domingo, julho 13, 2014

Até para estar conectado há limites...

Todos sabem que vivemos em uma época de hiperconexão, estamos conectados a tudo e o tempo todo, o que tem muitas vantagens, deixando-nos a par de tudo que está acontecendo. Não existe mais desculpa do tipo "eu não sabia..." ou então "mas ninguém me contou nada...", mas para tudo há limites. 

Tenho notado uma quantidade alarmante de motoristas dirigindo enquanto enviam ou leem mensagens em seu celular, ou seriam acessos ao facebook? E nem todos tem as mesmas habilidades para fazer duas coisas ao mesmo tempo, e o que observamos pelas ruas são carros andando na rua à beira do descontrole total, muito devagar em faixas inapropriadas ou o que  é pior, mudando de faixas descontroladamente, sem avisar aos demais motoristas, simplesmente porque estão entretidos com seus smartphones. 

Agora se dirigir carros enquanto envia-se mensagens é perigoso, o que dizer dos motociclistas (ou seriam motoqueiros mesmo?) que desafiam as mínimas regras do bom senso e enviam ou recebem mensagens enquanto pilotam suas motocicletas? Acham que estou exagerando? Pois que atire a primeira pedra quem ainda não se deparou com esta cena esdrúxula de um piloto mexendo em seu celular enquanto perambula pelas ruas.

Será que seria pedir muito, que estes motoristas ou pilotos irresponsáveis tivessem algum (não precisa ser muito não...) momento de lucidez para refletirem no que estão fazendo? 

Sejamos atualizados, modernos, ligados no que a tecnologia nos dá de melhor, mas que saibamos também discernir o que é certo do que é errado, ou até mesmo impensável. E tenho dito!

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Ainda sobre o tempo em projetos

Confesso que após o último post em que falei sobre o tempo necessário para a consecução de um projeto e da importância de observarmos o mínimo tempo possível para garantirmos a qualidade da entrega dos benefícios previstos em nossos projetos, fiquei com um gostinho, lá no fundo, de que estava pedindo mais tempo para a execução de projetos, o que poderia ser interpretado, erroneamente, como busca de conforto para a implementação, vamos dizer assim “com mais folga”. Como o intuito definitivamente não era este, vão aqui dois exemplos onde esse bom senso não foi empregado e os resultados obtidos com tal inobservância.
Moro em uma importante cidade do interior de Minas Gerais, extremamente importante para a economia, representando o quarto PIB do Estado, e que é o maior centro de atacadistas da América Latina, e como todos sabem, a distribuição e o negócio atacadista depende de logística. Temos um aeroporto funcionando sem ILS  (Instrument Landing System), o que causa diversas paralizações no pouso de aeronaves, por conta do tempo (no último ano nosso aeroporto ficou 244 horas inoperante, contra somente 13 horas do aeroporto de Congonhas). E o pior é que o instrumento foi comprado e instalado em 2010, mas até agora não foi usado pois a Anac exige algumas adequações que não foram previstas no projeto. Vejam que houve um projeto, um planejamento, investimento na aquisição mas não foram previstas as adequações necessárias e com isso a operacionalização do sistema já conta com quase quatro anos de atraso. Um escopo mais completo levaria um pouco mais de tempo para implantar mas já teríamos os benefícios do sistema instalado, sem falar que a economia com o aumento de pousos em nosso aeroporto pagaria facilmente o investimento na conclusão das adequações.
Outro exemplo que vale a pena ser analisado é o da arena Palmeiras (atual Allianz Parque), pensada obviamente para receber e suportar os jogos da copa. O projeto e contrato assinado em 2010 previa uma entrega em 2012, com multas diárias por atraso, mas foram tantas as mudanças de escopo e problemas encontrados, entre eles problemas com licenças, que a obra até o momento não tem previsão de entrega, e não poderá ser utilizada nem para jogos, nem para que seja sede de algum país em treinos e nem para shows que era a última alternativa para capitalizar parte do investimento já feito na obra, e o pior é que parte dos artistas já havia sido contratada, e terão que ser cancelados com mais custos portanto relativos a multas contratuais.
Não entrarei em obras do governo, pois nesse caso são tantas as variáveis, que é difícil até utilizar como estudo de caso, mas os casos citados servem de exemplo da importância de se planejar adequadamente o escopo do projeto antes da implantação, e do quanto podemos gastar a mais (tempo e recursos) caso tentemos “simplificar” e “acelerar” esta análise.

O ILS assim que for instalado e liberado para uso, poderá trazer os benefícios planejados, já o estádio que não ficou pronto para a Copa...

domingo, dezembro 22, 2013

Tempo, tempo, tempo, falta um tanto ainda eu sei...

Lendo o livro fantástico “O Poder dos Modelos Replicáveis” de Chris Zook e James Allen da Bain Company, deparei-me com a dica: É preferível a melhoria contínua e o planejamento em oposição à hesitação seguida de corrida ansiosa para a compensação do tempo perdido. Parece óbvio não é mesmo? Tão óbvio que é difícil de ser seguido...

Que atire a primeira pedra quem, que na liderança da implantação de um projeto de TI, não tenha tido que lidar com a ansiedade de equipes que, após meses de discussão e de “n” tentativas de viabilizar um produto ou projeto, pretenda tirar todo o atraso incorrido na implantação, sugerindo inclusive atividades em paralelo, encurtamento de fases do projeto, testes unitários em paralelo aos integrados ou pior teste em produção...

Fico imaginando que se o projeto de criação do mundo fosse feito através das práticas comuns na lida de TI, levaríamos de segunda à sexta-feira para determinar o escopo do que gostaríamos de implantar, ao sábado faríamos algumas reuniões para entender detalhadamente o escopo, que até o final do dia mudaria algumas vezes...pequenas mudanças a bem da verdade e na manhã de domingo começaríamos a pressionar o pessoal de codificação para terminar tudo até o final do dia, afinal de contas todas as empresas fazem o mundo em sete dias, não é possível que a nossa TI leve mais do que isso....mas e o escopo que só fechou no sábado à noite?.....veja bem, todos sabiam desde o início o que era para ser feito....vocês poderiam ter adiantado algo....Ah, esqueci de especificar isso mas não deve impactar muito ....eu acho.....mas o desenvolvimento deve levar em consideração a integração com todo o legado, de forma transparente.......mas que legado? Estamos criando o mundo agora?!? Isso para não falar do tempo de contratação, treinamento, operação assistida, etc etc..

Quando começamos a pensar em um projeto, desde o primeiro momento, é fundamental termos em mente, o tempo todo, as fases necessárias à sua implantação, e de que tempo precisaremos para que essas fases se desenvolvam. Sempre pensamos no tempo total para implantar uma ideia, mas nem sempre temos a mesma criticidade no olhar para separar o joio do trigo, sendo honestos na constatação que por vezes o tempo necessário a viabilização e/ou formatação de uma ideia é desproporcionalmente maior do que o tempo realmente necessário para a sua construção e implementação.


Essa realidade lhe soa familiar? Então mãos à obra, vamos mudar esse cenário para o ano de 2014. Nunca ouviu ou viu situação semelhante? Parabéns, e me diga uma coisa, como é mesmo a vida ai em Marte?

domingo, novembro 10, 2013

Para quem duvida que estamos na era da informação...

Sempre se falou que estamos na era da informação, que os maiores valores estão no conhecimento, nas ideias e na inovação e não mais no que é matéria (produtos, equipamentos e etc), pois bem, se levarmos em conta as tentativas de compra da Microsoft, temos uma clara idea do que tem valor para ela, já que ofereceu US $ 80 Bi pela compra da Yahoo, empresa que cá entre nós, não é lá nenhuma Brastemp..., mas comprou a divisão de smartphone da gigante finlandesa, Nokia, por apenas US $ 7,2 Bi. Vejam que não estamos falando de qualquer empresa, mas da Nokia, que já foi líder mundial na fabricação e venda de aparelhos celulares no mundo, já tendo detido mais de 40% do mercado mundial de handsets. A Microsfot ofereceu mais de dez vezes o valor da Nokia pela Yahoo e a proposta foi negada! Está certo que foi em outro momento, pois a proposta da compra da Yahho já tem mais de dois anos, mas ainda assim dá uma amostra do que tem mais valor no mercado atualmente, se os produtos e bens físicos ou os modelos de negócio ou conhecimento.
Nesta mesma linha, meses atrás, a BlackBerry foi colocada a venda por um pouco mais de US$ 4 Bi, ela também dominou o mercado de handsets corporativos no mundo.
Definitivamente, conhecimento vale mais que fábricas e produtos...

domingo, setembro 22, 2013

Rádio.net

Há alguns anos atrás, fiz uma palestra sobre tecnologias emergentes em uma faculdade. Depois de falar de várias inovações, ao final da palestra, uma aluna veio conversar comigo e solicitou minha opinião a respeito do futuro do rádio, pois seu pai  possuía uma rádio AM na cidade. Da forma mais delicada possível, falei que se fosse dono de uma rádio faria o possível para vender o negócio enquanto valia alguma coisa, pois provavelmente em um futuro breve, não teria valor algum.

Bem, não mudei de opinião, continuo achando que o futuro de uma pequena rádio é nebuloso e sua tendência seja ser vendida, ou absorvida por outra rádio maior. Mas confesso que ouvindo uma entrevista do Luciano Pires no Bacanudo Cast fui obrigado a concordar com seus argumentos de que o rádio possui uma característica que é imbatível e inerente a esse tipo de mídia: Ele permite que você faça outras coisas enquanto interage com ele, assim você ouve rádio enquanto trabalha, dirige, corre ou faz sua caminhada.

Desde que sai de São Paulo vinha gradativamente deixando de ouvir rádio, pois meus programas e rádios favoritos não estão estavam disponíveis na cidade em que moro atualmente, e ouvir rádio no PC via internet, vamos combinar, não é muito funcional :-(.

Mas com o tempo as rádios vem investindo mais nas tecnologias de streaming e com a melhoria da cobertura e capacidade das redes 3G celulares, ouvir rádio via internet até que é uma opção viável.Desta forma voltei a ouvir a rádio que acompanhou toda minha adolescência, a Rádio Rock, voltei a ouvir a RádioEldorado, sem falar nos conteúdos exclusivamente online, como a Rádio Positiva.net e os excelentes canais de música da Sky FM, onde meu canal favorito é o “A Beatles Tribute”.

Consigo concluir que o problema do rádio, não é a mídia em si e/ou o seu desuso, mas o seu modelo de negócio que começa a necessitar de uma injeção de novas formas de publicidade e tecnologia que possibilitem a transformação de um negócio local e regional para algo com cobertura global e com anunciantes interessados nesta característica.

Se a aluna que me fez aquela pergunta estiver lendo este post, que me perdoe a atualização de opinião, hoje meu conselho seria para que ela tentasse colocar o seu conteúdo na internet, e buscasse novos patrocinadores. Será que ainda dá tempo?

segunda-feira, agosto 26, 2013

Carros conectados

Segundo estudo da GSMA (GSM ASSOCIATION) e da firma de pesquisa SBD, o mercado de carros conectados será avaliado em quase 40 bilhões de euros em 2018, sendo 83% desse valor resultantes do crescimento da tecnologia SIM, incorporada aos veículos para habilitar a conectividade móvel. Esta notícia lhe surpreende? Também me surpreende, não pela inovação, mas pelo atraso! Não consigo acreditar que demoraremos ainda mias de cinco anos para adotar de maneira massiva a tecnologia de conectividade para nossos automóveis.
Temos várias tecnologias e usos atualmente que, apesar de conhecidas, demorarão algum tempo até terem a maturidade suficiente ou atingirem escala que permita serem adotadas com uma relação de custo benefício adequada. Nesta categoria contamos com tecnologia genética, nano tecnologia, tecnologia médica e biométrica, e várias outras, mas certamente a tecnologia de conectividade celular não se enquadra nesta categoria.
Embarcarmos a tecnologia celular em todos nossos automóveis agregaria pouco ao custo final do automóvel principalmente se compararmos esse custo aos benefícios que colheríamos caso tivéssemos esta tecnologia já disponível e extensamente adotada.
A questão da segurança e rastreamento é o que sempre nos vem à cabeça, mas temos muito mais que isso, imaginem as inúmeras possibilidades de serviços que poderiam ser prestados: agendamento de manutenções, diagnósticos remotos, alarme de manutenção e de mal funcionamento, downloads diversos de atualizações de software, de músicas, de filmes para a central multimídia, conexões às caixas de e-mail com interface de áudio, correio de voz, redes sociais, microblogs, informações mais precisas de navegação, receber informações sobre condições de tempo, de tráfego, de acidentes, limites de velocidades, vencimento de IPVA, seguros e mais uma infinidade de serviços, que certamente viriam, assim que a conectividade estivesse plenamente disponível.
Do ponto de vista de cobertura de tecnologia celular não temos desafios, também não teríamos desafio pelo custo de disponibilizar a interface no veículo, pois basicamente seria um celular mais simples (sem bateria, teclado, carregador, e etc) e uma vez que tivéssemos a possibilidade de termos webservices disponíveis e embarcados em nossos veículos, abriríamos uma janela de oportunidades para que milhares de desenvolvedores desenvolvessem uma infinidade de aplicações, que poderiam ser disponibilizadas em portais, do tipo appstore.

Que venha logo esse futuro, quem sabe isso também vale para motocicletas?

segunda-feira, agosto 05, 2013

Estamos mesmo preparados?

Quem lida com tecnologia no dia a dia (e quem não lida hoje em dia?!?) é testemunha que tudo muda tão rapidamente, que nem sempre essas mudanças e atualizações tecnológicas pegam as pessoas totalmente preparadas para interagir ou mesmo tirar todo o proveito possível destas inovações.
Já nem falo mais no malfadado manual de uso, que tornou-se uma obrigatoriedade legal, e que certamente quase ninguém folheia.  Bom é o Kindle, que entrega o seu manual de forma eletrônica, tendência também seguida pelos fornecedores de tablet e celulares, se não forem ser utilizados, pelo menos não gastaram papel!
Mas as tecnologias embarcadas em veículos, tem exigido atitudes diferenciadas, tanto das oficinas quanto dos usuários. Não acredito que seja obrigado a levar meu carro até uma concessionária, apenas para que alguém faça o “reset” do seu rádio, que de uma hora para outra empaca igual burro teimoso e insiste em não reconhecer a entrada auxiliar, nem CD, nem FM, nem nada....acho que deveria vir já com botão “reset” no painel, pois já que a recomendação para esse problema é essa, pelo menos eu economizava uma ida até a concessionária, e pensando mais longe, junto com esse botão deveria vir agregada a função de “dislike”, assim cada vez que eu tivesse que pressioná-lo, automaticamente já apareceria uma reclamação na página do facebook do fabricante do automóvel.
O carro de meu filho tem várias inovações, mas as que mais irritam são os sensores que ou não funcionam ou funcionam de forma intermitente. Pensam que corrigiram na concessionária? Negativo, disseram que trata-se de carro novo, que ninguém ainda reclamou, que a falha não afeta a segurança....e por aí vai, aliás vamos, vamos andando com o carro acusando obstáculos traseiros que não existem, avisando de revisões desnecessárias pois o carro é novo, e etc e etc. Sabe como resolver? Manual? Nem pensar! Entre na internet, busque em algum fórum, em qualquer país, e encontrará problemas semelhantes que foram resolvidos de alguma forma.

Pena que na concessionária só saibam vender, por vezes nos “engabelar” e sequer saibam do que se trata um fórum...