terça-feira, novembro 27, 2007

no e-mail day


Várias empresas adotam o casual day na sexta-feira, dia em que todos os funcionários deixam o terno e a gravata em casa, e vão trabalhar em roupas mais casuais. De forma semelhante, algumas empresas vem atualmente adotando o no e-mail day, que é o dia da semana onde o e-mail é evitado e todos os problemas do dia são resolvidos pessoalmente pelos funcionários da empresa.
Confesso que, apesar da tentação de adotar tal prática semanal, sempre acabo deixando para a semana que vem, receando os efeitos nefastos que um dia sem e-mail possa causar em minha vida profissional.
Bem essa foi a situação até a última segunda-feira, onde por problemas em nosso sistema de correio corporativo, ficamos sem e-mail praticamente o dia todo. A princípio o dia parecia que seria um caos, pois ninguém se lembrava de suas agendas, principalmente em uma segunda-feira que sucede um bom e merecido final de semana, onde as atividades do dia-a-dia corporativo ficam mais distantes. Mas não é que sobrevivemos?
É claro que houve vários impactos na operação da empresa, pois várias situações oficiais são suportadas por documentos enviados através desse meio, mas por outro lado, todos aqueles correios não tão importantes, que costumam lotar nossa caixa de correio, não vieram e, portanto não precisaram ser lidos e sumariamente descartados, o que sempre merece um tempo considerável de nosso dia.
Também não houve aquela frustração de, ao chegar a um final de dia repleto de reuniões, sentar frente a seu micro-computador e observar estarrecido a quantidade de e-mails recebidos ao longo do dia. Isso para não citar os e-mails com arquivos enormes anexados.
E é interessante de se observar que, apesar dos tropeços causados pela falta de agenda de todos os funcionários da empresa nesse dia, conseguimos resolver ou encaminhar todos os problemas que pretendíamos. Sabe aquela vontade de enviar um correio eletrônico para sugerir que alguém atentasse para determinado problema? Pois bem, ao invés de fazermos isso, fomos obrigados a telefonar ou mesmo nos dirigirmos à mesa desse colega e apresentar-lhe o problema, e apesar da sensação de perda de produtividade pela falta da ferramenta, ao final do dia notamos que o dia foi muito produtivo...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Um prêmio de US $ 10 milhões



O Google está oferecendo prêmios que totalizam US$ 10 milhões aos melhores softwares que forem desenvolvidos em sua plataforma aberta, o Android. É uma iniciativa da Open Handset Alliance (OHA), entidade internacional liderada pelo Google e formada por empresas como Intel, Motorola, Qualcomm e Telefônica (http://code.google.com/android/adc.html).
Essa é uma maneira criativa e barata de desenvolver produtos em um novo mundo. O que se fazia anteriormente por meio de altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e com equipes internas, faz-se agora com plataformas de software abertas, com desenvolvedores independentes e externos à empresa, e custos muitíssimos mais baixos, e por vezes o custo do desenvolvimento ainda pode ser considerado como investimento em divulgação, como é o caso desse concurso lançado pelo Google, já que provoca grande alvoroço no meio dos analistas e programadores, pois além do valor considerável da premiação, ainda existe o sonho de ter um programa aproveitado por empresas que o utilizarão mundialmente.
Os desenvolvimentos podem ser para redes sociais, localização, auxílio médico, compartilhamento de arquivos, games, monitoramento de doenças, enfim uma série de aplicativos que possam dar uma nova dimensão em termos de funcionalidade aos aparelhos celulares.
Estamos vivendo a era das alianças globais, já víamos a aliança da Apple com operadoras de telefonia celular no mundo todo para o lançamento do Iphone, e agora vemos a aliança de uma empresa bilionária, que começou como um simples site de busca com uma fabricante de aparelhos celulares, uma operadora de telecomunicações e fornecedoras de tecnologia embarcada para celulares. Através dessas alianças obtêm-se diferencial competitivo, com baixo custo e baixo risco, haja vista que os investimentos são compartilhados.
A forma do desenvolvimento também evoluiu, passou a se dar através de iniciativas de comunidades de desenvolvimento, que são estimuladas através de incubadoras, parcerias de empresas com universidades ou mesmo com desenvolvedores independentes.
O investimento em P&D vem sendo feito através de plataformas abertas, que são disponibilizadas à comunidade, para que de forma descentralizada e rica, se obtenha as mais inovadoras soluções.

domingo, novembro 11, 2007

Um novo modelo de propaganda


As predições erradas, proferidas por personalidades de peso na indústria, são famosas pelos erros retumbantes que colecionam, nesse sentido tivemos as célebres afirmações de que o cinema falado não atrairia ninguém e que as pessoas continuariam preferindo o cinema mudo, também tivemos a afirmação que não havia mercado para mais que uma centena de computadores pessoais, pois ninguém almejaria ter um PC em casa, houve até quem afirmasse que a Internet era uma moda passageira. Normalmente essas afirmações advêm de líderes de segmentos afetados pela novidade, é como se fosse uma ode contrária à inovação, enxergando uma possibilidade de dar mais alguns anos para negócios que começam a naufragar, ao invés de re-inventar esses mesmos negócios de forma radicalmente nova.
Agora é a vez da propaganda. Na semana passada vimos uma propaganda nas páginas da revista Veja dizendo que a mídia tradicional vai “bem obrigado” e que enganam-se os que pensam o contrário. A leitura que faço é que quando começamos a ver esses sinais explícitos de reação, o que ocorre é exatamente o contrário, na realidade existe uma crença que os meios de divulgação (ou mídia) estão mudando rapidamente, e que ninguém está muito certo do que deve ser feito, o que incomoda sobremaneira os líderes atuais desse mercado.
A consultoria Accenture divulgou resultado de pesquisa nessa semana, realizada com 70 presidentes de empresas, onde concluem que os anúncios em TV aberta e a cabo, que hoje representam 45% do investimento em propaganda, devem cair dramaticamente nos próximos anos. A Internet deverá atingir até 2011 o montante de US$ 44 bilhões em verbas de propaganda, mais da metade do total investido em todas as mídias atuais.
A aposta da consultoria é que a banda larga deverá ser o carro chefe da propaganda digital (22%) seguida de perto pela publicidade via Internet (21%) e celulares (11%). Esse último veículo é até o momento totalmente desconhecido no campo da publicidade, mas sabemos que temos o dobro de aparelhos celulares no Brasil (110 milhões) do que televisores (50 milhões).
E sabem porque está acontecendo essa revolução? Pelo simples fato de que o consumidor está mudando! Os adolescentes de hoje dedicam mais tempo a Internet do que a televisão, então continuar investindo nos meios tradicionais de mídia é remar contra a corrente.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Mente Terceirizada


Um amigo enviou-me um artigo do David Brooks, colunista do New York Times, que falava sobre a mente terceirizada, ou seja, sobre as tarefas corriqueiras às quais costumávamos nos dedicar, e que agora deixamos por conta de nossos acessórios tecnológicos, como calculadoras, GPS, agendas do celular, computadores e outros tantos equipamentos que povoam nosso dia a dia.
De forma divertida ele narra uma grande dependência do GPS instalado no seu carro, recorrendo a esse equipamento para ir a qualquer destino, chegando a errar propositadamente o caminho, apenas para ver as novas opções que lhe são dadas pelo sistema.
De forma análoga, nós também já não recorremos mais à nossa agenda de telefones, que ficava sobre o móvel, ao lado do aparelho telefônico, por vários motivos: primeiro porque a quantidade de telefones que temos que anotar aumentou em muito, lembrem-se que há dez anos atrás o Brasil não possuía mais que trinta milhões de telefones e hoje possui mais de cento e cinqüenta milhões, outro motivo que nos inibe a anotarmos os números em uma agenda escrita é a freqüência com que se muda de número telefônico, o que no passado era impensável, no máximo colocávamos um “oito” ou um “sete” à frente do número antigo, que já pertencia a família por mais de trinta anos e por fim, mas não menos importante, não telefonamos mais em pé, ao lado do telefone fixo, fazemos isso cada vez mais com mobilidade, em qualquer lugar que estivermos, o que nos leva a termos uma agenda móvel, que é a própria agenda do nosso celular, que já contém além dos telefones, também as datas de aniversários e endereços de e-mail.
Trata-se de aumentarmos em muito nossa dependência com as inovações tecnológicas? Sem dúvida que sim, mas acho que é por um bom motivo, pois deixamos tarefas menores para serem executadas por nossos assessores tecnológicos e dedicamo-nos ao mais nobre, que é viver nossa vida da melhor maneira possível, sem termos que levar conosco a preocupação de lembrarmos um quilo de endereços, datas, telefones e mais uma série de informações que não agregam nada além da própria informação em si.

domingo, outubro 28, 2007

Legal ilegal


Quem me conhece pessoalmente ou acompanha meus textos sabe de minhas convicções relativas ao que não é legal, como pirataria, contrabando e etc. Talvez eu seja uma das poucas pessoas que ainda adquire CDs e DVDs em lojas e sites especializados, pagando normalmente pelos mesmos e quando baixo músicas da Internet, o faço através do site http://www.esom.com.br/, pagando pelas músicas que adquiro.
Na semana passada me preparava para receber meu N95 da Nokia, um super aparelho, já preparado para terceira geração, com tecnologia Wi-Fi e preparado para navegação GPS (por satélite), pelo qual paguei mil e setecentos reais, quando um amigo me mostrou um Iphone recém comprado pelo mercado livre totalmente desbloqueado e com menus em português. O Iphone foi lançado primeiramente nos EUA e com a política de sempre estar disponível apenas em uma única operadora por país.
Essa foi a resposta do mercado a uma política da Apple totalmente contrária ao que estamos vivendo no mundo atualmente, onde tudo é disponível o tempo todo para quem quiser adquirir. Como então fazer o lançamento de um produto bloqueado para as demais operadoras, com uma política de exclusividade em todos os países? O que assistimos foi uma corrida intensa para que se conseguisse quebrar o código do iphone, e com o tempo foram quebrando um a um, cada um dos sistemas deste aparelho, e atualmente seu código esta na Internet, para que todos possam utilizá-lo.
Não estou aqui fazendo uma apologia a que saiamos adquirindo tudo que quisermos, sem pagar impostos, nem tampouco respeitando direitos autorias, mas também não dá para entender uma empresa mundial e globalizada como a Apple, que lança um produto com uma estratégia totalmente inconsistente com a era da informação e da conectividade que ora vivemos.
Atualmente qualquer ação de qualquer empresa é imediatamente notada, comentada e discutida imediatamente no mundo inteiro após a sua consecução, e quando na opinião do mercado essa ação é inadequada, começa uma reação em cadeia que tem o poder de atravessar o mundo em questão de horas. A pergunta que não quer calar é se a Apple, sabendo disso, aproveitou-se do fato para causar maior impacto no lançamento de seu produto, ou simplesmente ignorou o poder do mercado.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Interessa a conversa e não o meio


Quando era adolescente, havia uma esquina no condomínio onde morava, que era o ponto de encontro com meus amigos. Quando saíamos de casa, bastava irmos para aquela esquina para encontrar os colegas e poder trocar idéias, falar de nosso dia a dia, das namoradas que tínhamos ou das que não tínhamos, combinar as festas que faríamos, falar de nossos desejos e frustrações. Do outro lado da rua, existe até hoje uma padaria, que era o ponto de encontro dos adultos daquele bairro, onde por vezes se ia após um dia inteiro de trabalho, conversava-se muito, e ao final voltava-se para casa, às vezes até esquecendo-se de levar o pão para o jantar!
Certamente todos nós temos na memória lugares ou situações, que eram referências para gostosos bate-papos, alguns perduram até os dias de hoje.
Eu conversava com um aluno nesse final de semana, e ele me lembrava como era a vida dos rádio-amadores, que colecionavam contatos distantes, sendo um de seus objetivos conseguir falar com alguém o mais distante possível, se fosse do outro lado do mundo, melhor ainda. Essas incursões podiam ser premiadas depois com um cartão postal que comprovava o feito. Outro amigo me contou inclusive que utilizava código Morse via satélite, para se comunicar com o mundo todo. Confesso até que meu primeiro carro tinha um rádio PX, mas que tive que deixar de utilizar pois interferia tanto nos sinais de TV de meus vizinhos, que acabaria sendo linchado por eles.
Encaro as conversas de esquina, de padarias, no pátio da escola e de rádio-amador da mesma forma que as conversas via Internet (Messenger, e-mails, salas de bate-papo, redes sociais, etc). Na realidade a Internet apenas deixou essas possibilidades de comunicação mais acessíveis, uma vez que não depende das condições atmosféricas para a propagação do sinal de rádio, sem mencionar que é muito mais fácil nos comunicarmos com países do mundo inteiro através da escrita do que da falada.
A idéia aqui é que nos comunicamos mais na atual era da Internet, pois a mesma trouxe-nos novas oportunidades, no entanto o que sempre nos guiou foi a necessidade de comunicação em si, e não a maneira pela qual nos comunicávamos. Isso deixa para a Internet, uma classificação muito mais de fenômeno social, do que tecnológico. Bom seria que a segurança dos dias atuais continuasse permitindo as gostosas conversas de esquina, onde além de trocarmos idéias, ainda aproveitávamos para viver o espaço urbano, fora de nossas casas, atividade essa cada vez mais rara hoje em dia.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Planejado ou ao acaso?


Estive na Amana Key (http://www.amanakey.com.br/) no final de semana passado. A Amana é minha referência absoluta de inovação em gestão. Estudamos duas personalidades que trabalham com o futuro, um deles, Bruce Mau, disse que o processo é mais importante que o resultado, pois quando o resultado conduz o processo somente iremos para onde já estivemos, ou seja, não pode haver inovação!
À primeira vista essa afirmação muito me incomodou, pois ficou a percepção de que fazemos algumas coisas, só por fazer, sem objetivo direto e concreto, o que poderia ser classificado facilmente como perda de tempo. Esse pensamento cartesiano foi abandonado quando lembrei de algumas inovações e rupturas que surgiram nos últimos anos, onde podemos notar claramente que o resultado obtido foi obra do acaso e não fruto de forte planejamento. É o caso do Youtube, que foi criado para compartilhamento de fotos e vídeos com os amigos, e acabou virando um fenômeno de utilização. A própria Internet tinha objetivos militares e de segurança na comunicação quando foi criada, visava disponibilizar um sistema de comunicação por computadores que resistisse a um desastre e perda de parte da rede, sem que perdesse a capacidade de se comunicar – estava criada a Arpanet, avó da Internet. E assim ocorre com tantos outros produtos e serviços que são criados para um determinado objetivo e acabam servindo a outro objetivo totalmente distinto, que acaba por lhes promover o uso.
É fácil de imaginar que, quanto mais ruptura for provocada no processo de inovação, maior é a possibilidade de que tenha sido inventada “sem querer” o que, de forma alguma desqualifica a inovação ou deve ser motivo de demérito, pois as inovações devem ser mensuradas com base nos benefícios que trazem e no ineditismo de suas soluções e não pelo processo ao qual se submeteram.
Mesmo assim é inevitável que vejamos inúmeros comentários tecidos a respeito do processo de inovação de algumas soluções. Ora o processo somente passa a ser metodológico depois de estabelecido como sucesso. É o caso da Microsoft, da HP e de tantas outras inovações que nasceram literalmente nas garagens de bairros de subúrbio, e que depois de consolidadas como sucessos absolutos, passam por processos rigorosos para novas especificações e melhorias, mas que a meu ver, já não se tratam mais de inovações, senão de melhorias no que já foi uma inovação no passado...

segunda-feira, outubro 08, 2007

TV Digital ou IPTV?


Tenho conversado com alguns amigos que se dizem desapontados após adquirirem uma TV de Plasma ou de LCD, pois descobrem que a qualidade da imagem é praticamente a mesma que viam na TV convencional de tubo, com o inconveniente de que por ser em dimensões diferentes (wide 16:9) ou vemos a imagem distorcida para que caiba na tela inteira, ou ficamos com uma imagem menor do que o tamanho da tela. Na realidade para aproveitarmos a boa qualidade de uma TV digital, devemos ter alta qualidade de imagem também na geração, assim é necessário que o DVD que pretendemos assistir também tenha alta qualidade de imagem, Blue Ray, por exemplo, ou então que usemos uma conversor.
Ao final desse ano, em São Paulo, teremos a TV digital sendo transmitida por sinal aberto (antenas), poderemos então experimentar melhor qualidade de imagem. Nesse momento provavelmente o que nos incomodará será a qualidade do conteúdo...mas aí já são outros quinhentos.
Por outro lado, já temos muito conteúdo digital de imagem sendo transmitido através do protocolo IP, com a vantagem que não existe limite de distância para as transmissões, pois os sinais não são transmitidos por antenas, mas através da Internet. E com o acréscimo das velocidades dos acessos, a qualidade de imagem se aproxima rapidamente da qualidade que estamos acostumados a experimentar na nossa TV. Com isso notamos outro fato interessante que é o fato de nossa disponibilidade de acesso a Internet ter que mudar do quarto ou escritório para a sala, pois é lá que assistimos a nossos programas prediletos.
Com a imagem de TV sendo transmitida sobre protocolo IP, podemos aproveitar as imensas facilidades da Internet para interagirmos com o que assistimos, por exemplo, visualizando as mesmas cenas através de posições e câmeras diferenciadas, criando fã clubes organizados na web, sendo avisados do momento que nossos programas favoritos estarão sendo disponibilizados, ou mesmo gravando-os caso não tenhamos disponibilidade de vê-los naquele exato momento. Tudo isso independentemente do local de acesso, e sem a necessidade de antenas, pois o conteúdo que é gerado em determinado país, pela cobertura da rede mundial, pode ser visualizado em qualquer lugar do Planeta!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Fotografia digital


Há algum tempo atrás, durante uma reunião preparatória a uma viagem que meu filho faria pela escola, ouvi do diretor da escola a afirmação de que em função das fotos serem atualmente digitais, e que portanto não necessitavam de revelação em papel fotográfico para serem vistas, acabava por levar as crianças a baterem muito mais fotos do que o necessário. Que aquela preocupação sobre qual recordação levar registrada em nossas fotos havia acabado, e que no seu lugar havia uma despreocupação com o fato, pois com as imensas capacidades de armazenamento das máquinas de hoje, podemos armazenar centenas de fotos sem nenhum custo adicional, e depois as vemos no computador, sem necessidade de gastarmos com a revelação.
Apesar de concordar que com o barateamento do processo e também com a facilidade de gravar quantas fotos quiser e depois simplesmente apagá-las, ficou muito mais fácil a vida dos fotógrafos amadores, e me incluo nessa categoria sem dúvida, mas confesso que a constatação de que o ato de fotografar evoluiu para algo inconseqüente me incomodou um pouco, primeiro porque a emoção que queremos guardar para sempre não mudou em função do avanço tecnológico, e assim continuamos guardando na lembrança, através de fotos (digitais ou não) os aniversários de nossos familiares, passeios, aquelas férias que deixarão saudades, os primeiros passos de nossos filhos, nosso primeiro carro, enfim tudo que entendemos como importante o suficiente para levarmos para o futuro através de uma boa fotografia.
Entendo que com o avanço das facilidades e da tecnologia passamos a ter a opção de utilizarmos as mesmas técnicas de fotógrafos profissionais, que fotografam dezenas e até centenas de vezes mais que o necessário para poderem depois escolher dentre as várias fotos, as que realmente são as melhores, e essas sim merecerão serem mostradas, guardadas e eventualmente até impressas para manuseio em álbuns de família, sem mudar uma vírgula o hábito dos antigos fotógrafos de outrora.
Essa visão da tecnologia nos ajudando a mantermos os bons hábitos, de forma facilitada e seletiva me agrada mais que a banalização dos melhores momentos de nossas vidas, pelo simples fato de que “ficou mais fácil”. Então click, e tenho dito!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ainda falando de baterias...

E por falar em baterias, tenho utilizado um aparelho celular de terceira geração para testes. Consegui taxas de conexão superiores a 1,2 Mbp/s, que são velocidades excelentes para uma configuração de teste. A utilização da tecnologia proporciona duas aventuras, uma é surfar na internet em uma velocidade que anos atrás não imaginaria ser possível, outra é fazer a bateria do aparelho durar pelo menos durante o dia. Pelas exigências do equipamento, a durabilidade das baterias em celulares 3G ainda é um desafio, pois acostumados como estamos a termos a bateria carregada por pelo menos dois dias, na tecnologia atual, é de se estranhar termos que voltar a andar com uma bateria sobressalente no bolso... :-(

domingo, setembro 23, 2007

Baterias também evoluem...


Por vezes fica-nos mais evidente a evolução tecnológica nos aparelhos propriamente dito do que nas baterias que os alimentam, e pode ser que não notemos a evolução silenciosa que vem se dando no segmento das baterias.
Lembrando dos primeiros aparelhos celulares, não há como não mencionar o tamanho de suas baterias, para não falar do tempo de duração de sua carga e do pequeno período de vida útil das mesmas. Há dez anos atrás éramos obrigados a carregar uma bateria sobressalente no bolso, para não ficarmos sem celular durante o dia, e olha que essa bateria sobressalente era maior que os aparelhos inteiros de hoje.
O que ocorreu foi uma evolução tecnológica grande, em especial nos materiais utilizados como acumuladores das baterias, e vindo da antiga e conhecida bateria de chumbo, passamos para as baterias de Níquel Cádmio e mais recentemente as de Íon Lítio. Já temos vários protótipos de baterias ecológicas, que não poluem o ambiente quando descartadas, é o caso das baterias biológicas que produzem energia através do processamento de materiais como o álcool etanol, por exemplo.
E o mais engraçado é que continuamos com os mesmos hábitos que tínhamos quando manuseávamos as baterias de geração mais antiga, como o de não recarregarmos a bateria antes de terminar totalmente a sua carga. Ora esse é um hábito que não vale para as novas baterias de Íon Lítio, muito pelo contrário, essas baterias têm um chip que impede que descarreguem totalmente, pois isso danifica a sua capacidade de recarga, dessa forma quando estão quase descarregadas, o chip faz com que se desliguem, guardando um pouco de carga para não viciá-las. Da mesma forma essas baterias não deveriam ficar muito tempo na tomada em processo de carga, pois também por conta do mesmo chip, ao atingirem a capacidade máxima são desconectadas, mas em caso de falha nesse chip têm o risco de explodirem. Isso mesmo baterias explodem, principalmente as de Íon Lítio que equipam a maioria dos LapTops e celulares mais modernos. Atualmente o tempo de carga das baterias é sempre superior a um dia com uso intenso e sua vida útil é semelhante ao do aparelho celular em si. Que diferença dos primeiros dias da telefonia celular, onde a bateria chegava a ser maior que o próprio aparelho, e durava apenas algumas horas de uso!

domingo, setembro 16, 2007

Second Life



O Second Life (http://secondlife.com/) é um software que simula uma segunda vida, onde criamos um personagem (ou avatar) que passa a viver uma vida virtual dentro do programa, lá existe uma economia virtual, e que se pode comprar e vender itens, além de espaços para propaganda, que é uma de suas principais receitas.
É como um grande Shopping Center, onde circulam milhares de pessoas, e que se oferecem à grandes marcas, a possibilidade de abrirem lojas para oferta de seus produtos.
Esse modelo de negócios prosperou muito nos Estados Unidos, e dentro da realidade virtual criada pelo Second Life, encontram-se universidades, programas do governo, partidos políticos, lojas de griffe, exposição de novas marcas de automóveis para testar a sua aceitação junto ao público e uma infinidade de outras coisas, que podem ser oferecidas e testadas, face à diversidade de pessoas que freqüentam o programa.
Já no Brasil a realidade tem sido um pouco diferente. Sabe-se do sucesso que foi o Orkut entre os internautas verde-amarelos, pois é gratuito e possibilita o encontro de pessoas que há muito não se viam, e facilita relacionamentos, encontros e reuniões por interesses de cada comunidade. O Second Life tem sido utilizado da mesma forma, então o que mais se vê nesse programa são utilizações para relacionamento, namoro, encontros e sexo virtual. Isso tem limitado em muito o interesse de empresas em exporem suas marcas nesse ambiente.
A Internet oferece inúmeras oportunidades de negócio, além de uma facilidade natural de ofertas segmentadas por nicho de interesse, já que consegue catalogar todos os interesses de seus usuários, e com isso trabalha em uma base de dados muito grande, que possibilita ofertar aquilo que tem maior probabilidade de despertar interesse em quem recebe a oferta.
Por outro lado, os sites de relacionamento aqui no Brasil, tem tido sua utilização restrita a conversas fortuitas e de interesse no mínimo duvidoso, e como diz a diretora de criação da agência África, Suzana Apelbaum (http://idgnow.uol.com.br/podcast/), tem havido uma grande dificuldade de retorno sobre os investimentos feitos em mídia no Second Life.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Estou de luto


Não há tecnologia ou inovação tecnológica suficiente para afogar o desapontamento de ver uma instituição importante como o nosso Senado Federal ceder ao menor indício de pressão, e votar a favor da absolvição de renan calheiros (escrevo em letras minúsculas propositalmente).

Então declaro luto no meu Blog!

domingo, setembro 09, 2007

Censura com "C" maiúsculo


Todos conhecem a wikipedia (http://www.wikipedia.org/), maior enciclopédia online e colaborativa do mundo, onde qualquer pessoa pode não só pesquisar mas também colaborar com o artigo que lhe parecer mais adequado, corrigindo ou acrescentando informações sempre que quiser.
O formato Wiki já ultrapassou em muito a própria wikipedia, e atualmente é utilizado nas empresas de gestão mais avançadas do mundo, para que seus funcionários tenham a possibilidade de interagir e trabalhar de forma colaborativa na elaboração de documentos e especificações diversas, mostrando-se ferramenta valiosa, também nesse campo.
Não é de se estranhar que seu uso esteja cada vez mais difundido e que todos estejam divulgando seu conceito certo? Errado! Na China proibiram o acesso e utilização da Wikipedia, por considerarem-na de conteúdo duvidoso e principalmente perigoso para a estrutura política do maior país do mundo. Ela foi liberada para consulta e uso em junho desse ano, e bloqueada mais uma vez no mês passado. Se no passado conhecíamos a Grande Muralha da China, vemos agora o Grande Firewall da China, conjunto de parafernália tecnológica utilizada para barrar o acesso de conteúdos considerados inadequados pelo Governo Chinês (tanto faz se pensam na emancipação do Tibet, conteúdo adulto ou temas políticos, todos são considerados inadequados).
Mesmo conhecendo a China, é difícil de acreditar em uma ação como essa em pleno século 21.
Dez em dez especialistas em planejamento estratégico vêm divulgando os novos tempos como a era do conhecimento, e algum governante ou sistema de governo resolve deliberadamente que ter acesso a informação de forma ampla, geral e irrestrita não é adequado.
A China é o maior participante do bloco conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), bloco esse que vem sendo alvo de investimento e expansão econômica por investidores do mundo todo, que vêm nesses países possibilidades de crescimento e retorno econômico maiores que nos países do velho continente. E como que o governo reage? Impedindo o acesso a um dos conteúdos mais democráticos da Internet. Como diz minha filha “ninguém merece!”.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Som automotivo à prova de roubo


Já tive vários CD player roubados no meu carro e no de minha esposa. Isso para não lembrar dos gastos adicionais com portas que os ladrões amassam, vidros e painéis que são quebrados enquanto roubam impunemente. Por fim decidi que somente faria sentido colocar aqueles sistemas de som que são originais, que apesar de mais caros, por possuírem controle no volante e painel digital integrado no painel, acabam por inibir os roubos.
Já para o meu carro fiz a adaptação de um amplificador, instalado dentro do painel e fora da vista dos apreciadores do alheio, e passei a ouvir meu Ipod no carro. Funcionou muito bem. Nada fica à vista, o Ipod é facilmente transportável, como não existem peças móveis como no caso dos CD players, as músicas nunca pulam e não existe desgaste como no caso dos mecanismos de leitura de CD, sem falar que em um simples Ipod podemos colocar mais de duas mil músicas, o que daria para ouvir mais de 48 horas seguidas sem repetir uma única música, nada mal não é mesmo?
Fiquei pensando no porquê da indústria automobilística ainda não ter acordado para isso. Existem os equipamentos de som com entrada para Ipod ou com portas USB, que permitem a conexão de Pen Drives com milhares de músicas, mas esses dispositivos são oferecidos no próprio CD player, o que não resolve o problema dos furtos. Acho que o ideal seria a conexão para MP3 ou mesmo para o Pen Drive disponibilizado diretamente no painel do carro, não deixando a mostra o amplificador, que ficaria em algum ponto menos acessível, dentro do painel do carro, ou então os carros teriam apenas rádios, já que esses são pouco visados pelos ladrões, e o tocador de MP3 poderia facilmente substituir o CD. Esses sistema impediria o roubo, sairia inúmeras vezes mais barato, pois somem a quantidade de vezes que somos roubados e temos que reparar os estragos feitos em nossos carros, e o que é melhor, teria uma vida útil muito maior que a de um CD player convencional.
Poderíamos gravar, em nossos computadores, nossas músicas favoritas, carregá-las em um Pen Drive (são baratíssimos) e trocar as músicas de nosso carro de tempos em tempos, para termos sempre algo novo para ouvir. Imaginem agora as possibilidades de um sistema de som automotivo que tivesse a capacidade de se conectar à Internet, através de uma cobertura adequada de nossas ruas e estradas com sinal Wi-Fi.
Será que estamos muito longe de algo semelhante em nossos carros?

domingo, agosto 26, 2007

O que consideramos como cultura...


Depois do último texto que publiquei sobre a inclusão digital no Brasil e dos problemas que esse tema vem enfrentando, face ao despreparo de educadores e até de falta de metodologia e acompanhamento do programa de inclusão digital do governo, recebi alguns comentários no Blog, e-mails e até bate-papos de alguns amigos com novas idéias sobre como corrigir o problema.
De fato acho que não existe uma verdade única sobre esse caso, temos mesmo é que ter uma variedade de idéias e atitudes que, juntas, nos levará a uma realidade diferente.
Se por um lado não temos consenso relativo ao que faria acelerar a inclusão digital no Brasil, por outro parece não haver dúvidas quanto à opinião pública, frente à decisão do Ministério da Cultura que, através da ANCINE (Agência Nacional do Cinema), autorizou a captação de nada menos que 4 milhões de reais para a produção do filme “O Doce Veneno do Escorpião” de Bruna Surfistinha.
Não sou a favor da censura, e acredito de fato que cabe aos tele-expectadores e cinéfilos, o julgamento sobre se vale ou não a pena assistirem a um filme contemporâneo que conta a vida de uma prostituta. Mas vai daí uma distância muito grande entre encararmos esse enredo como cultural. Sem falar que a comparação é inevitável: ao passo que se luta por descobrirmos uma forma de melhorarmos as condições de milhões de crianças na educação básica, como forma de construirmos um futuro melhor (para todos), investiremos o equivalente a 10 mil computadores em um filme da Bruna Surfistinha.
De fato estamos falando de Ministérios diferentes e obviamente com objetivos diferentes, aplicados sobre iniciativas ainda mais diferentes, mas como disse o Zé Ramalho, esse não é o meu Brasil. Depois de mais de três anos falando em PC conectado e em programa de inclusão digital, conseguimos como iniciativa do governo, provocar atrasos no programa escolar de várias crianças que participaram do programa “Um computador por criança”, mas em compensação teremos filmes nacionais novos em cartaz...

domingo, agosto 19, 2007

O futuro das tecnologias renováveis


Prever o futuro em algumas áreas costuma ser muito difícil, face à quantidade de variáveis que podem influenciá-lo. Deixando de lado o charlatanismo e os especuladores de plantão, existem trabalhos sérios a respeito do futuro? Sem dúvida! É o caso do engenheiro Ray Kurzweil (http://www.kurzweiltech.com/aboutray.html), cientista e inventor, que nos últimos 30 anos tem se dedicado a estudar o futuro através de modelos matemáticos, que desvendam curvas de evolução tecnológica em campos onde consegue-se boa previsibilidade, como miniaturização de componentes, nanotecnologia e evolução das tecnologias da informação.
Prevê que em 20 anos os painéis solares custarão centavos de dólar o metro quadrado, imagine as possibilidades que se abrem no sentido de aplicação desses dispositivos em veículos, ou mesmo em nossas residências, pois sabemos da crescente demanda por energia que nosso mundo vem enfrentando e os impactos que as formas convencionais de geração de energia causam ao meio ambiente.
Outra evolução prevista por Ray é a de acumuladores de energia (mais conhecidos como pilhas ou baterias), que por utilização de nanotecnologia, poderão ser utilizados em células de energia de tamanho muito reduzido e que terão grandes capacidades de armazenamento, imaginem, por exemplo, um automóvel que pudesse ser alimentado por um célula de energia renovável, do tamanho de uma caixa de fósforos.
Nosso pensamento sobre evolução é de certa forma linear, o que nos impede por vezes de enxergarmos algumas rupturas que certamente ocorrerão na evolução dos materiais utilizados em painéis solares, microprocessadores e na física de nanotecnologia, que além de permitir forte miniaturização, permitirão o barateamento do processo fabril. Essa evolução será fundamental, pois em qualquer cenário que traçamos para o futuro, a análise da matriz energética é sempre de grande impacto, e se por um lado temos uma demanda eternamente crescente por energia, por outro temos claramente um gargalo nas formas atualmente conhecidas de geração de energia, seja pelo impacto que trazem ao meio-ambiente, ou pelo esgotamento dos materiais utilizados como combustível, como carvão e petróleo. Atualmente 80% do combustível utilizado no mundo é de origem fóssil enquanto que o Sol fornece dez mil vezes mais energia do que temos utilizado atualmente. É uma boa equação não é?

domingo, agosto 12, 2007

Somente o computador não basta


Há algum tempo atrás comentei neste espaço sobre o programa OLPC – um computador por criança, criado no MIT pelo senhor Nicholas Negroponte, e que estava sendo adotado no Brasil. Sempre achei uma iniciativa louvável e, apesar de não ser suficiente para garantir a tão propalada inclusão digital, sempre reconheci a sua importância.
Sempre foi discutida que a iniciativa de fornecer a máquina nas escolas, à razão de um computador por criança, deveria ser acompanhada de ação tão ou mais importante, no sentido de capacitar o corpo docente das escolas, para que também nesse nível se desse a inclusão digital, caso contrário os computadores pouca ou nenhuma valia teriam, pois seriam utilizados de maneira inadequada pelos alunos.
Pois muito me inquietou ler uma reportagem na semana passada sobre uma pesquisa conduzida pelo LSI – Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, que era o órgão responsável pela metodologia de integração das máquinas e pelo acompanhamento do uso dos computadores. Depois de seis meses de implantação do sistema em algumas escolas piloto, a conclusão da pesquisa é que na maioria das escolas, houve atraso dos alunos para com a matéria, em função de estarem participando da experiência. Explica-se, como não houve capacitação de todos os professores envolvidos, o computador acaba sendo subutilizado, ou mesmo utilizado para fins diversos dos da educação, como navegação em sites de relacionamento ou utilização para integrar-se em salas de bate-papo, e o que é pior, esse uso é feito durante o horário das aulas.
Conheci alguns programas bem sucedidos de inclusão digital, e lembro que em todos encontrei alguns pontos em comum como a aceitação por parte da comunidade da importância do projeto, capacitação do corpo de professores, preocupação na elaboração e pesquisa de conteúdo adequado ao sistema de ensino informatizado, equipe disponibilizada para manutenção das máquinas e de seus programas instalados além de obviamente as máquinas em configuração adequada.
Pesquisei e encontrei recomendações explícitas no sentido de se fazer uma experiência consistente, contando com todos os quesitos que mencionei, pelo próprio LSI, quando em dezembro de 2005 elaborou o relatório “Utilização Pedagógica Intensiva das TIC nas Escolas”, sinal de que já sabemos o que tem que ser feito, basta fazer.

segunda-feira, agosto 06, 2007

A evolução dos acessórios


Lembro-me bem, quando meu pai comprou o seu primeiro carro com relógio no painel. Era uma peça destacada, pois era o diferencial daquele modelo de carro, juntamente com alguns outros acessórios, como espelho retrovisor direito, acendedor de cigarros e ventilador de ar forçado. Apesar dos meus tempos de infância trazerem-me ótimas recordações, certamente estas não me ocorrem pelas facilidades e inovações que tínhamos à época.
Atualmente temos relógios em nossos aparelhos celulares (que são também agenda e despertador, dentre outras inúmeras funções), também os temos em nossas cozinhas em vários eletrodomésticos, também estão presentes em nossos aparelhos de som, TVs, DVDs, chaveiros, em algumas bicicletas e motos e na telinha de nossos computadores. Está em tantos lugares que fico me perguntando o porquê de ainda usamos relógio de pulso. Li que os usamos porque nos fornecem uma noção de espaço também, e não somente de tempo, pelo curso dos ponteiros podemos ter a sensação do espaço a percorrer até que determinado horário ocorra, por exemplo.
Mas acho mesmo que os usamos como adorno, pois sua função básica de fornecer as horas é suprida por um número imenso de dispositivos que nos cercam no dia-a-dia.
Como será no futuro quando quisermos dar uma referência da mão esquerda, e dizermos “mão do relógio”?
É engraçado como alguns usos e costumes vão se alterando conforme os dispositivos vão evoluindo e passam a permitir algumas facilidades adicionais. Música portátil na década de 70, era sinônimo de vitrolinha à pilha, tocando disco compacto, e não MP3 como hoje. Algumas máquinas fotográficas mais baratas exigiam que comprássemos flashes descartáveis para fotografarmos à noite ou em interiores, hoje nossos celulares ultrapassam 5 Megapixels na função máquina fotográfica e já trazem o flash embutido. E os carros que tinham como acessório relógios e acendedores de cigarro, hoje são confrontados com o Punto da Fiat, que faz conectividade com até 5 celulares via bluetooth, possui entrada USB para Pen Drive ou MP3 player no porta-luvas, permite visualizar os SMS no painel do computador de bordo, ou mesmo ouvi-los através de software desenvolvido pela Microsoft que aceita comando de voz. A única preocupação é que, por ser Microsoft, de quando em vez não funcionará, e será necessário desenvolverem um outro acessório no carro, que será a tecla “Control+Alt+Del”.

quarta-feira, agosto 01, 2007

A difícil realidade da exclusão digital

Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=aM2afI-fCwc) vemos uma realidade difícil de ignorar, que nos lembra a dura realidade de EXCLUSÃO DIGITAL e do tanto que temos ainda por fazer, no sentido de promover uma sociedade mais justa, onde todos tenham mais oportunidades de vencer e se desenvolver economicamente.