quarta-feira, agosto 23, 2006

Smartphones

Com a onda de recebermos nossos e-mails através do celular, começamos a ouvir falar com maior freqüência dos smartphones.
São chamados de smartphones, ou telefones inteligentes, exatamente porque possuem algumas características superiores às de um telefone celular convencional.
Por acessarem e-mails e também a Internet, normalmente possuem uma tela um pouco maior que as encontradas nos aparelhos celulares, sendo que vários possuem também um mini teclado acoplado. Não são confortáveis obviamente para fazermos uso de Internet, como fazemos em nossos lares e escritórios, pois a interface não é adequada para longas conexões, as letras são pequenas e as velocidades disponíveis, na sua grande maioria, são inferiores às disponibilizadas pelas tecnologias de banda larga, existente da rede telefônica, por outro lado, têm a imensa vantagem de poderem acessar a Internet de qualquer lugar, pois são portáteis. Além do acesso a web, permitem uma infinidade de facilidades, entre elas o acesso a e-mails, uma memória que já ultrapassa 2 Gbytes (ou seja, uma memória grande o suficiente para guardar algo em torno de 400 músicas, ou centenas de fotos ou mais de três horas de filmes com resolução muito boa). Como esses celulares possuem sistemas operacionais semelhantes aos encontrados em nossos computadores pessoais, ainda permitem que utilizemos os aplicativos mais comuns da Microsoft como Excell, Word e Power-point, sem falar nos jogos disponíveis, acesso a agenda do dia e de contatos, alem de uma enorme quantidade de aplicativos, disponíveis na Internet, e que podem ser “baixados” pela Internet para o celular como planilha de gastos financeiros, planilhas de conversão monetária, tabela de horário mundial, catálogo de produtos, catálogos de clientes e também funcionam como gravadores de voz, de vídeo e de música.
Mas se ele possui tantas facilidades, deve ser grande e pesado, dirão vocês! Que nada, na realidade para as pessoas que já estavam acostumadas a fazerem uso de organizadores pessoais, como Palms e PDAs, a substituição por um smartphone é vantajosa, pois temos as mesmas funcionalidades, porém com custo e peso bem abaixo que a soma de produtos (celular + organizador pessoal, ou agenda eletrônica), sem falar que com a utilização cada vez mais popular de fones de ouvido com tecnologia sem fio (do tipo Bluetooth), não importa tanto o tamanho do celular, pois normalmente ele fica na bolsa, e o usuário anda somente com o fone de ouvido, que é muito mais prático e leve que um aparelho celular convencional. Mas cuidado para não adquirirem um modelo que tenha restrição à utilização em outras operadoras.

2 comentários:

Carlos Ribeiro disse...

Bom Eduardo, fazendo o papel de "Devil's Advocate"... acho que a idéia é melhor que a prática. O problema é a usabilidade. Nem tanto pelo peso, ou pelo tamanho - isso é até fácil de resolver com a tecnologia atual, que dirá com as inovações que vem por aí. Mas porque o ser humano tem expectativas muito claras daquilo que espera de cada dispositivo, e isso inclui o seu formato, sua interface, e a forma como é utilizado.

Repare como é uma câmera fotográfica. Tem um desenho ergonômico, para ser segura na posição correta de fotografar. O mesmo vale para o telefone. Pena que os requisitos de design sejam tão diferentes.

Acho que os fabricantes - a Nokia em particular - tem feito um trabalho absolutamente fantástico de design e usabilidade. Eles já perceberam que se o celular vai ser usado como câmera, tem que se parecer com uma câmera, e assim por diante. Não sei até que ponto a criatividade e a tecnologia podem resolver este problema, mas acho que como tudo na vida, não dá pra guardar o bolo e comer os pedaços ao mesmo tempo.

A solução de ficção científica para este problema seria um celular que pudesse ser "moldado" na forma correta, dinamicamente. Vai usar para tirar fotos? Ele vira uma câmera. Vai tocar MP3? Ele fica a cara do iPod. Vai ler email? Ele estica o teclado para os dedos caberem e amplia a tela. E por aí vai. Sonho? Talvez seja impossível fazer isto com um aparelho físico. Mas e com uma interface de realidade virtual? Tem um filme antigo do Keanu Reeves chamado Johnny Mnemonic, muito anterior ao Matrix, onde ele usa um computador com interface virtual. Com luvas e um óculos 3D, ele manipula a "Internet" do filme. O filme não é lá essas coisas (há quem goste) mas a cena onde ele acessa um sistema com interface 3D teclando no espaço é fantástica.

Edu@rdo Rabboni disse...

Acho que o mais interessante dessa história toda, é observarmos como os acessórios vão evoluindo, e principalmente, como os usuários vão aceitando ou não a sua evolução. Veja o caso do N-Gage formato ideal para gamers, mas o problema era a tecnologia (TDMA) depois evouluiu-se para GSM, aí o problema era o preço....agora ele é barato e o problema é que ninguém o quer assim mesmo. Acho mais fácil encontrar alguém com um joystick sem fio de PS3 do que com um N- Gage no bolso.
Isso mostra que fazemos as escolhas de forma não linear e não baseados totalmente na lógica. Ainda bem, senão a nossa vida seria muito chata, sempre acertaríamos e não existiria emoção, apenas razão. Você tem razão, não gosto de tirar fotos sem olhar pela objetiva, parece que tá faltando alguma coisa....abraços e obrigado pelo comentário.