sexta-feira, novembro 28, 2014

Drone entregando o que você não pediu...

Jeff Bezzos, presidente da Amazon, declarou no ano passado que já solicitou autorização para iniciar teste piloto de entrega de mercadorias de até 2,3 kg através de Drones, que percorreriam somente centros Urbanos, com percursos inferiores a 16 km (esses números cobrem aproximadamente 86 % da maior empresa do mundo de varejo online).
É claro que a autorização para utilização deste meio de transporte, caso seja de fato liberada, demorará ainda alguns anos, mas é de se esperar, que a tecnologia, caso viesse mesmo a ser utilizada, alcançasse escala para ter seu custo barateado, de forma a viabilizar um transporte mais seguro, e isento de poluentes, pois tratam-se de motores elétricos.
Agora imagine que combinação bacana, unirmos a agilidade e a praticidade de usarmos drones para entregas, associado à facilidade de análises de perfis de uso (analytics e BIG DATA na veia), de forma a conseguirmos entregar algo que você não pediu. Ou seja, analisando seu perfil de consumo, seu poder aquisitivo e a disponibilidade de ofertas dentro do segmento que mais lhe interessa, ao invés de fazer as indicações sobre itens que poderiam lhe interessar (coisa que qualquer site de compras já faz) mandarmos entregar, diretamente à sua casa, uma oferta customizada, antecipando-se a uma necessidade ou vontade, ainda não expressa, já pensou nisso? Do ponto de vista tecnológico isso já é plenamente possível e se cruzássemos dados estatísticos poderíamos ter altos índices de acerto no que chamamos de NBO (Next Best Offer), é chutar e correr para o abraço, gol na certa!

 De novo, quem viver verá!

domingo, novembro 09, 2014

Aprendemos bem pouco...

Em 2008 o mundo assistiu a eleição do país mais forte do mundo, ser ganha por um candidato que usou e abusou dos recursos digitais, em especial interações digitais em redes sociais. Não por acaso, Barack Obama é, até hoje, o perfil com a maior quantidade de seguidores do Twitter, beirando a casa da centena de milhão.
O Brasil por sua vez, mesmo sendo um dos países com maior presença nas redes sociais do mundo, com um sistema de automação eleitoral invejado no mundo todo, assistiu a uma disputa eleitoral tradicional, aos moldes da década de oitenta, onde os candidatos, em sua grande maioria, apareciam na telinha mostrando-se incapazes sequer de decorarem os textos de vinte segundos que tinham que nos transmitir. Talvez o horário eleitoral gratuíto, que de gratuíto não tinha nada, pudesse ser utilizado para obrigar crianças a fazerem a lição, comerem tudo que colocássemos no prato e etc, pois assisitir a esses programas, de fato mais pareceu uma tortura.
Bem, se os candidatos destas bandas, não fizeram a lição de casa no período eleitoral, que nós façamos a nossa parte a partir de agora, acompanhando aqueles que elegemos para nos representar, e cobrando algumas das inúmeras promessas com que fomos soterrados durante as campanhas eleitorais.
Para auxiliar nessa tarefa, vale a pena lembrar de alguns aplicativos que podem deixar essa tarefa mais facilitada, como o  "Eu eleitor", aplicativo que, após cadastrarmos os candidatos que elegemos, de forma atualizada, nos informa como vem sendo a atuação destes políticos, do ponto de vista de presença, apoio e apresentação de projetos. Também podemos contar com o "Política de Boteco" espaço interessante onde podemos participar de votações e discussões políticas interessantes sobre projetos polêmicos, na mesma linha de aplicativos, temos o " Voto e Veto" onde podemos exercitar o direito de opinar sobre os projetos que nos parecerem mais impactantes, e por fim, temos o "Fala Candidato" aplicativo que promete encaminhar todas as mensagens que dedicarmos a nossos políticos.
Enfim, como dizia a Elisa Lucinda: " sei que não dá para mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar para mudar o final", e tenho dito! 

domingo, outubro 26, 2014

A era da não linearidade

Durante a Futurecom, maior evento de Telecomunicações da América Latina, ouvi de um especialista em mídia digital, algo que já sabia como usuário e cliente, que o NetFlix é TV por assinatura. Qual a novidade? A novidade que vemos vários especialistas da Indústria das Telecomunicações, classificando o NetFlix como OTT (Over the Top), tipo de serviço que normalmente é oferecido de forma gratuita ou não, sobre uma rede estabelecida, sem remunerar essa mesma rede. Nessa categoria, OTT, temos o WhatsApp, o YouTube, Viber, FaceBook, Instagram, enfim são os vários serviços que podem ser utilizados pelos usuários, sem necessariamente remunerar as redes sobre as quais são oferecidos. Essa visão é técnico e mercadologicamente impecável, mas não faz nenhum sentido para o mercado, ou seja, para os clientes e usuários.

Quando utilizamos o WhatsApp, Messenger ou mesmo SMS das operadoras móveis, não há diferença do ponto de vista de uso, todos os sistemas citados enviam mensagens de texto, voz ou imagem da mesma forma.
De forma  análoga, quando ligamos nossa TV para assistir nosso filme preferido, pouco importa se a tecnologia utilizada na sua transmissão é a satelital, por antenas terrestres, por cabo metálico, fibra óptica, ou streamming de vídeo pela internet (caso dos serviços semelhantes ao NetFlix), assistimos o filme da mesma maneira. A diferença reside na qualidade da trasmissão, possibilidade de interação, parar ou avançar o filme, ir diretamente para o ponto do filme que queremos ver, classificar esse filme como nosso favorito, de forma a que seja sugerido outros filmes de enredo semelhante e até a mídia em que o assisitiremos, se limitada a nossa TV da sala, ou se possível de se assisitir no tablet, no PC, LapTop ou mesmo nos nossos celulares.

Não acho que devamos limitar esta discussão a uma disputa de tecnologia A x tecnologia B, até porque o que realmente importa, é o que dizem os clientes e não as diferenças de cada tecnologia. Mas uma coisa é certa, a cada dia entram mais pessoas no mercado de consumo que nasceram e se criaram assistindo a uma mídia não linear, ou seja, aquela mídia sobre a qual podemos interferir ou interagir (pular propagandas, acelerar, interromper ou ir direto para o ponto que desejamos assisitir, e voltar tantas vezes quanto quisermos), e uma coisa é certa, o apelo das tais tecnologias não lineares, como o NetFlix, é muito grande, seja pela interação permitida, seja pela  variedade de tamanhos de telas e tipos de dispositivos suportados ou mesmo pela facilidade com que se adaptam aos modelos de Analytics (sugestóes de filmes semelhantes aos seus preferidos), então devemos esperar, no mínimo, uma grande mudança nos modelos de negócios que hoje existem no mercado, de forma a se adaptarem ao que o mercado vem requerendo.

Como sempre, quem viver verá! 

domingo, julho 13, 2014

Até para estar conectado há limites...

Todos sabem que vivemos em uma época de hiperconexão, estamos conectados a tudo e o tempo todo, o que tem muitas vantagens, deixando-nos a par de tudo que está acontecendo. Não existe mais desculpa do tipo "eu não sabia..." ou então "mas ninguém me contou nada...", mas para tudo há limites. 

Tenho notado uma quantidade alarmante de motoristas dirigindo enquanto enviam ou leem mensagens em seu celular, ou seriam acessos ao facebook? E nem todos tem as mesmas habilidades para fazer duas coisas ao mesmo tempo, e o que observamos pelas ruas são carros andando na rua à beira do descontrole total, muito devagar em faixas inapropriadas ou o que  é pior, mudando de faixas descontroladamente, sem avisar aos demais motoristas, simplesmente porque estão entretidos com seus smartphones. 

Agora se dirigir carros enquanto envia-se mensagens é perigoso, o que dizer dos motociclistas (ou seriam motoqueiros mesmo?) que desafiam as mínimas regras do bom senso e enviam ou recebem mensagens enquanto pilotam suas motocicletas? Acham que estou exagerando? Pois que atire a primeira pedra quem ainda não se deparou com esta cena esdrúxula de um piloto mexendo em seu celular enquanto perambula pelas ruas.

Será que seria pedir muito, que estes motoristas ou pilotos irresponsáveis tivessem algum (não precisa ser muito não...) momento de lucidez para refletirem no que estão fazendo? 

Sejamos atualizados, modernos, ligados no que a tecnologia nos dá de melhor, mas que saibamos também discernir o que é certo do que é errado, ou até mesmo impensável. E tenho dito!

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Ainda sobre o tempo em projetos

Confesso que após o último post em que falei sobre o tempo necessário para a consecução de um projeto e da importância de observarmos o mínimo tempo possível para garantirmos a qualidade da entrega dos benefícios previstos em nossos projetos, fiquei com um gostinho, lá no fundo, de que estava pedindo mais tempo para a execução de projetos, o que poderia ser interpretado, erroneamente, como busca de conforto para a implementação, vamos dizer assim “com mais folga”. Como o intuito definitivamente não era este, vão aqui dois exemplos onde esse bom senso não foi empregado e os resultados obtidos com tal inobservância.
Moro em uma importante cidade do interior de Minas Gerais, extremamente importante para a economia, representando o quarto PIB do Estado, e que é o maior centro de atacadistas da América Latina, e como todos sabem, a distribuição e o negócio atacadista depende de logística. Temos um aeroporto funcionando sem ILS  (Instrument Landing System), o que causa diversas paralizações no pouso de aeronaves, por conta do tempo (no último ano nosso aeroporto ficou 244 horas inoperante, contra somente 13 horas do aeroporto de Congonhas). E o pior é que o instrumento foi comprado e instalado em 2010, mas até agora não foi usado pois a Anac exige algumas adequações que não foram previstas no projeto. Vejam que houve um projeto, um planejamento, investimento na aquisição mas não foram previstas as adequações necessárias e com isso a operacionalização do sistema já conta com quase quatro anos de atraso. Um escopo mais completo levaria um pouco mais de tempo para implantar mas já teríamos os benefícios do sistema instalado, sem falar que a economia com o aumento de pousos em nosso aeroporto pagaria facilmente o investimento na conclusão das adequações.
Outro exemplo que vale a pena ser analisado é o da arena Palmeiras (atual Allianz Parque), pensada obviamente para receber e suportar os jogos da copa. O projeto e contrato assinado em 2010 previa uma entrega em 2012, com multas diárias por atraso, mas foram tantas as mudanças de escopo e problemas encontrados, entre eles problemas com licenças, que a obra até o momento não tem previsão de entrega, e não poderá ser utilizada nem para jogos, nem para que seja sede de algum país em treinos e nem para shows que era a última alternativa para capitalizar parte do investimento já feito na obra, e o pior é que parte dos artistas já havia sido contratada, e terão que ser cancelados com mais custos portanto relativos a multas contratuais.
Não entrarei em obras do governo, pois nesse caso são tantas as variáveis, que é difícil até utilizar como estudo de caso, mas os casos citados servem de exemplo da importância de se planejar adequadamente o escopo do projeto antes da implantação, e do quanto podemos gastar a mais (tempo e recursos) caso tentemos “simplificar” e “acelerar” esta análise.

O ILS assim que for instalado e liberado para uso, poderá trazer os benefícios planejados, já o estádio que não ficou pronto para a Copa...

domingo, dezembro 22, 2013

Tempo, tempo, tempo, falta um tanto ainda eu sei...

Lendo o livro fantástico “O Poder dos Modelos Replicáveis” de Chris Zook e James Allen da Bain Company, deparei-me com a dica: É preferível a melhoria contínua e o planejamento em oposição à hesitação seguida de corrida ansiosa para a compensação do tempo perdido. Parece óbvio não é mesmo? Tão óbvio que é difícil de ser seguido...

Que atire a primeira pedra quem, que na liderança da implantação de um projeto de TI, não tenha tido que lidar com a ansiedade de equipes que, após meses de discussão e de “n” tentativas de viabilizar um produto ou projeto, pretenda tirar todo o atraso incorrido na implantação, sugerindo inclusive atividades em paralelo, encurtamento de fases do projeto, testes unitários em paralelo aos integrados ou pior teste em produção...

Fico imaginando que se o projeto de criação do mundo fosse feito através das práticas comuns na lida de TI, levaríamos de segunda à sexta-feira para determinar o escopo do que gostaríamos de implantar, ao sábado faríamos algumas reuniões para entender detalhadamente o escopo, que até o final do dia mudaria algumas vezes...pequenas mudanças a bem da verdade e na manhã de domingo começaríamos a pressionar o pessoal de codificação para terminar tudo até o final do dia, afinal de contas todas as empresas fazem o mundo em sete dias, não é possível que a nossa TI leve mais do que isso....mas e o escopo que só fechou no sábado à noite?.....veja bem, todos sabiam desde o início o que era para ser feito....vocês poderiam ter adiantado algo....Ah, esqueci de especificar isso mas não deve impactar muito ....eu acho.....mas o desenvolvimento deve levar em consideração a integração com todo o legado, de forma transparente.......mas que legado? Estamos criando o mundo agora?!? Isso para não falar do tempo de contratação, treinamento, operação assistida, etc etc..

Quando começamos a pensar em um projeto, desde o primeiro momento, é fundamental termos em mente, o tempo todo, as fases necessárias à sua implantação, e de que tempo precisaremos para que essas fases se desenvolvam. Sempre pensamos no tempo total para implantar uma ideia, mas nem sempre temos a mesma criticidade no olhar para separar o joio do trigo, sendo honestos na constatação que por vezes o tempo necessário a viabilização e/ou formatação de uma ideia é desproporcionalmente maior do que o tempo realmente necessário para a sua construção e implementação.


Essa realidade lhe soa familiar? Então mãos à obra, vamos mudar esse cenário para o ano de 2014. Nunca ouviu ou viu situação semelhante? Parabéns, e me diga uma coisa, como é mesmo a vida ai em Marte?

domingo, novembro 10, 2013

Para quem duvida que estamos na era da informação...

Sempre se falou que estamos na era da informação, que os maiores valores estão no conhecimento, nas ideias e na inovação e não mais no que é matéria (produtos, equipamentos e etc), pois bem, se levarmos em conta as tentativas de compra da Microsoft, temos uma clara idea do que tem valor para ela, já que ofereceu US $ 80 Bi pela compra da Yahoo, empresa que cá entre nós, não é lá nenhuma Brastemp..., mas comprou a divisão de smartphone da gigante finlandesa, Nokia, por apenas US $ 7,2 Bi. Vejam que não estamos falando de qualquer empresa, mas da Nokia, que já foi líder mundial na fabricação e venda de aparelhos celulares no mundo, já tendo detido mais de 40% do mercado mundial de handsets. A Microsfot ofereceu mais de dez vezes o valor da Nokia pela Yahoo e a proposta foi negada! Está certo que foi em outro momento, pois a proposta da compra da Yahho já tem mais de dois anos, mas ainda assim dá uma amostra do que tem mais valor no mercado atualmente, se os produtos e bens físicos ou os modelos de negócio ou conhecimento.
Nesta mesma linha, meses atrás, a BlackBerry foi colocada a venda por um pouco mais de US$ 4 Bi, ela também dominou o mercado de handsets corporativos no mundo.
Definitivamente, conhecimento vale mais que fábricas e produtos...