
Hoje temos acesso a uma infinidade de materiais, muito mais bonitos e atrativos que os da minha época (acho que ainda usei a cartilha Caminho Suave...), as malas viraram mochilas, com rodinhas, luzes, música, pisca alerta e farol alto, algumas chegam a estar mais equipadas que os carros que meu pai usava para me levar na escola.
O problema é que todas essas inovações são usadas juntas, e contibuem para deixar a mochila de minha filha pesando duas ou três vezes o que pesava a minha :-(. Em pleno século 21, onde o programa OLPC (One LapTop per Child) de Nicholas Negroponte se aproxima de comemorar 10 anos, com o mundo inteiro surpreso pela adoção dos Tablets que superaram todas as expectativas de vendas em 2010, com NetBooks sendo vendidos a partir de R$800,00 (mais barato que material escolar para um ano), e ainda assim as escolas continuam insistindo em colocar nas listas de materiais de nossos filhos, dez cadernos, dez livros, dicionários, etc, etc.
Neste ano conseguimos, não sem uma certa pressão, aprovação para que a Sofia usasse um fichário, que pelas minhas contas já deve representar uma economia de pelo menos 1kg de material em sua mochila. Se pudesse também considerar informação digital (livros por exemplo) além do bem que faria para a sustentabilidade do planeta, também conseguiria ir para a escola apenas com uma pasta, bem melhor para o planeta, para as costas dela e para nossos bolsos.