece!
Vejam que este problema já é considerado falta grave no trânsito, causando multa e cinco pontos na carteira dos motoristas que ou são surdos, ou vão ficar em função da potência dos aparelhos de som de seus carros.

A OMS recomenda que não fiquemos expostos a ruídos acima de 50 dB, pois este é o limite a que o ouvido humano consegue suportar sem que venha a ter problemas no curto ou médio prazo, acima deste nível temos, por exemplo, uma madeireira (70 dB), um caminhão acelerando ao lado da sua janela (74 dB), um carro de trio elétrico (110 dB), uma britadeira (120 dB), e o interior destes carros que nos perturbam, que pode ultrapassar os 130 dB, só perderiam para um estádio de futebol cheio de vuvuzelas ou para os arredores de uma turbina de Boeing que podem ultrapassar os 140 dBs.
Nem preciso ressaltar a perfeição que é o ouvido humano, que com quase nenhuma energia, é capaz de perceber as menores variações dentro do espectro de freqüências que conseguimos interpretar, mesmo que com potências baixíssimas. A pele que compõe nossos tímpanos é extremamente sensível, capaz de ser captar os menores sinais de variação na pressão, interpretando-os como sons audíveis. No mundo de hoje, não é possível mais alegarmos que não sabíamos de alguma coisa, pois a informação transborda de todas as fontes possíveis, Mesmo que não se saiba exatamente qual a potência exata do som de seus carros, e nem que se lembre que o limite para não termos problemas auditivos é de 50 dBs, ainda assim não consigo acreditar que os incautos motoristas não saibam que o que fazem, além de torturar nossos ouvidos, ainda têm o enorme potencial de fazê-los ficar surdo.
Mas então porque têm esta atitude? Seria por masoquismo? Ou sadismo, por gostarem de nos fazer sofrer? Acho que nunca saberei ao certo. E você? Tem alguma opinião a este respeito?

domingo, julho 24, 2011

Justiça seja feita



Depois de haver postado alguns pontos em que a Nokia perdera a liderança no mercado, tinha que fazer a devida justiça, reconhecendo onde esta empresa vem se saindo bem.
Nunca me dei ao trabalho de fazer a configuração de meus aparelhos Nokia para que reconhecessem meus podcasts favoritos e rádios online que normalmente ouço. Já estava conformado com a tirania do iTunes, que semana-sim, semana-não, perdia minhas configurações e assinaturas, origando-me a reconfigurar todas minhas preferências e assinaturas novamente.
Aproveitando meus dias de férias, comecei a brincar com meu X5, e vi que existia esta opção no menu, que permitia assinaturas de rádios online, bem como a configuração para recebimento automático de meus podcasts favoritos. Investi alguns minutos, e pronto, já tinha meu X5 pronto para reproduzir meus gêneros de música preferidos, bem como apto a receber os episódios dos programas que sigo via podcasting, simples assim!
Apesar da interface Symbian não permitir uma navegação tão confortável quanto meu iTouch, por outro lado ganho na integração de funções, pois com meu X5 conectado ao rádio de meu carro, aproveito para ir ouvindo meus programas e interrompo a qualquer momento para fazer ou receber ligações via viva-voz. Também aproveito para curtir as músicas que mais combinam com os momentos em que meu celular me acompanha (estações NewAge para estudar ou trabalhar, Clássica para leitura, R&B ou Rap para pedalar e MPB para os momentos ao lado de minha churrasqueira, sem falar dos podcasts para caminhadas ou viagens de carro e moto. Uso e abuso das interfaces HSDPA, P2 e WiFi de meu X5.
Deixo como dica alguns endereços dos podcasts que assino, bom proveito!
Café Brasil, com o instigante Luciano Pires
Artigos de negócio da McKinsey (Quarterly reports)
Lições de Inglês com EASL – English as a Second Language
Entrevistas e música com o Paulo Lima na Trip FM
Comentaristas (Ethevaldo, Dimenstein, Jabur, Gheringer) e música de qualidade no Cesta de Música
Entrevistas sobre empreendedorismo no Empreendecast
PS: Deixe suas sugestões de podcasts ou rádio online, pois apesar de termos material de qualidade na internet, nem sempre é fácil de achar.... : - (

domingo, julho 03, 2011

Era uma vez uma empresa líder no mercado de aparelhos celulares



Tive a oportunidade de conhecer a sede mundial da Nokia em Helsinque em 1998 e confesso que fiquei impressionado com a pujança e inovação demonstrada por uma empresa que começou seus negócios fabricando papel há mais de 140 anos atrás.
O que mais admiro nesta empresa é sua visão estratégica e disciplina tática que lhe permite executar rigidamente o que foi desenhado do ponto de vista da estratégia. A Nokia evoluiu sua linha de produtos, já tendo tido em sua fabricação borracha, cabos para telecomunicações, fibras ópticas e até equipamentos para redes de telecomunicações (telefonia fixa, celular e banda larga ADSL).
Se desfez destas operações e focou sua atuação no mercado de handsets. Já foi ícone mundial de design, tendo sido a primeira empresa de telecomunicações a investir em designers italianos para garantir modelos alinhados às tendências mundiais de design.
Após a entrada da Apple no seu mercado, viu-se obrigada a mais uma vez realinhar seu portfólio de produtos e iniciou um doloroso e demorado reposicionamento, primeiro como empresa de música – isto mesmo, música, e depois, já com uma visão mais alinhadas às tendências mundiais, como uma empresa de conteúdo. Dentro desta estratégia ela vem colecionando várias aquisições de empresas especializadas em conteúdo celular, sendo talvez a mais importante aquisição feita a da Navteq, empresa norte americana líder em mapas geo-referenciados, pela qual pagou a soma de 8,1 Bi US$ em 2007.
A Nokia talvez tenha sido a última fabricante de handsets a manter a aposta no sistema operacional Symbiam (me considero fã deste sistema operacional, principalmente nos áureos tempos em que ele recebia atualizações constantes, a exemplo de qualquer outro sistema operacional), mas no ano passado selou parceria mundial com a Microsoft e começou a fornecer seus aparelhos também com o Windows Mobile.
A Nokia que já teve mais de 50% das vendas mundiais de handsets, no momento detém algo em torno de 33%. Mantendo ainda a posição de líder mundial, mas ameaçada pela Sansung, que estando com 20% vem crescendo sua participação em uma taxa 5 vezes mais rápida do que a Nokia.
Sua próxima aposta será o mercado de tablets, prometendo lançar seu equipamento ainda para o Natal de 2011. Neste mercado, ela já será seguidora da estratégia da Sansung...

domingo, junho 05, 2011

Falta de tecnologia é que não é...



Em recente viagem à China, e África do Sul voei mais de 50 horas, percorrendo mais de 30.000 km, fizemos escalas em Dubai (ida) e Joanesburgo (volta) e sabem onde encontramos filas e atrasos nos vôos? Somente em Congonhas, no embarque para a cidade em que moro.

Costumo falar em tecnologia neste espaço, e para falar a verdade, nas áreas de aviação, transportes, logística e tráfego aéreo, temos uma tecnologia disponível capaz utilizar as informações disponíveis, como por exemplo quantidade de passageiros em cada vôo, calcular a quantidade de pessoas que estarão desembarcando a cada hora nos principais aeroportos do mundo, destinar os aviões automaticamente para onde possam ter mais fingers disponíveis e é possível até calcular antecipadamente quanto vai ser o faturamento das lojas do aeroporto, em função da quantidade de pessoas que desembarcarão em determinados períodos.

Temos aeroportos interligados à malha viária através de trens, de metrô, de esteiras inteligentes, isso sem falar nas inúmeras facilidades que os aeroportos internacionais possuem, dentre eles cobertura WiFi, lojas, hotéis, lounges VIP, restaurantes, vi até lugares especiais para rezar.

Agora comparar esta realidade que encontramos ao redor do mundo com o que temos aqui em nossos aeroportos é no mínimo frustrante. No último trecho de meu vôo, quando embarcaríamos para Uberlândia, o vôo atrasou algo em torno de uma hora e meia. Nada mal para um aeroporto que no mesmo momento tinha vôos com atrasos de mais de dez horas. Mas o problema é a falta de infra-estrutura. Não falo aqui de tecnologia de ponta, ou avançada, falo de banheiros, cadeiras e condicionamento de ar com capacidade para atender aos pobres passageiros, que se atrevem ainda a enfrentarem os aeroportos tupiniquins, e até aceitam pagar muito mais caro pelos vôos nacionais do que em situações semelhantes em países europeus ou E.U.A.

Se em um simples final de semana, domingo a noite, sem chuvas ou feriados os nossos aeroportos já se tornam um inferno, imaginem quando estivermos sediando jogos da copa do mundo. Espero que o futuro mostre que eu estava errado...

domingo, abril 24, 2011

Estamos mesmo preparando nossas crianças?



Na escola de meus filhos, uma escola de metodologia contemporânea e alinhada a vários preceitos atuais de educação, não é permitido levar aparelhos celulares para a escola, e estes, se forem levados devem permanecer desligados, pois acaso algum incauto permita que um destes diabólicos aparelhos toque durante uma aula, é o fim do mundo!
Na escola de minhas sobrinhas, mais tradicional e purista, os limites não são diferentes, havendo mesmo professores que se refiram ao dito aparelho como “isto” acompanhado de muxoxô de pouco caso, tamanho é o desrespeito devotado ao aparelho celular naquela instituição.
Também acredito que seja um desrespeito, celulares tocarem e, principalmente serem atendidos durante almoços, em reuniões, nos cinemas, teatros e shows, mas será que conseguiremos educar nossas crianças a serem mais responsáveis e utilizarem melhor estas tecnologias proibindo-as de utiliarem seus aparelhos? Sem falar da pouca serventia destas políticas aplicadas nas escolas, caso as crianças vejam seus pais atendendo celulares no meio de uma sessão de cinema ao lado delas. Seria um disparate.
Acho que devemos repensar alguns conceitos e práticas, pois se por um lado caminhamos para termos conteúdos mais diversos e com experiências cada vez mais interativas através de mídias digitais (e algumas destas mídias pouco ou nada diferem de aparelhos celulares mais desenvolvidos) por outro precisamos de professores melhor preparados para desenvolverem melhor nossas crianças e torná-las mais preparadas para um mundo onde cada vez se exige mais da interação entre as pessoas e da capacidade de utilizarmos as ferramentas mais avançadas (manuais, sociais e/ou eletrônicas) e, francamente, nenhuma destas tendências combina com proibirmos crianças de andarem com aparelhos celulares. Muito pelo contrário, deveríamos estimulá-las a desenvolverem hábitos sadios e utilizarem normalmente todas as facilidades que tivessem ao seu alcance. Ou seria pedir muito?

domingo, abril 17, 2011

Cardápio digital, garçom digital, comida digital?


Temos um restaurante em nossa cidade, que sempre investiu em inovação, da arquitetura à montagem dos pratos. Lembro-me que há anos oferecem a escolha da sobremesa em menus digitais, muito semelhantes aos displays de fotos digitais. Estando antenados ao que acontecia no cenário tecnológico, era natural que partissem para os menus interativos, com o advento dos tablets, e no ano passado, assim que chegaram os primeiros iPads no mercado, passamos a escolher as refeições pelos equipamentos, que fazem as vezes dos cardápios. Uma empresa de Curitiba desenvolveu um sistema especial para tablets (Sophia) que tanto mostra as especialidades da casa, como dá sugestões de vinhos, que combinam com determinados pratos, vídeos sobre a região das uvas, ou do preparo dos pratos, mensagens do Chef, ou seja uma infinidade de informações para melhorar a experiência dos clientes. O restaurante Nood especializado em comida asiática, presente no Brasil, Portugal e Espanha já utiliza um sistema de tablet que fica fixado à mesa, neste sistema o cliente escolhe e já ordena sua preferência à cozinha, e ao longo da refeição, pode acompanhar o custo das comidas e bebidas. O Garçom neste caso apenas leva as comidas à mesa e recebe o pagamento (logo o pagamento que é o mais fácil de ser automatizado). É claro que sobrou para o Garçom que já vê seu papel ameaçado.

Mas e aquele garçom especial que você tanto gosta? Que sabe seu nome, a sua marca de cerveja preferida? Que brinca com seus filhos e família, toda vez que você vai ao seu restaurante ou barzinho predileto? Espero que desenvolvam uma facilidade neste sistema, para que possamos chamar o garçom para conversarmos, sempre que quisermos...sem falar no risco de pedirmos um filét mal passado e após recebermos uma macarronada sermos informados que um vírus invadiu o sistema :-P

quarta-feira, abril 13, 2011

Vou investir em tinta...


Como toda criança, eu também adorava brincar com lanternas, e como naquele tempo não haviam lanternas de LED nem pilhas alcalinas, dá para se ter uma idéia que minha brincadeira não durava muito tempo, obrigando meus pais a comprarem muitas pilhas e com uma frequencia maior do que eles gostariam. Por vezes ouvia meu pai comentar, que no futuro as lanternas seriam gratuitas e se cobrariam somente pelas pilhas. Na minha cabeça, essa afirmação não fazia sentido, pois achava as lanternas muito mais divertidas do que as pilhas... Pois bem, passaram-se bem uns quarenta anos, estou neste momento pintando minha casa, e como meu pai (acho que isso é mal de pais) faço minhas contas e chego a conclusão que a tinta que uso para pintar a casa é muito cara, uma tinta de primeira linha não sai a menos do que R$ 150,00 a lata de 18 litros, e enquanto calculo quanto tinta gastarei para pintar a casa, minha filha entra no escritório e reclama que a tinta da impressora acabou, neste momento cai a ficha, a tinta da impressora é 672 vezes mais cara que a melhor tinta latex do mercado. Tomando-se como base que um cartucho de tinta original de 5 ml custa R$ 28,00 (existem opções mais caras), só para se ter uma idéia, a lata de 18 litros de tinta de impressora custaria a bagatela de R$ 100.800,00, supondo que eu gastasse umas dez latas de tinta para pintar minha casa, caso o fizesse com tinta de impressora, eu investiria R$ 1.008.000,00, ou seja ficaria mais caro do que o valor de minha casa! Comecei a entender o que dizia meu pai, sem dúvida as impressoras poderiam ser dadas, ficando as empresas do setor somente com os lucros oriundos da venda de cartuchos. Isso só não ocorre ainda, porque como tudo na vida, existem os piratas e empresas de cartuchos “genéricos”, que obviamente perceberam o filão criado por esta indústria e passaram a participar do rentável mercado de tintas de impressora, como a margem é muito alta, há espaço para todos. Não sei se meus investimentos futuros serão em ações, em ouro ou em tintas de impressora :-)

terça-feira, abril 05, 2011

Tudo está nas nuvens...


Esta bem que podia ser uma manchete de alguma coluna de algum ecomomista, e ‘tudo está nas nuvens’ poderia significar que tudo está caro, ou com os preços nas alturas (o que não seria de todo mentira...), mas aqui significa outra coisa. Trata-se da cloudmania, onde colocamos tudo na nuvem, ou seja virtualizamos a infra-estrutura que suporta diversos serviços, e oferecemos estes mesmos serviços por valores mais baixos, ou mesmo gratuitos. A Amazon lançou seu novo serviço de hospedagem de músicas, onde é possível reservar até 20Gbytes de memória, para guardar seus playlists, e ouvir onde você quiser, no momento que você quiser, e sem risco de perder suas músicas favoritas. O Google informou que já trabalha em um serviço semelhante, e alerta seu concorrente que terá mais vantagens ainda, mais espaço e de graça! Bem os servidores de e-mail, há muito tornaram-se virtuais (acho que já nasceram na nuvem), hospedagem de páginas de internet também está em máquinas virtuais, hospedadas em Data Centers, em algum lugar do planeta. Vídeos já encontram-se armazenados da mesma forma. Meu dinheiro deve ser virtual também (não porque acaba rápido ou porque ninguém nunca viu) mas porque manuseio algo em torno de 20% do meu salário em espécie (papel moeda) o resto é transação eletrônica, débito em conta, cartão de débito ou de crédito :-(.

Livros estão cada vez mais virtuais, namoros e amizades também, jornais, aulas, alunos, reuniões, caramba ninguém mais está a salvo? E você, ainda esta aí? Ou também é virtual?