segunda-feira, agosto 11, 2008

Educação Eletrônica


Vejo que algumas situações podem catalisar a falta de educação. Se em uma fila de banco a maioria das pessoas se constrangeria por entrar na sua frente sem pedir autorização, a mesma maioria não teria tantos escrúpulos, quando a salvo e seguras dentro de um automóvel, passam à nossa frente pela esquerda, direita, por cima (?) sem sequer olhar para trás, interessante não?
Da mesma forma, vejo que a internet e os meios eletrônicos em geral vêm proporcionando fartos estímulos a que determinadas pessoas passem a desprezar se gostamos ou não do que nos chega como informação, independentemente de termos solicitado ou não o seu envio. O que dizer quando estamos na empresa e nos chega um e-mail de algum conhecido (se não for conhecido a recomendação expressa é para que deletemos imediatamente) e ao abri-lo percebemos que trata-se apenas de repasse de alguma apresentação boba, sem uma única linha sequer escrita especialmente para nós? Se algo nos é dirigido, pelo menos deveria vir com algumas linhas explicando minimamente porque lembraram-se de nós ao desejarem nos enviar algo. Mais desesperador ainda é se notamos que somos um entre centenas de destinatários da mesma notícia ou e-mail. Fico pensando qual seria o objetivo de quem a enviou, seria mostrar que tem muitos amigos? Amigos?
Isso para não falar das famigeradas correntes, é melhor passá-las para frente senão...
Recentemente começaram a inserir comentários falsos em meu Blog, com o intuito único de divulgarem outros Blogs, que por vezes sequer pertencem a mesma categoria do que escrevo, ou seja, total perda de tempo de quem escreve e de quem acessa, fora o tempo que perco apagando essas inscrições indevidas, é como se estivessem pichando as paredes de minha casa.
Também enviam-me apresentações de auto-ajuda, feitas em Power-Point, com ou sem musiquinhas, com ou sem animação, mas que invariavelmente são impessoais (ainda bem não é mesmo? Só faltava acharem que estou mesmo precisando de mensagens de auto-ajuda!) Isso para não falar dos inúmeros e-mails maliciosos pedindo que acessemos algum endereço ultra-suspeito, à guisa de termos acesso à fotos, e outras esquisitices do mesmo naipe. E você, como anda sua caixinha de e-mail ultimamente?

3 comentários:

Carlos Ribeiro disse...

Vou quebrar meu comentário em duas partes porque realmente são duas coisas completamente diferentes...

Primeiro os "spams". Já viu como essas mensagens parecem implorar para você clicar? Você abre o email, olha o assunto, vê que não tem nada a ver, e mesmo assim... pensa que deveria dar uma olhada, afinal pode ser algo importante, foi um amigo que enviou, e acaba clicando. E no final não é nada mesmo.

Ferramentas automáticas para filtrar spam falharam, e vai ficar ainda mais complicado com o risco do "spam de voz" descontrolado que se aproxima. A saída é comportamental mesmo. Já faz um tempo que eu venho resistindo bravamente a clicar qualquer email que tenha um assunto "nada a ver", ou que venha de uma pessoa que eu não conheço. Também parei de me preocupar com falsos positivos de spam. A idéia é mais ou menos assim: se for importante de verdade as pessoas me procuram de novo, ligam para o celular, etc. É meio arriscado mas até agora não falhou, e já me poupou muito tempo e frustração.

Carlos Ribeiro disse...

Falando em educação eletrônica, tem várias outras coisas que já deveriam estar sendo pensadas...

Quando eu fazia o primeiro grau, lembro que tive algumas aulas que ensinavam coisas simples, como preencher um cheque, etc. Não que a gente fosse fazer isso, mas havia uma preocupação de que os estudantes entendessem minimamente como funciona o mundo.

No mundo de hoje isso é cada vez mais importante, devido à velocidade das mudanças. As escolas não conseguem acompanhar e os estudantes não recebem orientação nenhuma sobre várias coisas:

- Como usar um sistema de pesquisa na Internet?
- Como diferenciar uma mensagem legítima de uma mensagem maliciosa?
- Como lidar com o excesso de informação?
- Como organizar informação de forma eficiente?

Além disso, existem outras habilidades que deveriam ser desenvolvidas desde cedo. A escola ainda é muito "textual", sempre foi assim, e vivemos em um mundo cada vez mais interativo e visual. As pessoas que sabem trabalhar com imagens, e especialmente com vídeo, tem grande vantagem. E as escolas estão totalmente despreparadas para essa realidade...

Edu@rdo Rabboni disse...

Carlitos tava sumido! Seja Bemvindo como sempre.

Quanto ao primeiro post, digo sempre " De onde menos se espera é que "não sai nada mesmo..."

Quanto ao segundo post, fico me perguntando se não ensinam porque não acham importante ou porque não sabem mesmo...Meu filho tem o privilégio de ter alguns bons professores, inclusive no mundo internético, mas definitivamente são a minoria :-(