Quinta-feira, Junho 25, 2009

O PULSO AINDA PULSA...


I'm still alive, at least for now...

Aos que pensam que desapareci, desculpo-me por desapontar-lhes, estamos ai na atividade, porém com MUITA atividade :-)
Nos vemos de novo em breve!

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Novidade entre os buscadores


Há mais de dez anos, meu amigo Carlos me indicava uma alternativa entre os buscadores, além de possuir um nome engraçado (o buscador e não o Carlos), a sua página principal era muito pobre, não continha muitas informações, totalmente diferente dos concorrentes existentes até aquele momento. O nome desse buscador? Google.
Hoje o Google possui 70% do mercado mundial, sendo seu concorrente mais próximo o Yahoo! Com algo em torno de 20% e os demais (incluindo ai a Microsoft) possuem os 10% restantes.
Pois é quando menos esperamos uma reação da concorrência é que ela aparece.
No ano passado, após oferecer 43 bilhões de dólares pela compra da Yahoo, a Microsoft decidiu continuar investindo no seu próprio buscador, e foi assim que o Live Seach virou BING, além de trocar o nome, houve muito investimento na ferramenta de busca, que agora fica mais seletiva e mais gráfica, porém concorrer com o Google não é tarefa fácil, já há quem diga que o Bing significa (But It’s Not Google...).
E sem contar com os mesmo bilhões de investimento da Microsoft, mas muito bem representado no campo dos algorítimos e da matemática, está o Wolfram Alpha, buscador desenvolvido por Stephen Wolfram, gênio da matemática que aos 16 anos escrevia seu primeiro artigo a respeito da física das partículas e que promete que do ponto de vista de modelagem matemática, seu buscador é imbatível.
Bem, que a competição continue pródiga, nós usuários aplaudiremos, agora cá entre nós, nosso buscador tupiniquim, o Katatudo, tinha um nome muito mais legal...

Terça-feira, Maio 19, 2009

Briga pelo vídeo


Vivemos um momento especial na indústria das telecomunicações, onde operadoras de TV a cabo avançam na oferta de serviços de telecomunicações antes somente oferecidos pelas operadoras de Telecom, como voz e internet banda larga, tratam-se das ofertas triple play, ou mais comumente chamadas 3play. Por sua vez, as operadoras de Telecom têm investido maciçamente em redes de altíssimas capacidades, utilizando tecnologias para redes de cobre (ADSL ou VDSL) para atingir velocidades que ultrapassam os 50 Megabits/s ou mesmo redes de fibras ópticas, chegando nesse caso a velocidades que partem na casa dos 100 Megabits/s e alcançam fácil a casa dos Gigabits/s.
As operadoras de TV por satélite também têm em suas ofertas os sistemas que comportam Sinal digital em alta definição (HDTV ou High Definition TV, TV em alta definição), e mais devagar do que nunca, não podemos esquecer o SBTVD, Sistema Brasileiro de TV digital.
Todos brigando pelo direito de chegar aos nossos lares com sinais de alta definição, visando nossa preferência e consequentemente nossa fidelidade enquanto clientes.
Além das alternativas oferecidas pelas operadoras citadas anteriormente, também vemos no mercado as possibilidades do usuário baixar os filmes que se interessar em Alta Definição (HDTV em 1080 linhas) de sites especializados, ou utilizando para isso programas especiais como Apple TV, itunes, player do Zune, ou mesmo programas específicos para download da categoria do rapidshare. Para essa última opção, a única coisa necessária é banda larga de qualidade, mais nada!
Os filmes podem ser armazenados no próprio PC, ou em ambientes melhor preparados pode-se dispor de slots específicos para armazenar vídeo, de altas capacidades, que comporão depois servidores de vídeos com capacidades de armazenamentos na ordem dos terabytes, pois a mídia está barata o suficiente para permitir o uso domiciliar desse tipo de equipamento. Na hora da diversão, ou seja para assistir aos filmes, podemos lançar mão dos telões de LCD ou Plasma, que vêm despencando de preços mês a mês, e que podem ser ligados ao servidor de vídeo de nossos lares. Também temos ofertas de aparelhinhos que ficam ligados na nossa rede banda larga e na nossa TV, que servem exclusivamente para fazer downloads de filmes. Tudo isso gratuitamente se forem baixados filmes de podcasts de vídeo ou videocasts, ou pagando valores de franquia da ordem de 30 a 40 dólares e adicionais de 50 cents por filme em HD.
Mesmo que as ofertas de conteúdo em português ou legendadas não sejam ainda muito diversas, é questão de tempo para que também esse conteúdo invada a rede, e quem ganhará com essa batalha intensa travada na indústria, certamente será o usuário, que terá várias opções de conteúdo à sua disposição.

Terça-feira, Maio 05, 2009

Comunicação rápida e ubíqua x comunicação de qualidade


Ouvindo o podcast do Oscar Motomura da Amana Key, deparei-me com uma discussão profunda e que afeta a todos – o tempo que dedicamos a nossos e-mails e o tempo que nos é roubado pelos mesmos e-mails. Há algo de contraditório nessa discussão, pois por um lado temos no e-mail um grande aliado de produtividade, que nos ajuda a chegarmos quase que instantaneamente a qualquer destino no mundo, de forma simples e rápida e por outro lado, temos a sensação do grande vilão que esse meio eletrônico tem se tornado, como se dar bem nessa equação?
Já conheci executivos que desenvolvem verdadeiras neuroses referentes à necessidade de responder aos correios eletrônicos no mesmo dia em que são recebidos. Junta-se a isso as horas de trabalho que são requeridas nessa atividade e teremos um quadro tendendo à insanidade, onde além da carga horária diária nas atividades profissionais que se exerce, ainda somam-se horas noturnas que se investe na resposta e leitura de e-mails intermináveis.
Ora o que se deve levar em conta é a qualidade sempre, e não a quantidade. Então que qualidade estamos colocando no ato de ler e responder centenas de correios diariamente? Será que temos tido oportunidade de colocarmos nosso melhor na atividade em consideração? Será que é melhor responder a tudo, mas investindo o pouco tempo que temos nessa atividade, de forma que pouco conseguimos escapar das respostas do tipo “piloto automático”?
Acho que vale o conselho de nosso mestre Oscar, muito melhor seria que fizéssemos uma escolha, mesmo que intuitiva, por aquelas mensagens que de fato valem a pena serem lidas, e para elas dedicar um tempo especial, de qualidade, que nos permitisse responder considerando todas as possibilidades e impactos de nossas palavras, bem como o que estaremos melhorando no mundo através daquela resposta e, somente após essa fase crítica, finalmente clickar no botão . E que se tivermos que mudar ou criticar alguma coisa, que não seja a ferramenta que entrega nossas idéias, mas sim as idéias propriamente ditas!

Quinta-feira, Abril 16, 2009

Um bicho diferente


Fui para o CTIA em Las Vegas imaginando que o foco seria o 4G (velocidades de banda larga de até 75 Megabits/s), próximo passo da tecnologia celular no mundo inteiro. De fato o foco foi totalmente na próxima geração de banda larga celular (nos EUA eles não diferenciam o 4G LTE – Long Term Evolution do Wimax), só que de uma maneira totalmente diferente do que eu imaginava.
Na implantação da tecnologia 3G, na década passada, o mundo inteiro assistiu aos leilões de freqüências que, principalmente na Europa, acabaram por detonar uma grande crise nas operadoras de lá, onde podemos destacar a British Telecom que, em função do ágio pago pelas freqüências e pelo resultado de sua operação pós a aquisição das freqüências, acabou por se desfazer de vários ativos, entre eles a própria operação móvel celular. Após esse período de turbulência, o 3G vai bem obrigado, já tendo alcançado mais de 300 milhões de usuários no mundo todo, mas a forma como vem sendo oferecido e vendido não difere muito do celular convencional, mesmos canais de venda, mesma comunicação, mesmas estratégias de oferta para os segmentos high, midle e low end que já se tinha desde a implantação da telefonia móvel celular, vinte anos atrás.
Já na tecnologia 4G vi um bicho totalmente diferente! A começar pelos players na convenção, destacavam-se HP, Intel, Microsoft, IBM, Oracle, Google, Yahoo, Apple e mesmo nos stands dos fabricantes convencionais de tecnologia, como Sansung, Nokia, LG, Blackberry, Huawei e Sony-Ericsson, o que mais se viam eram aparelhos que estavam mais para LapTops ou Netbooks, do que para aparelhos celulares convencionais.
Essas facilidades adicionais irão requerer das operadoras, outras habilidades em vendas, outros treinamentos e até pessoal capacitado para a oferta de devices mais adaptados à nova tecnologia. Como fato inusitado, ouvi do VP da Intel que as operadoras de telefonia móvel celular serão provavelmente seu maior canal de venda nos próximos três anos, atingindo a capacidade de venda de mais de 28 milhões de chips embutidos em LapTops.
E você, está preparado para a próxima geração de tecnologia móvel banda larga 4G?

Quinta-feira, Abril 02, 2009

Carregando a bateria...



Fiz um post no ano passado, que foi resultado de uma tentativa frustrada de utilizar meu Lap Top no Aeroporto de Congonhas, ora não funcionava o VEXame, ora não tinha onde sentar, e quando achei cobertura wireless e uma cadeira próxima, descobri que a tomada na parede (única na sala) não estava funcionando, não podendo portanto carregar a bateria de meu PC, descarregada depois de horas de atraso de aviões...

Nesse final de semana vim a Las Vegas, conferir o CTIA 2009. Fiz a viagem através de Chicago Ohare Airport, e qual não foi minha surpresa ao chegar de nove horas de vôo, a um quiosque com tomadas funcionando, lugares de sobra para sentar e olhar meus e-mails e com cobertura Wireless de qualidade, e o engraçado é que tinha menos gente usando lap-top do que em Congonhas...

Sábado, Março 28, 2009

E por falar em privacidade...



A sugestão do meu amigo João Orlando (engenheiro e Filósofo...) foi tão detalhada, que pedi a ele para transcrevê-la literalmente para esse espaço, lá vai:





"Além do Projeto de Lei 84/99 do Senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) que muda o Código Penal para tipificar condutas relacionadas ao uso de sistema eletrônico ou da internet, o Ministério da Justiça deve apresentar nas próximas semanas um projeto que, caso aprovado, diminuirá consideravelmente a privacidade do usuário de internet.


O texto vai aumentar o rigor na identificação dos internautas,exigindo dos provedores de acesso, dados como o número do RG e nome dos pais de quem está navegando. O objetivo é coibir a prática de crimes na rede. Idéias para discussão no blog:- As leis, caso aprovadas, realmente irão coibir os crimes ou criarão apenas um ambiente de censura?- Estes projetos ferem as garantias constitucionais, como a liberdade de expressão e o direito à privacidade?- A internet sempre teve um caráter "anárquico", no sentido filosófico da palava (sociedade sem governo) e a sua força vem, em boa parte, desse princípio. As iniciativas de controle cada vez maiores da internet, podem acabar com a rede, em nome da segurança?- O projeto do senador assim como o projeto do MJ estão na contramão da democratização do acesso à internet e da inclusão digital?- Esse tipo de controle transforma os provedores de acesso à Internet em delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso?"





Obrigado pela contribuição João, de minha parte entendo que a maior parte das perguntas terão que esperar algum enquadramento efetivo para podermos de fato saber como serão encaradas. Por outro lado não resisto à tentação de imaginar o que poderia acontecer caso essa moda de obrigar aos donos de infra estrutura a guardarem todas as informações e entregarem às autoridades, quando fosse solicitado, pegasse de fato. Se assim fosse, acho que os donos de lojas nos calçadões deveriam fotografar e identificar todos os pedestres que ousassem passar por suas calçadas, pois caso algum dia fossem instados a fornecerem os dados de todos os pedestres que por ali passaram em determinado dia e hora, já teriam essas informações à mão. Isso certamente reduziria a quantidade de assaltos e furtos em ruas movimentadas pelo comércio. O mesmo se aplicaria aos donos de empresas de transporte coletivo, que deveriam ser obrigados a identificar também todos os usuários que utilizam ônibus e metrôs diariamente, e porque não com os donos de restaurantes, de bordéis, de boates, e por aí vai...
O que acham da idéia? Deixo as questões levantadas pelo João Orlando para que possamos discorrer sobre as mesmas aqui mesmo no Blog.