
Depois do último texto que publiquei sobre a inclusão digital no Brasil e dos problemas que esse tema vem enfrentando, face ao despreparo de educadores e até de falta de metodologia e acompanhamento do programa de inclusão digital do governo, recebi alguns comentários no Blog, e-mails e até bate-papos de alguns amigos com novas idéias sobre como corrigir o problema.
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...